{"id":404222,"date":"2022-11-22T06:54:27","date_gmt":"2022-11-22T09:54:27","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=404222"},"modified":"2022-11-22T06:54:27","modified_gmt":"2022-11-22T09:54:27","slug":"um-mergulho-no-mundo-de-jose-saramago-que-faria-100-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/um-mergulho-no-mundo-de-jose-saramago-que-faria-100-anos\/","title":{"rendered":"Um mergulho no mundo de Jos\u00e9 Saramago, que faria 100 anos"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-xs-12 col-lg-3\">\n<div class=\"noticias-single__meta\">\n<div class=\"noticias-single__author\">\n<div>Tharsila Prates<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-9\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"noticias-single__image\"><picture class=\"noticias-single__picture\"><source srcset=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/d\/1\/csm_Jose_Saramago_803a8371e8.jpg\" media=\"(min-width: 420px)\" \/><img decoding=\"async\" class=\"noticias-single__image-source\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/d\/1\/csm_Jose_Saramago_75abacb38f.jpg\" alt=\"Um mergulho no mundo de Jos\u00e9 Saramago, que faria 100 anos\" \/><\/picture><span class=\"noticias-single__image-caption\">(Divulga\u00e7\u00e3o)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 noticias-single__stick-parent\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-md-7 col-lg-7\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<h1 class=\"noticias-single__title noticias-single__title--desktop noticias-single__title--with-image visible visible-lg\"><\/h1>\n<div class=\"noticias-single__description visible-lg\">Livros da Companhia das Letras fazem o leitor viajar pelo pensamento do \u00fanico Nobel de literatura em l\u00edngua portuguesa<\/div>\n<div class=\"noticias-single__content-area noticias-single__content-area--before-content\">\n<div class=\"chamada-assinatura\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"noticias-single__content is-blocked\">\n<div class=\"noticias-single__content__text js-mediator-article\">\n<p class=\"bodytext\">O portugu\u00eas Jos\u00e9 Saramago pertencia a muitos lugares, o Brasil entre eles. Um porto frequente, onde desfrutou das amizades com Jorge Amado, Z\u00e9lia Gattai, N\u00e9lida Pi\u00f1on, Rubem Fonseca, Chico Buarque, Sebasti\u00e3o Salgado, Luiz e Lilia Schwarcz.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cSempre com Z\u00e9lia e Pilar, os amigos Jorge e Jos\u00e9 nunca precisaram de longos discursos nem de copos de conhaque para saber que se entendiam e estimavam\u201d, l\u00ea-se em um trecho reproduzido do El Pa\u00eds.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"suadiversao_300x250_01\" data-google-query-id=\"CMyX3I3CwfsCFa2vlQIdMJEA0w\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/44585206\/c24h_suadiversao_300x250_01_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">Ao visitar a Bahia pela segunda vez, em 1996, Saramago pediu: \u201cEstou de f\u00e9rias e quero me sentir como um baiano\u201d. Aproveitou como p\u00f4de a Festa de Iemanj\u00e1 sobre a qual sentenciou: \u201cVir aqui no dia 2 de fevereiro e n\u00e3o participar da Festa de Iemanj\u00e1 \u00e9 como ir a Roma e n\u00e3o ver o Papa\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Essas e outras hist\u00f3rias podem ser lidas, com deleite, nos livros\u00a0<em>A intui\u00e7\u00e3o da ilha<\/em>, de Pilar Del R\u00edo, e\u00a0<em>Saramago, os seus nomes<\/em>\u00a0(edi\u00e7\u00e3o de Alejandro Garc\u00eda Schnetzer e Ricardo Viel), lan\u00e7ados este ano pela Companhia das Letras. Fazem\u00a0parte das comemora\u00e7\u00f5es pelos 100 anos que Saramago completaria em 16 de novembro \u00faltimo. H\u00e1 ainda um guia para desvendar a obra do escritor portugu\u00eas, tamb\u00e9m publicado recentemente pela mesma editora:\u00a0<em>As artemages de Saramago<\/em>, da cr\u00edtica liter\u00e1ria Leyla Perrone-Mois\u00e9s.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cSaramago \u00e9 antes de tudo um estilo. Em sua escrita, a frase portuguesa adquire ritmo particular, obtido por simetrias, incisas, retomadas e invers\u00f5es, num balan\u00e7o harmonioso que conduz a um acabamento perfeito\u201d, escreve Leyla, que pega emprestada a palavra \u201cartemages\u201d, do povo do Alentejo, para designar as artes m\u00e1gicas, o \u201cmilagre\u201d do sucesso do \u00fanico escritor de l\u00edngua portuguesa agraciado com o Nobel de Literatura.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"internas_300x250_03\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">Como suas p\u00e1trias foram muitas, Saramago nunca passava tr\u00eas semanas seguidas na pr\u00f3pria casa.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cAs viagens tinham como fim a aproxima\u00e7\u00e3o a outras pessoas e outras culturas, a conviv\u00eancia com o passado e com o presente, com o melhor que os seres humanos produziram e produzem, a arte, e tamb\u00e9m com o que a natureza oferece\u201d<\/strong>, escreve Pilar Del R\u00edo, jornalista, tradutora, presidenta da Funda\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Saramago e a quem o escritor dedicou todos os seus livros ap\u00f3s conhec\u00ea-la.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Os dois casaram-se em 1988. Cinco anos depois, mudaram-se para a Ilha de Lanzarote (Espanha) e ergueram A Casa, hoje aberta ao p\u00fablico e onde Saramago passou seus \u00faltimos 18 anos. \u00c9 sobre esse per\u00edodo que trata o livro\u00a0<em>A intui\u00e7\u00e3o<\/em>&#8230;, elaborado no sil\u00eancio da pandemia. \u201cPretendi contar o dia a dia de Jos\u00e9 Saramago em Lanzarote, por que surgiram determinados livros, o que significam esses livros e saiu como se fossem cartas a leitoras e leitores de Jos\u00e9 Saramago. Sem pretens\u00f5es acad\u00eamicas\u201d, disse ela, que esteve no Brasil para o lan\u00e7amento. Com a leitura, conhecemos o Saramago que comprava p\u00e3o, que alimentava as cabras e as dava nomes, que passeava com os c\u00e3es Pepe, Greta e Cam\u00f5es.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"internas_300x250_04\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">O portugu\u00eas fez da ilha nas Can\u00e1rias, no Atl\u00e2ntico Sul, \u201csua casa, o lugar onde trabalhar, juntar idiomas, receber amigos, sonhar, ser amado e amar\u201d, resume Pilar. Ele gostava de dizer que era uma casa feita de livros. Milhares deles que, pouco depois, reclamaram um espa\u00e7o s\u00f3 seu. Ao lado d\u2019A Casa foi constru\u00edda, ent\u00e3o, uma biblioteca.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Pilar lembra que a inaugura\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio, uma festa para 100 convidados, foi memor\u00e1vel, \u201ca melhor abertura poss\u00edvel para uma biblioteca que j\u00e1 continha toda a seriedade do mundo, a grande literatura, o pensamento, a reflex\u00e3o (&#8230;) Ningu\u00e9m saiu da sala sem beijar os livros e alguns leitores beijaram-se entre eles\u201d.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/2\/2\/csm_saramago_capas_628345d803.jpg\" width=\"1000\" height=\"500\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>A Companhia das Letras lan\u00e7ou tr\u00eas t\u00edtulos para marcar o centen\u00e1rio do escritor portugu\u00eas Jos\u00e9 Saramago<\/strong>\u00a0(divulga\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"internas_300x250_05\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\"><em>A intui\u00e7\u00e3o<\/em>&#8230; tem ainda 13 fotografias, al\u00e9m de uma montagem com cenas do bel\u00edssimo filme Jos\u00e9 e Pilar, de Miguel Gon\u00e7alves Mendes. O cineasta, que durante anos foi uma sombra de Jos\u00e9 Saramago, registrou \u201ca cotidianidade, nunca a intimidade\u201d do escritor. Pilar narra a realiza\u00e7\u00e3o do filme: \u201cAos poucos, confiando na m\u00e1 mem\u00f3ria das pessoas mais velhas, Miguel tratava de ir avan\u00e7ando: \u2018E se grav\u00e1ssemos na piscina?\u2019, perguntou um dia num gesto inocente. Recebeu uma resposta imediata: \u2018Vestido ou nu?\u2019\u201d, comentou um Saramago piadista.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Um cap\u00edtulo \u00e9 dedicado aos jornalistas. Nele, destaca-se o respeito de Saramago pela profiss\u00e3o e uma entrevista ao brasileiro Humberto Werneck para a revista Playboy, da qual se extrai um longo trecho. Na ocasi\u00e3o do pr\u00eamio Nobel, em 1998, em sinal de reconhecimento, o escritor anotou em seu di\u00e1rio os nomes de todos aqueles que o entrevistaram.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">J\u00e1 o livro\u00a0<em>Os seus nomes<\/em>\u00a0\u00e9 um \u00e1lbum biogr\u00e1fico, dividido em quatro se\u00e7\u00f5es, onde cerca de 200 nomes s\u00e3o citados, entre lugares, obras, cria\u00e7\u00f5es e pessoas. Com trechos extra\u00eddos de seus di\u00e1rios, entrevistas, cartas e romances, o leitor pode mergulhar no pensamento de Saramago sobre as mais diversas quest\u00f5es liter\u00e1rias, pol\u00edticas e sociais, al\u00e9m de apreciar mais de uma centena de fotografias.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"internas_300x250_06\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">Ao saber pelo jornal argentino Clar\u00edn, por exemplo, que havia uma proposta de entregar zonas arqueol\u00f3gicas, como Machu Picchu e Chan Chan, a empresas privadas, o autor d\u00e1 o seu veredito: \u201cA mim parece-me bem. Privatize-se Machu Picchu, privatize-se Chan Chan, privatize-se a Capela Sistina (&#8230;) privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se o diurno e de olhos abertos. (&#8230;) Entregue-se por uma vez a explora\u00e7\u00e3o dos Estados a empresas privadas, mediante concurso internacional. A\u00ed se encontra a salva\u00e7\u00e3o do mundo&#8230; E, j\u00e1 agora, privatize-se tamb\u00e9m a puta que os pariu a todos\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Jorge Amado, que nunca esteve n\u2019A Casa, \u00e9 citado outras vezes, como na conquista do Nobel, quando os autores recuperam carta do portugu\u00eas endere\u00e7ada ao baiano: \u201cQueres saber, querido Jorge, o que penso? Que o Nobel deveria ser-nos atribu\u00eddo em conjunto, a ti e a mim, pois claro, metade para cada um. N\u00e3o haveria solu\u00e7\u00e3o melhor\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">E uma vez mais, como escreve Pilar: \u201cNo \u00faltimo momento de Jos\u00e9 Saramago, j\u00e1 no cemit\u00e9rio do Alto de S\u00e3o Jo\u00e3o, falou-se de Jorge Amado e de seu medo de voar\u201d. \u00c9 quando a jornalista relembra um pouso for\u00e7ado que viveram Jorge e Z\u00e9lia ap\u00f3s a falha de um motor na ida de Paris a Saint-Malo, na Bretanha. Em meio \u00e0 agonia, Jorge pede \u00e0 mulher o jornal no bols\u00e3o da frente. \u201cE voc\u00ea vai ler jornal, numa hora destas?\u201d, pergunta Z\u00e9lia, ao que o escritor responde: \u201cAo menos morro sabendo as not\u00edcias&#8230;\u201d<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Foi o que se fez naquela despedida em Lisboa, em 2010. Contou-se a Saramago \u201cque tinha morrido um homem bom, um grande escritor, um ser solid\u00e1rio\u201d. Um ateu humanista.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>O essencial do autor<\/strong><br \/>\nNo Col\u00f3quio Internacional Jos\u00e9 Saramago: palavra, pensamento e a\u00e7\u00e3o, realizado pela Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA) em agosto, especialistas na obra do escritor indicaram oito livros essenciais. S\u00e3o eles: Levantado do Ch\u00e3o (1980), Memorial do Convento (1982), O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), A Jangada de Pedra (1986), Hist\u00f3ria do Cerco de Lisboa (1989), O Evangelho segundo Jesus Cristo (1991), Ensaio sobre a Cegueira (1995) e Todos os Nomes (1997).<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Mais sobre Saramago<\/strong><br \/>\nPortugu\u00eas nascido na aldeia de Azinhaga, na prov\u00edncia do Ribatejo, filho dos camponeses Jos\u00e9 de Sousa e Maria da Piedade, herdou o nome Saramago (uma planta que servia de alimento) gra\u00e7as \u00e0 iniciativa do funcion\u00e1rio do cart\u00f3rio que achou por bem dar \u00e0 crian\u00e7a a alcunha pela qual a fam\u00edlia do pai era conhecida no povoado. Mudou-se para Lisboa com a fam\u00edlia aos 2 anos e s\u00f3 aos 13 ou 14 passaram a viver numa casa s\u00f3 deles.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Foi bom aluno e teve contato com a disciplina de Literatura no liceu, onde aprendeu o of\u00edcio de serralheiro mec\u00e2nico, fun\u00e7\u00e3o que ocupou por 2 anos. Depois, foi empregado administrativo, casou-se com Ilda Reis, teve a \u00fanica filha Violante e, no ano do nascimento dela, 1947, publicou o primeiro romance, Terra do Pecado.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Trabalhou ainda em uma empresa metal\u00fargica, fez tradu\u00e7\u00f5es, foi cr\u00edtico liter\u00e1rio, publicou poemas, divorciou-se, foi coordenador do suplemento cultural e editorialista do Di\u00e1rio de Lisboa e em seguida foi diretor do Di\u00e1rio de Not\u00edcias. Publicou em 1977 o Manual de pintura e caligrafia e decidiu se dedicar inteiramente \u00e0 literatura. O romance Levantado do Ch\u00e3o \u00e9 de 1980. S\u00e3o tamb\u00e9m dessa d\u00e9cada os romances Memorial do Convento, O ano da morte de Ricardo Reis, A jangada de pedra e Hist\u00f3ria do Cerco de Lisboa.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Casou-se em 1988 com a jornalista espanhola Pilar Del R\u00edo, que hoje preside a Funda\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Saramago, na capital portuguesa. Mudou-se com ela para a ilha de Lanzarote, no arquip\u00e9lago de Can\u00e1rias, ap\u00f3s censura do governo de seu pa\u00eds natal \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de Evangelho segundo Jesus Cristo ao Pr\u00eamio Liter\u00e1rio Europeu. Foi na ilha que ele escreveu Ensaio sobre a cegueira, Todos os Nomes, O conto da ilha desconhecida e tantos outros. Em 1995, ganhou o Pr\u00eamio Cam\u00f5es e em 1998 o Nobel de Literatura, sendo ainda o \u00fanico escritor de l\u00edngua portuguesa agraciado com a m\u00e1xima da Academia su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Morreu em 18 de junho de 2010, dedicando uma vida \u00e0 luta pelos direitos humanos e \u00e0 bandeira de que as pessoas devem ser prioridade absoluta. Suas cinzas foram depositadas aos p\u00e9s de uma oliveira, em frente \u00e0 Casa dos Bicos de Lisboa, onde funciona a Funda\u00e7\u00e3o. Faria 100 anos em 16 de novembro de 2022.\n<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"paywall-barreiras-trial\" class=\"modal hide paywall-barreiras-inread paywall-barreiras--trial-wall is-active\" tabindex=\"-1\" role=\"dialog\" data-type=\"trial\" data-base-url=\"https:\/\/assine.correio24horas.com.br\/v2\" data-enable-modal=\"false\" data-enable-swg=\"true\" data-sku-plan=\"basic_monthly\" data-chartbeat=\"false\">\n<div class=\"paywall-barreiras-inread__content\">\n<div class=\"paywall-barreiras-inread__header\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livros da Companhia das Letras fazem o leitor viajar pelo pensamento do \u00fanico Nobel de literatura em l\u00edngua portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":249483,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-404222","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/saramago.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/404222","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=404222"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/404222\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/249483"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=404222"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=404222"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=404222"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}