{"id":40439,"date":"2014-01-24T04:25:00","date_gmt":"2014-01-24T07:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=40439"},"modified":"2014-01-24T04:25:00","modified_gmt":"2014-01-24T07:25:00","slug":"82-sao-contra-rolezinhos-revela-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/82-sao-contra-rolezinhos-revela-pesquisa\/","title":{"rendered":"82% s\u00e3o contra rolezinhos, revela pesquisa"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1><a href=\"http:\/\/blogs.ne10.uol.com.br\/jamildo\/2014\/01\/23\/82-sao-contra-rolezinhos-revela-pesquisa-datafolha\/\" rel=\"bookmark\">\u00a0<\/a><\/h1>\n<\/header>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><em><strong>Paulistanos acham que lojistas est\u00e3o certos ao buscar proibi\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Atitudes dos jovens que mais incomodam os frequentadores desses lugares s\u00e3o correrias (70%) e gritarias (54%)<\/p>\n<p>Na Folha de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>Se os rolezinhos forem mesmo um movimento de protesto contra o apartheid social, como querem alguns setores progressistas, a pesquisa Datafolha sobre o fen\u00f4meno do ver\u00e3o vem confirmar que a popula\u00e7\u00e3o da cidade \u00e9 bem conservadora: 82% dos paulistanos se dizem contra os encontros de jovens da periferia em shopping centers.<\/p>\n<p>A condena\u00e7\u00e3o da atividade \u00e9 geral, sob qualquer recorte que se fa\u00e7a da pesquisa com 799 moradores da capital maiores de 16 anos.<\/p>\n<p>A m\u00e9dia dos que apoiam as reuni\u00f5es \u00e9 de meros 11% e aumenta muito pouco \u2013considerada a margem de erro da pesquisa, de quatro pontos percentuais, para baixo ou para cima\u2013 mesmo entre aqueles dos quais seria de esperar certa aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Moradores da zona leste, o maior bols\u00e3o de exclus\u00e3o social da cidade? Apenas 8% de aprova\u00e7\u00e3o, a menor de todas. Jovens? S\u00f3 18% dos que t\u00eam at\u00e9 24 anos se declaram favor\u00e1veis aos rolezinhos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m deles, os maiores contingentes de apoio \u2013ainda assim, uma franca minoria\u2013 se encontram entre os mais ricos (16% entre os que ganham mais de dez sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais) e mais escolarizados (14% dos que t\u00eam n\u00edvel universit\u00e1rio).<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese mais prov\u00e1vel para essa aprova\u00e7\u00e3o ligeiramente superior entre os de maior renda e maior escolaridade \u00e9 que haja entre eles um n\u00famero maior de pessoas \u201cde esquerda\u201d. Ou seja, mais propensas a adotar a explica\u00e7\u00e3o de que os rolezinhos s\u00e3o uma rea\u00e7\u00e3o organizada de jovens contra a exclus\u00e3o social e a discrimina\u00e7\u00e3o racial.<\/p>\n<p>PRAIA TRANQUILA<\/p>\n<p>O Datafolha atesta o lugar-comum de que os centros de compras s\u00e3o a praia dos paulistanos: 73% v\u00e3o ao shopping pelo menos uma vez por m\u00eas (e 25%, toda semana). E quem vai \u00e0 praia quer tudo menos algo que se pare\u00e7a, mesmo de maneira remota, com um arrast\u00e3o.<\/p>\n<p>As atitudes que mais incomodam os paulistanos nesse ambiente s\u00e3o as correrias (70%), gritarias (54%) e aglomera\u00e7\u00f5es (46%). Sua tradu\u00e7\u00e3o preferida para o verbo \u201czoar\u201d, muito usado nas convoca\u00e7\u00f5es de rolezinhos pelas redes sociais, \u00e9 \u201cprovocar tumulto\u201d \u2013verdadeiro objetivo das reuni\u00f5es para 77% dos ouvidos pelo Datafolha.<\/p>\n<p>O prop\u00f3sito declarado dos adeptos dos rolezinhos \u2013\u201dapenas se divertir\u201d\u2013 convence n\u00e3o mais que 18% dos paulistanos. Tamanha desconfian\u00e7a \u00e9 o que deve estar por tr\u00e1s da constata\u00e7\u00e3o de que 83% dos entrevistados que t\u00eam filhos menores de 25 anos n\u00e3o concordariam com sua participa\u00e7\u00e3o num desses encontros.<\/p>\n<p>SEM VI\u00c9S RACIAL<\/p>\n<p>Nada nessas opini\u00f5es dos paulistanos, por certo, exclui a possibilidade de que na raiz dos rolezinhos esteja uma certa irrelev\u00e2ncia social de legi\u00f5es de jovens de periferia, muitos dos quais n\u00e3o estudam nem trabalham. \u00c9 plaus\u00edvel, dada essa condi\u00e7\u00e3o, que queiram apenas \u201ccausar\u201d, chamar a aten\u00e7\u00e3o \u2013como n\u00e3o deixam d\u00favida suas roupas e suas m\u00fasicas.<\/p>\n<p>O que o Datafolha revela \u00e9 que, na popula\u00e7\u00e3o, as interpreta\u00e7\u00f5es mais benignas do fen\u00f4meno, por assim dizer sociol\u00f3gicas, parecem contar com pouca simpatia. De outra maneira, como explicar que tantos defendam a pura repress\u00e3o das reuni\u00f5es?<\/p>\n<p>Para 80% dos entrevistados, os lojistas agem corretamente ao buscar a Justi\u00e7a para proibir os encontros. Outros 73% consideram que a Pol\u00edcia Militar deve ser acionada para impedi-los. E 72% acham que n\u00e3o h\u00e1 preconceito de cor na rea\u00e7\u00e3o dos shoppings, em aberta contradi\u00e7\u00e3o com a ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros (PT), para a qual h\u00e1 \u201cdiscrimina\u00e7\u00e3o racial expl\u00edcita\u201d.<\/p>\n<p>O grupo que avalia haver, sim, preconceito racial na atitude dos lojistas n\u00e3o ultrapassa um quarto dos entrevistados (exatos 25%). Como seria de esperar, entre os que se declaram da cor preta \u00e9 maior o n\u00famero dos que identificam rea\u00e7\u00e3o preconceituosa, mas ainda assim menos de um ter\u00e7o do total (32%). E entre os que se autoclassificam como pardos, supostamente tamb\u00e9m mais visados, s\u00f3 23% t\u00eam essa opini\u00e3o.<\/p>\n<p>De todo modo, a repulsa \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9 geral: 73% afirmam que os shoppings n\u00e3o t\u00eam o direito de escolher quem pode e n\u00e3o pode entrar neles. A n\u00e3o ser, \u00e9 claro, que a galera da periferia apare\u00e7a fazendo confus\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulistanos acham que lojistas est\u00e3o certos ao buscar proibi\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":40440,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-40439","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/rolerr1.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40439","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40439"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40439\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40440"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40439"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40439"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40439"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}