{"id":40526,"date":"2014-01-24T14:00:25","date_gmt":"2014-01-24T17:00:25","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=40526"},"modified":"2014-01-24T08:30:37","modified_gmt":"2014-01-24T11:30:37","slug":"novos-remedios-revolucionam-o-combate-ao-cancer-de-prostata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/novos-remedios-revolucionam-o-combate-ao-cancer-de-prostata\/","title":{"rendered":"Novos rem\u00e9dios revolucionam o combate ao c\u00e2ncer de pr\u00f3stata"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-40527\" alt=\"ImageProxy (11)\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/ImageProxy-119-300x168.jpg\" width=\"300\" height=\"168\" \/><\/p>\n<p>No Brasil, 20% dos diagn\u00f3sticos de c\u00e2ncer de pr\u00f3stata s\u00e3o feitos em fase avan\u00e7ada. Mas a medicina conseguiu ampliar em 30%, em cinco anos, a taxa de sobrevida dos pacientes<\/p>\n<p>Aos 68 anos, Herbert Fontenele recebeu o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de pr\u00f3stata metast\u00e1tico. O tumor invadira a bexiga, a uretra e os ossos. Era 2009. Pelas estimativas m\u00e9dicas, Fontenele teria apenas um ano de vida. Mas ele n\u00e3o desistiu. Foram doze sess\u00f5es de quimioterapia e outras 32 de radioterapia. E os efeitos colaterais do tratamento, terr\u00edveis \u2014 dores fortes na regi\u00e3o do abd\u00f4men, v\u00f4mitos constantes e prostra\u00e7\u00e3o. \u201cO sofrimento era t\u00e3o grande que cheguei a pensar que deveria ter deixado a doen\u00e7a seguir seu rumo natural\u201d, diz Fontenele. A situa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a mudar em 2010, quando ele participou das pesquisas finais de um novo medicamento para c\u00e2ncer de pr\u00f3stata metast\u00e1tico, a abiraterona. Em seis meses, seu quadro cl\u00ednico se reverteu. O PSA, o principal marcador sangu\u00edneo da doen\u00e7a, atingiu uma taxa equivalente \u00e0 de um homem saud\u00e1vel, de 0,3. Fontenele mant\u00e9m a terapia com o medicamento e seguir\u00e1 assim at\u00e9 o momento em que o c\u00e2ncer deixar de reagir \u00e0 abiraterona \u2014 quatro comprimidos di\u00e1rios e nenhuma rea\u00e7\u00e3o adversa. Hoje, a vida dele \u00e9 a mesma de antes da doen\u00e7a: trabalha, passeia com os amigos, viaja com a fam\u00edlia e faz caminhadas pelas praias de S\u00e3o Lu\u00eds, no Maranh\u00e3o, onde mora.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" title=\"\" alt=\"\" src=\"https:\/\/bay173.mail.live.com\/Handlers\/ImageProxy.mvc?bicild=&amp;canary=zyazeEWm0j1vA42M7rz%2bDyBjC6tv5mfglR1jAUyBM7Q%3d0&amp;url=http%3a%2f%2fveja.abril.com.br%2f271113%2fimagens%2f138-140-tabela1.jpg\" data-original=\"\/271113\/imagens\/138-140-tabela1.jpg\" \/><\/p>\n<p>A reviravolta na doen\u00e7a de Fontenele \u00e9 um excelente retrato da hist\u00f3ria do tratamento do c\u00e2ncer de pr\u00f3stata metast\u00e1tico. Lan\u00e7ada comercialmente no Brasil em 2012, a abiraterona \u00e9 um dos quatro novos medicamentos desenvolvidos nos \u00faltimos tr\u00eas anos para o combate \u00e0 doen\u00e7a. Com eles, a taxa de sobreviv\u00eancia dos doentes aumentou 30%, em cinco anos. Pode parecer pouco, mas n\u00e3o \u00e9. A eleva\u00e7\u00e3o da taxa de sobrevida nos \u00faltimos cinco anos de pacientes com tumores avan\u00e7ados de mama girou em torno dos 20%. Dos de intestino, 10%. O tempo a mais que esses rem\u00e9dios proporcionam \u00e9 como aquele que Fontenele experimenta \u2014 sem dores, sem prostra\u00e7\u00e3o, sem enjoos. Vida normal, portanto. O diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de pr\u00f3stata metast\u00e1tico j\u00e1 n\u00e3o significa mais necessariamente uma senten\u00e7a de morte. \u201cTrata-se do maior impacto j\u00e1 visto em t\u00e3o pouco tempo no tratamento de qualquer c\u00e2ncer metast\u00e1tico\u201d, diz Fernando Maluf, chefe da oncologia cl\u00ednica do Centro Oncol\u00f3gico Ant\u00f4nio Erm\u00edrio de Moraes, da Benefic\u00eancia Portuguesa, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>De todos os c\u00e2nceres em fase de met\u00e1stase, o de pr\u00f3stata \u00e9 o mais control\u00e1vel. Os novos medicamentos s\u00e3o desenvolvidos a partir de uma tecnologia extremamente sofisticada. A abiraterona, por exemplo, ataca o tumor em duas frentes. Corta a produ\u00e7\u00e3o na gl\u00e2ndula suprarrenal do horm\u00f4nio testosterona, o combust\u00edvel para os tumores prost\u00e1ticos, e diminui a s\u00edntese do horm\u00f4nio dentro das c\u00e9lulas cancer\u00edgenas. Al\u00e9m da abiraterona, h\u00e1 tr\u00eas medica\u00e7\u00f5es de ultim\u00edssima gera\u00e7\u00e3o (<em>veja o quadro abaixo<\/em>). Algumas delas s\u00e3o de um requinte tecnol\u00f3gico impressionante, como a vacina terap\u00eautica Sipuleucel-T. Feita sob medida para o paciente, ela estimula o sistema imunol\u00f3gico a combater as c\u00e9lulas tumorais. Um m\u00eas de tratamento custa 90\u2009000 reais. Ainda n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de chegada da vacina ao Brasil.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" title=\"\" alt=\"\" src=\"https:\/\/bay173.mail.live.com\/Handlers\/ImageProxy.mvc?bicild=&amp;canary=zyazeEWm0j1vA42M7rz%2bDyBjC6tv5mfglR1jAUyBM7Q%3d0&amp;url=http%3a%2f%2fveja.abril.com.br%2f271113%2fimagens%2f138-140-tabela2.jpg%3f1\" data-original=\"\/271113\/imagens\/138-140-tabela2.jpg?1\" \/><\/p>\n<p>O c\u00e2ncer de pr\u00f3stata est\u00e1 entre os tumores mais indolentes. Ele leva quinze anos para atingir 1 cent\u00edmetro c\u00fabico. Com esse tamanho, pequeno, o tumor est\u00e1 confinado \u00e0 gl\u00e2ndula, e pode ser tratado com tranquilidade. Quando ele escapa e atinge outro \u00f3rg\u00e3o, a coisa muda de figura. \u201cA lentid\u00e3o, ben\u00e9fica no in\u00edcio da doen\u00e7a, torna-se um grande problema na fase de met\u00e1stase\u201d, explica o oncologista Andrey Soares, do Hospital Albert Einstein e do Centro Paulista de Oncologia, ambos em S\u00e3o Paulo. Tumores de crescimento lento s\u00e3o resistentes \u00e0 quimioterapia, a primeira op\u00e7\u00e3o de tratamento nos casos de met\u00e1stase. Isso porque os quimioter\u00e1picos t\u00eam como caracter\u00edstica atingir o DNA da c\u00e9lula tumoral sobretudo durante a divis\u00e3o das c\u00e9lulas. \u201cQuando a divis\u00e3o \u00e9 lenta, o efeito da qu\u00edmio \u00e9 menor, portanto. E \u00e9 nesse cen\u00e1rio que os novos medicamentos representam uma grande not\u00edcia\u201d, diz Gustavo Guimar\u00e3es, urologista do hospital A.C. Camargo Cancer Center, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Todos os anos 60\u2009000 homens recebem o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de pr\u00f3stata no Brasil \u2014 \u00e9 a segunda neoplasia mais comum entre o sexo masculino, depois dos tumores de pele. Quando a doen\u00e7a \u00e9 diagnosticada e tratada precocemente, a cura chega a 97%. O problema \u00e9 que dois em cada dez casos da doen\u00e7a no pa\u00eds s\u00e3o descobertos em fase de met\u00e1stase. Nos Estados Unidos, esse \u00edndice cai \u00e0 metade. Diz Marcello Ferretti Fanelli, diretor da Oncologia Cl\u00ednica do A.C. Camargo: \u201cConseguiremos reverter essa situa\u00e7\u00e3o com investimentos na preven\u00e7\u00e3o\u201d. Lembre-se aqui do b\u00ea-\u00e1-b\u00e1: homens que pertencem a grupos de risco, como os pacientes negros ou com casos de c\u00e2ncer de pr\u00f3stata na fam\u00edlia, devem fazer exames de rotina anuais a partir dos 45 anos. Os que n\u00e3o correm risco, a partir dos 50 anos. Os exames consistem no teste sangu\u00edneo do PSA e no toque retal. Ainda h\u00e1 muito a ser feito \u2014 apenas metade dos brasileiros com mais de 45 anos vai ao urologista regularmente.<\/p>\n<p>Fonte: Veja<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, 20% dos diagn\u00f3sticos de c\u00e2ncer de pr\u00f3stata s\u00e3o feitos em fase avan\u00e7ada. 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