{"id":40612,"date":"2014-01-24T17:00:28","date_gmt":"2014-01-24T20:00:28","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=40612"},"modified":"2014-01-24T15:27:14","modified_gmt":"2014-01-24T18:27:14","slug":"no-aniversario-de-dez-anos-orkut-so-sobrevive-gracas-a-foruns","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/no-aniversario-de-dez-anos-orkut-so-sobrevive-gracas-a-foruns\/","title":{"rendered":"No anivers\u00e1rio de dez anos, Orkut s\u00f3 sobrevive gra\u00e7as a f\u00f3runs"},"content":{"rendered":"<p>Em 24 de janeiro de 2004, entrava no ar um site em tons de azul e lil\u00e1s que revolucionaria a vida do brasileiro na internet. Naqueles primeiros meses do ano, o Orkut era uma ferramenta \u00e0 qual s\u00f3 se tinha acesso via convite: e como eram desejados esses convites.<\/p>\n<p>Dez anos depois, a ascens\u00e3o do Facebook varreu as comunidades, onde agora restam lembran\u00e7as e debates nost\u00e1lgicos sobre a pr\u00f3pria ferramenta. Contudo, ainda h\u00e1 espa\u00e7o para f\u00f3runs de grupos segmentados.<\/p>\n<p>A pesquisadora e professora da Universidade Cat\u00f3lica de Pelotas Raquel Recuero afirma que o abandono do que j\u00e1 foi a maior rede social em n\u00famero de brasileiros tem a ver com uma tend\u00eancia natural na internet de evolu\u00e7\u00e3o e substitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2013 Esse movimento de migra\u00e7\u00e3o sempre existe porque as pessoas v\u00e3o passando por fases na vida e fazendo uso diferenciado das redes. Por exemplo, um adolescente n\u00e3o faz o mesmo uso que um adulto \u2013 explica.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio Guilherme Marin, 31 anos, criou a comunidade \u201cMe Caiu os Buti\u00e1 do Bolso\u201d no final de 2004. Em pouco tempo, o grupo j\u00e1 tinha mais de 200 mil pessoas com cerca de 500 posts por dia.<\/p>\n<p>\u2013 Eu recebia uns dez pedidos de amizade por semana s\u00f3 por causa da comunidade. Tentaram me comprar ela umas tr\u00eas vezes. O motivo, eu nunca perguntei, mas acabei nunca vendendo. Eu at\u00e9 n\u00e3o dava muita import\u00e2ncia, mas para alguns era importante, tinha que ficar apagando t\u00f3picos, apaziguando algumas discuss\u00f5es \u2013 conta Marin, que agora n\u00e3o usa mais a antiga rede, apenas o Facebook.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as de tecnologia tamb\u00e9m proporcionaram a migra\u00e7\u00e3o. O Facebook e outras redes como Whatsapp e Vine tiveram crescimento grande em n\u00famero de usu\u00e1rios a partir da populariza\u00e7\u00e3o dos smartphones, conta a pesquisadora.<\/p>\n<p>\u2013 O brasileiro meio que desabrochou na internet por meio do Orkut e dessas ferramentas, isso gera uma educa\u00e7\u00e3o de uso. Toda ferramenta tem um tempo de vida, se n\u00e3o inovar morre. O Google resolveu n\u00e3o investir e o Orkut acabou perdendo import\u00e2ncia \u2013 diz Recuero.<\/p>\n<p>Faz pouco tempo que o Orkut deixou de ser a rede social mais popular no Brasil. Apenas em setembro de 2011 o site de Mark Zuckerberg conquistou o cora\u00e7\u00e3o da maioria dos internautas por aqui. Mais de dois anos depois, de acordo com uma pesquisa feita com jovens de 15 a 29 anos de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, 99,5% dos que usam redes sociais est\u00e3o no Facebook, enquanto o velho Orkut n\u00e3o aparece nem entre as dez mais acessadas. (Zero Hora)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 24 de janeiro de 2004, entrava no ar um site em tons de azul e lil\u00e1s que revolucionaria a vida do brasileiro na internet. Naqueles primeiros meses do ano, o Orkut era uma ferramenta \u00e0 qual s\u00f3 se tinha acesso via convite: e como eram desejados esses convites. 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