{"id":407120,"date":"2022-12-24T09:14:57","date_gmt":"2022-12-24T12:14:57","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=407120"},"modified":"2022-12-24T09:14:57","modified_gmt":"2022-12-24T12:14:57","slug":"aos-82-anos-prentice-de-carvalho-decora-salvador-com-obras-de-azulejaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/aos-82-anos-prentice-de-carvalho-decora-salvador-com-obras-de-azulejaria\/","title":{"rendered":"Aos 82 anos, Prentice de Carvalho decora Salvador com obras de azulejaria"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"noticias-single__image\" style=\"text-align: justify;\"><picture class=\"noticias-single__picture\"><img decoding=\"async\" class=\"noticias-single__image-source\" src=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/b\/1\/csm_Prentice_de_Carvalho_foto_Paula_Froes_623679f0a2.jpeg\" alt=\"Prentice de Carvalho tem um n\u00famero incont\u00e1vel de obras em sua casa-ateli\u00ea\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"noticias-single__image\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"noticias-single__image-caption\">Prentice de Carvalho tem um n\u00famero incont\u00e1vel de obras em sua casa-ateli\u00ea (Paula Fr\u00f3es\/Correio)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 noticias-single__stick-parent\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-md-7 col-lg-7\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<h1 class=\"noticias-single__title noticias-single__title--desktop noticias-single__title--with-image visible visible-lg\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"noticias-single__description visible-lg\" style=\"text-align: justify;\">Recluso e avesso \u00e0 badala\u00e7\u00e3o, por aqui, o artista visual ainda tem o trabalho pouco reconhecido<\/div>\n<div class=\"noticias-single__content-area noticias-single__content-area--before-content\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"chamada-assinatura\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"noticias-single__content is-blocked\">\n<div class=\"noticias-single__content__text js-mediator-article\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"bodytext\">\u00c9 poss\u00edvel que voc\u00ea j\u00e1 tenha passado em frente ao modesto sobrado de n\u00famero 70, localizado no Porto dos Tainheiros, na Ribeira, e sequer desconfiado que ali mora um \u2018bom velhinho\u2019. De fato, nesse ponto da cidade, nosso olhar se volta para o mar, onde barquinhos adornam as \u00e1guas quentes e calmas da Pen\u00ednsula Itapagipana, e chamam mais aten\u00e7\u00e3o do que a fachada da casa desgastada pelo tempo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Nela, vive o artista visual Prentice de Carvalho, de 82 anos. L\u00e1 tamb\u00e9m funciona seu ateli\u00ea, onde trabalha, de forma devotada, de domingo a domingo, pintando azulejos. Apesar de uma queda que levou, a sa\u00fade f\u00edsica e mental est\u00e1 em dia. E pintar nem \u00e9 mais trabalho, e sim prop\u00f3sito de vida. \u201cSe eu parar de produzir, eu morro\u201d, me conta logo no come\u00e7o da nossa conversa.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"minhabahia_300x250_01\" data-google-query-id=\"CLft1OqckvwCFaYFuQYdeekJfQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/44585206\/c24h_minhabahia_300x250_01_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/c\/0\/csm_Prentice_de_Carvalho2_foto_Paula_Froes_6c467a87cc.jpeg\" width=\"1000\" height=\"665\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>O sobrado antigo, que abriga a casa e o ateli\u00ea do artista, \u00e9 uma atra\u00e7\u00e3o \u00e0 parte Foto: Paula Fr\u00f3es\/ Correio<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Adentrar no sobrado constru\u00eddo h\u00e1 162 anos \u00e9 uma experi\u00eancia interessante. A quantidade de obras, ele n\u00e3o sabe precisar, mas s\u00e3o centenas de pe\u00e7as de azulejaria e cer\u00e2mica penduradas nas paredes. Objetos atuais e de \u00e9pocas passadas, quando ainda pintava telas e retratos. Com o tempo, o taco de madeira que utilizava como base foi substitu\u00eddo pelo azulejo, que passou a chamar mais aten\u00e7\u00e3o dos clientes. Seu trabalho retrata s\u00edmbolos religiosos e da nossa cultura, como santos, orix\u00e1s, mestres de capoeira, baianas de acaraj\u00e9, igrejas e pontos tur\u00edsticos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">E, mesmo n\u00e3o sendo assim um Papai Noel cl\u00e1ssico, o artista nos presenteia com interven\u00e7\u00f5es de azulejaria por diversos locais da capital baiana. As placas de cer\u00e2mica com os nomes e os n\u00fameros das ruas do Pelourinho; o monumento ao lado da Igreja da Boa Viagem; o painel de Nossa Senhora e outro da Via Sacra, na Igreja M\u00e3e Rainha (Stiep); o painel na entrada do Cemit\u00e9rio da Quinta dos L\u00e1zaros, bem como retratos em l\u00e1pides; pain\u00e9is nos Alagados; o painel com caravanas no Shopping da Liberdade; a numera\u00e7\u00e3o da tradicional loja A Primavera, na Pra\u00e7a da S\u00e9; o painel de Nossa Senhora das Gra\u00e7as, na Igreja da Gra\u00e7a; o\u00a0\u00a0painel de Santa B\u00e1rbara, na Funda\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Silveira, na Ribeira. Tem tamb\u00e9m o chafariz da comunidade de Gameleira, na Ilha de Itaparica. E essas s\u00e3o apenas algumas das obras assinadas por Prentice de Carvalho aqui pertinho de n\u00f3s. Encomendas particulares s\u00e3o incont\u00e1veis, instaladas em pr\u00e9dios, casas e apartamentos.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"internas_300x250_03\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Novela\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">O artista baiano garante que j\u00e1 recebeu presidentes, ministros, xeiques \u00e1rabes, gente de todas as partes do mundo em sua casa-ateli\u00ea. Al\u00e9m dos visitantes brasileiros, o livro de presen\u00e7a registra mensagens de turistas da It\u00e1lia, Espanha, Portugal, Fran\u00e7a, Alemanha, Estados Unidos, Canad\u00e1, Col\u00f4mbia, Jap\u00e3o e at\u00e9 da Ucr\u00e2nia. Pessoas que vem em busca de comprar pe\u00e7as, mas tamb\u00e9m de conhecer o senhor que adora contar causos e hist\u00f3rias da sua vida.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Como a da \u00e9poca da escola, no col\u00e9gio Teixeira de Freitas, onde n\u00e3o se sa\u00eda bem nas outras disciplinas, mas, na de desenho, era fera. &#8220;Desenhava para os colegas e conquistava muitas namoradas assim&#8221;, lembra, aos risos, espiando a rea\u00e7\u00e3o de dona Valdeci de Oliver Carvalho, a companheira de seis d\u00e9cadas.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"internas_300x250_04\"><\/div>\n<\/div>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/e\/c\/csm_Prentice_de_Carvalho_e_Valdeci_Oliver_de_Carvalho_foto_Paula_Froes_4e996df5e6.jpeg\" width=\"1000\" height=\"665\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\">O artista com a esposa, dona Valdeci, 78, companheira da vida Foto: Paula Fr\u00f3es\/Correio<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">A simp\u00e1tica senhora \u00e9 um dos bra\u00e7os direitos de Prentice. Ao atravessar a porta do sobrado, me deparo com os dois sentados, lado a lado, numa cena frugal, mas cheia de significados de companheirismo. Quituteira de m\u00e3o cheia, ela deixou de fazer\u00a0salgados de festa e passou a ajudar o marido no ateli\u00ea. Ali, atravessa o dia realizando vendas, recebendo clientes e conversando com quem entra e sai. \u201cVoc\u00ea j\u00e1 mostrou pra ela as fotos da novela?\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A novela a qual dona Valdeci se refere \u00e9 Segundo Sol (2018), que tinha a capital baiana &#8211; mais especificamente, o bairro do Santo Ant\u00f4nio Al\u00e9m do Carmo &#8211; como um dos cen\u00e1rios. A azulejaria do bar do Dod\u00f4, personagem de Jos\u00e9 de Abreu, foi produzida pelo artista da Ribeira. O material era levado para a loca\u00e7\u00e3o nos est\u00fadios da Globo, no Rio.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"internas_300x250_05\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\"><b>Pedido\u00a0de Irm\u00e3 Dulce\u00a0<\/b><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Prentice de Carvalho vive quase recluso e s\u00f3 costuma sair para comprar tintas, pinc\u00e9is, azulejos e material de trabalho em geral. \u201cPouca gente me conhece como artista at\u00e9 aqui no bairro. Falo com todo mundo da vizinhan\u00e7a, mas n\u00e3o sou de sair. Sou reservado. Sempre fui mais de observar, desde crian\u00e7a\u201d, explica.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Na inf\u00e2ncia, seus pais, uma professora e um dentista, j\u00e1 se preocupavam com o filho introvertido. \u00c0 medida que ele foi crescendo, passaram a se preocupar com seu interesse pela pintura. Tinham medo que o rapaz virasse mendigo: \u201cMeu pai queria que eu colocasse um anel de doutor no dedo, mas n\u00e3o cheguei a me formar. Entrei na Escola de Belas Artes por uma porta e sa\u00ed pela outra. Os professores diziam que eu n\u00e3o tinha o que aprender l\u00e1. J\u00e1 sabia tudo\u201d, conta Prentice, cujo nome dado pela m\u00e3e significa, ironicamente, \u2018aprendiz\u2019 em ingl\u00eas.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"internas_300x250_06\"><\/div>\n<\/div>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Meu pai queria que eu colocasse um anel de doutor no dedo, mas n\u00e3o cheguei a me formar. Entrei na Escola de Belas Artes por uma porta e sa\u00ed pela outra. Os professores diziam que eu n\u00e3o tinha o que aprender l\u00e1. J\u00e1 sabia tudo&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Autodidata com orgulho, o artista foi (e ainda \u00e9) bastante requisitado para dar aulas e ministrar oficinas, embora esteja sempre negando: &#8220;Fa\u00e7o as coisas do meu jeito. N\u00e3o tenho isso de querer ensinar nada a ningu\u00e9m, n\u00e3o\u201d. Tamb\u00e9m nunca exp\u00f4s seu trabalho, e, mesmo com os convites para participar de mostras art\u00edsticas l\u00e1 fora, ele sequer cruzou os limites geogr\u00e1ficos da Bahia: \u201cO mais longe que j\u00e1 cheguei foi na Linha Verde, antes de Sergipe. N\u00e3o gosto de sair de casa\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Talvez o isolamento auto imposto tenha dificultado que mais pessoas conhecessem seu trabalho. Apesar de ter convivido com nomes das artes pl\u00e1sticas como Caryb\u00e9 (1911-1997), M\u00e1rio Cravo Jr. (1923-2018) e at\u00e9 o ceramista alem\u00e3o radicado em Salvador, Udo Knoff (1912-1994), com quem trabalhou, Prentice de Carvalho n\u00e3o teve a mesma proje\u00e7\u00e3o dos seus contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ainda assim, algumas das suas obras ganharam o Brasil e o mundo. Na Para\u00edba, o jazigo do ex-presidente Epit\u00e1cio Pessoa (1865-1942) possui um painel de azulejos produzido por ele. No Cear\u00e1, o artista baiano acredita que a resid\u00eancia de Ciro Gomes tamb\u00e9m tenha uma pe\u00e7a sua, levada por uma equipe do ex-candidato \u00e0 presid\u00eancia. Em Dallas, EUA, o painel intitulado A Dan\u00e7a dos Orix\u00e1s decora a casa de um cliente. Na It\u00e1lia, o restaurante de um empres\u00e1rio exibe uma parede de cer\u00e2mica pintada em homenagem ao imperador romano Magno M\u00e1ximo (335-388). Para o Vaticano, rumou o retrato do Papa Jo\u00e3o Paulo II (1920-2005), encomendado por freiras italianas.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/7\/7\/csm_Painel_A_Danca_dos_Orixas_paula_Froes_b7b45fb369.jpeg\" width=\"1000\" height=\"665\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Painel A Dan\u00e7a dos Orix\u00e1s, que foi feito para um cliente em Dallas, EUA Foto: Paula Fr\u00f3es\/Correio<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Dois dos trabalhos que mais lhe d\u00e3o alegria, no entanto, est\u00e3o aqui em Salvador. S\u00e3o os pain\u00e9is de Santo Ant\u00f4nio cuidando dos enfermos, na entrada do hospital das Obras Sociais Irm\u00e3 Dulce (Osid), no Bonfim, e de Santa Rita de C\u00e1ssia, no mesmo pr\u00e9dio. \u201cN\u00e3o cobrei nada por eles. A pr\u00f3pria Irm\u00e3 Dulce veio aqui no ateli\u00ea me pedir, lembro como se fosse ontem. O pagamento foi uma carteirinha com acesso livre ao hospital, que nunca usei e acho que nem vale mais. Essas s\u00e3o\u00a0as minhas obras que considero mais importantes, porque quem solicitou hoje em dia \u00e9 uma santa\u201d.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/9\/1\/csm_Prentice_de_Carvalho_Painel_de_Santa_Rita_de_Cassia_reproducao__1adbb7757c.jpg\" width=\"1000\" height=\"750\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\">Painel de Santa Rita de C\u00e1ssia, no hospital de Irm\u00e3 Dulce, no Bonfim, \u00e9 um dos seus maiores orgulhos Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;A pr\u00f3pria Irm\u00e3 Dulce veio aqui no ateli\u00ea me pedir, lembro como se fosse ontem. O pagamento foi uma carteirinha com acesso livre ao hospital, que nunca usei e acho que nem vale mais&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>N\u00e3o me amarro a dinheiro<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Prentice sabe tudo sobre santos, mas n\u00e3o se considera um homem religioso. Ainda assim, acredita em Deus e se vale de princ\u00edpios crist\u00e3os como a humildade e o desapego aos bens materiais. Ao passear pelo casar\u00e3o onde vive com tr\u00eas dos sete filhos (cinco s\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o com dona Valdeci e duas do relacionamento anterior), logo se v\u00ea que o senhor teimoso, de riso f\u00e1cil e olhar manso n\u00e3o acumulou riqueza com o of\u00edcio iniciado h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Bastante jovem, ele administrou uma f\u00e1brica de cer\u00e2mica em Dias D\u00b4\u00c1vila e desenhou para a Nestl\u00e9 e para blocos tradicionais de Carnaval, como Internacionais, Il\u00ea Aiy\u00ea e Corujas. Tamb\u00e9m coordenou a sess\u00e3o de Feiras do Instituto Mau\u00e1, nos anos de 1980. Em uma das feiras de artesanato realizadas no Porto da Barra, garante que presenciou os primeiros shows da nossa futura Ministra da Cultura. \u201cOuvi muito Margareth Menezes cantar \u2018Fara\u00f3\u2019. Eu assinei a libera\u00e7\u00e3o para que ela se apresentasse com a banda nos eventos do Mau\u00e1\u201d, conta.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Ouvi muito Margareth Menezes cantar \u2018Fara\u00f3\u2019. Eu assinei a libera\u00e7\u00e3o para que ela se apresentasse com a banda nos eventos do Mau\u00e1&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">No ateli\u00ea, Prentice divide espa\u00e7o com o filho Raimundo Oliver de Carvalho, 50, que \u00e9 designer gr\u00e1fico. Outras duas filhas, Agla, 53, e D\u00e9bora, 58, tamb\u00e9m desenvolvem trabalhos art\u00edsticos, pintando camisetas e bonecas. A admira\u00e7\u00e3o pela figura paterna \u00e9 vis\u00edvel: \u201cMeu pai me ensinou o amor \u00e0 arte, o compromisso com o trabalho, a curiosidade\u201d, revela Raimundo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Os pre\u00e7os das pe\u00e7as expostas no local variam. Azulejos pequenos custam R$ 35; m\u00e9dios, R$ 50; obras mais elaboradas podem chegar a R$ 7 mil. Se ele for com a sua cara, \u00e9 capaz que voc\u00ea at\u00e9 saia de l\u00e1 com um presente. \u201cMinha filha, tem gente que v\u00ea as pe\u00e7as, gosta, n\u00e3o tem como me pagar e eu acabo ficando com pena e dando de gra\u00e7a\u201d, entrega.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Pelo retrato de uma mo\u00e7a chorando, cuja imagem se assemelha \u00e0 de Nossa Senhora, conta ter recebido de um xeique \u00e1rabe a proposta de R$ 150 mil. Recusou. \u201cEssa eu n\u00e3o vendo por nada\u201d, diz, justificando a atitude como apego emocional \u00e0 obra.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/b\/9\/csm_Prentice_de_Carvalho_retrato_moca_foto_Paula_Froes_cf6fb9cef2.jpeg\" width=\"1000\" height=\"665\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\">Um xeique \u00e1rabe chegou a oferecer R$ 150 mil pelo retrato de uma mo\u00e7a, que se assemelha a Nossa Senhora Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Gostaria muito de abrir um museu com meu nome, para deixar como legado para minha fam\u00edlia e para que as futuras gera\u00e7\u00f5es conhe\u00e7am minha arte&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">\u201cNunca quis ser rico. Vivo dignamente. A coisa mais bonita que a gente tem na vida s\u00e3o as amizades, a consci\u00eancia tranquila, o bate-papo com os amigos, como esse que a gente t\u00e1 tendo aqui\u201d, afirma, sem demagogia. Deixa escapar que tem um \u00fanico sonho: \u201cGostaria muito de abrir um museu com meu nome, para deixar como legado para minha fam\u00edlia e para que as futuras gera\u00e7\u00f5es conhe\u00e7am minha arte\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Para visita\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">O ateli\u00ea funciona todos os dias, das 8h30 \u00e0s 18h<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Porto dos Tainheiros, 70, Ribeira<\/p>\n<p class=\"bodytext\">3316-3376<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\n<strong>Exposi\u00e7\u00e3o apresenta azulejaria contempor\u00e2nea no Museu Udo Knoff<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;A Bahia tem uma uma hist\u00f3ria muito rica e pr\u00f3xima com a azulejaria. N\u00f3s somos o maior reposit\u00f3rio de azulejos do Brasil\u201d: quem garante \u00e9 Renata Alencar, coordenadora do Museu Udo Knoff, localizado no Pelourinho, e o primeiro museu de azulejaria e cer\u00e2mica do pa\u00eds. \u201cA gente tem um museu de azulejo a c\u00e9u aberto para ser descoberto, visitado e preservado&#8221;, ressalta.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2022\/12\/22\/Tela_de_Max_Urban_no_Museu_Udo_Knoff_divulgacao.jpeg\" width=\"975\" height=\"553\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Tela do artista pl\u00e1stico Max Urban faz parte de exposi\u00e7\u00e3o no Museu Udo Knoff, no Pelourinho Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Para ver mais de perto a\u00a0beleza da pintura em azulejos, o p\u00fablico pode conferir no espa\u00e7o a exposi\u00e7\u00e3o &#8216;O que n\u00e3o foi achado deve estar bem escondido &#8211; O (des)caminho da arte da azulejaria contempor\u00e2nea em Salvador&#8217;. Uma parceria com a Universidade Federal da Bahia (Ufba), a mostra apresenta obras dos artistas pl\u00e1sticos Bel Borba, Max Urban, Wagner Lacerda, Jenner Augusto e Axoloti Keropi.\u00a0A visita\u00e7\u00e3o \u00e9 gratuita e vai at\u00e9 10 de janeiro, de ter\u00e7a a sexta, das 10h \u00e0s 16h; e aos s\u00e1bados, das 12h \u00e0s 16h. \u00c9 obrigat\u00f3rio o uso de m\u00e1scara.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;N\u00f3s somos o maior reposit\u00f3rio de azulejos do Brasil. A gente tem um museu de azulejo a c\u00e9u aberto para ser descoberto, visitado e preservado&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Administrado pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Art\u00edstico e Cultural da Bahia (Ipac), o Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cer\u00e2mica foi fundado em 1994, para preservar e expor o rico acervo organizado pelo ceramista e pesquisador alem\u00e3o Horst Udo Knoff, que morou na capital baiana.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Al\u00e9m das obras de autoria de Udo, o local re\u00fane azulejos portugueses, espanh\u00f3is, franceses, ingleses, holandeses e italianos, datados dos s\u00e9culos XVI ao XX, e cria\u00e7\u00f5es de artistas locais como Jenner Augusto, Genaro de Carvalho, Sante Scaldaferri, Calasans Neto e Caryb\u00e9.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Origem do azulejo<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">A origem do azulejo \u00e9 eg\u00edpcia, mas foram os \u00e1rabes que levaram a t\u00e9cnica \u00e0 Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, formada por Portugal, Espanha, Andorra, Gibraltar e uma pequena por\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio da Fran\u00e7a. A palavra azulejo vem de \u201cal-zulaich\u201d, que quer dizer algo como pedrinha polida. A partir de 1498, os azulejos come\u00e7aram a ser feitos em Portugal e, aos poucos, foram ganhando um estilo caracter\u00edstico, com desenhos mais realistas e grande riqueza de detalhes. A azulejaria portuguesa, uma das mais famosas do mundo, fez uma op\u00e7\u00e3o preferencial pelo azul. Foram esses os azulejos trazidos para o Brasil pelos colonizadores.<\/p>\n<p>Fonte: Correio<\/p>\n<div id=\"CW\" class=\"galeria-single-modal galeria-single-modal--theme1\">\n<div class=\"galeria-single-modal__container-dots\" role=\"toolbar\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"paywall-barreiras-trial\" class=\"modal hide paywall-barreiras-inread paywall-barreiras--trial-wall is-active\" tabindex=\"-1\" role=\"dialog\" data-type=\"trial\" data-base-url=\"https:\/\/assine.correio24horas.com.br\/v2\" data-enable-modal=\"false\" data-enable-swg=\"true\" data-sku-plan=\"basic_monthly\" data-chartbeat=\"false\">\n<div class=\"paywall-barreiras-inread__content\">\n<div class=\"paywall-barreiras-inread__header\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A origem do azulejo \u00e9 eg\u00edpcia, mas foram os \u00e1rabes que levaram a t\u00e9cnica \u00e0 Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, formada por Portugal, Espanha, Andorra, Gibraltar e uma pequena por\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio da Fran\u00e7a. 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