{"id":408406,"date":"2023-01-07T09:58:11","date_gmt":"2023-01-07T12:58:11","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=408406"},"modified":"2023-01-07T09:58:11","modified_gmt":"2023-01-07T12:58:11","slug":"medicos-brasileiros-retiram-quase-35-kg-de-tumor-de-mulher-com-doenca-rara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/medicos-brasileiros-retiram-quase-35-kg-de-tumor-de-mulher-com-doenca-rara\/","title":{"rendered":"M\u00e9dicos brasileiros retiram quase 35 kg de tumor de mulher com doen\u00e7a rara"},"content":{"rendered":"<div class=\"mb-5 mb-lg-6\">\n<header class=\"toolkit-heading\">\n<div class=\"heading-title\">\n<h1 class=\"toolkit-title\"><\/h1>\n<h2 class=\"toolkit-subtitle mt-5\">Karina Rodini tem neurofibromatose e foi submetida a uma t\u00e9cnica cir\u00fargica nunca antes realizada no Brasil<\/h2>\n<\/div>\n<\/header>\n<\/div>\n<div class=\"sharebar-content toolkit-visually-hidden\">\n<div class=\"sharebar top\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"d-flex flex-column flex-lg-row justify-content-lg-between align-items-lg-start mb-5 mb-lg-7\">\n<div class=\"mb-5 mb-lg-0\">\n<div class=\"toolkit-signature\">\n<p class=\"toolkit-signature__author\">Yasmim Santos*, do R7<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<article class=\"toolkit-media-content\" data-dp6-item=\"articleContainer\" data-itemprop=\"articleBody\" data-url=\"http:\/\/noticias.r7.com\/saude\/medicos-brasileiros-retiram-quase-35-kg-de-tumor-de-mulher-com-doenca-rara-salvou-a-vida-dela-07012023\" data-changing-text-area=\"\" data-content=\"article\">\n<section class=\"toolkit-card-primary toolkit-card-primary--bg-primary mb-7\">\n<div class=\"toolkit-card-primary__body\"><\/div>\n<\/section>\n<div class=\"toolkit-image-container media_box full-dimensions771x420\">\n<div class=\"toolkit-image-container__edges edges\">\n<div id=\"standard_6\" class=\"st-placement standard_6 inImage\">\n<div class=\"st-adunit st-adunit-tagged st-reset st-show\">\n<div class=\"st-adunit-ad st-reset\">\n<div class=\"st-display-render st-reset\">\n<div class=\"st-reset\">\n<div class=\"important-styled st-canvas-container open Leaderboard display-standard fssquz2\">\n<div class=\"important-styled st-canvas-el fhxwyqa\">\n<div class=\"important-styled st-canvas-container undefined fssquz2\">\n<div class=\"important-styled st-canvas-el f5ewie2\">\n<div class=\"important-styled st-canvas-container undefined fssquz2\">\n<div class=\"important-styled st-canvas-el fhxwyqa\">\n<div class=\"important-styled f1m7i34m\">\n<div class=\"important-styled display-render-wrapper f1m7i34m\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"important-styled st-canvas-container undefined fssquz2\">\n<div class=\"important-styled st-canvas-el frp862c\">\n<div class=\"important-styled display-render x-to-close f9k8010\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"toolkit-image-container__image croppable\" title=\"Karina passa por diversas cirurgias para remover tumor de cerca de 40kg\" src=\"https:\/\/img.r7.com\/images\/karina-rodini-03012023123338813?dimensions=771x420\" alt=\"Karina passa por diversas cirurgias para remover tumor de cerca de 40kg\" width=\"771\" height=\"420\" \/><\/p>\n<div class=\"gallery_link\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"toolkit-image-container__info content_image\" data-dimensions=\"771x420\">\n<h4 class=\"toolkit-image-container__caption legend_box  \">Karina passa por diversas cirurgias para remover tumor de cerca de 40kg<\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Uma brasileira de 32 anos poder\u00e1 ter uma nova vida ap\u00f3s se tornar a primeira paciente a realizar uma cirurgia in\u00e9dita no pa\u00eds.\u00a0Karina Rodini finalmente n\u00e3o ter\u00e1 mais um tumor que a acompanhou durante toda a vida.<\/p>\n<p>V\u00edtima de uma doen\u00e7a gen\u00e9tica rara, a neurofibromatose, ela retirou nos \u00faltimos dias 4,6 kg do tumor, ap\u00f3s ter removido cerca de 30 kg no ano passado.<\/p>\n<p>A condi\u00e7\u00e3o, de acordo com o Manual MSD de Diagn\u00f3stico e Tratamento, \u00e9 caracterizada pelo surgimento de n\u00f3dulos moles e volumosos de tecido nervoso (neurofibromas), que se formam sob a pele e em outras partes do corpo, e manchas planas que t\u00eam cor de caf\u00e9 com leite.<\/p>\n<p>H\u00e1 dois tipos de neurofibromatose (tipo 1 e tipo 2), mas que ainda n\u00e3o t\u00eam cura ou tratamento espec\u00edfico.<\/p>\n<p>&#8220;Fui diagnosticada com um ano de idade, quando minha m\u00e3e me levou ao m\u00e9dico, s\u00f3 que, quando eu tinha um ano, tinha s\u00f3 manchas caf\u00e9 com leite pelo corpo, n\u00e3o tinha tumor. Com o passar dos anos, essas manchinhas foram aumentando&#8221;, conta Karina.<\/p>\n<p>Segundo ela, at\u00e9 os seus 13 ou 14 anos as manchas ainda eram est\u00e1veis. Ap\u00f3s essa idade, elas come\u00e7aram a ficar elevadas e surgiram os tumores.<\/p>\n<p>&#8220;Minha m\u00e3e sempre me levou em m\u00e9dicos, acompanhamentos, e a resposta que ela ouvia era que n\u00e3o tinha tratamento, n\u00e3o tinha cura e n\u00e3o tinha o que fazer. Os anos foram passando, os tumores foram aumentando, at\u00e9 que eu fiz a primeira cirurgia, com 14 ou 15 anos, de um peda\u00e7o de tumor que n\u00e3o era t\u00e3o grande&#8221;, lembra.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o de Karina continuou piorando, j\u00e1 que o tumor criado pela doen\u00e7a \u00e9 enraizado, ou seja, o peda\u00e7o que \u00e9 removido volta a crescer depois de um per\u00edodo.<\/p>\n<div id=\"r7ad-teads\">\n<div id=\"gpt_unit_\/7542\/r7noticias\/saude\/internas_7\"><\/div>\n<\/div>\n<p>&#8220;Eu ia fazendo cirurgia para tirar e diminuir aquele tumor, s\u00f3 que ele voltava maior no pr\u00f3ximo ano e, conforme os anos foram passando, o tumor foi aumentando e come\u00e7ou a crescer de uma forma descontrolada, e chegou ao estado que estava&#8221;, diz Karina.<\/p>\n<p>De acordo com a brasileira, ela passou por cerca de 17 cirurgias com remo\u00e7\u00e3o de, em torno, 1 kg de tumor. O tamanho era insuficiente para ela, mas os m\u00e9dicos alertavam que um procedimento maior era muito arriscado.<\/p>\n<p>Karina ent\u00e3o passou a compartilhar sua hist\u00f3ria nas redes sociais em 2019, em busca de encontrar novos profissionais e tratamentos. Ela chegou fazer uma quimioterapia que estava conseguindo &#8220;estacionar&#8221; o crescimento do tumor.<\/p>\n<p>&#8220;Estava funcionando, \u00e9 um medicamento muito forte. Mas meus tumores estavam muito grandes, estavam despencando, eles estavam fazendo muita press\u00e3o para baixo, estavam praticamente caindo do meu corpo. Eu precisava parar com a medica\u00e7\u00e3o para eu poder fazer uma cirurgia para remover esse tumor que estava ca\u00eddo&#8221;, relata a brasileira.<\/p>\n<p>Foi nesse momento que ela conheceu o cirurgi\u00e3o pl\u00e1stico Alfredo Duarte. O profissional foi o primeiro a realizar uma remo\u00e7\u00e3o maior, em torno de 5 kg, do tumor de Karina, em 2020.<\/p>\n<p>Essa cirurgia &#8220;renovou as esperan\u00e7as&#8221; da jovem, mas ainda n\u00e3o era suficiente. Apesar da magnitude, o tamanho retirado tamb\u00e9m n\u00e3o era capaz de barrar os problemas de sa\u00fade que ela tinha em decorr\u00eancia do tumor.<\/p>\n<p>&#8220;A neurofibromatose dela era gigante \u2013 pegava todo membro inferior e toda a regi\u00e3o do gl\u00fateo e dorso \u2013, ela j\u00e1 estava em uma fase de insufici\u00eancia card\u00edaca grave, porque ele [tumor] estava muito grande, era como se fosse uma pessoa obesa. O cora\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o estava funcionando para mandar sangue para toda aquela regi\u00e3o&#8221;, explica o cirurgi\u00e3o pl\u00e1stico Alfredo Duarte, do Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR), que comandou a cirurgia.<\/p>\n<p>E acrescenta: &#8220;Al\u00e9m disso, pelo tamanho, ela tinha dificuldade de mobilidade. Ela j\u00e1 n\u00e3o estava mais conseguindo andar adequadamente, ficava basicamente em casa. Ent\u00e3o, provavelmente, ela teria um desfecho muito ruim em poucos meses.&#8221;<\/p>\n<p>Karina tamb\u00e9m desenvolveu escoliose pela diferen\u00e7a de peso nas pernas. Para acabar com essa situa\u00e7\u00e3o, ela continuou procurando alternativas. Foi ent\u00e3o que encontrou o cirurgi\u00e3o pl\u00e1stico norte-americano Mckay McKinnon, refer\u00eancia na remo\u00e7\u00e3o de grandes tumores.<\/p>\n<p>McKinnon seguia dois conceitos que n\u00e3o eram comuns no Brasil. Primeiro, ele removia uma boa quantidade de tumor, mesmo com os riscos, fazendo uma constante transfus\u00e3o de sangue no paciente (desde o in\u00edcio da cirurgia). Segundo, ele tirava o tumor o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel da raiz, para que ele n\u00e3o tivesse chance de voltar.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma vaquinha online, Karina conseguiu custear a vinda do especialista para o Brasil e realizar o procedimento no final de 2021.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s fizemos a cirurgia junto com ele, com as orienta\u00e7\u00f5es dele, algumas t\u00e9cnicas, principalmente, de anestesia, para que a gente pudesse dar suporte e que ela n\u00e3o viesse a \u00f3bito durante a cirurgia, pelo sangramento, porque era muito grande \u2013 aquela regi\u00e3o tinha vasos, mais ou menos, de um cent\u00edmetro de tamanho&#8221;, diz Duarte.<\/p>\n<p>Nessa cirurgia, houve a remo\u00e7\u00e3o de cerca de 30 kg de tumor com o procedimento in\u00e9dito no pa\u00eds. J\u00e1 no p\u00f3s-operat\u00f3rio a mudan\u00e7a na qualidade de vida da brasileira era not\u00f3ria.<\/p>\n<p>&#8220;Ela foi perdendo peso porque, como o cora\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava debilitado, ele ia acumulando l\u00edquido, ent\u00e3o ela perdeu [cerca de] 32 kg durante a cirurgia, mas, na semana seguinte, perdeu mais de 70 kg, porque o cora\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a voltar a funcionar de novo e conseguiu jogar para fora, para os rins, todo aquele l\u00edquido que estava acumulado&#8221;, explica o cirurgi\u00e3o.<\/p>\n<p>O procedimento, de acordo com o especialista, &#8220;salvou a vida dela, porque ela tinha um progn\u00f3stico muito ruim&#8221;. &#8220;Eu n\u00e3o sei se ela aguentaria um ano [viva]&#8221;, revela.<\/p>\n<p>Alfredo j\u00e1 replicou a t\u00e9cnica na cirurgia mais recente de Karina \u2013 que retirou 4,6 kg de tumor \u2013 e tamb\u00e9m em outros casos menores. O cirurgi\u00e3o considera o aprendizado um avan\u00e7o para a medicina brasileira.<\/p>\n<p>Para Karina, o processo possibilitou um retorno \u00e0 normalidade nunca antes imaginado.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 \u00e9 bem mais f\u00e1cil caminhar, vestir roupa, tomar banho, subir uma escada, fazer outras atividades que eu n\u00e3o fazia. \u00c9 mais f\u00e1cil colocar um short, um vestido, coisas que eu n\u00e3o usava&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, Karina ainda n\u00e3o pretende colocar um ponto final nos procedimentos. Segundo ela, h\u00e1 ainda em torno de seis ou sete quilos de tumor que ela pretende remover.<\/p>\n<p>&#8220;Eu pretendo me recuperar dessa \u00faltima cirurgia e, assim que eu me recuperar, j\u00e1 pensei em marcar a pr\u00f3xima para retirar o m\u00e1ximo que conseguir&#8221;, diz a brasileira.<\/p>\n<p>Para o futuro, ela quer ir \u00e0 praia, passear e visitar os familiares mais distantes. Mas, para agora, Karina pretende continuar falando sobre a doen\u00e7a, ainda muito estigmatizada, nas redes sociais com o perfil @superandoaneurofibromatose.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 muito preconceito. As pessoas olham, tem medo de chegar perto, acham que v\u00e3o pegar, vamos nas lojas e n\u00e3o tem roupa que serve [&#8230;]&#8221;, relata.<\/p>\n<p>A brasileira tamb\u00e9m continua pedindo doa\u00e7\u00f5es, para lidar com os altos custos das cirurgias. Segundo Alfredo, apesar de ser um processo adapt\u00e1vel ao sistema p\u00fablico, nem todos os hospitais realizam.<\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ela tem neurofibromatose e foi submetida a uma t\u00e9cnica cir\u00fargica nunca antes realizada no Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":408407,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[327,6],"tags":[],"class_list":["post-408406","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-multimidia","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/karina-rodini-03012023123338813.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/408406","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=408406"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/408406\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/408407"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=408406"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=408406"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=408406"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}