{"id":41094,"date":"2014-01-27T19:30:04","date_gmt":"2014-01-27T22:30:04","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=41094"},"modified":"2014-01-27T16:02:04","modified_gmt":"2014-01-27T19:02:04","slug":"discos-de-vinil-voltam-com-tudo-nas-prateleiras-e-radiolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/discos-de-vinil-voltam-com-tudo-nas-prateleiras-e-radiolas\/","title":{"rendered":"Discos de vinil voltam com tudo nas prateleiras e radiolas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-41095\" alt=\"disco-vinil\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/disco-vinil-300x146.jpg\" width=\"300\" height=\"146\" \/><\/p>\n<p>\u201cMuita aten\u00e7\u00e3o \u00e0s instru\u00e7\u00f5es de uso e manuten\u00e7\u00e3o. Primeiramente, retire cuidadosamente o disco da capa e coloque-o sobre a radiola. Em seguida, ajuste delicadamente a agulha no disco. Deixe, ent\u00e3o, os primeiros mil\u00e9simos de segundos de sil\u00eancio agir e sucederem-se ao som da m\u00fasica.\u201d A bula na verdade n\u00e3o existe, mas bem que poderia. Seja por nostalgia, modismo, qualidade do som ou simples vontade.<\/p>\n<p>Seja jazz, frevo, samba, m\u00fasica lenta, bossa nova, rock ou forr\u00f3, cada vez mais amantes da m\u00fasica e bandas v\u00eam mostrando-se adeptos dos vinis, fazendo com que a bolacha preta n\u00e3o esteja mais restrita aos sebos. \u00c9, ali\u00e1s, cada vez mais comum ouvir o som chiado dos LPs em casa e em festas, como a Ter\u00e7a do Vinil, projeto itinerante que o DJ 440, Juniani Marzani, toca atualmente no Bar da Moeda, no Bairro do Recife.<\/p>\n<p>O Reino Unido viu em 2013 seu melhor ano para os vinis desde 2001, chegando a 700 mil LPs vendidos. E o Brasil segue no mesmo rumo. A \u00fanica f\u00e1brica do Pa\u00eds, a Polysom, prensou 135.657 mil bolach\u00f5es entre 2010 e 2013. Isso sem contar as bandas nacionais que optaram por contratar o servi\u00e7o na Europa. A banda Caf\u00e9 Preto \u2013 projeto recente de Cannibal, da Devotos do \u00d3dio \u2013 lan\u00e7ou seu primeiro CD e vinil ano passado e preferiu encomendar a fabrica\u00e7\u00e3o dos LPs na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cCheguei a fazer um or\u00e7amento com a Polysom e custaria cerca de R$ 7.000. Muito caro, n\u00e3o dava. E eu queria que o disco fosse colorido. O irm\u00e3o de Leandro, um dos dono do selo Loop Play, trabalha na Fran\u00e7a e partir da\u00ed fizemos o contato e ficou do jeito que a gente queria e bem mais barato\u201d, disse. Por enquanto, a bolacha do grupo ainda n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 venda nas lojas do Recife, mas sim pela internet.<\/p>\n<p>Foram os mesmos motivos que levaram Herbert Lucena a lan\u00e7ar sua mistura de coco e forr\u00f3 em vinil prensado na Rep\u00fablica Tcheca. N\u00e3o me pe\u00e7am jamais que eu d\u00ea de gra\u00e7a aquilo que eu tenho para vender,segundo \u00e1lbum do m\u00fasico, chegou \u00e0s lojas em LP no mesmo dia que em CD, em dezembro de 2011. \u201cO vinil feito l\u00e1 \u00e9 mais grosso, tem 160 gramas enquanto o feito no Brasil tem 120g, e acaba saindo pelo mesmo pre\u00e7o. Ent\u00e3o, proporcionalmente, sai at\u00e9 mais barato.\u201d, conta. Com mais de 1.000 vinis em casa, Herbert diz que \u00e9 raro ouvir CD.<\/p>\n<p>Uma das primeiras bandas da cena pernambucana dos anos 1990 ter um disco de vinil para chamar de seu foi a sempre precursora Chico Science &amp; Na\u00e7\u00e3o Zumbi. Em 1994, os mangueboys lan\u00e7avam seu primeiro \u00e1lbum, Da lama ao caos, e a Sony (gravadora do grupo na \u00e9poca) resolveu fazer uma tiragem especial em bolacha preta. Na \u00e9poca, o CD j\u00e1 tinha tomado o lugar do vinil nas lojas e casas do mundo afora.<\/p>\n<p>Atualmente, tiragens especiais de LPs de 12 polegadas de reedi\u00e7\u00f5es de discos cl\u00e1ssicos tamb\u00e9m t\u00eam sido realizadas pela Polysom. Feito em casa, de Antonio Prado; Todos os olhos (e sua pol\u00eamica capa), de Tom Z\u00e9; A m\u00e1quina voadora, de Ronnie Von; Maria Fuma\u00e7a, da banda Black Rio; e Coisas, de Moacir Santos, entre outros.<\/p>\n<p>Inaugurada em 1999, a f\u00e1brica viu suas portas fecharem oito anos depois. Em 2009, a poeira foi tirada das m\u00e1quinas pela DeckDisc e outros s\u00f3cios. Um deles, Jo\u00e3o Augusto, acredita que o vinil \u00e9 \u201cfundamentalmente uma experi\u00eancia t\u00e1til, visual e auditiva\u201d e que esse seja o fator que mantenha a fascina\u00e7\u00e3o das pessoas por ele ainda vivo. \u201cTemos uma batalha grande pela frente para fazer o vinil \u2018virar\u2019 por aqui. Temos que lutar contra o alto custo dos impostos. Nosso plano \u00e9 popularizar o produto\u201d, acrescenta. (Jornal do Commercio)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cMuita aten\u00e7\u00e3o \u00e0s instru\u00e7\u00f5es de uso e manuten\u00e7\u00e3o. Primeiramente, retire cuidadosamente o disco da capa e coloque-o sobre a radiola. Em seguida, ajuste delicadamente a agulha no disco. Deixe, ent\u00e3o, os primeiros mil\u00e9simos de segundos de sil\u00eancio agir e sucederem-se ao som da m\u00fasica.\u201d A bula na verdade n\u00e3o existe, mas bem que poderia. 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