{"id":413996,"date":"2023-03-11T10:56:48","date_gmt":"2023-03-11T13:56:48","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=413996"},"modified":"2023-03-11T10:56:48","modified_gmt":"2023-03-11T13:56:48","slug":"comemoracao-do-centenario-de-mae-hilda-visibiliza-luta-pela-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/comemoracao-do-centenario-de-mae-hilda-visibiliza-luta-pela-educacao\/","title":{"rendered":"Comemora\u00e7\u00e3o do centen\u00e1rio de M\u00e3e Hilda visibiliza luta pela educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<section class=\"mw-article-head\">\n<h1 class=\"mw-h1-1 mw-default-blue\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h2 class=\"mw-h2-1 mw-default-gray\" style=\"text-align: justify;\">Fundadora do Terreiro Jitolu teve import\u00e2ncia central para impulsionar os projetos sociais da associa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<div class=\"mw-article-head-inner\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"mw-article-head-info\"><span class=\"mw-article-data mw-default-gray\"><abbr title=\"mw-article-date\"><strong>Por: <\/strong><\/abbr><abbr title=\"mw-article-author\"><strong>Cleidiana Ramos<\/strong><\/abbr><\/span><\/p>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<figure class=\"mw-article-head-image\" data-article-id=\"1221990\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1220000\/Artigo-Destaque_01221990_00.jpg?xid=5740314\" alt=\"Imagem ilustrativa da imagem Comemora\u00e7\u00e3o do centen\u00e1rio de M\u00e3e Hilda visibiliza luta pela educa\u00e7\u00e3o\" data-cls=\"\" \/><\/figure>\n<div class=\"mw-image-info\"><span class=\"mw-image-description\">&#8211;\u00a0<label class=\"mw-image-author\">Foto: Shirley Stolze | Cedoc A TARDE<\/label><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"mw-article-body\">\n<article data-article-id=\"1221990\">\n<p class=\"mw-texto\" style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A import\u00e2ncia de M\u00e3e Hilda na funda\u00e7\u00e3o do Il\u00ea Aiy\u00ea \u00e9 uma hist\u00f3ria bem conhecida. Mas, no ano em que se comemora o centen\u00e1rio de seu nascimento h\u00e1 outras caracter\u00edsticas dessa l\u00edder religiosa que d\u00e3o a dimens\u00e3o da sua import\u00e2ncia como uma intelectual org\u00e2nica, ou seja, aquela que cria, provoca e assim promove a a\u00e7\u00e3o com outro tipo de exerc\u00edcio do conhecimento que n\u00e3o \u00e9 o mesmo da academia, mas nem por isso menos potente. Da observa\u00e7\u00e3o de que as crian\u00e7as das imedia\u00e7\u00f5es do terreiro passavam parte do tempo na rua porque a educa\u00e7\u00e3o formal s\u00f3 era oferecida a partir dos sete anos ela resolveu transformar o barrac\u00e3o da casa religiosa em uma escola aberta para a comunidade. Duas de suas filhas- Hildelice, que a sucedeu no comando do Terreiro Jitolu, e Hildemaria, tornaram-se as professoras. Registros dessa trajet\u00f3ria de M\u00e3e Hilda, para al\u00e9m da sua import\u00e2ncia no que se tornou o Il\u00ea, est\u00e3o na cole\u00e7\u00e3o de imagens do Cedoc A TARDE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNa nossa fam\u00edlia a gente aprende cedo que o conhecimento tem que ser compartilhado. \u00c9 muito do que pensava a minha av\u00f3\u201d, diz Val\u00e9ria Lima, jornalista, mestra em Estudos \u00c9tnicos e Africanos e neta de M\u00e3e Hilda. Filha de Dete Lima, que cuida da est\u00e9tica do Il\u00ea Aiy\u00ea, desde a gradua\u00e7\u00e3o Val\u00e9ria Lima tem realizado pesquisas sobre as experi\u00eancias pol\u00edticas de mulheres negras em diferentes \u00e1reas sempre com sua av\u00f3 como protagonista. Na disserta\u00e7\u00e3o intitulada M\u00e3e Hilda Jitolu &#8211; A Trajet\u00f3ria de uma L\u00edder Espiritual Baiana, apresentada ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Estudos \u00c9tnicos e Africanos da Universidade Federal da Bahia (Ufba), sob a orienta\u00e7\u00e3o do professor Jeferson Bacelar,\u00a0 a jornalista organizou e analisou a biografia da av\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, Val\u00e9ria Lima, dentre outras atividades, \u00e9 diretora executiva do Instituto da Mulher Negra M\u00e3e Hilda Jitolu, instalado em 6 de janeiro deste ano, no dia do centen\u00e1rio de nascimento de M\u00e3e Hilda. Um dos objetivos do instituto \u00e9 tornar a sua trajet\u00f3ria e de outras mulheres negras mais conhecidas, como tamb\u00e9m viabilizar e construir projetos de gera\u00e7\u00e3o de renda para esse segmento que enfrenta diversas vulnerabilidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse \u00e9 mais um ind\u00edcio de como as lideran\u00e7as de terreiro, especialmente as mulheres, historicamente contribu\u00edram n\u00e3o apenas para garantir a continuidade e o direito de pr\u00e1tica de uma religi\u00e3o perseguida de v\u00e1rias formas, mas tamb\u00e9m para transformar o espa\u00e7o religioso em pot\u00eancia de cidadania.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a conex\u00e3o prosseguiu com os mais variados segmentos do movimento negro investindo na educa\u00e7\u00e3o como uma poderosa ferramenta para auxiliar na destrui\u00e7\u00e3o das amarras deixadas pelo racismo em suas variadas faces.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No livro O Movimento Negro Educador, Nilma Lino Gomes, doutora em antropologia e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostra como as mais variadas organiza\u00e7\u00f5es dos movimentos negros brasileiros, ao longo do tempo, deram uma aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0 educa\u00e7\u00e3o formal.<\/p>\n<div class=\"mw-article-img-box\" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1220000\/inline_01221990_00.jpg?xid=5740316\" alt=\"Matriarca comandava rito de sa\u00edda do Il\u00ea Aiy\u00ea\" \/><\/div>\n<div class=\"mw-image-info\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"mw-image-title\">Matriarca comandava rito de sa\u00edda do Il\u00ea Aiy\u00ea<\/span><span class=\"mw-image-author\">| \u00a0Foto: Rejane Carneiro | Cedoc A TARDE<\/span><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Estrat\u00e9gia<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho da pesquisadora, que foi reitora para a instala\u00e7\u00e3o da Universidade da Integra\u00e7\u00e3o Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), institui\u00e7\u00e3o que tem um campus no munic\u00edpio baiano de S\u00e3o Francisco do Conde, e ministra de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial no governo de Dilma Rousseff aponta para a compreens\u00e3o do ativismo de que era necess\u00e1rio ocupar espa\u00e7os formais, mas com estrat\u00e9gias que surgiram da experi\u00eancia no cotidiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 interessante como isso tem se repetido no universo dos terreiros de variadas formas. No Il\u00ea Ax\u00e9 Op\u00f4 Afonj\u00e1, a preocupa\u00e7\u00e3o de M\u00e3e Aninha de que os filhos de Xang\u00f4, o orix\u00e1 que rege o espa\u00e7o religioso, precisavam estar aos seus p\u00e9s tamb\u00e9m de anel no dedo resultou na escola que leva seu nome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A escola Eug\u00eania Anna dos Santos tem um projeto pedag\u00f3gico inspirador criado pela doutora em Educa\u00e7\u00e3o Vanda Machado que \u00e9 sacerdotisa da Casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A estrat\u00e9gia de M\u00e3e Hilda foi utilizar a rede de visibilidade que j\u00e1 possu\u00eda como lideran\u00e7a religiosa e a do Il\u00ea Aiy\u00ea. Um dos apoios que ela garantiu, segundo Val\u00e9ria Lima, foi do professor Edivaldo Boaventura (1933-2018), secret\u00e1rio de educa\u00e7\u00e3o do Estado da Bahia por duas vezes (1970 a 1971 e 1983 a 1987). Boaventura foi tamb\u00e9m diretor geral de A TARDE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMinha av\u00f3 n\u00e3o frequentou a escola, mas sempre passou para os filhos e depois para os netos o quanto era importante ter educa\u00e7\u00e3o formal. E depois ela quis proporcionar isso aos vizinhos, ou seja, \u00e0 comunidade onde estava. Ela foi construindo como podia, aproveitando a presen\u00e7a de autoridades que circulavam o Il\u00ea Aiy\u00ea, como o professor Edivaldo Boaventura. Com isso ela foi fundamental para a cria\u00e7\u00e3o dos projetos sociais do Il\u00ea Aiy\u00ea, pois a escola passou a ter a inser\u00e7\u00e3o dos diretores, que iam tamb\u00e9m em outras escolas, ou seja, a Escola M\u00e3e Hilda fez a inser\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica ir crescendo\u201d, acrescenta Val\u00e9ria Lima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u00e9pocas em que a educa\u00e7\u00e3o integral ainda \u00e9 um desafio, as crian\u00e7as atendidas nos projetos sociais mantidos pela associa\u00e7\u00e3o cultural podem participar de atividades no turno oposto ao que estudam. E os cursos v\u00e3o al\u00e9m de percuss\u00e3o, dan\u00e7a e outras atividades mais relacionadas ao Carnaval. Tem cursos de est\u00e9tica com um cuidado especial e j\u00e1 implantado muito antes do debate sobre diversidade: o de reaproveitamento de material de costura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ministrado por Dete Lima, o curso tem equidade de g\u00eanero. \u201cMeninos e meninas aprendem a costurar, a bordar. Al\u00e9m disso h\u00e1 a preocupa\u00e7\u00e3o com toda uma forma\u00e7\u00e3o em cidadania\u201d, explica Val\u00e9ria Lima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Dos bailes ao Jitolu<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hilda Dias dos Santos nasceu em 6 de janeiro de 1923 na Quinta das Beatas, localidade da regi\u00e3o de Brotas hoje conhecida como Cosme de Farias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda crian\u00e7a mudou para a Caixa D\u2019\u00c1gua at\u00e9 que aos 11 anos foi morar na Rua do Curuzu, a casa onde est\u00e1 o Terreiro Jitolu e de onde sai o desfile do Il\u00ea Aiy\u00ea no s\u00e1bado de Carnaval. O im\u00f3vel \u00e9 tamb\u00e9m a sede do instituto que a homenageia. Na juventude adorava dan\u00e7ar. Para cada baile aos s\u00e1bados mandava fazer um vestido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cUma vizinha nossa que est\u00e1 com 106 anos e que a gente chama de Tia Luzia era quem costurava os vestidos. A cada baile ela ia com um modelo diferente. Aos 19 anos ela j\u00e1 namorava com meu av\u00f4 pois eles trabalhavam juntos em uma f\u00e1brica de vassoura\u201d, relata Val\u00e9ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais ou menos nesse per\u00edodo dos bailes, Hilda Santos passou a ver piorar um mal-estar que at\u00e9 a fazia desmaiar. At\u00e9 o m\u00e9dico disse que era melhor procurar assist\u00eancia espiritual, pois fisicamente n\u00e3o aparecia a causa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo com uma resist\u00eancia inicial da jovem preocupada em n\u00e3o poder fazer atividades como frequentar os bailes durante o per\u00edodo e outras regras, ela fez a obriga\u00e7\u00e3o no candombl\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira foi na tradi\u00e7\u00e3o angola que cultua os inquices. Ela foi iniciada para a divindade Obalua\u00ea, senhor dos mist\u00e9rios sobre o campo da sa\u00fade e especialmente do controle de doen\u00e7as infecciosas e de pele. Pouco tempo ap\u00f3s a sua inicia\u00e7\u00e3o, seu pai de santo faleceu. Ela ficou um tempo sem frequentar outro terreiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDepois de muitos anos de casada ela finalmente engravidou do primeiro filho que \u00e9 meu tio Vov\u00f4. No come\u00e7o ela imaginou que estava com o retorno dos problemas que tinha antes de fazer santo e foi procurar M\u00e3e Tan\u00e7a que fez as obriga\u00e7\u00f5es para ela, mas na tradi\u00e7\u00e3o jeje savalu. Tanto que o santo dela sempre esteve na casa que se transformou no terreiro sob a sua lideran\u00e7a como indicou M\u00e3e Tan\u00e7a que era a sua miss\u00e3o\u201d, acrescenta Val\u00e9ria Lima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No candombl\u00e9 baiano h\u00e1 quatro grandes tradi\u00e7\u00f5es que d\u00e3o a dire\u00e7\u00e3o da heran\u00e7a \u00e9tnica dos terreiros e s\u00e3o conhecidas pelo termo \u201cna\u00e7\u00e3o\u201d: angola, que cultua os inquices e tem elementos herdados de civiliza\u00e7\u00f5es que vieram do atual territ\u00f3rio de Angola e parte do Congo; ketu e ijex\u00e1, que tem o culto a orix\u00e1s e s\u00e3o heran\u00e7a dos grupos vindos da atual Nig\u00e9ria; e\u00a0 Jeje. Esta tradi\u00e7\u00e3o tem elementos herdados dos povos que vieram do atual Benim e cultua os voduns. Nela h\u00e1 dois segmentos: mahi e savalu. Essa \u00faltima \u00e9 a seguida pelo Jitolu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Jitolu foi fundado por M\u00e3e Hilda em 1952. E a sua lideran\u00e7a religiosa se estendeu para outras a\u00e7\u00f5es ligadas aos movimentos negros. Em 1988, por exemplo, o Il\u00ea participou do rito f\u00fanebre para Zumbi dos Palmares, na Serra da Barriga, em Alagoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Funda\u00e7\u00e3o Palmares e ativistas de refer\u00eancia dos movimentos negros, como Abdias do Nascimento e L\u00e9lia Gonzalez estiveram presentes na cerim\u00f4nia, como destaca Val\u00e9ria Lima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cComo mulher negra e neta dela eu fico feliz de poder resgatar a sua hist\u00f3ria e mostrar para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es quem foi M\u00e3e Hilda e o que ela fez para ser t\u00e3o importante. O Instituto M\u00e3e Hilda Jitolu tem a miss\u00e3o de contar a hist\u00f3ria dela e de outras mulheres negras\u201d, acrescenta a jornalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mem\u00f3ria, realmente, tem sido um instrumento poderoso n\u00e3o apenas para dar continuidade. Ela tamb\u00e9m ensina sobre estrat\u00e9gias de se fazer pol\u00edtica que nascem em ambientes como um terreiro de candombl\u00e9, o que demonstra a pot\u00eancia cultural que eles representam movidos \u00e0 intelig\u00eancia, especialmente, do poder feminino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Cleidiana Ramos \u00e9 jornalista e doutora em antropologia<\/b><\/p>\n<\/article>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fundadora do Terreiro Jitolu teve import\u00e2ncia central para impulsionar os projetos sociais da associa\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":413997,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[327,6],"tags":[],"class_list":["post-413996","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-multimidia","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/mae-hilda.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/413996","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=413996"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/413996\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/413997"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=413996"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=413996"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=413996"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}