{"id":417356,"date":"2023-04-15T08:11:46","date_gmt":"2023-04-15T11:11:46","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=417356"},"modified":"2023-04-15T08:11:46","modified_gmt":"2023-04-15T11:11:46","slug":"peixe-no-moquem-traz-o-sabor-da-cultura-dos-povos-originarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/peixe-no-moquem-traz-o-sabor-da-cultura-dos-povos-originarios\/","title":{"rendered":"Peixe no moqu\u00e9m traz o sabor da cultura dos povos origin\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<section class=\"mw-article-head\">\n<h1 class=\"mw-h1-1 mw-default-blue\"><\/h1>\n<h2 class=\"mw-h2-1 mw-default-gray\">A luta para resgatar tra\u00e7os culturais quase perdidos usa a mem\u00f3ria afetiva para reconstruir tradi\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<div class=\"mw-article-head-inner\">\n<div class=\"mw-article-head-info\"><span class=\"mw-article-data mw-default-gray\"><abbr title=\"mw-article-date\"><strong>Por: <\/strong><\/abbr><abbr title=\"mw-article-author\"><strong>Isabel Oliveira<\/strong><\/abbr><\/span><\/p>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<figure class=\"mw-article-head-image\" data-article-id=\"1225905\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1220000\/Artigo-Destaque_01225905_00.jpg?xid=5784569\" alt=\"Imagem ilustrativa da imagem Peixe no moqu\u00e9m traz o sabor da cultura dos povos origin\u00e1rios\" data-cls=\"\" \/><\/figure>\n<div class=\"mw-image-info \"><span class=\"mw-image-description\">&#8211;\u00a0<label class=\"mw-image-author\">Foto: Z\u00e9 Cangussu<\/label><\/span><\/div>\n<div class=\"mw-article-general-options\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"mw-article-body\">\n<article data-article-id=\"1225905\">\n<p class=\"mw-texto\">\n<p>Embora seja descendente Tupinamb\u00e1, na regi\u00e3o de Valen\u00e7a, por parte de pai, e Cariri-Sapuy\u00e1, em Jequi\u00e9, cidade da m\u00e3e, Gleice Ferreira viveu \u201cno contexto urbano\u201d, como conta. Ainda em Jequi\u00e9, onde nasceu e cresceu, cercada de muitas hist\u00f3rias, ela se sente pertencente \u00e0 cultura ind\u00edgena de corpo e alma e luta para resgatar sua tradi\u00e7\u00e3o, que considera apagada pelo pr\u00f3prio sistema.<\/p>\n<p><iframe width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<div class=\"mw-article-img-box \"><img decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1220000\/inline_01225905_00.jpg?xid=5784583\" alt=\"Gleice Ferreira\" \/><\/div>\n<div class=\"mw-image-info\"><span class=\"mw-image-title\">Gleice Ferreira<\/span><span class=\"mw-image-author\">| \u00a0Foto: Arquivo pessoal<\/span><\/div>\n<p>\u201cAntigamente, todo o mundo precisava esconder de onde era, quem era. Isso tudo faz parte de uma pol\u00edtica de apagamento de nomes e dos povos ind\u00edgenas&#8230; n\u00e3o colocar nome ind\u00edgena, de se proteger, de se preservar vivos, se manter vivos\u201d, conta Gleice para explicar por que os ancestrais dela recebiam o nome do colonizador e n\u00e3o da aldeia de nascimento.<\/p>\n<p>Tentando achar o fio da meada de toda sua hist\u00f3ria, Gleice n\u00e3o desanima e participa de um grupo de estudos em busca de resgate dos seus antepassados. \u201cEu estudo juntamente com um professor que me d\u00e1 muitas &#8211; assim vamos dizer &#8211; ferramentas e por onde come\u00e7o a procurar, porque a hist\u00f3ria de minha av\u00f3 \u00e9 um pouco vaga, porque apagam muita coisa nossa\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Embora visite as terras dos pais, Gleice vivencia sua ancestralidade na cultura do povo Xukuru-Kariri, de Palmeiras dos \u00cdndios, em Alagoas, cuja aldeia tem esse nome pela jun\u00e7\u00e3o de duas etnias, presentes no Nordeste brasileiro.<\/p>\n<div class=\"mw-article-img-box \"><img decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1220000\/inline_01225905_01.jpg?xid=5784584\" alt=\"Imagem ilustrativa da imagem Peixe no moqu\u00e9m traz o sabor da cultura dos povos origin\u00e1rios\" \/><\/div>\n<p>\u201cFoi o povo de que eu mais me aproximei, tive contato. A\u00ed a gente costuma dizer que abra\u00e7a e \u00e9 abra\u00e7ado pela cultura de um povo. Ent\u00e3o, pra voc\u00ea n\u00e3o ser desaldeada total, j\u00e1 que n\u00e3o restou quase nada dos Tupinamb\u00e1s, em Valen\u00e7a, para que procurasse a minha hist\u00f3ria, e do povo Cariri-Sapuy\u00e1, onde estou em um grupo de estudos, costumo falar que sou abra\u00e7ada e abra\u00e7o aquela cultura\u00a0 (Xukuru-Kariri)\u201d, revela.<\/p>\n<p>\u201cPorque o povo com que eu tenho mais contato e \u00e9 o primeiro povo origin\u00e1rio em que eu mergulhei um pouco mais na hist\u00f3ria, ent\u00e3o tem a viv\u00eancia, tem uns virtuais fechado\u201d, conta.<\/p>\n<div class=\"mw-article-img-box \"><img decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1220000\/inline_01225905_02.jpg?xid=5784585\" alt=\"Imagem ilustrativa da imagem Peixe no moqu\u00e9m traz o sabor da cultura dos povos origin\u00e1rios\" \/><\/div>\n<p>A necessidade de Gleice em reconhecer-se como ind\u00edgena \u00e9 visceral e a faz participar de v\u00e1rios momentos com a tribo que a abra\u00e7ou, como ocorre neste Abril Ind\u00edgena, projeto dos Xukuru-Kariri, quando viver\u00e1 plenamente o Dia dos Povos \u00ccndigenas.<\/p>\n<p>Segundo Gleice, o Abril Ind\u00edgena \u00e9 o momento de aproveitar as experi\u00eancias espirituais dos povos Xukuru-Kariri, al\u00e9m de ajud\u00e1-los.<\/p>\n<div class=\"mw-article-img-box \"><img decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1220000\/inline_01225905_03.png?xid=5784586\" alt=\"Imagem ilustrativa da imagem Peixe no moqu\u00e9m traz o sabor da cultura dos povos origin\u00e1rios\" \/><\/div>\n<p>\u201cEles v\u00eam para c\u00e1 para arrecadar mantimentos e fundos para a aldeia, pois durante os meses de maio e junho, \u00e9 um per\u00edodo de muita chuva em Mata da Cafurna, em Palmeira dos \u00cdndios, no estado de Alagoas. Ent\u00e3o, eles ficam sem sair, o terreno \u00e9 \u00edngreme, ficam sem viver e se manter do que se planta. Eles v\u00eam para Salvador e fazem parceria com escolas, com universidades, com locais que queiram vivenciar um pouco da cultura. Eles dividem o que pode da cultura, o que pode ser passado\u201d, conta Gleice.<\/p>\n<p>Um dos momentos esperados em Salvador \u00e9 a tradicional roda de xanduca, que ocorre no momento em que o cacique da aldeia, em meio ao chacoalhar do marac\u00e1, fuma o cachimbo, ou a xanduca.<\/p>\n<section class=\"mw-video\">\n<div class=\"mw-article-video \">\n<div class=\"controls\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>\u201c\u00c0s vezes, as pessoas dizem: &#8211; Ah, o \u00edndio e o cachimbo da paz. \u00c9 muito mais que um cachimbo da paz. A fuma\u00e7a, para o povo ind\u00edgena, \u00e9 o que traz a conex\u00e3o com a ancestralidade, com o sagrado. O ind\u00edgena vai viver sempre em comunidade, vai ser sempre o coletivo. Tudo \u00e9 consagrado, os homens s\u00e3o recolhidos para fazer a viv\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 apenas viver porque \u00e9 o M\u00eas do Ind\u00edgena, \u00e9 voc\u00ea se reconectar com sua ancestralidade e ess\u00eancia\u201d, diz.<\/p>\n<p>Professora, atriz, escritora, conteudista Par\u00fa, membra do Mulherio das Letras Ind\u00edgenas e do Coletivo Mulheres Maravilhosas, al\u00e9m de operadora de luz e poeta, Gleice pensa um dia em reescrever sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<section class=\"mw-galeria-img\">\n<section id=\"mw-galeria\" class=\"mw-galeria\" data-count-gallery=\"3\">\n<div id=\"splide01\" class=\"splide inline-galery-splide splide--rewind splide--ltr splide--draggable is-active is-initialized\">\n<div id=\"splide01-track\" class=\"splide__track\">\n<ul id=\"splide01-list\" class=\"splide__list\">\n<li id=\"splide01-slide01\" class=\"splide__slide\" aria-hidden=\"true\">\n<figure class=\"mw-image-1\" data-element-type=\"GALLERY_INLINE_IMAGE\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/atarde.com.br\/img\/GALLERYINLINEIMAGE\/1220000\/800x600\/GALLERYINLINEIMAGE_01225905_00.webp?fallback=%2Fimg%2FGALLERYINLINEIMAGE%2F1220000%2FGALLERYINLINEIMAGE_01225905_00.jpg%3Fxid%3D5784599%26resize%3D212%252C393%26t%3D1681527932&amp;xid=5784599\" alt=\"Peixe no moqu\u00e9m traz o sabor da cultura dos povos origin\u00e1rios\" data-src=\"\/img\/GALLERYINLINEIMAGE\/1220000\/GALLERYINLINEIMAGE_01225905_00.jpg?xid=5784599\" \/><\/figure>\n<p>|\u00a0<label>Foto: Z\u00e9 Cangussu<\/label><\/li>\n<li id=\"splide01-slide02\" class=\"splide__slide is-prev\" aria-hidden=\"true\">\n<figure class=\"mw-image-2\" data-element-type=\"GALLERY_INLINE_IMAGE\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/atarde.com.br\/img\/GALLERYINLINEIMAGE\/1220000\/800x600\/GALLERYINLINEIMAGE_01225905_01.webp?fallback=%2Fimg%2FGALLERYINLINEIMAGE%2F1220000%2FGALLERYINLINEIMAGE_01225905_01.jpg%3Fxid%3D5784600%26resize%3D212%252C393%26t%3D1681527932&amp;xid=5784600\" alt=\"Peixe no moqu\u00e9m traz o sabor da cultura dos povos origin\u00e1rios\" data-src=\"\/img\/GALLERYINLINEIMAGE\/1220000\/GALLERYINLINEIMAGE_01225905_01.jpg?xid=5784600\" \/><\/figure>\n<p>|\u00a0<label>Foto: Z\u00e9 Cangussu<\/label><\/li>\n<li id=\"splide01-slide03\" class=\"splide__slide is-active is-visible\" tabindex=\"0\">\n<figure class=\"mw-image-3\" data-element-type=\"GALLERY_INLINE_IMAGE\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/atarde.com.br\/img\/GALLERYINLINEIMAGE\/1220000\/800x600\/GALLERYINLINEIMAGE_01225905_02.webp?fallback=%2Fimg%2FGALLERYINLINEIMAGE%2F1220000%2FGALLERYINLINEIMAGE_01225905_02.jpg%3Fxid%3D5784601%26resize%3D212%252C393%26t%3D1681527932&amp;xid=5784601\" alt=\"Peixe no moqu\u00e9m traz o sabor da cultura dos povos origin\u00e1rios\" data-src=\"\/img\/GALLERYINLINEIMAGE\/1220000\/GALLERYINLINEIMAGE_01225905_02.jpg?xid=5784601\" \/><\/figure>\n<p>|\u00a0<label><\/label><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/section>\n<p>E para celebrar a cultura \u00ednd\u00edgena, e o resgate desses povos, Gleice preparou no moqu\u00e9m adaptado um peixe na folha de bananeira. O moqu\u00e9m ou moqueteiro \u00e9 uma grelha de madeira usada para defumar carne ou peixe, que apoia-se sobre forquilhas de madeira fincadas ao solo, muito utilizado pelos povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 assim que a gente fala, moquear o peixe. E para deixar ele pronto, assado na folha de bananeira, porque \u00e9 o que tem mais perto, ou em folha de taioba. Tamb\u00e9m \u00e9 muito usada a folha de taioba. Eu via minha av\u00f3 fazer isso, minha av\u00f3 materna, ela fazia muito essa coisa e depois virou gourmetizado acho que eu posso dizer assim, gourmetizaram\u201d, explica.<\/p>\n<div id=\"dp-v-par4\" class=\"jba\" data-google-query-id=\"CJixobffq_4CFXtPuAQdwFoOaA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21622511100,22666819895\/atarde_multize_8__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mw-article-img-box \"><img decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1220000\/inline_01225905_04.jpg?xid=5784587\" alt=\"Imagem ilustrativa da imagem Peixe no moqu\u00e9m traz o sabor da cultura dos povos origin\u00e1rios\" \/><\/div>\n<p><b>Peixe no moqu\u00e9m\u00a0<\/b><\/p>\n<div><\/div>\n<p>Ingredientes:<\/p>\n<p>1 peixe grande da sua prefer\u00eancia, tratado e lavado com lim\u00e3o (usei o peixe dourado de rio, peixe conhecido pelos pescadores como o rei do rio).<\/p>\n<p>Sal<\/p>\n<p>Lim\u00e3o<\/p>\n<p>Pimenta-do-reino a gosto.<\/p>\n<p>Modo de preparo:<\/p>\n<p>Deixe o peixe marinar por 5 minutos.<\/p>\n<p>Enquanto isso, acenda o fogo e deixe o carv\u00e3o em brasa m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Unte a folha de bananeira com um pouco de azeite doce, para n\u00e3o grudar o peixe.<\/p>\n<p>Envolva o peixe na folha da bananeira e coloque para assar por 30 minutos, revezando os lados do peixe.<\/p>\n<p>Farofa d\u00b4\u00e1gua<\/p>\n<p>Ingredientes:<\/p>\n<p>1 x\u00edcara de farinha<\/p>\n<p>1\/2 x\u00edcara de \u00e1gua morna<\/p>\n<p>Cheiro-verde a gosto<\/p>\n<p>Cebola a gosto<\/p>\n<p>1 pitada de sal<\/p>\n<p>Modo de preparo:<\/p>\n<p>Misture tudo com as m\u00e3os\u00a0 at\u00e9 ficar homog\u00eaneo.<\/p>\n<p>Monte ou decore o prato a seu gosto.<\/p>\n<p>Come-se com a m\u00e3o, se preferir.<\/p>\n<p>Fonte: A Tarde<\/p>\n<\/article>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A luta para resgatar tra\u00e7os culturais quase perdidos usa a mem\u00f3ria afetiva para reconstruir tradi\u00e7\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":417357,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[327,6],"tags":[],"class_list":["post-417356","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-multimidia","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/peixe-frito.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/417356","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=417356"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/417356\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/417357"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=417356"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=417356"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=417356"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}