{"id":419158,"date":"2023-05-04T08:50:36","date_gmt":"2023-05-04T11:50:36","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=419158"},"modified":"2023-05-04T08:50:36","modified_gmt":"2023-05-04T11:50:36","slug":"em-15-anos-o-cancer-podera-ser-tratado-com-comprimidos-avalia-professor-da-ufba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/em-15-anos-o-cancer-podera-ser-tratado-com-comprimidos-avalia-professor-da-ufba\/","title":{"rendered":"&#8216;Em 15 anos o c\u00e2ncer poder\u00e1 ser tratado com comprimidos&#8217;, avalia professor da Ufba"},"content":{"rendered":"<div class=\"row visible-lg\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"noticias-single__tags\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-3\">\n<div class=\"noticias-single__meta\">\n<div class=\"noticias-single__author\">\n<div>Larissa Almeida*<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"noticias-single__share \">\n<div class=\"noticias-single__share-item noticias-single__share-item--whatsapp noticias-single__share-item--whatsapp--desktop  \"><\/div>\n<div class=\"noticias-single__share-item noticias-single__share-item--more   \"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"noticias-single__content-area__left\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-12 col-md-12 \">\n<div id=\"CW3677\" class=\"publicidade publicidade-responsive1  \">\n<div id=\"minhabahia_300x250_02\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-9\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"noticias-single__image\"><picture class=\"noticias-single__picture\"><source srcset=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/b\/9\/csm_Medico_Marina_Silva_36d1fa283d.jpeg\" media=\"(min-width: 420px)\" \/><img decoding=\"async\" class=\"noticias-single__image-source\" src=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/b\/9\/csm_Medico_Marina_Silva_4b155accc7.jpeg\" alt=\"Marco Aur\u00e9lio Salvino \u00e9 professor adjunto de Hematologia na UFBA\" \/><\/picture><span class=\"noticias-single__image-caption\">Marco Aur\u00e9lio Salvino \u00e9 professor adjunto de Hematologia na UFBA (Marina Silva\/CORREIO)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 noticias-single__stick-parent\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-md-7 col-lg-7\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<h1 class=\"noticias-single__title noticias-single__title--desktop noticias-single__title--with-image visible visible-lg\"><\/h1>\n<div class=\"noticias-single__description visible-lg\">Marco Aur\u00e9lio Salvino comenta em entrevista sobre o futuro da hematologia e suas contribui\u00e7\u00f5es para o tratamento do c\u00e2ncer<\/div>\n<div class=\"noticias-single__content-area noticias-single__content-area--before-content\">\n<div class=\"chamada-assinatura\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"noticias-single__content is-blocked\">\n<div class=\"noticias-single__content__text js-mediator-article\">\n<p class=\"bodytext\">Um futuro em que o c\u00e2ncer ser\u00e1 encarado como uma doen\u00e7a poss\u00edvel de tratar, curar ou controlar sem que isso implique em perda de qualidade de vida n\u00e3o est\u00e1 longe. \u00c9\u00a0o que revela Marco Aur\u00e9lio Salvino, professor adjunto de Hematologia na Ufba e autor do livro &#8220;A Hematologia do Futuro&#8221;, que ser\u00e1 lan\u00e7ado nesta sexta-feira (5), \u00e0s 17h, no Sal\u00e3o Nobre de Medicina da Ufba, no Pelourinho. No livro, Salvino mergulha na ampla experi\u00eancia adquirida durante sua trajet\u00f3ria na investiga\u00e7\u00e3o de estudos cl\u00ednicos para a descoberta de novos medicamentos para a cura de doen\u00e7as onco-hematol\u00f3gicas, como leucemias, linfomas e mielomas, e projeta que daqui a 15 anos o c\u00e2ncer vai poder ser tratado com comprimidos e a quimioterapia deve deixar de existir.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O professor falou sobre as tr\u00eas novas gera\u00e7\u00f5es de terapias que\u00a0v\u00e3o auxiliar no combate a doen\u00e7as hematol\u00f3gicas (relacionadas ao sangue)\u00a0e que\u00a0devem ser desenvolvidas nos pr\u00f3ximos anos. Ainda, destacou a necessidade de falar de futuro para discutir desde j\u00e1 o acesso aos medicamentos e tratamentos, que devem ser para todos, e demandou a\u00a0atua\u00e7\u00e3o da sociedade civil junto a gestores p\u00fablicos e privados com o intuito de garantir esse acesso e angariar investimentos em pesquisas.<\/p>\n<div class=\"teads-inread\">\n<div>\n<div id=\"teads0\" class=\"teads-player\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"minhabahia_300x250_01\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Quem \u00e9<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Marco Aur\u00e9lio Salvino \u00e9 professor adjunto de Hematologia na UFBA desde 2011. Atua como Coordenador da Unidade de Terapia Celular do hospital S\u00e3o Rafael, que integra a Oncologia D\u00b4Or, em Salvador, e tamb\u00e9m como pesquisador do IDOR Bahia na \u00e1rea de terapia celular e CAR T-cell. Al\u00e9m disso, \u00e9 membro das Sociedades Europeia de TMO (EBMT) e ASH internacionais. Membro do Comit\u00ea de Aplasia Medular (Aplastic Anemia Working Party) da EBMT.\u00a0Hoje, no Brasil, \u00e9 um dos principais pesquisadores do CAR-T Cell, Leucemias Agudas e Terapias Alvo. Salvino \u00e9 graduado em medicina pela UNICAMP, doutor em biotecnologia, e j\u00e1 passou por centros de excel\u00eancia em diversos pa\u00edses.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Antes de falar da Hematologia do Futuro, t\u00edtulo do livro que voc\u00ea est\u00e1 lan\u00e7ando agora, eu quero saber qual o cen\u00e1rio da Hematologia hoje e por que os recursos que essa \u00e1rea oferece s\u00e3o limitados atualmente para o tratamento do c\u00e2ncer.\u00a0<\/strong><\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"internas_300x250_03\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">Estamos em uma evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica t\u00e3o r\u00e1pida que h\u00e1 muitos recursos. Passamos d\u00e9cadas com poucas novidades e de repente temos muitas novidades por ano. Ent\u00e3o, a perspectiva de mudan\u00e7a \u00e9 muito r\u00e1pida. Em 15 anos, vamos ter muita coisa nova e vai praticamente acabar quimioterapia como conhecemos, cirurgias grandes. Vamos para uma linha muito mais direcionalizada, muito mais eficaz, com muito menos efeito colateral e muito na linha imunoter\u00e1pica. Isso n\u00f3s n\u00e3o temos ainda t\u00e3o disseminado, estamos come\u00e7ando esse processo na rede privada. Na rede p\u00fablica, ainda est\u00e1 bem distante. Para as doen\u00e7as gen\u00e9ticas, como a doen\u00e7a falciforme, que para o nosso estado \u00e9 uma quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica, j\u00e1 existem mecanismos de corrigir a doen\u00e7a, corrigir o defeito gen\u00e9tico e a pessoa viver como se nunca tivesse tido defeito atrav\u00e9s de uma terapia g\u00eanica. N\u00f3s vamos passar a ter como fazer o acesso disso ao longo dos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>O futuro da Hematologia que nos aguarda daqui a 15 anos \u00e9 promissor e capaz de ser uma c\u00e1psula de esperan\u00e7a para quem teme o c\u00e2ncer?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para muitas doen\u00e7as, esse futuro n\u00e3o est\u00e1 distante e esperamos que ele seja capaz de chegar para pessoas que hoje vivem o problema. Aquelas que tiverem os mesmos problemas de quem tem [c\u00e2ncer] hoje, daqui a 10 anos, j\u00e1 sabemos que vamos estar lidando com muito mais ferramentas, intelig\u00eancia artificial, m\u00e9todos de diagn\u00f3stico de alta precis\u00e3o, como a individualiza\u00e7\u00e3o da terapia, medicina personalizada, imunoterapia, terapia celular, terapia g\u00eanica. S\u00e3o coisas que sabemos que j\u00e1 existem, mas ainda n\u00e3o chegaram de fato para a popula\u00e7\u00e3o. Demora esse processo porque muita coisa est\u00e1 em pesquisa cl\u00ednica. No livro, eu falo que a previs\u00e3o \u00e9 daqui a 15 anos e isso \u00e9 bom porque podemos abrir esperan\u00e7a para uma s\u00e9rie de situa\u00e7\u00f5es, doen\u00e7as, pacientes e familiares que j\u00e1 t\u00eam alguns dramas e v\u00e3o poder vislumbrar possibilidades novas.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"internas_300x250_04\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Em seus estudos, voc\u00ea concluiu que podemos esperar a chegada de pelo menos tr\u00eas novas gera\u00e7\u00f5es de terapias contra doen\u00e7as onco-hematol\u00f3gicas. Quais s\u00e3o elas, doutor?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Temos as terapias-alvo, que s\u00e3o rem\u00e9dios que v\u00e3o na mol\u00e9cula, na raiz do problema, atacam e corrigem determinados problemas de forma muito personalizada. [Temos a] a imunoterapia junto com a terapia celular, que faz com que o c\u00e2ncer seja eliminado usando apenas o sistema imune da pr\u00f3pria pessoa. E temos a terapia g\u00eanica, que \u00e9 essa corre\u00e7\u00e3o de genes defeituosos, tendo como exemplo a doen\u00e7a falciforme.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>A hematologia do futuro anda de m\u00e3os dadas com a tecnologia, ent\u00e3o podemos esperar o emprego de equipamentos que dispensem cada vez mais as a\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas. Na sua opini\u00e3o, qual \u00e9 a vantagem dessas t\u00e9cnicas em rela\u00e7\u00e3o aos tratamentos?\u00a0<\/strong><\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"internas_300x250_05\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">O que a gente espera \u00e9 muito maior efic\u00e1cia e muito menor efeito colateral. Essa \u00e9 a nossa expectativa, que a gente consiga tratar muito melhor, curar muito mais e, quando n\u00e3o curar, atingir resultados de sobrevida muito melhores do que hoje e com muito menos efeito colateral do que temos com os rem\u00e9dios, quimioterapia e cirurgias grandes atuais. Ent\u00e3o, vamos reduzir muito essa quantidade e, ao mesmo tempo, melhorar a efic\u00e1cia.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>J\u00e1 se pensa em como ser\u00e1 feito para que esses tratamentos sejam acess\u00edveis?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Essa \u00e9 a pergunta que o livro provoca, porque, se n\u00e3o discutirmos isso agora, n\u00f3s n\u00e3o teremos acesso a essas terapias. A discuss\u00e3o, para que tenhamos daqui a 10 anos um servi\u00e7o m\u00e9dico brasileiro p\u00fablico e privado que ofere\u00e7a terapias revolucion\u00e1rias, precisa come\u00e7ar agora. Envolve financiamento das terapias inovadoras atrav\u00e9s do sistema p\u00fablico, privado, mas muito atrav\u00e9s de pesquisas. Ent\u00e3o, o Brasil precisa investir muito mais do que investe hoje em pesquisas, porque ele investe muito menos do que os pa\u00edses que est\u00e3o liderando esse conhecimento. Quem lidera o conhecimento acaba tendo um retorno financeiro muito maior. A gente acaba gastando muito, mas tem retorno financeiro em cima dessa inova\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o precisa inovar, investir em pesquisa, investir na discuss\u00e3o dos modelos de acesso aos tratamentos inovadores e de alto custo.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"internas_300x250_06\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Como voc\u00ea avalia a participa\u00e7\u00e3o dos baianos para os avan\u00e7os cient\u00edficos nessa \u00e1rea?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u00c9 muito importante para a sociedade, desde a sociedade m\u00e9dica, intelectual, at\u00e9 a associa\u00e7\u00e3o de pacientes. Esse movimento \u00e9 fundamental para pressionar os gestores p\u00fablicos e privados a olharem para essas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Por que \u00e9 que voc\u00ea define a Bahia como um celeiro na cria\u00e7\u00e3o de novos tratamentos para a cura dos c\u00e2nceres hematol\u00f3gicos?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Porque, apesar da dificuldade que temos no pa\u00eds, a Bahia tem terapia celular no Hospital S\u00e3o Rafael, tem universidade de alta capacidade como a Ufba, tem uma Fiocruz. Ent\u00e3o, ela tem institutos que s\u00e3o muito de ponta, de n\u00edveis internacionais e tenta usar isso a favor do crescimento.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Como voc\u00ea v\u00ea sua experi\u00eancia como desenvolvedor dessas pesquisas aqui na Bahia? Quais recursos voc\u00ea tem acesso e o que te falta?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ao longo dos \u00faltimos 15 anos, tenho tido a oportunidade de fazer pesquisas muito de ponta na \u00e1rea de Hematologia e temos acesso a terapias que ainda v\u00e3o chegar daqui a 5 ou 10 anos. Hoje, trabalho com muita pesquisa cl\u00ednica no Hospital S\u00e3o Rafael e na Ufba. Eu tenho a sorte de trabalhar com pessoas que realmente t\u00eam puxado, ao longo dos \u00faltimos 10 ou 15 anos, muito esfor\u00e7o para que a Bahia se coloque num protagonismo nacional muito grande na parte de pesquisa, terapia celular imunoterapia, terapia-alvo, doen\u00e7a falciforme. Ent\u00e3o isso atrai muito conhecimento, gente, cientistas e op\u00e7\u00f5es de novos tratamentos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Quais resultados voc\u00ea j\u00e1 viu de perto e te deu esperan\u00e7a?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Temos tido resultados incr\u00edveis com muitos medicamentos oncol\u00f3gicos. O pr\u00f3prio CAR T-cell, que \u00e9 uma terapia que voc\u00ea coleta as c\u00e9lulas da pessoa, modifica geneticamente e devolve essas c\u00e9lulas de combate ao c\u00e2ncer para a pr\u00f3pria pessoa, tem colocado a Bahia numa lideran\u00e7a nacional junto com poucos centros de outros estados que t\u00eam essa estrutura. \u00c9 uma droga viva, porque a c\u00e9lula entra, mata o c\u00e2ncer e a pessoa n\u00e3o pode fazer nada al\u00e9m de esperar at\u00e9 elas agirem contra o c\u00e2ncer. Isso \u00e9 uma revolu\u00e7\u00e3o que n\u00e3o imagin\u00e1vamos alguns anos atr\u00e1s e que hoje j\u00e1 \u00e9 oferecido aos pacientes com linfoma, leucemia, mieloma e outras doen\u00e7as.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Como ser\u00e3o os futuros medicamentos para combater os c\u00e2nceres hematol\u00f3gicos?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">A maior parte dos medicamentos como a gente conhece devem desaparecer. A maioria dos medicamentos v\u00e3o fazer muito essa parte de terapia-alvo. Muitos s\u00e3o comprimidos, ent\u00e3o vamos tratar c\u00e2ncer com comprimido inteligente, que n\u00e3o ataca o paciente, mas ataca o c\u00e2ncer. O comprimido ter\u00e1 uma posologia confort\u00e1vel para que a pessoa mantenha sua qualidade de vida, se mantenha fazendo suas atividades cotidianas e at\u00e9 transforme o pr\u00f3prio estigma que temos hoje do c\u00e2ncer, vendo-o n\u00e3o como uma doen\u00e7a fatal, mas como um problema grave que muitos v\u00e3o enfrentar, curar e controlar, mantendo uma boa qualidade de vida.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Quando os pacientes oncol\u00f3gicos poder\u00e3o ter acesso a esses medicamentos?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Muitos desses medicamentos n\u00f3s j\u00e1 conseguimos oferecer na pesquisa, porque ela antecipa anos at\u00e9 que o medicamento chegue na prateleira. A pesquisa \u00e9 onde j\u00e1 temos oferecido e vamos continuar oferecendo, lutando para que atrav\u00e9s delas consigamos antecipar esses 15 anos para pelo menos alguns. Infelizmente a pesquisa n\u00e3o consegue oferecer para todo mundo porque tem n\u00fameros limitados de participantes, mas j\u00e1 \u00e9 um caminho brilhante oferecer isso para pacientes que hoje est\u00e3o com essas situa\u00e7\u00f5es desesperadoras. Mas o que n\u00f3s queremos \u00e9 que isso em pouco tempo saia da pesquisa e comece a ser realmente parte da rotina assistencial da onco-hematologia mundial e brasileira.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Voc\u00ea acredita que tratamentos como cirurgia, radioterapia e quimioterapia v\u00e3o desaparecer no futuro?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">N\u00e3o desaparece de uma vez, mas as pessoas v\u00e3o ver uma redu\u00e7\u00e3o progressiva dos tratamentos mais agressivos, ent\u00e3o as radioterapias v\u00e3o ser muito mais localizadas, reduzidas, menos t\u00f3xicas. As quimioterapias v\u00e3o ser menos praticados,\u00a0devem\u00a0desaparecer, na minha opini\u00e3o. Cirurgias n\u00e3o v\u00e3o ser grandes, mas pequenas, por rob\u00f4s.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\n<\/div>\n<div id=\"paywall-barreiras-trial\" class=\"modal hide paywall-barreiras-inread paywall-barreiras--trial-wall is-active\" tabindex=\"-1\" role=\"dialog\" data-type=\"trial\" data-base-url=\"https:\/\/assine.correio24horas.com.br\/v2\" data-enable-modal=\"false\" data-enable-swg=\"true\" data-sku-plan=\"basic_monthly\" data-chartbeat=\"false\">\n<div class=\"paywall-barreiras-inread__content\">\n<div class=\"paywall-barreiras-inread__header\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O professor falou sobre as tr\u00eas novas gera\u00e7\u00f5es de terapias que\u00a0v\u00e3o auxiliar no combate a doen\u00e7as hematol\u00f3gicas (relacionadas ao sangue)\u00a0e que\u00a0devem ser desenvolvidas nos pr\u00f3ximos anos. 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