{"id":421586,"date":"2023-05-29T05:22:30","date_gmt":"2023-05-29T08:22:30","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=421586"},"modified":"2023-05-29T05:22:30","modified_gmt":"2023-05-29T08:22:30","slug":"conheca-a-historia-dos-cinco-mestrandos-da-uefs-mortos-em-acidente-na-chapada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/conheca-a-historia-dos-cinco-mestrandos-da-uefs-mortos-em-acidente-na-chapada\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria dos cinco mestrandos da Uefs mortos em acidente na Chapada"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"noticias-single__image\" style=\"text-align: justify;\"><picture class=\"noticias-single__picture\"><img decoding=\"async\" class=\"noticias-single__image-source\" src=\"https:\/\/correio-cdn3.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/a\/0\/csm_Collage_Maker-26-May-2023-01-34-PM-4248_f35e21c1fc.jpg\" alt=\"Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria dos cinco mestrandos da Uefs mortos em acidente na Chapada\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"noticias-single__image\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"noticias-single__image-caption\">(Fotos: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 noticias-single__stick-parent\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-md-7 col-lg-7\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<h1 class=\"noticias-single__title noticias-single__title--desktop noticias-single__title--with-image visible visible-lg\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"noticias-single__description visible-lg\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Estudantes tamb\u00e9m eram docentes nas redes municipal, estadual e federal. Trag\u00e9dia chocou a Bahia<\/strong><\/div>\n<div class=\"noticias-single__content-area noticias-single__content-area--before-content\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"chamada-assinatura\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"noticias-single__content\">\n<div class=\"noticias-single__content__text js-mediator-article\">\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Quando a prefeitura de Len\u00e7\u00f3is doou um espa\u00e7o f\u00edsico do hoje chamado Campus Avan\u00e7ado para a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) na Chapada Diamantina, a ideia era desenvolver um v\u00ednculo definitivo com a regi\u00e3o e formar profissionais por l\u00e1. Fundado no in\u00edcio dos anos 2000, o campus chegou a abrigar duas turmas de uma licenciatura em Pedagogia, at\u00e9 a paralisa\u00e7\u00e3o das atividades.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Hoje, o \u00fanico curso que tem aulas presenciais \u00e9 o Mestrado Profissional para Ensino de Ci\u00eancias Ambientais (Profciamb), iniciado em 2016 como parte de uma rede nacional com outras oito institui\u00e7\u00f5es. Para a Uefs, o campus \u00e9 um s\u00edmbolo de sua rela\u00e7\u00e3o com as comunidades locais. Para os professores de ensino b\u00e1sico Carolina Silva do Amor Divino, C\u00edntia de Souza Fran\u00e7a, Jares Medeiros Gon\u00e7alves, Marcos de Oliveira Silva e Raony Chaves Fernandes, viajar at\u00e9 l\u00e1 tamb\u00e9m tinha um significado: a realiza\u00e7\u00e3o do sonho do mestrado.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Sendo todos docentes de alguma rede p\u00fablica &#8211; municipal, estadual ou federal -, os cinco tiveram seus caminhos cruzados quando se tornaram estudantes no programa. Unidos por esse objetivo,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/noticia\/nid\/cinco-universitarios-da-uefs-morrem-em-acidente-de-carro-na-bahia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">era para l\u00e1 que seguiam, na noite do \u00faltimo dia 18<\/a>. Desde que entraram na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, as viagens na quinta-feira \u00e0 noite n\u00e3o eram incomuns. Quinzenalmente, tinham aulas nas sextas-feiras e aos s\u00e1bados, em tr\u00eas locais: al\u00e9m de Len\u00e7\u00f3is, o campus da Uefs em Feira e o da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Seabra.<\/p>\n<div id=\"sc_intxt_container\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"smartIntxt\" class=\"fixed_intext_init\" data-smartplay-instance-id=\"0\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Com uma dist\u00e2ncia que podia chegar a cinco horas, era a sa\u00edda que encontraram para n\u00e3o perder as aulas da sexta-feira. At\u00e9 que, naquela noite, por volta das 22h10, o carro em que estavam a bordo se chocou com um caminh\u00e3o tanque, no Km-293 da BR-242. Os cinco morreram, enquanto o motorista do caminh\u00e3o saiu ileso.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">A not\u00edcia que deixou fam\u00edlias, amigos e alunos devastados tamb\u00e9m escancarou uma realidade de outras tantas professoras e tantos professores que se deslocam diariamente de uma cidade a outra para ensinar, continuar sua pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o e, em muitos casos, pelas duas coisas.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\"><strong>&#8220;Poderia ser qualquer um de n\u00f3s que estamos diariamente nas estradas&#8221;,<\/strong>\u00a0diz a professora Joyce Santos, amiga de Marcos e colega de trabalho dele no campus de Euclides da Cunha do Instituto Federal da Bahia (Ifba).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">\u00c0s 5h da manh\u00e3 de cada segunda-feira, ela tinha um trajeto em comum com Marcos: ao lado de outro professor, os tr\u00eas seguiam de Feira de Santana, onde moravam, para dar aulas no campus do Ifba.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Feira de Santana n\u00e3o era o \u00fanico ponto de partida. Cintia, por exemplo, sa\u00eda de Arembepe, em Cama\u00e7ari. &#8220;Viagem \u00e9 muito comum entre n\u00f3s, professores. A gente sempre busca aprender mais, quer um mestrado, um doutorado. Tem aquele incentivo para ganhar um pouco mais tamb\u00e9m. A gente nunca est\u00e1 quieto&#8221;, explica a tamb\u00e9m professora Anacy Calheiros, amiga de Cintia e vice-diretora na escola onde ela dava aulas.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Saberes<\/strong><br \/>\nOs cinco mestrandos entraram na turma de 2022 do Profciamb, que teve 21 aprovados. Segundo a Uefs, o mestrado tem foco no ensino das Ci\u00eancias Ambientais e pretende produzir instrumentos que consigam ajudar as escolas de forma interdisciplinar e transversal, sem deixar de considerar saberes locais e tradicionais.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">A institui\u00e7\u00e3o informou que n\u00e3o pode divulgar, ainda, os temas dos projetos de pesquisa conduzidos pelos cinco estudantes em respeito \u00e0 Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados Pessoais. Nas p\u00e1ginas de cada um deles na plataforma Lattes, que re\u00fane curr\u00edculos de todos os pesquisadores que atuam no Brasil, essas informa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m n\u00e3o foram publicadas.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Na Bahia, a Uefs \u00e9 a \u00fanica institui\u00e7\u00e3o que faz parte da Rede Nacional para Ensino das Ci\u00eancias Ambientais, que tem financiamento da Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes) e da Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA). Segundo a universidade, o campus em Len\u00e7\u00f3is foi escolhido para receber o programa por ser considerado o bra\u00e7o mais avan\u00e7ado da Uefs no estado, o que representaria o compromisso com a expans\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o de professores.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\"><strong>&#8220;O CACD \u00e9 a express\u00e3o f\u00edsica do compromisso da Uefs com a Chapada Diamantina, com o semi\u00e1rido, sua regi\u00e3o direta de trabalho, parte da sua miss\u00e3o. \u00c9 tamb\u00e9m um s\u00edmbolo do tipo de rela\u00e7\u00e3o que a Uefs estabelece, em todos os locais que atua&#8221;,<\/strong>\u00a0informou a institui\u00e7\u00e3o, em nota, referindo-se ao campus avan\u00e7ado pela sigla pela qual tamb\u00e9m \u00e9 conhecido.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">No dia do acidente, os professores se dirigiam ao campus para uma aula de gest\u00e3o ambiental. O choque pelo acidente mobilizou at\u00e9 o governador do estado, Jer\u00f4nimo Rodrigues, que prestou solidariedade \u00e0s fam\u00edlias e aos amigos das v\u00edtimas, atrav\u00e9s de suas redes sociais. Jer\u00f4nimo destacou que dois deles eram professores da rede estadual.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Estamos em ora\u00e7\u00e3o para que Deus conforte os cora\u00e7\u00f5es de todos! A Uefs e a Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o j\u00e1 disponibilizaram aux\u00edlio \u00e0s fam\u00edlias neste momento dif\u00edcil e nos colocamos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para prestar a aten\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria&#8221;, escreveu, no Twitter. A ANA tamb\u00e9m divulgou uma nota de pesar lamentando a morte dos estudantes.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Agregar<\/strong><br \/>\nDesde muito novo, o professor Raony Fernandes, 35, era conhecido por ser agregador. Nas escolas e institui\u00e7\u00f5es por onde passou, era ele quem organizava caronas solid\u00e1rias para os colegas, que muitas vezes precisavam transitar de uma cidade a outra.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Raony, Marcos e Jares se conheceram primeiro: os tr\u00eas fizeram gradua\u00e7\u00e3o em Geografia na Uefs. Raony e Marcos chegaram a estudar juntos tamb\u00e9m em um interc\u00e2mbio acad\u00eamico, em Portugal. No mestrado, conheceram as colegas Cintia e Carolina, ambas professoras de Biologia.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Assim, organizar a carona foi algo natural.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\"><strong>\u201cPor coincid\u00eancia, eles passaram no mesmo mestrado. Raony sempre foi essa pessoa muito sol\u00edcita, de juntar as pessoas para economizar, dividir gasolina, essas coisas. Era uma pessoa de uni\u00e3o\u201d,<\/strong>\u00a0conta o irm\u00e3o dele, Rauan Fernandes, professor de filosofia.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Morador de Lauro de Freitas, Raony dava aulas de segunda a quinta-feira. Ao todo, eram 60 horas em sala por semana, contando o trabalho numa escola estadual em Itanagra e em um col\u00e9gio da rede municipal de Mata de S\u00e3o Jo\u00e3o. O mestrado era um sonho antigo. O projeto com que foi aprovado era para estudar uma a\u00e7\u00e3o que ele j\u00e1 desenvolvia na escola: a comiss\u00e3o de meio ambiente, que \u00e9 instalada em col\u00e9gios a partir de uma pol\u00edtica p\u00fablica federal.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/d\/6\/csm_Captura_de_Tela_2023-05-26_a__s_13.27.24_79443b0c33.png\" width=\"1000\" height=\"997\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Raony era formado em Geografia pela Uefs\u00a0<\/strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Instagram)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Para Ruan, a pr\u00f3pria \u00e1rea de concentra\u00e7\u00e3o do mestrado &#8211; meio ambiente &#8211; j\u00e1 revela quais eram as preocupa\u00e7\u00f5es do irm\u00e3o. \u201cA grande paix\u00e3o dele era ser professor, mas sempre foi essa pessoa mais engajada. Tive a oportunidade de dar aula na mesma escola que ele e era um professor que tinha boa rela\u00e7\u00e3o com todo o corpo pedag\u00f3gico, tinha inser\u00e7\u00e3o na comunidade. N\u00e3o se restringia \u00e0 sala\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Raony era casado e tinha uma filha de 5 anos.\u00a0 Segundo a fam\u00edlia, ele andava feliz. \u201cEle tinha tudo isso e o envolvimento em projetos da escola, de plantio e adubagem. Estava empolgado com esse projeto novo para fazer a liga\u00e7\u00e3o com o meio ambiente, al\u00e9m de todas as outras conquistas com a fam\u00edlia. Eram frutos que faziam parte desse momento que ele estava vendo e foi interrompido\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Companhia<\/strong><br \/>\nCintia Fran\u00e7a ensinava Ci\u00eancias na Escola Municipal Professor Lu\u00eds Rog\u00e9rio de Souza, em Cama\u00e7ari, desde 2018. Tinha sido aprovada no concurso em 2013. Desde ent\u00e3o, dedicava-se \u00e0s aulas aos alunos do 7\u00ba, do 8\u00ba e do 9\u00ba anos. Uma de duas felicidades foi quando foi aprovada no mestrado, no ano passado.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Desde ent\u00e3o, tinha que viajar entre uma e duas vezes por m\u00eas para Feira de Santana e uma ou duas vezes por m\u00eas para Len\u00e7\u00f3is. Em muitas dessas viagens, era acompanhada pelo marido, o empreendedor Jailson Faleiro, 41.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\"><strong>\u201cA gente sempre estava junto. Ela queria aprender sempre para ensinar sempre e tamb\u00e9m me ensinou muito\u201d,<\/strong>\u00a0conta ele, citando viagens desde os tempos em que ela cursava Biologia na Universidade Federal da Bahia (Ufba).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">O companheiro esteve com ela em congressos em estados como Santa Catarina e em \u00e9pocas em que tinha que ir diariamente \u00e0 Ufba alimentar peixes de um projeto de pesquisa que participava. \u201cOnde ela chegava e botava a m\u00e3o, o neg\u00f3cio flu\u00eda. Sempre quis ser independente, mesmo quando estava na gesta\u00e7\u00e3o\u201d, conta o marido. Cintia deixou uma filha, Lu\u00edsa, que tem sete anos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Eram poucas as vezes em que n\u00e3o ia acompanhada de Jailson nessas viagens. Era nessas exce\u00e7\u00f5es que costumava ir com o grupo de colegas. No dia 18, ela saiu de casa \u00e0s 7h da manh\u00e3, deu aula at\u00e9 o come\u00e7o da tarde e, por volta das 14h30, foi ao sindicato, j\u00e1 que tamb\u00e9m costumava ser ativa nas atividades sindicais.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/0\/0\/csm_Collage_Maker-26-May-2023-01-38-PM-9836_20d09248b4.jpg\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Cintia dava aulas na rede municipal de Cama\u00e7ari\u00a0<\/strong>(Fotos: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Depois, se encontrou com Raony, que j\u00e1 estava com Carolina. Os tr\u00eas seguiram at\u00e9 Feira de Santana, onde encontraram Marcos. De l\u00e1, foram a Santo Estev\u00e3o, onde pegaram Jares, o \u00faltimo a chegar. \u201cA gente n\u00e3o se conforma, n\u00e3o esquece nunca. Qualquer canto que eu olho, eu a vejo. Percebo que ela vai estar sempre junto em minha vida\u201d, diz Jailson.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Na escola, Cintia era conhecida pelo sorriso largo. Atualmente, estava finalizando um trabalho sobre mol\u00e9culas com os alunos. De acordo com a amiga e vice-diretora da institui\u00e7\u00e3o, Anacy Calheiros, Cintia era muito preocupada com o bem-estar dos alunos, mas tamb\u00e9m dos colegas. Ela costumava incentivar outros professores a tamb\u00e9m buscar qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 dif\u00edcil conciliar ser esposa, m\u00e3e, profissional dedicada que era. Ela dizia que n\u00e3o via a hora de terminar porque realmente \u00e9 um desgaste, mas estava muito empolgada. Ela estudava muito, era muito dedicada. Voc\u00ea n\u00e3o a via de mau humor\u201d, conta.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Na escola, alguns alunos ficaram t\u00e3o abalados que a prefeitura de Cama\u00e7ari disponibilizou psic\u00f3logos para atend\u00ea-los durante a semana. Para Anacy, a constante busca de qualifica\u00e7\u00e3o por professores em movimento pode inspirar os alunos.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\"><strong>\u201c\u00c9 uma constante em nossa vida. Infelizmente, essas trag\u00e9dias acontecem e a gente fica de cora\u00e7\u00e3o apertado. A vida \u00e9 um sopro mesmo. Ela morreu buscando conhecimento e essa busca \u00e9 v\u00e1lida quando se espalha por outros. Com certeza, ela deixou esse legado em v\u00e1rios (alunos)\u201d.\u00a0<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Amiga de C\u00edntia desde os 12 anos de idade, a professora de portugu\u00eas Bianca Ramos, 37, diz que as duas tiveram uma conex\u00e3o imediata. Quando foi aprovada no mestrado, disse \u00e0 amiga que tinha &#8220;uma felicidade&#8221; para contar. Segundo Bianca, Cintia amava viajar para a Chapada Diamantina e conseguiu ajustar os dias de trabalho para ter uma folga na sexta-feira justamente para que conseguisse assistir \u00e0s aulas.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;\u00c9 muito triste saber que o acidente aconteceu justamente indo para um lugar que ela amava e desejou tanto estar&#8221;, lamenta, acrescentando que ambas dividiram ang\u00fastias e esperan\u00e7as no trabalho com educa\u00e7\u00e3o. &#8220;Ela era uma professora muito dedicada e fazia de tudo para que seus alunos aprendessem&#8221;.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 Carolina Silva, 30, ensinava Biologia no Col\u00e9gio Estadual Professor Edilson Souto Freire, em Dias D\u2019\u00c1vila. \u201cEra uma excelente filha e uma pessoa muito dedicada aos estudos e ao ensino, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escola p\u00fablica\u201d, diz a professora de l\u00edngua inglesa e portuguesa Vani Dantas, 53, amiga e colega de trabalho na mesma institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">As duas se conheceram em 2016, quando Carolina come\u00e7ou a trabalhar no col\u00e9gio. Muito querida por todos na escola, tinha o sonho de transformar a vida dos alunos pela educa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, segundo Vani, Carolina tamb\u00e9m sempre buscava mais.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2023\/05\/26\/carolina_do_amor_divino_.jpeg\" width=\"640\" height=\"640\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Carolina Silva ensinava Biologia em escola estadual de Dias D\u2019\u00c1vila<\/strong>\u00a0(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\"><strong>\u201cCarol estava sempre sorridente, defendia com veem\u00eancia as causas relacionadas \u00e0 luta do povo negro.Com certeza foi uma grande perda para a fam\u00edlia, amigos e educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica\u201d.\u00a0<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">No Instagram, dezenas de alunos postaram mensagens lamentando a morte de Carolina. \u201cEla me ensinou sobre a vida e marcou minha trajet\u00f3ria estudantil. D\u00f3i muito saber que ela se foi. Era uma professora exemplar, dedicada aos seus alunos e era f\u00e1cil ver que amava o seu trabalho acima de tudo\u201d, escreveu um estudante.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Ambiente<\/strong><br \/>\nH\u00e1 pouco mais de um ano, Marcos de Oliveira, 34, foi nomeado como professor efetivo do Ifba, no campus de Euclides da Cunha. Antes disso, ele j\u00e1 tinha trabalhado em diferentes cidades e redes municipais. Natural de Santo Estev\u00e3o, morava em Feira de Santana com o filho e a esposa, que est\u00e1 gr\u00e1vida.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">\u201cQuando ele entrou no Ifba, correu logo atr\u00e1s de entrar no mestrado.\u00a0 Ele queria se qualificar o m\u00e1ximo poss\u00edvel. Ele vinha de uma situa\u00e7\u00e3o financeira dif\u00edcil e foi alcan\u00e7ando atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o\u201d, conta a professora Joyce Santos, colega no instituto.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">No mestrado, desenvolvia um trabalho sobre meio ambiente. Poucos dias antes do acidente, esteve em Salvador para organizar um congresso de educa\u00e7\u00e3o ambiental. No pr\u00f3ximo dia 29, promoveria o segundo evento anual sobre meio ambiente e cidadania no Ifba. Os docentes e estudantes decidiram manter o evento como uma forma de homenagem a Marcos, que estava empenhado para que o projeto acontecesse.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/a\/a\/csm_WhatsApp_Image_2023-05-25_at_07.35.54__1__7ad46f30ef.jpeg\" width=\"1000\" height=\"742\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Marcos era professor do Ifba<\/strong>\u00a0(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Como estavam sempre na estrada, Marcos costumava falar sobre isso com alguns colegas.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\"><strong>\u201cEle sempre falava que a gente est\u00e1 com nossas vidas em risco sempre. \u00c9 realmente algo dif\u00edcil estar na estrada toda semana. A gente sempre vai na ang\u00fastia, com medo e sempre com toda prud\u00eancia. Mas \u00e0s vezes a gente sente o risco pelos outros\u201d,\u00a0<\/strong>diz Joyce.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">A diretora geral substituta do Ifba, Mayara Pl\u00e1scido, tamb\u00e9m ressaltou o quanto o colega era ativo no instituto. \u201cComo a maioria de n\u00f3s, ele vinha de uma fam\u00edlia pobre, de trabalhadores do interior da Bahia que tiveram na educa\u00e7\u00e3o a possibilidade de ter mais dignidade. \u00c9 muito triste, muito dif\u00edcil\u201d, lamenta. O Ifba decretou luto de tr\u00eas dias, ap\u00f3s a morte do professor.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Professora de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica no Ifba, Cl\u00e1udia Pereira conheceu Marcos pouco antes de entrar no instituto &#8211; os dois foram aprovados no mesmo concurso. \u201cMuitos professores trabalham se deslocando, inclusive eu, que moro em Salvador. A \u00fanica coisa que ele se queixava \u00e9 que tinha que ficar longe da fam\u00edlia, porque todas as a\u00e7\u00f5es ele sempre falava de dar melhores condi\u00e7\u00f5es para a fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Ela conta que Marcos queria muito pesquisar a\u00e7\u00f5es para o meio ambiente como a compostagem. \u201cEle tinha um olhar sens\u00edvel, que se multiplicava atrav\u00e9s dos alunos. Era um rapaz muito novo, com muitos projetos e compartilhava com os colegas esses sonhos\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Marcos era conhecido tamb\u00e9m na fam\u00edlia pela paix\u00e3o por ensinar.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\"><strong>\u201cFora da sala, ele tamb\u00e9m dava aula para as pessoas, para a fam\u00edlia, e n\u00e3o era coisa chata. Era sobre todos os assuntos. Quando voc\u00ea n\u00e3o queria ouvir, ele entendia e respeitava\u201d,<\/strong>\u00a0lembra a irm\u00e3 dele, a microempreendedora Soraia Alves, 36.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">O primeiro concurso em que foi aprovado foi para a rede municipal de Ipecaet\u00e1, ainda com 22 anos. \u201cEstudava sobre tudo, estudava e ia a fundo. Nas horas vagas, ele ia descansar vendo TV Senado ou ouvindo podcast em ingl\u00eas. Parecia que ele estava correndo contra o tempo e ele n\u00e3o perdia tempo, porque tinha essa sede de adquirir conhecimento\u201d, acrescenta Soraia.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Estudo\u00a0<\/strong><br \/>\nJares Medeiros foi o \u00faltimo a encontrar o grupo, porque morava em Santo Estev\u00e3o. Professor de Geografia da Escola Municipal Ramiro J\u00falio da Paix\u00e3o, tinha 39 anos e uma hist\u00f3ria ligada ao estudo. Sexto de nove filhos de um casal de lavradores, trabalhou como pescador e, depois, como porteiro em uma escola. Foi quando ele percebeu que gostava muito da profiss\u00e3o de professor, de acordo com o comerciante Valdenor Gon\u00e7alves, 48, irm\u00e3o de Jares.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">\u201cUm menino muito bom, estudioso, parceiro, aconselhador, amigo. No dia do vel\u00f3rio dele, a gente ficou abismado com tanta gente, com tantos amigos\u201d, conta Valdenor.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Na \u00e9poca da faculdade, ficou conhecido como \u201cmenino da ro\u00e7a\u201d.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/3\/9\/csm_WhatsApp_Image_2023-05-25_at_14.38.34_62c27809eb.jpeg\" width=\"750\" height=\"1000\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Jares morava em Santo Estev\u00e3<\/strong>o (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\"><strong>\u201cEle era roceiro mesmo, gostava muito de ro\u00e7a. Parte do pessoal era gente com boa condi\u00e7\u00e3o financeira, mas essa mensagem dele de menino da ro\u00e7a permaneceu. Fazia plantio, irriga\u00e7\u00e3o, dava melhor de si\u201d,<\/strong>\u00a0acrescenta.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Em casa, a not\u00edcia do acidente chegou na madrugada de sexta-feira. Horas antes, por volts das 18h15 da quinta-feira, os irm\u00e3os tinham trocado mensagens e Valdenor percebeu que a resposta de Jares n\u00e3o chegava. O irm\u00e3o aparecia como se estivesse \u201cdigitando\u201d, mas o texto nunca vinha. A mensagem s\u00f3 chegou \u00e0s 2h40 da manh\u00e3.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Por volta das 4h, a esposa, que estava em casa com o filho de 2 anos do casal, recebeu uma liga\u00e7\u00e3o da PRF. \u201cEla me ligou desesperada dizendo que tinha acontecido isso com Jares. Peguei o carro com o pai dela e fomos at\u00e9 Itaberaba. Foi uma situa\u00e7\u00e3o muito burocr\u00e1tica\u201d, diz.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">No sepultamento, no \u00faltimo dia 20, estudantes fizeram homenagens e apresenta\u00e7\u00f5es para o professor. \u201cVou fazer 50 anos e nunca vi, na minha trajet\u00f3ria de vida, de onde saiu tanta gente com tantas palavras e tantas for\u00e7as que t\u00eam nos dado. Foi algo muito bonito para ele, que deixou um legado inesquec\u00edvel\u201d.\n<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Rodovia tem tr\u00e1fego intenso e \u00e9 rota de gr\u00e3os<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">A BR-242, onde aconteceu o acidente, \u00e9 uma rodovia marcada por alto fluxo de ve\u00edculos de carga. Segundo o n\u00facleo de comunica\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF), \u00e9 uma rota de escoamento de gr\u00e3os, com destaque para a soja que \u00e9 produzida no Oeste da Bahia. Assim, o resultado \u00e9 um tr\u00e1fego intenso de ve\u00edculos que exige aten\u00e7\u00e3o redobrada dos motoristas.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Ainda de acordo com a PRF, o trecho espec\u00edfico onde houve o acidente n\u00e3o tem hist\u00f3rico de muitos acidentes. No entanto, destacam que o local era uma curva e que a visibilidade pode ter sido prejudicada devido \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o alta na beira da pista. &#8220;N\u00e3o custa lembrar que o local tem a sinaliza\u00e7\u00e3o horizontal (faixa dupla cont\u00ednua) em bom estado de visibilidade, o que, por si s\u00f3, seria motivo para n\u00e3o realizar uma ultrapassagem&#8221;, acrescentam, em nota.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">A recomenda\u00e7\u00e3o geral \u00e9 ter aten\u00e7\u00e3o \u00e0s sinaliza\u00e7\u00f5es horizontais e verticais, evitar manobras proibidas, respeitar o limite de velocidade, manter a dist\u00e2ncia de seguran\u00e7a entre os ve\u00edculos e manter as revis\u00f5es do ve\u00edculo em dia. Al\u00e9m disso, h\u00e1 trechos espec\u00edficos da rodovia que s\u00e3o apontados como de maior cuidado: as proximidades do povoado do Zuca (km 249) e do Posto JK (km 271); as curvas pr\u00f3ximas ao Povoado de Tanquinho de Len\u00e7\u00f3is (km 326); entre os Postos Carne Assada (km 371) e Guarany (km 400), Curva do Val\u00e9rio (km 440) e Serra da Mangabeira (km 472).<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">A PRF refor\u00e7ou que o Boletim de Acidente de Tr\u00e2nsito ainda est\u00e1 sendo confeccionado, mas que todo acidente que tem tr\u00eas ou mais \u00f3bitos exige um laudo pericial feito por um policial habilitado no curso de per\u00edcia em acidentes de tr\u00e2nsito. Assim, apenas este parecer deve apontar as causas do acidente. Segundo a PRF, o documento ser\u00e1 entregue \u00e0 Pol\u00edcia Civil, que deve investigar o caso.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Procurada pela reportagem, a Pol\u00edcia Civil informou que o\u00a0 caso foi registrado na Delegacia de Itaberaba e, em seguida, encaminhado \u00e0 unidade de Lajedinho, que ser\u00e1 respons\u00e1vel pela apura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Fonte: Correio<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudantes tamb\u00e9m eram docentes nas redes municipal, estadual e federal. 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