{"id":421765,"date":"2023-05-30T06:12:21","date_gmt":"2023-05-30T09:12:21","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=421765"},"modified":"2023-05-30T06:12:21","modified_gmt":"2023-05-30T09:12:21","slug":"mais-da-metade-da-populacao-da-bahia-esta-na-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/mais-da-metade-da-populacao-da-bahia-esta-na-pobreza\/","title":{"rendered":"Mais da metade da popula\u00e7\u00e3o da Bahia est\u00e1 na pobreza"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"noticias-single__title noticias-single__title--desktop  visible visible-lg\"><\/h1>\n<div class=\"noticias-single__description visible-lg\"><strong>O estado \u00e9 o oitavo em n\u00famero de pessoas pobres no pa\u00eds<\/strong><\/div>\n<div class=\"noticias-single__content-area noticias-single__content-area--before-content\">\n<div class=\"chamada-assinatura\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"noticias-single__content\">\n<div class=\"noticias-single__content__text js-mediator-article\">\n<p class=\"bodytext\">Mais da metade (51,6%) da popula\u00e7\u00e3o da Bahia sobrevive com menos de R$665,02 por m\u00eas. Com o dinheiro, d\u00e1 para comprar apenas uma cesta b\u00e1sica, que custa atualmente R$585 na capital, de acordo com o Departamento de Estudos Econ\u00f4micos (Dieese). Em n\u00fameros absolutos, s\u00e3o 7,4 milh\u00f5es de pessoas abaixo da linha da pobreza no estado, o que coloca a Bahia no oitavo lugar no ranking nacional de pessoas pobres. Os dados s\u00e3o de um estudo realizado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), vinculado ao Governo do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para a pesquisa, o instituto utilizou informa\u00e7\u00f5es de 2021 e 2022 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua), do Instituto Brasileiro de de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Os crit\u00e9rios de defini\u00e7\u00e3o de pobreza e extrema pobreza s\u00e3o os mesmos utilizados pelo Banco Mundial. As taxas s\u00e3o de US$6,85 e US$2,15 per capita\/dia, respectivamente. Na pr\u00e1tica, s\u00e3o consideradas pessoas pobres as que recebem at\u00e9 R$665,02 mensais e, extremamente pobres, R$208,73.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"minhabahia_300x250_01\"><\/div>\n<\/div>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/c\/e\/csm_Captura_de_Tela__57__ce27afb6e8.png\" width=\"1000\" height=\"542\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">\n<p class=\"bodytext\"><strong>Al\u00e9m da Bahia, outros 15 estados possuem taxa de pobreza superior a m\u00e9dia nacional, que \u00e9 de 33%<\/strong><\/p>\n<p>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Entre os milhares de afetados pelo drama socioecon\u00f4mico est\u00e1 Alfeu Ferreira, de 58 anos. Todos os dias, ele pega duas condu\u00e7\u00f5es do bairro onde mora, Bom Ju\u00e1, at\u00e9 a regi\u00e3o do Farol da Barra. Sob a sombra de uma \u00e1rvore, o homem pede doa\u00e7\u00f5es de quem caminha e j\u00e1 se tornou figura conhecida entre os moradores do bairro.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Com parte da perna esquerda amputada e a outra comprometida pelo avan\u00e7o da diabetes, Alfeu Ferreira n\u00e3o trabalha com carteira assinada desde o final da d\u00e9cada de 90, quando era funcion\u00e1rio terceirizado da Universidade Federal da Bahia (Ufba). O baiano conta que teve o Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada, que lhe garantia um sal\u00e1rio m\u00ednimo, cortado h\u00e1 cerca de um ano. Sem o aux\u00edlio do governo, depende da sensibilidade de pessoas comuns para sobreviver.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"internas_300x250_03\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">\u201cEu vivo dessa ajuda que o pessoal me d\u00e1. Um passa, ajuda, d\u00e1 uma moeda ou um biscoito. O problema \u00e9 que depois do Carnaval, o movimento caiu muito\u201d, conta Alfeu Ferreira, enquanto encara a orla pouco movimentada na tarde de segunda-feira (29). Neste m\u00eas, a situa\u00e7\u00e3o financeira ficou ainda mais delicada por conta das \u00a0fortes chuvas, que alagaram a regi\u00e3o onde ele mora e impossibilitaram que ele transitasse de cadeira de rodas.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/1\/1\/csm_Alfeu_a825e142e9.jpeg\" width=\"1000\" height=\"563\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">\n<p class=\"bodytext\"><strong>Alfeu Ferreira n\u00e3o recebe o benef\u00edcio h\u00e1 mais de um ano<\/strong><\/p>\n<p>(Foto: Maysa Polcri\/CORREIO)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Contexto<\/strong><br \/>\nPara al\u00e9m dos danos \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, a pandemia da covid-19 intensificou desigualdades econ\u00f4micas que j\u00e1 eram latentes no territ\u00f3rio baiano. Em 2021, a pobreza atingiu o maior n\u00edvel em dez anos, chegando a marca de 8,4 milh\u00f5es de pessoas (56,6% da popula\u00e7\u00e3o). J\u00e1 no ano passado, o Auxilio Brasil de R$600 e a expans\u00e3o de Programas de Transfer\u00eancia Condicionada de Renda (PTCR) serviram de impulso para que 10,4 milh\u00f5es de brasileiros deixassem a pobreza. Na Bahia, foram 717 mil pessoas.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"internas_300x250_04\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">\u201cA taxa de pobreza em 2021, por reflexos da pandemia, foi a mais elevada dos \u00faltimos dez anos. J\u00e1 em 2022, um ano eleitoral, o governo tinha interesse em implementar o Aux\u00edlio Brasil, que contribuiu para a redu\u00e7\u00e3o da pobreza no pa\u00eds\u201d, explica Pablo Lira, diretor-presidente do IJSN.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/6\/a\/csm_taxa_de_pobreza_brasil_e56c6acc2f.png\" width=\"1000\" height=\"559\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">\n<p class=\"bodytext\"><strong>Em 2021, a taxa de probreza chegou ao maior patamar em dez anos no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Mesmo assim, o n\u00famero de pessoas em extrema pobreza na Bahia \u00e9 o sexto maior do pa\u00eds. S\u00e3o mais de 1,8 milh\u00e3o de pessoas sobrevivendo com menos de R$208,73 por m\u00eas. Neste m\u00eas, a Bahia foi o segundo estado com o maior n\u00famero de fam\u00edlias assistidas pelo programa Bolsa Fam\u00edlia do Governo Federal, ficando atr\u00e1s apenas de S\u00e3o Paulo. S\u00e3o mais de 2,5 milh\u00f5es de benefici\u00e1rios que recebem R$658,00 em m\u00e9dia. Apesar de importante, a transfer\u00eancia de renda sem pol\u00edticas p\u00fablicas integradas, n\u00e3o garante que as pessoas deixem a pobreza.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"internas_300x250_05\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/44585206\/c24h_internas_300x250_05_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">\u201cOs dados indicam que a pobreza n\u00e3o \u00e9 solucionada apenas com Programas de Transfer\u00eancia Continuada de Renda. Essa a\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental, mas para virar a p\u00e1gina, \u00e9 importante que elas sejam combinadas com pol\u00edticas de assist\u00eancia social, acesso ao primeiro emprego, habita\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de renda\u201d, aponta Pablo Lira.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">No final de mar\u00e7o, foi lan\u00e7ado o Programa Estadual de Combate \u00e0 Fome do Governo do Estado da Bahia, que tem como meta promover a seguran\u00e7a alimentar e nutricional da Bahia. As a\u00e7\u00f5es s\u00e3o pautadas no est\u00edmulo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis e doa\u00e7\u00f5es. At\u00e9 agora, 350 toneladas de alimentos foram doadas.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Regi\u00f5es Nordeste e Norte t\u00eam os piores \u00edndices<\/strong><br \/>\nOs 16 estados das regi\u00f5es Nordeste e Norte s\u00e3o os primeiros do ranking de pobreza no pa\u00eds, o que refor\u00e7a o car\u00e1ter desigual das regi\u00f5es brasileiras. Entre os primeiros est\u00e3o Maranh\u00e3o (58%), Amazonas (56,7%) e Alagoas (56,2%). O Rio de Janeiro, que possui 29% da popula\u00e7\u00e3o abaixo da linha da pobreza, \u00e9 o que possui a pior taxa de pobreza entre as unidades federativas das outras regi\u00f5es do Brasil.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"internas_300x250_06\" data-google-query-id=\"CJW7l6TZnP8CFe4wuQYds3IHWA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/44585206\/c24h_internas_300x250_06_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">Assim como as diferen\u00e7as existem fora do Estado, elas tamb\u00e9m s\u00e3o percebidas dentro da Bahia. Apesar de o levantamento do Instituto Jones dos Santos Neves n\u00e3o trazer dados sobre munic\u00edpios, o Censo mais recente do IBGE, de 2010, apontou quais cidades do estado possu\u00edam mais pessoas com renda mensal de at\u00e9 \u215b de sal\u00e1rio m\u00ednimo. S\u00e3o elas: S\u00edtio do Mato, Campo Alegre de Lourdes, Barra, Pil\u00e3o Arcado e Umburanas. Salvador s\u00f3 aparece em 414\u00ba lugar dos 417 munic\u00edpios.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Mariana Viveiros, supervisora de informa\u00e7\u00f5es do IBGE, explica que a pobreza \u00e9 reflexo de outros problemas sociais que dialogam entre si e produzem desigualdades regionais.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cExistem din\u00e2micas econ\u00f4micas diferentes e quest\u00f5es hist\u00f3ricas que n\u00e3o foram equacionadas. Na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o, a taxa de analfabetismo da Bahia era de 12% em 2019, seis vezes maior do que a de Santa Catarina, por exemplo\u201d,<\/strong>\u00a0pontua.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">O baiano Joceval de Jesus, de 39 anos, largou a escola ainda da 5\u00ba s\u00e9rie para fazer bicos e ajudar no sustento da fam\u00edlia. Sem ter completado os estudos b\u00e1sicos, at\u00e9 hoje nunca trabalhou de carteira assinada, o que torna invi\u00e1vel o pagamento de pens\u00e3o aos dois filhos, de 7 e 4 anos. O pouco dinheiro que consegue levar para casa \u00e9 o que consegue de motoristas e passageiros nos minutos em que os far\u00f3is de tr\u00e2nsito das \u00e1reas centrais da cidade ficam vermelhos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u00c9 quando Joceval se aproxima dos carros com uma placa pendurada no pesco\u00e7o com os dizeres \u201cn\u00e3o sou aposentado e tenho dois filhos para cuidar\u201d. Quando consegue juntar cerca de R$15, no final da tarde, retorna para casa em que mora com a m\u00e3e, em Massaranduba. &#8220;A vida \u00e9 sofrida demais, mas o que eu posso fazer? \u00c9 melhor pedir do que sair roubando, como muitos fazem por a\u00ed&#8221;, desabafa.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Em dez anos, a pobreza extrema pouco mudou no pa\u00eds<\/strong><br \/>\nAntes da pandemia, o Brasil assistia uma diminui\u00e7\u00e3o da pobreza entre seus habitantes. Entre 2017 e 2020, o percentual de pessoas pobres caiu de 35,7% para 32,7%. O t\u00edmido recuo no n\u00famero de brasileiros considerados pobres foi reflexo da diminui\u00e7\u00e3o das taxas de juros e infla\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da gera\u00e7\u00e3o de empregos, segundo analisa Pablo Lira. Mais de 10,4 milh\u00f5es de pessoas deixaram a pobreza entre 2021 e 2022.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Os fatores, no entanto, n\u00e3o mudaram a vida de quem enfrenta a extrema pobreza. Em dez anos, o percentual de pessoas extremamente pobres caiu de 7% para 6,4%, em 2022. \u201cNo caso da extrema pobreza, s\u00e3o pessoas com n\u00edvel de vulnerabilidade social muito elevado, que ganham menos de R$200. \u00c9 essencial que pol\u00edticas de assist\u00eancia social sejam integradas e foquem nessa popula\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o vimos acontecer entre 2015 e 2020\u201d, analisa o diretor-presidente do IJSN.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/3\/d\/csm_extrema_pobreza_brasil_34f346904e.png\" width=\"1000\" height=\"520\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">\n<p class=\"bodytext\"><strong>A extrema pobreza tamb\u00e9m atingiu o maior patamar em dez anos em 2021<\/strong><\/p>\n<p>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">As ra\u00edzes do problema social est\u00e3o ancoradas na hist\u00f3ria do pa\u00eds, como explica o economista Edval Landulfo. \u201cAp\u00f3s a Primeira Guerra Mundial, a sociedade brasileira passou por um processo de embranquecimento, em que foram fornecidas terras e recursos para que fam\u00edlias europeias crescessem no Sul e Sudeste do pa\u00eds. As aplica\u00e7\u00f5es de pol\u00edticas p\u00fablicas na \u00faltima d\u00e9cada n\u00e3o foram suficientes para uma queda verdadeira na extrema pobreza\u201d, analisa.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para o economista, pol\u00edticas econ\u00f4micas integradas com a\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade devem ser tomadas para garantir oportunidades para as pessoas em maior vulnerabilidade. O Governo do Estado foi procurado para comentar os dados do instituto e a posi\u00e7\u00e3o da Bahia no ranking nacional de pobreza, mas n\u00e3o retornou \u00e0 reportagem.<\/p>\n<p>Fonte: Correio<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estado \u00e9 o oitavo em n\u00famero de pessoas pobres no pa\u00eds<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":421766,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[327,6],"tags":[],"class_list":["post-421765","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-multimidia","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/diabetico.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/421765","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=421765"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/421765\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/421766"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=421765"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=421765"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=421765"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}