{"id":42189,"date":"2014-02-03T02:09:01","date_gmt":"2014-02-03T05:09:01","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=42189"},"modified":"2014-02-03T02:09:01","modified_gmt":"2014-02-03T05:09:01","slug":"falta-mao-de-obra-para-a-industria-brasileira-rodar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/falta-mao-de-obra-para-a-industria-brasileira-rodar\/","title":{"rendered":"Falta m\u00e3o de obra para a ind\u00fastria brasileira rodar"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<div><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Parques industriais investem em moderniza\u00e7\u00e3o, mas a car\u00eancia de profissionais qualificados no mercado preocupa o setor<\/strong><\/em><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"mailto:\">Rosa Falc\u00e3o<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.5em;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"abanoticia\">\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" title=\"Karla Dantas foi contratada em 2013 pelo Cons\u00f3rcio Conest no programa Jovem Aprendiz e faz o curso de eletromec\u00e2nica do Senai. Foto: Bernardo Dantas\/ DP\/D.A Press.\" alt=\"Karla Dantas foi contratada em 2013 pelo Cons\u00f3rcio Conest no programa Jovem Aprendiz e faz o curso de eletromec\u00e2nica do Senai. Foto: Bernardo Dantas\/ DP\/D.A Press.\" src=\"http:\/\/imgsapp.diariodepernambuco.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2014\/02\/02\/487227\/20140131204233622412e.jpg\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Karla Dantas foi contratada em 2013 pelo Cons\u00f3rcio Conest no programa Jovem Aprendiz e faz o curso de eletromec\u00e2nica do Senai. Foto: Bernardo Dantas\/ DP\/D.A Press.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Formar um milh\u00e3o de trabalhadores entre 2014 e 2015. Esta \u00e9 a demanda da ind\u00fastria brasileira para dar conta do crescimento da produ\u00e7\u00e3o. O gargalo de m\u00e3o de obra de n\u00edvel profissionalizante e t\u00e9cnico acende o sinal vermelho no ch\u00e3o das f\u00e1bricas. A moderniza\u00e7\u00e3o dos parques industriais trope\u00e7a na baixa capacita\u00e7\u00e3o profissional. Recorte do Mapa do Trabalho Industrial 2012 da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) aponta as \u00e1reas mais cr\u00edticas nas cinco regi\u00f5es. S\u00e3o elas: constru\u00e7\u00e3o civil, alimentos e bebidas, montagem de ve\u00edculos automotores, m\u00e1quinas e equipamentos, e fabrica\u00e7\u00e3o de minerais n\u00e3o-met\u00e1licos.<\/p>\n<p>O diretor de Educa\u00e7\u00e3o e Tecnologia da CNI Rafael Lucchesi diz que 53% da demanda da ind\u00fastria se concentra nos profissionais com cursos de at\u00e9 200 horas\/aula. Em segunda posi\u00e7\u00e3o com 26% est\u00e3o os trabalhadores com cursos at\u00e9 400 horas\/aula e apenas 3% \u00e9 de n\u00edvel superior. Traduzindo: m\u00e3o de obra formada nos cursos profisionalizantes e t\u00e9cnicos. \u201cS\u00e3o setores da atividade industrial intensivos em capital, ligados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo, e com com efeito direto na renda\u201d, aponta Lucchesi.<\/p>\n<p>O vice-presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Pernambuco (Fiepe) Ricardo Essinger atesta a dificuldade de as empresas pernambucanas recrutarem m\u00e3o de obra. A matriz industrial secular de base a\u00e7ucareira mudou de dire\u00e7\u00e3o. \u201cCom o novo perfil da ind\u00fastria que se instala no Estado (automotiva, petr\u00f3leo e g\u00e1s, metal\u00fargica, alimentos e bebidas) vai ser necess\u00e1rio dobrar os esfor\u00e7os de qualifica\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do \u201capag\u00e3o\u201d profissional para atender a demanda do mercado, as empresas se deparam com a aus\u00eancia de forma\u00e7\u00e3o escolar. Segundo Lucchesi, 80% das ind\u00fastrias reclamam das defici\u00eancias da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica no pa\u00eds. S\u00e3o trabalhadores que chegam a idade adulta com dificuldade de leitura e de interpreta\u00e7\u00e3o de texto. Muitos n\u00e3o dominam as quatro opera\u00e7\u00f5es da matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Sentindo na pele a dificuldade de recrutar profissionais, a ind\u00fastria pernambucana busca alternativas. Na constru\u00e7\u00e3o civil, as empresas criam programas de treinamento nos canteiros de obras. \u201cExiste car\u00eancia em todos os setores. Desde o servi\u00e7o mais elementar de pedreiro at\u00e9 o mais complexo de opera\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas\u201d, confirma Ot\u00e1vio Ferr\u00e3o s\u00f3cio-diretor da construtora Correia &amp; Peixoto.<\/p>\n<p>A Vitarella, ind\u00fastria do setor de alimentos, passa pela mesma dificuldade de contratar pessoal, em especial, para a \u00e1rea de manuten\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas. A coordenadora de Recursos Humanos (RH) Juliana Ver\u00e7osa explica que a empresa forma m\u00e3o de obra atrav\u00e9s do programa Jovem Aprendiz, e tem um programa de est\u00e1gio e de trainee. \u201cPara crescer, a empresa precisa de pessoas prontas para assumir posi\u00e7\u00f5es\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Jardielde Leandro da Silva, 22 anos, \u00e9 da turma de aprendizes da Vitarella. Ele faz o curso t\u00e9cnico de manuten\u00e7\u00e3o eletromec\u00e2nica no Senai. \u201cEntrei na f\u00e1brica como auxiliar de produ\u00e7\u00e3o. Eles identificaram o meu potencial e me proporcionaram a capacita\u00e7\u00e3o. Espero sair bem no curso e ser contratado pela empresa\u201d, aposta.<\/p>\n<p>Karla Dantas, 23 anos, foi contratada em 2013 pelo Cons\u00f3rcio Conest no programa Jovem Aprendiz e faz o curso de eletromec\u00e2nica do Senai. \u201cAcho muito boa a oportunidade porque quando a gente chega nesta faixa et\u00e1ria ou trabalha para ganhar dinheiro ou estuda. A minha expectativa \u00e9 ficar na empresa\u201d.<\/p>\n<p>O economista Jos\u00e9 Raimundo Vergolino, professor da Faculdade Guararapes (FG), diz que o setor p\u00fablico e o setor privado n\u00e3o est\u00e3o dando vencimento para suprir o gargalo de m\u00e3o de obra. Segundo ele, a \u00fanica sa\u00edda \u00e9 as universidades privadas entrarem no circuito para formar profissionais.<\/p>\n<p>\u201cA revolu\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria pernambucana foi r\u00e1pida com a chegada do p\u00f3lo naval e do p\u00f3lo petroqu\u00edmico. Ningu\u00e9m esperava a mudan\u00e7a no perfil profissional. Isso ocorreu com o p\u00f3lo petroqu\u00edmico de Cama\u00e7ari na Bahia\u201d, compara Vergolino. \u00c9 correr contra o tempo para n\u00e3o deixar o cavalo passar selado e perder as oportunidades de investimentos e de empregos.<\/p><\/div>\n<div>Fonte: Di\u00e1rio de Pernambuco<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Formar um milh\u00e3o de trabalhadores entre 2014 e 2015. Esta \u00e9 a demanda da ind\u00fastria brasileira para dar conta do crescimento da produ\u00e7\u00e3o. O gargalo de m\u00e3o de obra de n\u00edvel profissionalizante e t\u00e9cnico acende o sinal vermelho no ch\u00e3o das f\u00e1bricas. A moderniza\u00e7\u00e3o dos parques industriais trope\u00e7a na baixa capacita\u00e7\u00e3o profissional. Recorte do Mapa do Trabalho Industrial 2012 da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) aponta as \u00e1reas mais cr\u00edticas nas cinco regi\u00f5es. 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