{"id":42194,"date":"2014-02-03T02:12:10","date_gmt":"2014-02-03T05:12:10","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=42194"},"modified":"2014-02-03T02:12:10","modified_gmt":"2014-02-03T05:12:10","slug":"falta-de-chuvas-pressiona-fundo-que-financia-reducao-das-tarifas-de-energia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/falta-de-chuvas-pressiona-fundo-que-financia-reducao-das-tarifas-de-energia\/","title":{"rendered":"Falta de chuvas pressiona fundo que financia redu\u00e7\u00e3o das tarifas de energia"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.5em;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<div id=\"abanoticia\">Os R$ 9 bilh\u00f5es reservados no Or\u00e7amento Geral da Uni\u00e3o para a Conta de Desenvolvimento Energ\u00e9tico (CDE) em 2014 podem ser insuficientes para cobrir as despesas do fundo, que financia a redu\u00e7\u00e3o da conta de luz. Segundo especialistas, a falta de chuvas, que aumenta o pre\u00e7o da energia de curto prazo, e o novo modelo do setor el\u00e9trico, que privilegia o subs\u00eddio \u00e0s tarifas, pressionam as contas da CDE.<\/p>\n<p>At\u00e9 2012, os imprevistos no setor el\u00e9trico eram bancados pelos pr\u00f3prios consumidores, que pagavam tr\u00eas encargos embutidos na conta de luz que financiavam o acionamento de termel\u00e9tricas e a compra de energia no curto prazo pelas distribuidoras. Com o novo modelo do setor el\u00e9trico, dois encargos foram extintos. Apenas a CDE foi preservada, com a necessidade de ser complementada com recursos do Tesouro Nacional.<\/p>\n<p>No ano passado, o Tesouro aportou R$ 7,9 bilh\u00f5es na CDE por meio da emiss\u00e3o de t\u00edtulos p\u00fablicos, al\u00e9m de uma quantia n\u00e3o divulgada de antecipa\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis (direito de receber) da usina de Itaipu. Neste ano, o governo mudou o procedimento e passar\u00e1 a fazer os aportes com recursos do pr\u00f3prio Or\u00e7amento. No entanto, o governo pode se ver obrigado a editar cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios caso a verba para a CDE seja insuficiente.<\/p>\n<p>O especialista em infraestrutura e projetos de investimento da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV) Rog\u00e9rio Sobreira elogia a iniciativa do governo de usar recursos or\u00e7ament\u00e1rios para socorrer a CDE. \u201cIsso traz mais transpar\u00eancia para as contas p\u00fablicas e para o setor el\u00e9trico do que fazer opera\u00e7\u00f5es indiretas com t\u00edtulos p\u00fablicos. Dentro do espa\u00e7o fiscal dispon\u00edvel, o governo quer criar um efeito positivo, mesmo que tempor\u00e1rio\u201d, disse.<\/p>\n<p>O problema, segundo o professor, consiste em tornar permanente uma ajuda que deveria ser eventual. \u201cO grande risco \u00e9 as a\u00e7\u00f5es deixarem de ser pontuais e se tornarem constantes. Caso o setor el\u00e9trico precise de aportes do governo o tempo todo, o ideal seria ir direto nas causas, n\u00e3o nos efeitos\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O presidente do Instituto Acende Brasil (centro de estudos voltado ao desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es e projetos para aumentar o grau de transpar\u00eancia e sustentabilidade do setor el\u00e9trico brasileiro), Claudio Sales, n\u00e3o acredita que as a\u00e7\u00f5es do governo sejam apenas tempor\u00e1rias. Para ele, a possibilidade de que os repasses do governo para a CDE n\u00e3o diminuam nos pr\u00f3ximos anos \u00e9 grande. \u201cO grande problema \u00e9 que o novo modelo do setor el\u00e9trico deixou de ser sustent\u00e1vel. As tarifas deixaram de cobrir os custos, e as empresas atualmente s\u00f3 conseguem pagar as contas se o governo subsidiar\u201d, disse.<\/p>\n<p>De acordo com Sales, a n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o de compra de energia do leil\u00e3o em 2012, para o ano seguinte, deixou as distribuidoras com uma car\u00eancia de 6 mil megawatts de energia. Para suprir a oferta necess\u00e1ria, as companhias t\u00eam de comprar energia nos leil\u00f5es de curto prazo, cujos pre\u00e7os s\u00e3o vol\u00e1teis e disparam em tempos de escassez de chuva. \u201cNo \u00faltimo leil\u00e3o, o pre\u00e7o do megawatt-hora ficou em torno de R$ 400. No pr\u00f3ximo, dever\u00e1 chegar a R$ 800\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Com as empresas cada vez mais pressionadas por custos elevados, Sales acredita ser bem prov\u00e1vel que o governo precise transferir mais recursos \u00e0 CDE que o planejado. \u201cSem a CDE, as empresas n\u00e3o conseguem nem fechar a conta porque as tarifas est\u00e3o artificialmente baixas\u201d, disse. Para os pr\u00f3ximos anos, ele sugere que o governo eleve o teto dos pre\u00e7os dos leil\u00f5es de m\u00e9dio e de longo prazo para atrair interessados em vender a energia e reduzir a depend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos subs\u00eddios ao setor el\u00e9trico.<\/p><\/div>\n<div>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com Sales, a n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o de compra de energia do leil\u00e3o em 2012, para o ano seguinte, deixou as distribuidoras com uma car\u00eancia de 6 mil megawatts de energia. 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