{"id":424130,"date":"2023-06-26T08:32:39","date_gmt":"2023-06-26T11:32:39","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=424130"},"modified":"2023-06-26T08:32:39","modified_gmt":"2023-06-26T11:32:39","slug":"saiba-o-que-e-mito-e-verdade-na-historia-do-dois-de-julho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/saiba-o-que-e-mito-e-verdade-na-historia-do-dois-de-julho\/","title":{"rendered":"Saiba o que \u00e9 mito e verdade na hist\u00f3ria do Dois de Julho"},"content":{"rendered":"<section class=\"an-padrao container\">\n<div class=\"mdc-layout-grid\">\n<div class=\"mdc-layout-grid__inner\">\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-12-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet col-a\">\n<div class=\"box \">\n<header>\n<h1 class=\"titulo\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h2 class=\"linha-fina noticia\" style=\"text-align: justify;\">Independ\u00eancia do Brasil na Bahia completa o bicenten\u00e1rio e ainda \u00e9 cercada de mist\u00e9rios<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"comp assinatura-abertura tipo-2\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"nome\">Maysa Polcri<\/p>\n<p class=\"email\">\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<article id=\"noticia\" class=\"noticia container\">\n<div class=\"banner ad-sticky-left\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"ad-sticky__wrap\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"content mdc-layout-grid\">\n<div class=\"main mdc-layout-grid__inner\">\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp img-lightbox\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"abre-lightbox\">\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"img-3\" src=\"https:\/\/midias.correio24horas.com.br\/2023\/06\/25\/quadro-do-artista-o-artista-presciliano-silva-retrata-a-chegada-das-tropas-baianas-limpinhas-e-felizes-em-salvador-mas-a-realidade-foi-bem-diferente-eles-estavam-sujos-e-famintos-1787838-article.jpeg\" alt=\"Quadro do artista O artista Presciliano Silva retratou a chegada das tropas baianas limpinhas e felizes em Salvador, mas a realidade foi bem diferente. Eles estavam sujos e famintos\" width=\"600\" height=\"400\" \/><figcaption>Quadro do artista O artista Presciliano Silva retratou a chegada das tropas baianas limpinhas e felizes em Salvador, mas a realidade foi bem diferente. Eles estavam sujos e famintos. Cr\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Sabe aquele ditado que diz que quem conta um conto aumenta um ponto? Pois bem, a express\u00e3o brasileira tem um fundo de verdade e prova disso \u00e9 a Independ\u00eancia do Brasil na Bahia, que completa o bicenten\u00e1rio neste ano. O Dois de Julho ultrapassa os limites da hist\u00f3ria oficial e ganha for\u00e7a no imagin\u00e1rio dos baianos atrav\u00e9s da oralidade dos saberes populares. Muitas das lendas que repetimos e os personagens que transformamos em her\u00f3is sequer possuem comprova\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Maria Felipa existiu? Quem s\u00e3o os caboclos? Quando os portugueses foram expulsos do pa\u00eds? Se alguma dessas perguntas j\u00e1 passou pela sua cabe\u00e7a, essa \u00e9 a hora de ter as respostas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Quando o assunto \u00e9 desconstruir a hist\u00f3ria e mergulhar nos fatos como eles realmente aconteceram, at\u00e9 as imagens que conhecemos desde pequenos merecem um olhar desconfiado. Uma das pinturas mais memor\u00e1veis que registram o Dois de Julho \u00e9 do artista Presciliano Silva, que retratou a chegada das tropas baianas em Salvador ap\u00f3s a expuls\u00e3o dos portugueses.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Homens muito bem vestidos montados em bel\u00edssimos cavalos s\u00e3o seguidos por um ex\u00e9rcito de homens saud\u00e1veis e contentes. Foi assim que o artista soteropolitano decidiu representar a independ\u00eancia no quadro Entrada do Ex\u00e9rcito Libertador. A pintura foi feita em 1930, ou seja, mais de cem anos depois da cena hist\u00f3rica. De fato, as tropas baianas chegaram vitoriosas na capital, mas a realidade dos vencedores era diferente. A Bahia, na \u00e9poca, sequer tinha ex\u00e9rcito como conhecemos hoje e os guerrilheiros lutaram sem saberes t\u00e9cnicos e armas adequadas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>\u201cO quadro n\u00e3o tem inten\u00e7\u00e3o de ser realista, ele representa a constru\u00e7\u00e3o de uma narrativa heroica. As condi\u00e7\u00f5es do ex\u00e9rcito pacificador eram terr\u00edveis, eles estavam cercando a cidade no meio do mato, longe do luxo da cidade de Salvador. Eles chegaram em frangalhos, com as roupas sujas, mal alimentados e com fome\u201d, explica o professor de Hist\u00f3ria Murilo Mello (@murilomellohistoria). Ele lembra ainda que apesar do Dois de Julho ser a marca da expuls\u00e3o dos portugueses, o tenente-coronel Madeira de Melo, nomeado comandante das armas na Bahia, s\u00f3 voltou para Portugal em novembro, quatro meses depois.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>A ideia que baianos simples e sem experi\u00eancia em batalhas conseguiram expulsar de vez os portugueses do Brasil n\u00e3o \u00e9 mentirosa, mas a vis\u00e3o rom\u00e2ntica n\u00e3o d\u00e1 conta de explicar toda a hist\u00f3ria. O historiador Rafael Dantas (@rafadantashistorart), associado do Instituto Geogr\u00e1fico e Hist\u00f3rico da Bahia, lembra que por tr\u00e1s da guerra havia uma elite interessada em manter seus privil\u00e9gios. \u201cA elite buscava uma emancipa\u00e7\u00e3o que garantisse a continuidade de atua\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o pol\u00edtico, de suas posses e de seus neg\u00f3cios\u201d, pontua.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"banner mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"banner__wrap container\">\n<div class=\"banner__content no-shift\">\n<div id=\"internas_336x280_02\" data-google-query-id=\"CPTZ3dLq4P8CFWNU3QIdvPUD4g\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/44585206\/d_c24h_internas_336x280_1__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp subtitulo \" style=\"text-align: justify;\">\n<h3>Disputa n\u00e3o foi Ba-Vi<\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Outro mito que o professor Murilo Mello faz quest\u00e3o de desconstruir \u00e9 o de que a briga entre baianos e portugueses era bem definida. Se hoje muita gente acha que a disputa pela independ\u00eancia foi quase como um Ba-Vi, em que cada lado sabe bem sua posi\u00e7\u00e3o, em 1823, aliados e inimigos se confundiam.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Tornar o pa\u00eds independente de Portugal era algo novo, que assustava parte significativa da classe m\u00e9dia e elite baiana. \u201cN\u00e3o tinha essa dicotomia t\u00e3o n\u00edtida porque muitos baianos ficaram do lado de Portugal. A independ\u00eancia era uma quimera e tudo que \u00e9 novo assusta, parte significativa preferia continuar sendo colono afastado do centro\u201d, afirma Murilo Mello.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Entre os europeus, havia aqueles que preferiam lutar ao lado dos baianos e garantir a independ\u00eancia do pa\u00eds ib\u00e9rico. Uma dessas figuras \u00e9 Corneteiro Lopes, que tinha o papel de levar e trazer informa\u00e7\u00f5es que corriam atrav\u00e9s dos toques de corneta. A lenda diz que ao ser instru\u00eddo a tocar o equivalente a \u2018recuar\u2019, o portugu\u00eas teria tocado \u2018avan\u00e7ar\u2019 e \u2018degolar\u2019, o que ajudou a tropa baiana. A anedota transformou o corneteiro em her\u00f3i popular, mas n\u00e3o h\u00e1 comprova\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de que isso tenha realmente acontecido.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp subtitulo \" style=\"text-align: justify;\">\n<h3>Hero\u00ednas<\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>N\u00e3o d\u00e1 para lembrar de her\u00f3is do Dois de Julho sem mencionar o trio de mulheres que marcam a resist\u00eancia feminina na batalha. Cada uma utilizou as armas que tinha para ajudar a expulsar os invasores do territ\u00f3rio baiano. Maria Quit\u00e9ria fingiu ser homem para entrar na tropa e lutar contra os portugueses e Joana Ang\u00e9lica foi assassinada quando tentava proteger o Convento da Lapa das tropas portuguesas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Por outro lado, a figura de Maria Felipa, \u00fanica negra entre as tr\u00eas, ainda \u00e9 formada por muitos mitos e quase nenhuma comprova\u00e7\u00e3o de que ela de fato existiu. Segundo o historiador Murilo Mello, o \u00fanico registro antigo que atestaria sua exist\u00eancia foi feito pelo escritor e pol\u00edtico Ubaldo Os\u00f3rio Pimentel (1883-1974). Os contos populares, por outro lado, tornaram Maria Felipa hero\u00edna por seduzir portugueses, domin\u00e1-los e surr\u00e1-los com folhas de cansan\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"banner mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"banner__wrap container\">\n<div class=\"banner__content no-shift\">\n<div id=\"internas_336x280_03\" data-google-query-id=\"CP6xztPq4P8CFelK3QIdrG4FDA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/44585206\/d_c24h_internas_336x280_2__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp subtitulo \" style=\"text-align: justify;\">\n<h3>Caboclos<\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o do cortejo que completa o bicenten\u00e1rio este ano, manda que as figuras do Caboclo e da Cabocla, que ficam guardados durante todo o ano no Pavilh\u00e3o Dois de Julho, percorram as ruas da cidade para relembrar a participa\u00e7\u00e3o popular na guerra de independ\u00eancia. O casal n\u00e3o representa figuras hist\u00f3ricas espec\u00edficas, mas funciona como representa\u00e7\u00e3o do povo origin\u00e1rio brasileiro que participou da batalha.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Para entender a escolha dos caboclos, \u00e9 preciso lembrar que a escravid\u00e3o s\u00f3 foi abolida no Brasil em 1888, mais de seis d\u00e9cadas ap\u00f3s a independ\u00eancia. Naquele per\u00edodo, no s\u00e9culo XIX, os negros n\u00e3o eram reconhecidos como her\u00f3is da disputa, apesar de terem tido papel fundamental nas batalhas. Muitos, inclusive, permaneceram na condi\u00e7\u00e3o de escravizados mesmo depois de atuarem na expuls\u00e3o dos portugueses.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>\u201cA Bahia n\u00e3o queria representar seu passado negro nas comunica\u00e7\u00f5es oficiais no final do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Partindo desse ponto de vista, em plena vigencia da escravidao, \u00e9 poss\u00edvel imaginas que a personificia\u00e7\u00e3o da indep\u00eandecia em um personagem negro n\u00e3o iria para frente\u201d, explica o historiador Rafael Dantas. Como n\u00e3o cairia bem utilizar figuras brancas, j\u00e1 que os europeus foram os expulsos durante a guerra, se optou pelas imagens dos caboclos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Fonte: Correio<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"single_bot_piano\" class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Independ\u00eancia do Brasil na Bahia completa o bicenten\u00e1rio e ainda \u00e9 cercada de mist\u00e9rios<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":424131,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-424130","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/independencia-da-bahia.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/424130","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=424130"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/424130\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/424131"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=424130"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=424130"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=424130"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}