{"id":43558,"date":"2014-02-10T06:52:06","date_gmt":"2014-02-10T09:52:06","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=43558"},"modified":"2014-02-10T06:52:06","modified_gmt":"2014-02-10T09:52:06","slug":"relatos-de-torturas-e-agressoes-no-carcere","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/relatos-de-torturas-e-agressoes-no-carcere\/","title":{"rendered":"Relatos de torturas e agress\u00f5es no c\u00e1rcere"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\"><a style=\"line-height: 1.5em;\" href=\"mailto:politica.pe@dabr.com.br\">Andrea Cantarelli<\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.5em;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<div id=\"abanoticia\">O documento elaborado pelos presos pol\u00edticos tem ajudado os integrantes da Comiss\u00e3o da Verdade a tipificar alguns dos crimes pol\u00edticos ocorridos durante o regime militar. Os casos e tipos de tortura, por exemplo, foram apresentados com riqueza de detalhes. O secret\u00e1rio-geral da Comiss\u00e3o da Verdade Dom Helder C\u00e2mara, Henrique Mariano, revelou que a publicidade do documento \u00e9 considerada emblem\u00e1tica, por surgir no momento em que se procura o resgate da mem\u00f3ria de uma \u00e9poca.<\/p>\n<p>\u201cNosso objetivo n\u00e3o \u00e9 apenas esclarecer os casos de graves viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos e crimes praticados por agentes do estado. As comiss\u00f5es devem, por for\u00e7a de lei, divulgar documentos que mostrem o \u2018modus operandi\u2019 da estrutura do regime de exce\u00e7\u00e3o. Esse documento tem inconteste valor historiogr\u00e1fico, na medida em que aborda, com precis\u00e3o e detalhes, o funcionamento e as institui\u00e7\u00f5es part\u00edcipes do sistema de repress\u00e3o brasileiro, n\u00e3o s\u00f3 em S\u00e3o Paulo\u201d, explicou Henrique.<\/p>\n<p>O representante da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, Gilney Viana, revela que ficou preso por nove anos e dez meses e contou parte do terror vivido no c\u00e1rcere. \u201cEles abriram a porta e deixaram eu ver minha mulher no pau-de-arara, e depois de muita pancadaria voc\u00ea pensa que est\u00e1 morto\u201d, desabafou, acrescentando que enquanto n\u00e3o estava sendo torturado, ouvia os gritos dos outros. As agress\u00f5es tinham o objetivo de conseguir as informa\u00e7\u00f5es da organiza\u00e7\u00e3o, dos locais onde dos encontros e tamb\u00e9m dos nomes de terceiros que estavam envolvidos na luta contra a ditadura\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEscrevi livros na cadeia, um deles tem o nome da cela que fiquei: Linhares 131-D. Nunca abandonei a luta pela verdade. O pa\u00eds passou por v\u00e1rios momentos e, mesmo depois que a ditadura acabou em 1985, ficou o estigma de terrorista\u201d, conta Gilney, que tamb\u00e9m integra a Comiss\u00e3o Ind\u00edgena da Verdade e disse que ainda est\u00e1 abrindo o ba\u00fa da ditadura: \u201cela foi muito mais ampla do que as denuncias que j\u00e1 existem\u201d.<\/p><\/div>\n<div>Fonte: Di\u00e1rio de Pernambuco<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O documento elaborado pelos presos pol\u00edticos tem ajudado os integrantes da Comiss\u00e3o da Verdade a tipificar alguns dos crimes pol\u00edticos ocorridos durante o regime militar. Os casos e tipos de tortura, por exemplo, foram apresentados com riqueza de detalhes. 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