{"id":437207,"date":"2023-11-11T15:31:10","date_gmt":"2023-11-11T18:31:10","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=437207"},"modified":"2023-11-11T15:31:10","modified_gmt":"2023-11-11T18:31:10","slug":"ha-100-anos-o-teatro-sao-joao-foi-consumido-por-um-incendio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/ha-100-anos-o-teatro-sao-joao-foi-consumido-por-um-incendio\/","title":{"rendered":"H\u00e1 100 anos o Teatro S\u00e3o Jo\u00e3o foi consumido por um inc\u00eandio"},"content":{"rendered":"<section class=\"mw-article-head\">\n<h1 class=\"mw-h1-1 mw-default-blue\"><\/h1>\n<h2 class=\"mw-h2-1 mw-default-gray\">Reportagem publicada na edi\u00e7\u00e3o de 6 de junho de 1923 contou detalhes da destrui\u00e7\u00e3o do equipamento<\/h2>\n<div class=\"mw-article-head-inner\">\n<div class=\"mw-article-head-info\"><span class=\"mw-article-data mw-default-gray\"><abbr title=\"mw-article-date\"><strong>Por: <\/strong><\/abbr><abbr title=\"mw-article-author\"><strong>Cleidiana Ramos<\/strong><\/abbr><\/span><\/p>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<figure class=\"mw-article-head-image\" data-article-id=\"1248338\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1240000\/1200x0\/Ha-100-anos-o-Teatro-Sao-Joao-foi-consumido-por-um0124833800202311092049-ScaleDownProportional.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2FArtigo-Destaque%2F1240000%2FHa-100-anos-o-Teatro-Sao-Joao-foi-consumido-por-um0124833800202311092049.jpg%3Fxid%3D6012585%26resize%3D1000%252C500%26t%3D1699694119&amp;xid=6012585\" alt=\"Teatro S\u00e3o Jo\u00e3o, principal casa de espet\u00e1culos de Salvador, foi destru\u00eddo por um inc\u00eandio em 1923\" data-cls=\"\" \/><\/figure>\n<div class=\"mw-image-info \"><span class=\"mw-image-description\">Teatro S\u00e3o Jo\u00e3o, principal casa de espet\u00e1culos de Salvador, foi destru\u00eddo por um inc\u00eandio em 1923 &#8211;\u00a0<label class=\"mw-image-author\">Foto: Sem data | Reprodu\u00e7\u00e3o Cedoc A TARDE<\/label><\/span><\/div>\n<div class=\"mw-article-general-options\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"mw-article-body\">\n<article data-article-id=\"1248338\">\n<p class=\"mw-texto\">\n<p>\u00a0A edi\u00e7\u00e3o de<b>\u00a0A TARDE\u00a0<\/b>de 6 de junho de 1923 noticiou o fim de uma das casas de espet\u00e1culos mais imponentes e cheias de hist\u00f3rias de Salvador: o Teatro S\u00e3o Jo\u00e3o. Localizado no local onde hoje est\u00e1 a Pra\u00e7a Castro Alves, o equipamento foi destru\u00eddo por um inc\u00eandio. Inaugurado em 1812, o Teatro S\u00e3o Jo\u00e3o n\u00e3o apenas sediou espet\u00e1culos, mas tamb\u00e9m reuni\u00f5es pol\u00edticas em movimentos como o de defesa da Aboli\u00e7\u00e3o e relacionados \u00e0s festas em comemora\u00e7\u00e3o ao Dois de Julho.<\/p>\n<p>\u201cO Velho S\u00e3o Jo\u00e3o! Era das tradi\u00e7\u00f5es mais antigas da cidade, como o primeiro templo da arte aqui erguido, casar\u00e3o secular ainda reboante das grandes vozes dos nossos poetas, Castro Alves sobranceando a todos; dos nossos oradores, Nabuco, Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio, Manoel Victorino e do maior de todos, Ruy; dos nossos escriptores theatraes ou candidatos a isso, Agr\u00e1rio de Menezes \u00e0 frente; do nossos actores ou projectos delles, Xisto Bahia destacando-se entre eles&#8230;Muitas noites de gl\u00f3ria \u00e0 luz das gambiarras, registam as chronicas de v\u00e1rias epochas extintas; ruidosas manifesta\u00e7\u00f5es em que as plateias se scindiam, vibrantes, em partidos, odes, hymnos, e palmas de estrellas de primeira grandeza; memor\u00e1veis com\u00edcios pol\u00edticos pelas grandes causas nacionais, a aboli\u00e7\u00e3o e a Rep\u00fablica. Mas tudo isso passou\u201d. (<b>A TARDE<\/b>, 6\/6\/1923, capa).<\/p>\n<p>Em quest\u00e3o de horas n\u00e3o restou nada da estrutura imponente do Teatro S\u00e3o Jo\u00e3o. O jornal lan\u00e7ou a acusa\u00e7\u00e3o de que o fogo n\u00e3o foi acidental. O inc\u00eandio tornou-se mais um cap\u00edtulo dos conflitos entre as elites pol\u00edticas locais e, de certa forma, entre a ideia de cidade que considerava o projeto de moderniza\u00e7\u00e3o como sin\u00f4nimo de esquecer e deixar desaparecer o que representava o antigo, especialmente as constru\u00e7\u00f5es do per\u00edodo colonial.<\/p>\n<p>O governador do Estado era mais uma vez Jos\u00e9 Joaquim Seabra (1855-1942). No seu primeiro governo, em 1912, J.J. Seabra, como ficaria mais conhecido, desenvolveu um projeto de moderniza\u00e7\u00e3o de Salvador com destaque para a constru\u00e7\u00e3o da Avenida Sete. Nesse per\u00edodo, im\u00f3veis antigos como a Igreja de S\u00e3o Pedro foi demolida e quase ocorre o mesmo com o conjunto do Mosteiro de S\u00e3o Bento.<\/p>\n<p>Quando pegou fogo, em 1923, o S\u00e3o Jo\u00e3o j\u00e1 havia perdido o protagonismo de outros tempos.<\/p>\n<p>\u201cSalvador j\u00e1 tinha uma s\u00e9rie de op\u00e7\u00f5es semelhantes, inclusive com espa\u00e7os que para al\u00e9m dos espet\u00e1culos, exibiam filmes. No entorno do S\u00e3o Jo\u00e3o, tinha o Cine S\u00e3o Bento e o Cine Guarany , fundado em 1919. Era uma concorr\u00eancia grande\u201d, diz Daniel Rebou\u00e7as. Historiador, professor, escritor e doutor em Hist\u00f3ria ele \u00e9 autor de livros como Lulu Parola- Cr\u00f4nicas e Ironias, que aborda a trajet\u00f3ria do jornalista Aloisio de Carvalho, um especialista na linguagem sat\u00edrica.<\/p>\n<div class=\"mw-article-img-box \"><img decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1240000\/0x0\/Ha-100-anos-o-Teatro-Sao-Joao-foi-consumido-por-um0124833800202311092049.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1240000%2FHa-100-anos-o-Teatro-Sao-Joao-foi-consumido-por-um0124833800202311092049.jpg%3Fxid%3D6012590&amp;xid=6012590\" alt=\"S\u00e3o Jo\u00e3o teve protagonismo hist\u00f3rico na capital baiana\" \/><\/div>\n<div class=\"mw-image-info\"><span class=\"mw-image-title\">S\u00e3o Jo\u00e3o teve protagonismo hist\u00f3rico na capital baiana<\/span><span class=\"mw-image-author\">| \u00a0Foto: Sem data | Reprodu\u00e7\u00e3o Cedoc A TARDE<\/span><\/div>\n<p>Em sua tese intitulada A liberdade em cena: teatro, humor e racismo no tempo da aboli\u00e7\u00e3o e al\u00e9m (Salvador, Bahia, 1884-1906), orientada pela doutora em Hist\u00f3ria e professora da Ufba, Wlamyra Albuquerque, o historiador analisou o uso pol\u00edtico em espa\u00e7os como o Teatro S\u00e3o Jo\u00e3o. Para ele \u00e9 importante destacar esses aspectos para n\u00e3o deixar a import\u00e2ncia da casa de espet\u00e1culos ser ofuscada pelo per\u00edodo de abandono que culminou na sua destrui\u00e7\u00e3o pelo inc\u00eandio.<\/p>\n<p>\u201cDesde meados do s\u00e9culo XIX, per\u00edodo da minha an\u00e1lise, o Teatro S\u00e3o Jo\u00e3o tinha uma programa\u00e7\u00e3o com um repert\u00f3rio diverso. Era uma din\u00e2mica cultural interessante que inclu\u00eda teatro de revista e o cinema. At\u00e9 as primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX ele mant\u00e9m essa l\u00f3gica seguida por outros espa\u00e7os como o Politeama\u201d, aponta Daniel Rebou\u00e7as.<\/p>\n<p>Mesmo com um tom de cr\u00edtica, a reportagem de\u00a0<b>A TARDE<\/b>\u00a0sobre o inc\u00eandio mostra como a administra\u00e7\u00e3o do equipamento tentou encontrar alternativas para que o teatro continuasse funcionando. De acordo com o jornal, o espa\u00e7o chegou at\u00e9 a abrigar o que denomina \u201cgente de circo\u201d. Mas o inc\u00f4modo estava em um dos \u00faltimos usos descritos como bailes em que a entrada das mulheres era gratuita e que chegaram a ser proibidos pela pol\u00edcia.<\/p>\n<p><b>Pol\u00edtica no teatro<\/b><\/p>\n<p>E essa ocupa\u00e7\u00e3o diversa foi al\u00e9m das artes. Daniel Rebou\u00e7as afirma que a ocupa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica era realizada por meio das assembleias e eventos institucionais, mas tamb\u00e9m no que era exibido no palco, afinal o teatro foi uma das principais linguagens do per\u00edodo. \u201cEm 1859, na visita de Dom Pedro II \u00e0 Bahia, o Teatro S\u00e3o Jo\u00e3o obteve o protagonismo como espa\u00e7o. Isso tamb\u00e9m aconteceu nas festas do Dois de Julho. O teatro no s\u00e9culo XIX era a principal forma de divers\u00e3o. O seu acesso, precisamos refletir, ia al\u00e9m das pessoas que o frequentavam diretamente, mas inclu\u00eda quem estava no seu entorno, o que \u00e9 parte da sua din\u00e2mica\u201d, analisa o historiador.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 luta pela aboli\u00e7\u00e3o, que foi uma das quest\u00f5es analisadas por Daniel Rebou\u00e7as na sua tese, o teatro tinha essa din\u00e2mica entre espa\u00e7o f\u00edsico e conte\u00fado das apresenta\u00e7\u00f5es bem delineadas. Ele sediava as confer\u00eancias dos grupos abolicionistas, os eventos de alforria dos escravizados, mas tamb\u00e9m espet\u00e1culos das companhias teatrais que debatiam a aboli\u00e7\u00e3o, ou seja, uma dramaturgia pol\u00edtica.<\/p>\n<p>E a pol\u00edtica esteve no centro dos problemas que levaram ao fim do Teatro S\u00e3o Jo\u00e3o. Al\u00e9m da concorr\u00eancia de outros equipamentos semelhantes, a d\u00e9cada de 1920 foi um per\u00edodo de problemas econ\u00f4micos, inclusive por conta da Primeira Guerra Mundial. Houve uma tentativa de reforma que, de acordo com Daniel Rebou\u00e7as, chegou a ser proposta por Filinto Santoro, um arquiteto italiano.<\/p>\n<p>\u201cEle vinha fazendo algumas obras na cidade, mas em uma entrevista, Santoro chegou a dizer que era preciso um investimento grande e muito cuidado com a parte de seguran\u00e7a para preven\u00e7\u00e3o a inc\u00eandios. Mas este foi um per\u00edodo de crise econ\u00f4mica mundial e havia a ideia de que o Teatro S\u00e3o Jo\u00e3o poderia representar a simbologia ligada ao passado que se queria apagar de fase colonial e tradi\u00e7\u00f5es mon\u00e1rquicas\u201d, acrescenta Daniel Rebou\u00e7as.<\/p>\n<div class=\"mw-article-img-box \"><img decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1240000\/0x0\/Ha-100-anos-o-Teatro-Sao-Joao-foi-consumido-por-um0124833801202311092049.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1240000%2FHa-100-anos-o-Teatro-Sao-Joao-foi-consumido-por-um0124833801202311092049.jpg%3Fxid%3D6012591&amp;xid=6012591\" alt=\"Teatro tamb\u00e9m foi espa\u00e7o de ocupa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\" \/><\/div>\n<div class=\"mw-image-info\"><span class=\"mw-image-title\">Teatro tamb\u00e9m foi espa\u00e7o de ocupa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/span><span class=\"mw-image-author\">| \u00a0Foto: Benjamin Mulock | Reprodu\u00e7\u00e3o Cedoc A TARD<\/span><\/div>\n<p><b>Disputas<\/b><\/p>\n<p>Essas disputas pol\u00edticas est\u00e3o bem delineadas na cobertura do inc\u00eandio realizada pela reportagem publicada na edi\u00e7\u00e3o de\u00a0<b>A TARDE<\/b>\u00a0de 6 de junho de 1923. Ap\u00f3s a descri\u00e7\u00e3o do inc\u00eandio, o texto lan\u00e7a diversas suspeitas sobre os neg\u00f3cios relacionados \u00e0 administra\u00e7\u00e3o do teatro com pesadas cr\u00edticas ao governo de Seabra. Segundo a den\u00fancia, um negociante da Rua Chile, cujo nome n\u00e3o foi apresentado, sem poder firmar um contrato com o Estado apontou Felisberto Sawzer, um empreiteiro de obras, como arrendat\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cAssignado o contracto com o governo, o arrendat\u00e1rio registou a sua firma na Junta Commercial, sob a raz\u00e3o de Souza &amp; Cia., com o capital de 100 contos, da qual era o \u00fanico a usar. Feito isto, e tendo de se dar inicio \u00e0s obras, foi enviado officio ao&#8217; governo pedindo \u00fama vistoria para que fosse feito um calculo do vulto das mesmas. O secretario Barbosa de Souza fez ouvidos moucos, deixando livre o fiscal do governo junto ao theatro, sr. Armando Sebr\u00e3o Velloso. Desse modo o governo n\u00e3o conhecia o estado do pr\u00f3prio que lhe pertence\u201d. (<b>A TARDE<\/b>\u00a06\/6\/1923, capa).<\/p>\n<p>De acordo com a reportagem, o arrendat\u00e1rio do teatro havia viajado para o Rio de Janeiro, quando ocorreu o inc\u00eandio. Na ent\u00e3o capital federal ele esperava resolver quest\u00f5es relacionadas \u00e0 compra de mobili\u00e1rio e contratar uma companhia de espet\u00e1culos. Mas o pr\u00e9dio estava sob a prote\u00e7\u00e3o de seguro, inclusive um em nome do governo. Com base nessas informa\u00e7\u00f5es, o jornal considerou o inc\u00eandio n\u00e3o um acidente, mas um crime.<\/p>\n<p>\u201cE o que n\u00e2o fizeram os poderes p\u00fablicos, apesar de decretada de h\u00e1 muito a demoli\u00e7\u00e3o, fez hontem um inc\u00eandio fulminante, ateado pela m\u00e3o de um criminoso com intuitos naturalmente de tirar daquilo o melhor partido, ou quem sabe?, pelo dedo da provid\u00eancia\u201d. (<b>A TARDE<\/b>\u00a06\/6\/1923, capa).<\/p>\n<div id=\"dp-v-par5\" class=\"jba filled\" data-google-query-id=\"CImKhu64vIIDFUKmlQIdncYHlA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21622511100,22666819895\/atarde_multize_6__container__\"><iframe id=\"google_ads_iframe_\/21622511100,22666819895\/atarde_multize_6\" tabindex=\"0\" title=\"3rd party ad content\" role=\"region\" name=\"google_ads_iframe_\/21622511100,22666819895\/atarde_multize_6\" width=\"320\" height=\"100\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" aria-label=\"Advertisement\" data-load-complete=\"true\" data-google-container-id=\"7\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<p>O fogo come\u00e7ou, segundo o texto de<b>\u00a0A TARDE<\/b>, por volta das 3h40.<\/p>\n<p>\u201cA princ\u00edpio era uma delgada fuma\u00e7a que logo engrossou, crepitando a madeira secca da caixa do theatro onde come\u00e7ou o inc\u00eandio no andar terreo dos lados do fundo. Propagou-se assim com rapidez incr\u00edvel\u201d. (<b>A TARDE<\/b>\u00a06\/6\/1923,capa).<\/p>\n<p>O inc\u00eandio encerrou a bela e imponente hist\u00f3ria do Teatro S\u00e3o Jo\u00e3o. Mas a sua mem\u00f3ria ficou na cobran\u00e7a para que Salvador ganhasse um novo equipamento que tivesse import\u00e2ncia e protagonismo como o destru\u00eddo h\u00e1 cem anos. Para o historiador Daniel Rebou\u00e7as foi o Teatro Castro Alves que veio ocupar essa lacuna. \u201cO Politeama j\u00e1 tinha sa\u00eddo um pouco de foco e ao final veio a constru\u00e7\u00e3o do Teatro Castro Alves ocorrida quase 30 anos depois, ou seja, permaneceu a ideia que Salvador precisava de um teatro digno da sua din\u00e2mica\u201d, completa.<\/p>\n<p>Talvez por ser o herdeiro de tantas expectativas, o Castro Alves foi palco de v\u00e1rias pol\u00eamicas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua arquitetura, inclusive. Foram uma s\u00e9rie de projetos e de governos at\u00e9 que ele esteve pronto para ser inaugurado em 1958. Mas o novo teatro pegou fogo \u00e0s v\u00e9speras da inaugura\u00e7\u00e3o. Ele s\u00f3 passou a funcionar de fato em 1967.<\/p>\n<div id=\"dp-v-par6\" class=\"jba filled\" data-google-query-id=\"CL7Qhe64vIIDFZeGlQIdyGUI0A\"><\/div>\n<\/article>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reportagem publicada na edi\u00e7\u00e3o de 6 de junho de 1923 contou detalhes da destrui\u00e7\u00e3o do equipamento<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":437208,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-437207","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Ha-100-anos-o-Teatro-Sao-Joao-foi-consumido-por-um0124833800202311092049-ScaleDownProportional.webp","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/437207","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=437207"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/437207\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/437208"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=437207"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=437207"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=437207"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}