{"id":437540,"date":"2023-11-16T07:04:30","date_gmt":"2023-11-16T10:04:30","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=437540"},"modified":"2023-11-16T07:04:30","modified_gmt":"2023-11-16T10:04:30","slug":"calor-comeca-a-impactar-inflacao-e-ameaca-preco-de-alimentos-e-tarifa-de-energia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/calor-comeca-a-impactar-inflacao-e-ameaca-preco-de-alimentos-e-tarifa-de-energia\/","title":{"rendered":"Calor come\u00e7a a impactar infla\u00e7\u00e3o e amea\u00e7a pre\u00e7o de alimentos e tarifa de energia"},"content":{"rendered":"<h2><\/h2>\n<div class=\"flexivel-interno\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-402104 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Fiscalizacao-Procon-Supermercados-2-585x500.jpeg\" alt=\"\" width=\"585\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Fiscalizacao-Procon-Supermercados-2-585x500.jpeg 585w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Fiscalizacao-Procon-Supermercados-2-300x257.jpeg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Fiscalizacao-Procon-Supermercados-2-768x657.jpeg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Fiscalizacao-Procon-Supermercados-2-160x137.jpeg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Fiscalizacao-Procon-Supermercados-2-640x547.jpeg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Fiscalizacao-Procon-Supermercados-2.jpeg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 585px) 100vw, 585px\" \/><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel perceber impactos pontuais do calor intenso na infla\u00e7\u00e3o. Segundo analistas, altas temperaturas nos pr\u00f3ximos meses, com a chegada do ver\u00e3o em dezembro, aumentam os riscos para os pre\u00e7os. Os efeitos da crise do clima podem pressionar itens como alimentos e energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>O calor j\u00e1 atingiu a infla\u00e7\u00e3o de produtos como o ar-condicionado. Em outubro, os pre\u00e7os subiram 6,09%, conforme o IPCA (\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<\/p>\n<p>Foi a maior alta em tr\u00eas anos, desde outubro de 2020 (10,54%). De acordo com o IBGE, a carestia pode ser associada \u00e0 maior demanda em raz\u00e3o do calor e a seca hist\u00f3rica no Amazonas, que dificultou a produ\u00e7\u00e3o no estado.<\/p>\n<p>\u201cMesmo que estivesse fazendo calor dentro da normalidade para esta \u00e9poca do ano, a venda de ventiladores e ar-condicionado seria grande\u201d, diz o economista Andr\u00e9 Braz, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas).<\/p>\n<p>\u201cTodo ano tem isso, mas, neste, pelo fato de o calor ter vindo mais cedo e estar muito intenso, pode ser que tenha provocado uma altera\u00e7\u00e3o nesses bens\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Conforme Braz, as altas temperaturas, associadas ao fen\u00f4meno clim\u00e1tico El Ni\u00f1o, que altera o padr\u00e3o de chuvas no pa\u00eds, podem acelerar os pre\u00e7os de alimentos mais sens\u00edveis ao clima, como verduras, legumes e frutas.<\/p>\n<p>\u201cEssa classe de alimentos sofre mais com altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, que s\u00e3o bem pr\u00f3prias desta \u00e9poca do ano, do final da primavera e do come\u00e7o do ver\u00e3o. Isso n\u00e3o \u00e9 bom para a oferta desses alimentos\u201d, diz.<\/p>\n<p>Sergio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados, tem avalia\u00e7\u00e3o semelhante. \u201cO calor traz risco porque tem o impacto que a gente pode ver em hortifr\u00fati quando h\u00e1 excesso de seca ou chuva\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Outra amea\u00e7a das altas temperaturas, diz, \u00e9 um poss\u00edvel atraso na safra de soja, com reflexos sobre a qualidade dos gr\u00e3os. \u201cA principal preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 daqui para frente.\u201d<\/p>\n<p>O radar de analistas ainda contempla eventuais reflexos do calor sobre as tarifas de luz. \u00c9 que as altas temperaturas elevam o consumo e for\u00e7am o uso adicional de fontes de energia mais caras, como as t\u00e9rmicas \u2013a carv\u00e3o, diesel e g\u00e1s. Isso pode gerar repasse para as tarifas no ver\u00e3o, de acordo com especialistas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 poss\u00edvel que tenha alguma repercuss\u00e3o [nas tarifas], mas n\u00e3o est\u00e1 garantido que a gente precise fazer sempre o acionamento das t\u00e9rmicas\u201d, diz Paulo Cunha, consultor da FGV Energia. \u201cN\u00e3o est\u00e1 garantido que a temperatura vai se manter nos n\u00edveis atuais durante o ver\u00e3o inteiro.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com Cunha, a quantidade de energia produzida no Brasil est\u00e1 em patamar \u201cconfort\u00e1vel\u201d em raz\u00e3o dos n\u00edveis atuais dos reservat\u00f3rios de hidrel\u00e9tricas e do desempenho de fontes renov\u00e1veis, como solar e e\u00f3lica.<\/p>\n<p>O ONS (Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico) prev\u00ea, por\u00e9m, a necessidade de gera\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica adicional para atendimento da demanda em momentos de pico em novembro e dezembro de 2023. Isso, segundo o \u00f3rg\u00e3o, j\u00e1 havia sido sinalizado na \u00faltima reuni\u00e3o do CMSE (Comit\u00ea de Monitoramento do Setor El\u00e9trico), realizada em 8 de novembro.<\/p>\n<p>\u201cA economicidade \u00e9 sempre o principal crit\u00e9rio a ser seguido no acionamento das usinas. O acionamento est\u00e1 se dando para atendimento \u00e0 ponta de carga respeitando as caracter\u00edsticas t\u00e9cnicas dos equipamentos\u201d, afirmou o ONS.<\/p>\n<p>Alexei Vivan, s\u00f3cio da \u00e1rea de energia do escrit\u00f3rio Schmidt Valois Advogados e diretor-presidente da ABCE (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Companhias de Energia El\u00e9trica), reconhece que o uso de t\u00e9rmicas pode pressionar as tarifas, mas ele n\u00e3o v\u00ea grandes amea\u00e7as no momento.<\/p>\n<p>\u201cQuando voc\u00ea aciona a t\u00e9rmica, tem aumento da tarifa, porque \u00e9 mais cara. Por isso que \u00e9 deixada como \u00faltima medida a ser tomada. Mas n\u00e3o acreditamos que haja necessidade de despacho de usina t\u00e9rmica numa quantidade suficiente para impactar a tarifa. Pode vir a ser utilizado em casos espec\u00edficos, e n\u00e3o acho que \u00e9 o que vai acontecer\u201d, diz.<\/p>\n<p>O consumo de energia el\u00e9trica no Brasil bateu recordes em dois dias consecutivos, na segunda (13) e na ter\u00e7a-feira (14), quando a carga do SIN (Sistema Interligado Nacional) ultrapassou a faixa de 100 mil MW (megawatts), de acordo com o ONS.<\/p>\n<p>\u201cA onda de calor que vem afetando boa parte do Brasil incidiu diretamente na demanda por energia el\u00e9trica\u201d, disse o ONS na ter\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cO Operador refor\u00e7a que o SIN \u00e9 robusto, seguro, possui uma ampla diversidade de fontes e est\u00e1 preparado para atender \u00e0s demandas de carga e pot\u00eancia da sociedade brasileira\u201d, acrescentou na ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesta quarta (15), o consumo diminuiu sob reflexo do feriado de Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica. Tradicionalmente, feriados costumam paralisar empresas e levar mais pessoas para espa\u00e7os abertos, o que reduz a demanda por eletricidade.<\/p>\n<p>Na m\u00e1xima do dia at\u00e9 a conclus\u00e3o deste texto, o consumo alcan\u00e7ou a faixa de 89 mil MW depois das 18h desta quarta. O patamar estava abaixo dos dois dias anteriores, de recordes consecutivos, mas ainda superou o n\u00edvel de um \u00fatil como 16 de novembro de 2022 (83.079 MW).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"assinatura_exclusiva\">Leonardo Vieceli \/ Folhapress<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi a maior alta em tr\u00eas anos, desde outubro de 2020 (10,54%). 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