{"id":43756,"date":"2014-02-10T15:42:06","date_gmt":"2014-02-10T18:42:06","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=43756"},"modified":"2014-02-10T15:46:02","modified_gmt":"2014-02-10T18:46:02","slug":"pesquisadores-usam-corrente-eletrica-para-tratar-depressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/pesquisadores-usam-corrente-eletrica-para-tratar-depressao\/","title":{"rendered":"Pesquisadores usam corrente el\u00e9trica para tratar depress\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Cientistas da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) desenvolveram uma nova t\u00e9cnica para o tratamento da depress\u00e3o. Uma estimula\u00e7\u00e3o el\u00e9trica indolor feita com a ajuda de dois eletrodos, colocados na cabe\u00e7a do paciente, poder\u00e1 servir como alternativa para quem sofre da doen\u00e7a, mas n\u00e3o toma os medicamentos antidepressivos devido aos fortes efeitos colaterais.<\/p>\n<p>De acordo com o coordenador da pesquisa, o m\u00e9dico psiquiatra Andre Russowsky Brunoni, pessoas jovens, as mais acometidas pela depress\u00e3o, evitam rem\u00e9dios para a doen\u00e7a porque muitas vezes eles v\u00eam acompanhados de ganho de peso e disfun\u00e7\u00e3o sexual. Mulheres gr\u00e1vidas ou que est\u00e3o amamentando tamb\u00e9m s\u00e3o impedidas de ingerir essa medica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo o cientista, os eletrodos transmitem uma corrente el\u00e9trica cont\u00ednua de baixa intensidade para a \u00e1rea do c\u00e9rebro que envolve a depress\u00e3o, o c\u00f3rtex dorso lateral pr\u00e9-frontal. A corrente corrige o baixo funcionamento dessa regi\u00e3o cerebral, caracter\u00edstica de quem sofre de depress\u00e3o. \u201cA estimula\u00e7\u00e3o el\u00e9trica aumenta a atividade dessa \u00e1rea do c\u00e9rebro. Com isso, a gente tenta melhorar os sintomas depressivos\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O procedimento dura 30 minutos e \u00e9 repetido por 15 dias consecutivos. \u201cAlgumas pessoas sentem um leve formigamento na cabe\u00e7a, mas outras n\u00e3o sentem absolutamente nada\u201d, conta.<\/p>\n<p>Outra vantagem da nova t\u00e9cnica em rela\u00e7\u00e3o aos antidepressivos \u00e9 a forma de atua\u00e7\u00e3o no organismo. Enquanto o rem\u00e9dio age em neurotransmissores que atuam no c\u00e9rebro inteiro, ocasionando reflexos negativos em outras partes do corpo, a estimula\u00e7\u00e3o el\u00e9trica atua diretamente no c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, embora o resultado de ambos os tipos de tratamentos (rem\u00e9dio e estimula\u00e7\u00e3o el\u00e9trica) seja o mesmo, o medicamento acaba passando por outras \u00e1reas subcorticais para s\u00f3 depois chegar ao c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal.<\/p>\n<p>Esta n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que a eletricidade \u00e9 usada no tratamento de transtornos mentais. Russowsky cita a tradicional t\u00e9cnica do eletrochoque, usada h\u00e1 75 anos por psiquiatras. De acordo com ele, esse \u00e9 um tratamento bem mais radical do que a estimula\u00e7\u00e3o que est\u00e1 sendo desenvolvida pela USP, destinado a pacientes com quadros muito graves. \u201c\u00c9 uma carga el\u00e9trica mil vezes maior do que a gente usa\u201d, disse. (Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) desenvolveram uma nova t\u00e9cnica para o tratamento da depress\u00e3o. Uma estimula\u00e7\u00e3o el\u00e9trica indolor feita com a ajuda de dois eletrodos, colocados na cabe\u00e7a do paciente, poder\u00e1 servir como alternativa para quem sofre da doen\u00e7a, mas n\u00e3o toma os medicamentos antidepressivos devido aos fortes efeitos colaterais. 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