{"id":43773,"date":"2014-02-10T16:01:16","date_gmt":"2014-02-10T19:01:16","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=43773"},"modified":"2014-02-10T16:01:16","modified_gmt":"2014-02-10T19:01:16","slug":"movimento-clandestino-opta-por-plantacoes-domesticas-de-maconha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/movimento-clandestino-opta-por-plantacoes-domesticas-de-maconha\/","title":{"rendered":"Movimento clandestino opta por planta\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas de maconha"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 12 anos, um grupo vem se organizando no Brasil, clandestinamente, para plantar maconha, em uma esp\u00e9cie de agricultura de subsist\u00eancia. S\u00e3o tr\u00eas os objetivos: fugir dos traficantes, consumir um produto mais puro e engrossar a luta pela descriminaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estreando no cultivo de uma horta, um universit\u00e1rio da zona norte de Porto Alegre tem tr\u00eas minip\u00e9s de maconha germinando no quarto, em vasos de dois litros, cercados por dois ventiladores improvisados com componentes de computador, um exaustor e l\u00e2mpadas fluorescentes.<\/p>\n<p>\u2013 Pode tocar, com cuidado. \u00c9 como se fosse meu cachorrinho, meu bicho de estima\u00e7\u00e3o \u2013 alerta o estudante que n\u00e3o quer se identificar.<\/p>\n<p>O hobbie de growers (cultivadores, em ingl\u00eas) como ele deu origem ao Growroom, um grupo de ativistas que luta pela descriminaliza\u00e7\u00e3o da cannabis e tamb\u00e9m pelo cultivo caseiro como uma forma de redu\u00e7\u00e3o de danos e rompimento com o tr\u00e1fico de drogas. Foi este o coletivo que chamou a aten\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia depois de divulgar na internet o v\u00eddeo de uma competi\u00e7\u00e3o de maconha realizada em dezembro, na Capital. Com a repercuss\u00e3o, os participantes passaram a ser investigados pelo Departamento Estadual de Investiga\u00e7\u00e3o do Narcotr\u00e1fico (Denarc). Nesta semana, algumas pessoas ser\u00e3o ouvidas.<\/p>\n<p>Para os growers, o sigilo \u00e9 o princ\u00edpio maior. A divulga\u00e7\u00e3o das imagens foi um deslize que dividiu opini\u00f5es no movimento. A inten\u00e7\u00e3o foi dar segmento ao ativismo e fazer circular entre os membros uma recorda\u00e7\u00e3o do evento.<\/p>\n<p>\u2013 Sabemos que \u00e9 ilegal e que n\u00e3o podemos nos expor. N\u00e3o falamos disso com ningu\u00e9m que n\u00e3o seja do Growroom, n\u00e3o oferecemos e n\u00e3o vendemos nem para os nossos melhores amigos \u2013 garante um deles.<\/p>\n<p>Um dos participantes do grupo, do centro do pa\u00eds, explica que a erva prensada, vendida em bocas de fumo, \u00e9 muito mais densa do que a flor, para ficar mais f\u00e1cil transportar grandes quantidades. Cada flor resulta em um cigarro de at\u00e9 1,5 grama. As melhores produ\u00e7\u00f5es chegam a resultar em 200 gramas do produto, o que caberia em um pote m\u00e9dio. Como a colheita \u00e9 feita a cada tr\u00eas meses, isso daria uma fra\u00e7\u00e3o de 2,2 gramas de maconha para o consumo di\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u2013 O cultivador \u00e9 indiciado como traficante, na maioria das vezes, mas \u00e9 s\u00f3 algu\u00e9m buscando alternativa de se autoabastecer sem precisar comprar uma erva com qualidade duvidosa, que faz mal para a sa\u00fade e para a sociedade. Quando cultivo dentro de casa n\u00e3o vou para a boca de fumo, n\u00e3o estou influenciando uma crian\u00e7a a pegar uma arma \u2013 disse um dos administradores do f\u00f3rum, com mais de 50 mil inscritos. (Zero Hora)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 12 anos, um grupo vem se organizando no Brasil, clandestinamente, para plantar maconha, em uma esp\u00e9cie de agricultura de subsist\u00eancia. S\u00e3o tr\u00eas os objetivos: fugir dos traficantes, consumir um produto mais puro e engrossar a luta pela descriminaliza\u00e7\u00e3o. Estreando no cultivo de uma horta, um universit\u00e1rio da zona norte de Porto Alegre tem tr\u00eas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":33063,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-43773","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noalvo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/maconha2.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43773","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43773"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43773\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33063"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}