{"id":442341,"date":"2024-01-14T07:47:03","date_gmt":"2024-01-14T10:47:03","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=442341"},"modified":"2024-01-14T07:47:03","modified_gmt":"2024-01-14T10:47:03","slug":"garimpo-retoma-forca-e-desnutricao-se-incorpora-a-rotina-de-yanomamis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/garimpo-retoma-forca-e-desnutricao-se-incorpora-a-rotina-de-yanomamis\/","title":{"rendered":"Garimpo retoma for\u00e7a e desnutri\u00e7\u00e3o se incorpora \u00e0 rotina de yanomamis"},"content":{"rendered":"<p>Vista facilmente por quem cruza os c\u00e9us do territ\u00f3rio yanomami, em Roraima, uma pista de pouso e decolagem suspeita de servir ao garimpo ilegal abriga nove avi\u00f5es de pequeno porte, dispostos lado a lado, bem perto da explora\u00e7\u00e3o ilegal de ouro na maior terra ind\u00edgena do Brasil. A regi\u00e3o \u00e9 de fronteira com a Venezuela, e as coordenadas apontam para a presen\u00e7a da pista 5 km adentro no pa\u00eds vizinho.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-442342 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/marina-e-malas-620x413.png\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/marina-e-malas-620x413.png 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/marina-e-malas-300x200.png 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/marina-e-malas-768x512.png 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/marina-e-malas-160x106.png 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/marina-e-malas-450x300.png 450w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/marina-e-malas-640x427.png 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/marina-e-malas.png 777w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/p>\n<p>No \u201cgarimpo do Rangel\u201d, em territ\u00f3rio brasileiro, embarca\u00e7\u00f5es com garimpeiros trafegam sem inc\u00f4modo pelas \u00e1guas sujas e barrentas do rio Couto Magalh\u00e3es. \u00c9 fim da tarde de quarta-feira (10), e os barcos tamb\u00e9m circulam tranquilamente pelo rio Mucaja\u00ed, que est\u00e1 imundo.<\/p>\n<p>Garimpos e cicatrizes de garimpos parecem engolir malocas, pequenas aldeias e uma pista de pouso que j\u00e1 serviu \u00e0 sa\u00fade ind\u00edgena, nas regi\u00f5es de Homoxi e Xitei. Os rios, como o Uraricoera, voltaram a adquirir a apar\u00eancia pastosa que \u00e9 caracter\u00edstica da explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria e ilegal de ouro.<\/p>\n<p>Tudo \u00e9 visto de cima, da janela de um dos tr\u00eas avi\u00f5es de pequeno porte usados pela comitiva de ministros do governo Lula (PT) em visita \u00e0 regi\u00e3o de Auaris, a mais distante da terra yanomami, na fronteira com a Venezuela.<\/p>\n<p>O garimpo retomou a for\u00e7a em pontos estrat\u00e9gicos do territ\u00f3rio. A 20 minutos de voo do PEF (Pelot\u00e3o Especial de Fronteira) do Ex\u00e9rcito em Auaris, onde pousaram os avi\u00f5es da comitiva de ministros, dois pontos estrat\u00e9gicos para a log\u00edstica do ouro ilegal est\u00e3o em pleno funcionamento.<\/p>\n<p>Maur\u00edcio Ye\u2019kwana, diretor da Hutukara Associa\u00e7\u00e3o Yanomami, fez um relato detalhado aos ministros S\u00f4nia Guajajara (Povos Ind\u00edgenas), Marina Silva (Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima) e Silvio Almeida (Direitos Humanos), dentro do espa\u00e7o central da aldeia Fuduuwaadunha, dos ye\u2019kwanas, que tamb\u00e9m est\u00e3o na terra yanomami.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 um fluxo grande de avi\u00f5es e helic\u00f3pteros nos dois pontos log\u00edsticos. S\u00e3o 17 aeronaves, que alimentam garimpos no Parima, no Homoxi, em Xitei\u201d, disse Maur\u00edcio. Davi Kopenawa, que lidera a Hutukara, resumiu assim a retomada de for\u00e7a do garimpo em seu territ\u00f3rio, num tom de irrita\u00e7\u00e3o ao se dirigir aos ministros: \u201cEles s\u00e3o como cupim. Metade foi embora. Os criminosos ficaram.\u201d<\/p>\n<p>No caso da pista de pouso com nove avi\u00f5es, o governo brasileiro chegou a planejar a destrui\u00e7\u00e3o das aeronaves, mas teria constatado que a pista est\u00e1 no lado venezuelano.<\/p>\n<p>A reativa\u00e7\u00e3o de garimpos \u00e9 um combust\u00edvel para a crise humanit\u00e1ria dos yanomamis, com impacto no acesso a alimentos e com sucessivos surtos de mal\u00e1ria no territ\u00f3rio. A desnutri\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as yanomamis \u00e9 t\u00e3o vis\u00edvel quanto a explora\u00e7\u00e3o do ouro, e s\u00e3o diretamente proporcionais.<\/p>\n<p>Auaris \u00e9, hoje, um dos principais focos da crise de sa\u00fade. O acesso a comunidades se d\u00e1 por meio de voos com duas horas de dura\u00e7\u00e3o, o que dificulta atendimentos e remo\u00e7\u00f5es; o garimpo vem se estendendo \u00e0 regi\u00e3o, sem repress\u00e3o por \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o, de seguran\u00e7a e pelas For\u00e7as Armadas; h\u00e1 coopta\u00e7\u00e3o de ind\u00edgenas adultos, o que impacta a produ\u00e7\u00e3o nas ro\u00e7as.<\/p>\n<p>\u00c9 comum que crian\u00e7as estejam desnutridas e com mal\u00e1ria, ao mesmo tempo, al\u00e9m da alta incid\u00eancia de doen\u00e7as oportunistas da fome: pneumonia, diarreia, anemia, verminoses.<\/p>\n<p>Profissionais de sa\u00fade consideram que todos os yanomamis da regi\u00e3o de Auaris tenham tido mal\u00e1ria ao longo de 2023. S\u00e3o 4.000 ind\u00edgenas. At\u00e9 novembro, houve 6.917 casos positivos notificados pelo polo base de sa\u00fade, conforme dados do COE (Centro de Opera\u00e7\u00e3o de Emerg\u00eancias) Yanomami, vinculado ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Em nenhuma outra regi\u00e3o houve tanta mal\u00e1ria quanto no local.<\/p>\n<p>No come\u00e7o da tarde da \u00faltima quarta, sete crian\u00e7as estavam internadas no polo base com desnutri\u00e7\u00e3o \u2013quatro casos graves, e tr\u00eas, moderados.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as e as m\u00e3es ficam num galp\u00e3o onde existe um red\u00e1rio. Uma suplementa\u00e7\u00e3o alimentar por seringa \u00e9 administrada nos pacientes, numa tentativa de ganho de peso pelas crian\u00e7as, de forma que se tente evitar a remo\u00e7\u00e3o a\u00e9rea para o Hospital da Crian\u00e7a em Boa Vista. Em 2023, foram mais de mil atendimentos na unidade de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Uma crian\u00e7a que estava internada na unidade de sa\u00fade em Auaris, e que teria entre 12 e 13 anos, pesava 10 kg. Os casos graves eram de ind\u00edgenas sanum\u00e1s, um subgrupo yanomami presente principalmente em Auaris.<\/p>\n<p>Os profissionais de sa\u00fade que fazem o atendimento a esses pacientes dizem que as fam\u00edlias perderam o h\u00e1bito da ro\u00e7a. Dependem das cestas b\u00e1sicas distribu\u00eddas pela Funai (Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas).<\/p>\n<p>Nas cestas, h\u00e1 arroz, farinha, leite, charque, sardinha em lata, pa\u00e7oca de carne e um processado \u00e0 base de milho, segundo agentes de sa\u00fade ind\u00edgenas. A dieta dos sanum\u00e1s, antes da depend\u00eancia \u00e0s cestas, inclu\u00eda beiju, banana, peixe e carne de porco do mato, veado e macaco. Segundo um agente de sa\u00fade, hoje, quase n\u00e3o h\u00e1 ca\u00e7a nem pesca.<\/p>\n<p>Na Casai (Casa de Sa\u00fade Ind\u00edgena) Yanomami, em Boa Vista, um dos principais fluxos de ind\u00edgenas \u00e9 proveniente da regi\u00e3o de Auaris. O espa\u00e7o deveria ser apenas uma casa de acolhimento e passagem, mas faz atendimentos m\u00e9dicos e interna\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Quando o presidente Lula (PT) foi a Boa Vista para an\u00fancio de medidas da emerg\u00eancia em sa\u00fade, no primeiro m\u00eas de seu terceiro mandato, ele se dirigiu \u00e0 Casai, e afirmou ser inaceit\u00e1vel a superlota\u00e7\u00e3o do lugar. Houve declara\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia em sa\u00fade na terra yanomami em 20 de janeiro de 2023.<\/p>\n<p>O espa\u00e7o segue com mais pessoas do que vagas existentes. At\u00e9 ter\u00e7a (9), havia 276 pacientes e 310 acompanhantes, num total de 586 ind\u00edgenas. A capacidade da Casai \u00e9 de 442 redes e 16 leitos. No auge da crise humanit\u00e1ria, quase 900 yanomamis ficavam na Casai, parte deles por meses, sem retornar ao territ\u00f3rio tradicional.<\/p>\n<p>Galp\u00f5es s\u00e3o estruturados para abrigar os ind\u00edgenas, divididos por regi\u00f5es. O de Auaris era um dos mais lotados na ter\u00e7a, quando a reportagem visitou o lugar.<\/p>\n<p>\u201cO garimpo voltou com tudo e, com isso, a mal\u00e1ria voltou com tudo\u201d, afirma a m\u00e9dica ginecologista Ana Paula Pina, que atua no DSEI (Distrito Sanit\u00e1rio Especial Ind\u00edgena) Yanomami. \u201cH\u00e1 m\u00e3es desnutridas cr\u00f4nicas. E a maioria das interna\u00e7\u00f5es \u00e9 de crian\u00e7as desnutridas e com mal\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>No polo base em Auaris, profissionais de sa\u00fade encontram dificuldades em administrar a suplementa\u00e7\u00e3o alimentar nos casos de desnutri\u00e7\u00e3o. Mesmo assim, as sete crian\u00e7as com desnutri\u00e7\u00e3o n\u00e3o necessitariam de transfer\u00eancia para Boa Vista, segundo o diagn\u00f3stico feito no dia da visita dos ministros.<\/p>\n<p>\u00c9 comum que ind\u00edgenas do lado venezuelano procurem a unidade de sa\u00fade em Auaris, principalmente por causa de mal\u00e1ria, conforme o relato de lideran\u00e7as da regi\u00e3o. O fluxo \u00e9 de 80 a 100 ind\u00edgenas, segundo as lideran\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cA gente est\u00e1 muito ciente de que [a crise] est\u00e1 longe de terminar, est\u00e1 longe para se libertar o territ\u00f3rio\u201d, disse a ministra S\u00f4nia Guajajara, na reuni\u00e3o feita com lideran\u00e7as em Auaris. \u201cSabemos que h\u00e1 invasores, que o que fica \u00e9 a parte criminosa\u201d.<\/p>\n<p>Marina Silva afirmou que o governo quer \u201ca transpar\u00eancia e a realidade\u201d, e n\u00e3o o \u201cautoengano\u201d. \u201cO recado do presidente \u00e9 para resolver a situa\u00e7\u00e3o.\u201d Silvio Almeida disse algo semelhante: \u201cTemos a plena ci\u00eancia de que, apesar do trabalho, ainda n\u00e3o foi o suficiente\u201d.<\/p>\n<p>Na ter\u00e7a, ap\u00f3s reuni\u00e3o ministerial convocada pelo presidente, o governo federal anunciou a presen\u00e7a de uma \u201ccasa de governo\u201d em Roraima para tratar das a\u00e7\u00f5es na terra yanomami e a instala\u00e7\u00e3o de tr\u00eas bases de vigil\u00e2ncia no territ\u00f3rio, com for\u00e7as de seguran\u00e7a como PF (Pol\u00edcia Federal) e For\u00e7as Armadas. Os gastos previstos s\u00e3o de R$ 1,2 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Lula se mostrou incomodado com os dados de sa\u00fade. O relat\u00f3rio mais recente do COE mostra que 308 yanomamis \u2013ou ind\u00edgenas de outros subgrupos na regi\u00e3o\u2013 morreram em 2023. Os dados incluem registros at\u00e9 30 de novembro. Mais da metade dos \u00f3bitos foi de crian\u00e7as de at\u00e9 4 anos. Entre as causas principais das mortes est\u00e3o pneumonia, diarreia, mal\u00e1ria e desnutri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os alertas de garimpo apontam uma redu\u00e7\u00e3o de 80% ao longo do ano, mas as imagens de sat\u00e9lite podem camuflar retornos de invasores a \u00e1reas que j\u00e1 estavam abertas. E isso vem ocorrendo, segundo agentes de fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A estimativa desses agentes \u00e9 que cerca de 3 mil invasores permanecem na terra ind\u00edgena, quase um ano ap\u00f3s o in\u00edcio de a\u00e7\u00f5es de desintrus\u00e3o \u2013retirada de n\u00e3o ind\u00edgenas. Eram cerca de 20 mil no auge da crise, estimulados pelo governo de Jair Bolsonaro (PL).<\/p>\n<p>Com a maior presen\u00e7a de equipes de sa\u00fade na regi\u00e3o, os n\u00fameros s\u00e3o mais pr\u00f3ximos da realidade do que os compilados ao longo do governo Bolsonaro, quando havia expressiva subnotifica\u00e7\u00e3o. Mas equipes seguem sem entrar em comunidades mais pr\u00f3ximas de garimpos, em raz\u00e3o de riscos ao trabalho de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o de Kayana\u00fa, o polo de sa\u00fade segue fechado. O garimpo se intensificou no lugar. O governo brasileiro n\u00e3o sabe o destino e as condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade de mais de 300 yanomamis que viviam em cinco aldeias da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"assinatura_exclusiva\">Vinicius Sassine\/Lalo de Almeida\/Folhapress<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tudo \u00e9 visto de cima, da janela de um dos tr\u00eas avi\u00f5es de pequeno porte usados pela comitiva de ministros do governo Lula (PT) em visita \u00e0 regi\u00e3o de Auaris, a mais distante da terra yanomami, na fronteira com a Venezuela.<\/p>\n<p>O garimpo retomou a for\u00e7a em pontos estrat\u00e9gicos<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":442342,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[327,6],"tags":[],"class_list":["post-442341","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-multimidia","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/marina-e-malas.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/442341","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=442341"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/442341\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/442342"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=442341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=442341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=442341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}