{"id":443425,"date":"2024-01-25T10:28:18","date_gmt":"2024-01-25T13:28:18","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=443425"},"modified":"2024-01-25T10:28:18","modified_gmt":"2024-01-25T13:28:18","slug":"mosquito-da-dengue-ainda-ameaca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/mosquito-da-dengue-ainda-ameaca\/","title":{"rendered":"Mosquito da dengue ainda amea\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div class=\"elementor-element elementor-element-7d2fc729 titulo-post elementor-widget elementor-widget-theme-post-title elementor-page-title elementor-widget-heading\" data-id=\"7d2fc729\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-title.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h1 class=\"elementor-heading-title elementor-size-xl\"><\/h1>\n<\/div>\n<\/div>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-7e25a070 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"7e25a070\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-24f401b5\" data-id=\"24f401b5\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-6b34b66e elementor-share-buttons--view-icon elementor-share-buttons--skin-flat elementor-share-buttons--align-right elementor-share-buttons--shape-square elementor-grid-0 elementor-share-buttons--color-official elementor-widget elementor-widget-share-buttons\" data-id=\"6b34b66e\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;share_url&quot;:{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/blogdomagno.com.br\\\/mosquito-da-dengue-ainda-ameaca\\\/&quot;,&quot;is_external&quot;:&quot;&quot;,&quot;nofollow&quot;:&quot;&quot;,&quot;custom_attributes&quot;:&quot;&quot;}}\" data-widget_type=\"share-buttons.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-grid\">\n<div class=\"elementor-grid-item\">\n<div class=\"elementor-share-btn elementor-share-btn_email\" tabindex=\"0\" aria-label=\"Compartilhar no email\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-7f30e03 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"7f30e03\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-full size-full\" src=\"https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/aedes-aegypti.webp\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" srcset=\"https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/aedes-aegypti.webp 600w, https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/aedes-aegypti-300x200.webp 300w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-746f5ae4 elementor-widget elementor-widget-theme-post-content\" data-id=\"746f5ae4\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-content.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div id=\"ub-expand-67c740a7-b810-4d7d-9553-05cc8bb65c3b\" class=\"ub-expand \">\n<div class=\"ub-expand-portion ub-expand-partial\">\n<p><strong>Por Dirac Cordeiro<\/strong><\/p>\n<p>Em 2007, publicamos o artigo \u201cModel of Combined Prevision: \u201cAn Application of the Monthly Series of Dengue Notifications in the State of Pernambuco\u201d na revista \u201cInternacional Communications in Statistics \u2013 Simulation and Computation\u201d sobre a incid\u00eancia da dengue em Pernambuco e simula\u00e7\u00f5es de sua trajet\u00f3ria em fun\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel do mosquito transmissor Aedes Aegypti. Na \u00e9poca o cen\u00e1rio tra\u00e7ado pelo modelo apoiou-se numa extrapola\u00e7\u00e3o dos resultados das previs\u00f5es obtidas. A resposta das previs\u00f5es aceita pelos testes estat\u00edsticos adequados foi a baixa possibilidade (quase zero) de erradicar a doen\u00e7a nos pr\u00f3ximos 10 anos.<\/p>\n<p>Sabe-se que a dengue \u00e9 transmitida pela f\u00eamea do mosquito Aedes Aegypti, que tamb\u00e9m \u00e9 o vetor transmissor da febre amarela. Qualquer uma dessas epidemias est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o do mosquito transmissor, ou seja, quanto mais desses insetos, mais doen\u00e7as far-se-\u00e3o presentes.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ub-expand-portion ub-expand-full\">\n<p>A primeira grande epidemia se deu em 1920 no Rio de Janeiro atingindo, posteriormente, todo o territ\u00f3rio nacional. Numa grande campanha realizada no ano de 1955 pela Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade (OPAS) conseguiu-se erradicar o Aedes Aegypti n\u00e3o somente no Brasil, mas na maioria dos pa\u00edses do continente americano. Entretanto, por falta de recursos, a referida campanha n\u00e3o foi completa; sendo assim, o mosquito continuou presente nas ilhas caribenhas, especialmente, nas Guianas e na Venezuela, voltando a se espalhar para o Brasil, a Bol\u00edvia e Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1970, o Brasil figurava com um surto de dengue em suas principais cidades, provavelmente vindo do Caribe em pneus contrabandeados. No ano de 2002, o Rio de Janeiro e Pernambuco foram notificados como os Estados l\u00edderes da doen\u00e7a, tendo o primeiro o maior \u00edndice de ocorr\u00eancias e \u00f3bitos. J\u00e1 em Pernambuco, o n\u00famero de casos notificados em 1998 foi espantoso, representando cerca de 1,5% da popula\u00e7\u00e3o dos 14 munic\u00edpios da Regi\u00e3o Metropolitana do Recife (RMR).<\/p>\n<p>Vale ressaltar que essa regi\u00e3o possui uma alta densidade populacional, al\u00e9m de um grande percentual de domic\u00edlios sem rede de esgoto e \u00e1gua encanada, restando \u00e0 popula\u00e7\u00e3o usar reservat\u00f3rios e pequenos recipientes no seu dia a dia. A \u00fanica garantia para o fim da dengue \u00e9 a total aus\u00eancia do vetor transmissor.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) preconiza que h\u00e1 maior probabilidade de ser deflagrada uma epidemia quando os \u00edndices de infesta\u00e7\u00e3o predial \u2013 n\u00famero de im\u00f3veis amostrados com focos positivos de Aedes Aegypti sobre o total de im\u00f3veis inspecionados \u2013 estiverem acima de 5%. No entanto, n\u00e3o existe um limite inferior no qual se possa afirmar que n\u00e3o ocorrer\u00e3o surtos de dengue.<\/p>\n<p>Para explicar o comportamento da s\u00e9rie das notifica\u00e7\u00f5es da dengue no Estado de Pernambuco, elaboramos um modelo matem\u00e1tico, representado pela combina\u00e7\u00e3o de outros tr\u00eas modelos cl\u00e1ssicos de s\u00e9ries temporais. A decomposi\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie temporal das notifica\u00e7\u00f5es da dengue no per\u00edodo de 1995 a 2001 sugeriu que entre as componentes relevantes e explicadoras do comportamento da s\u00e9rie destaca-se a componente sazonal.\u00a0 Ap\u00f3s an\u00e1lise dos resultados das estimativas das notifica\u00e7\u00f5es feita pelo modelo obteve-se \u00e0 seguinte conclus\u00e3o: no futuro havendo um desequil\u00edbrio entre as componentes estacionais e sazonais da s\u00e9rie, a probabilidade de uma nova explos\u00e3o das notifica\u00e7\u00f5es seria grande, gerando provavelmente uma epidemia mais grave que as anteriores.<\/p>\n<p>Neste ano 2024 estamos convivendo com alguns casos de microcefalia de rec\u00e9m-nascidos. Alguns cientistas m\u00e9dicos sugerem que essas ocorr\u00eancias s\u00e3o decorrentes de infec\u00e7\u00f5es provocadas pelo mosquito.\u00a0 \u00c9 urgente que os sanitaristas brasileiros proponham um plano \u201cDengue\u201d para erradicar essa doen\u00e7a de todo o territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>Estamos h\u00e1 mais de 50 anos convivendo como um \u201cbando de gente\u201d sem saber o que fazer e tentando n\u00e3o ser o pr\u00f3ximo notificado.\u00a0 N\u00e3o resta d\u00favida de que as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas necessitam informar e esclarecer a popula\u00e7\u00e3o que existe um risco de epidemia desse agravo, uma vez que demandar\u00e1 muito tempo para que essa doen\u00e7a possa ser erradicada totalmente do Brasil.<\/p>\n<p>Segundo o Portal Folha de Pernambuco, com base nos dados divulgados pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, por meio do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de agravos de Notifica\u00e7\u00f5es (Sinan online), o Brasil bateu recorde de mortes por dengue no ano de 2023 (Ag\u00eancia Brasil 27\/12\/23). Vale salientar, que em todos os estados da federa\u00e7\u00e3o, a taxa de varia\u00e7\u00e3o das notifica\u00e7\u00f5es \u00e9 positiva. Esta tend\u00eancia \u00e9 preocupante, em virtude do alerta da OMS: \u201co Brasil \u00e9 o pa\u00eds com mais casos de dengue no mundo, com 2,9 milh\u00f5es registrados em 2023\u201d. Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas (efeito sazonal) podem levar \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o de vetores, convergindo novamente, para um estado epid\u00eamico. (Ag\u00eancia Brasil 2023).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sabe-se que a dengue \u00e9 transmitida pela f\u00eamea do mosquito Aedes Aegypti, que tamb\u00e9m \u00e9 o vetor transmissor da febre amarela. 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