{"id":44419,"date":"2014-02-14T06:42:30","date_gmt":"2014-02-14T09:42:30","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=44419"},"modified":"2014-02-19T09:15:29","modified_gmt":"2014-02-19T12:15:29","slug":"petrobras-e-citada-em-denuncia-de-propina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/petrobras-e-citada-em-denuncia-de-propina\/","title":{"rendered":"Petrobras \u00e9 citada em den\u00fancia de propina"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14px; line-height: 1.5em;\">Sabrina Valle e Vinicius Neder<\/span><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.5em;\">Den\u00fancia de ex-funcion\u00e1rio da SBM Offshore, empresa holandesa que aluga navios-plataforma (FPSOs) a petroleiras, sugere que funcion\u00e1rios da Petrobr\u00e1s receberam propina para fechar neg\u00f3cios. Segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico da Holanda, depoimento do ex-funcion\u00e1rio, publicado na internet, faz parte de investiga\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<div id=\"bb-md-noticia-tabs\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"bb-md-noticia-tabs-1\">\n<p>O relat\u00f3rio de den\u00fancia, assinado apenas por FE (former employee, ou ex-funcion\u00e1rio), acusa a SBM de pagar US$ 250 milh\u00f5es em propinas a autoridades de governos e de estatais de v\u00e1rios pa\u00edses, incluindo o Brasil. O esquema brasileiro ficaria com a maior parte, envolvendo US$ 139,2 milh\u00f5es, destinados a funcion\u00e1rios e intermedi\u00e1rios.<\/p>\n<p>Segundo o denunciante, que se autointitula diretor de vendas e marketing, o pagamento de propinas estaria claro numa troca de e-mails entre executivos da SBM, em abril de 2011. Atas confidenciais de reuni\u00f5es da Petrobr\u00e1s teriam sido inclu\u00eddas, com a constata\u00e7\u00e3o de que a obten\u00e7\u00e3o desses documentos foi garantida depois de pagamentos a funcion\u00e1rios da estatal. As mensagens citariam uma reuni\u00e3o com o ent\u00e3o &#8220;engenheiro-chefe&#8221; da Petrobr\u00e1s, citado apenas como Figueiredo.<\/p>\n<p>S\u00e3o citadas duas FPSOs ainda a serem entregues \u00e0 estatal, batizadas de Saquarema e Maric\u00e1, encomendadas em julho de 2013 por US$ 3,5 bilh\u00f5es. Segundo o denunciante, o neg\u00f3cio n\u00e3o foi devidamente divulgado.<\/p>\n<p>Julio Faerman, representante comercial da SBM no Brasil, seria o principal repassador das propinas, sempre segundo a den\u00fancia, cuja veracidade ainda \u00e9 investigada. Al\u00e9m do Brasil, o esquema abrangeria It\u00e1lia, Guin\u00e9 Equatorial, Angola, Mal\u00e1sia, Casaquist\u00e3o e Iraque, envolvendo neg\u00f3cios entre 2005 e 2012. No caso de Guin\u00e9 Equatorial e Angola, a den\u00fancia cita funcion\u00e1rios dos governos e de estatais que teriam recebido suborno.<\/p>\n<p>A den\u00fancia do ex-funcion\u00e1rio foi revelada na quinta-feira pela revista de neg\u00f3cios holandesa Quote, afetando as a\u00e7\u00f5es da SBM na Bolsa de Amsterd\u00e3. O relat\u00f3rio foi publicada em 18 de outubro de 2013, na p\u00e1gina sobre a SBM na Wikip\u00e9dia, enciclop\u00e9dia colaborativa online.<\/p>\n<p>O material foi retirado do ar, mas a reportagem da Quote publicou o link antigo com o relat\u00f3rio do ex-funcion\u00e1rio. O jornal Valor Econ\u00f4mico noticiou o caso ontem. A Petrobr\u00e1s n\u00e3o comenta a den\u00fancia, segundo a assessoria de imprensa.<\/p>\n<p>Procurada em sua sede, a SBM n\u00e3o respondeu ao\u00a0<strong>Estado<\/strong>. Os contatos com a imprensa s\u00e3o feitos exclusivamente pela sede mundial, informou o escrit\u00f3rio da empresa no Brasil, com quatro andares no centro do Rio.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 S\u00e9rgio Gabrielli, presidente da estatal em parte do per\u00edodo das den\u00fancias, disse &#8220;nunca ter ouvido falar&#8221; de intermedi\u00e1rio de suposto esquema de suborno e que quem teria de falar sobre o caso \u00e9 a Petrobr\u00e1s. Ontem, o PSDB protocolou uma representa\u00e7\u00e3o na Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR) pedindo investiga\u00e7\u00e3o da den\u00fancia.<\/p>\n<p><strong>Chantagem.<\/strong>\u00a0Em nota \u00e0 imprensa divulgada no dia 7, a SBM acusou o ex-funcion\u00e1rio de chantagem e ressaltou que o relat\u00f3rio publicado na web n\u00e3o faz parte de investiga\u00e7\u00e3o interna da empresa. Em abril de 2012, a companhia informou sobre a investiga\u00e7\u00e3o interna. No relat\u00f3rio, o ex-funcion\u00e1rio acusa a apura\u00e7\u00e3o de acobertar o caso.<\/p>\n<p>A nota classifica o relato do ex-funcion\u00e1rio de &#8220;parcial&#8221; e &#8220;fora de contexto&#8221;. A companhia nega acobertar o caso. No discurso oficial, a investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 sobre &#8220;pr\u00e1ticas de vendas potencialmente impr\u00f3prias&#8221;. Em nenhum momento a SBM fala do Brasil.<\/p>\n<p>Segundo o relato inclu\u00eddo na investiga\u00e7\u00e3o na Holanda, nos e-mails de 18 e 21 de abril de 2011, nas quais seria citada a reuni\u00e3o com o engenheiro-chefe da Petrobr\u00e1s, a SBM pediria a amplia\u00e7\u00e3o do contrato com a Petrobr\u00e1s sem &#8220;licita\u00e7\u00e3o aberta&#8221;. Os e-mails incluiriam Bruno Chabas, atual CEO da empresa.<\/p>\n<p>A Justi\u00e7a holandesa confirmou a investiga\u00e7\u00e3o. Faerman seria o contato para o pagamento de propinas desde 1999. Segundo documento de 27 de mar\u00e7o de 2012, uma comiss\u00e3o de 3% em propinas era dividida em 1% para Faerman e 2% para funcion\u00e1rios da Petrobr\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Estado de S. Paulo<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Den\u00fancia de ex-funcion\u00e1rio da SBM Offshore, empresa holandesa que aluga navios-plataforma (FPSOs) a petroleiras, sugere que funcion\u00e1rios da Petrobr\u00e1s receberam propina para fechar neg\u00f3cios. 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