{"id":446325,"date":"2024-02-28T07:08:11","date_gmt":"2024-02-28T10:08:11","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=446325"},"modified":"2024-02-28T07:08:11","modified_gmt":"2024-02-28T10:08:11","slug":"dengue-em-dois-meses-brasil-ultrapassa-970-mil-casos-mais-da-metade-do-total-de-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/dengue-em-dois-meses-brasil-ultrapassa-970-mil-casos-mais-da-metade-do-total-de-2023\/","title":{"rendered":"Dengue: em dois meses, Brasil ultrapassa 970 mil casos, mais da metade do total de 2023"},"content":{"rendered":"<header class=\"grid_12 prefix_2\">\n<div class=\"tituloNoticia\">\n<h1 class=\"tituloNoticiaDet\"><\/h1>\n<h2 class=\"subTituloDet\">O n\u00famero de mortes \u00e9 de 195 at\u00e9 o momento. Minist\u00e9rio destacou que o avan\u00e7o de casos ocorre em um momento em que n\u00e3o s\u00f3 a dengue circula, o que eleva a preocupa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"descricaoNoticia\">\n<aside class=\"dataAutor\">Por<strong>\u00a0Ag\u00eancia O Globo<\/strong><\/aside>\n<\/div>\n<div class=\"spacerLine mobileNao\"><\/div>\n<div class=\"spacer40 mobileNao\"><\/div>\n<\/header>\n<div class=\"imgPadrao grid_12 prefix_2\"><a id=\"imgPrincipalNoticia\" title=\"A dengue tem um comportamento sazonal  - Foto: Foto: Canva\" href=\"https:\/\/cdn.folhape.com.br\/img\/pc\/450\/450\/dn_arquivo\/2024\/02\/priscila-enquadramento-capa-82.jpg\" rel=\"gallery\"><picture><source srcset=\"https:\/\/cdn.folhape.com.br\/img\/pc\/450\/450\/dn_arquivo\/2024\/02\/priscila-enquadramento-capa-82.jpg\" media=\"(max-width: 940px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/cdn.folhape.com.br\/img\/pc\/1100\/1\/dn_arquivo\/2024\/02\/priscila-enquadramento-capa-82.jpg\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.folhape.com.br\/img\/pc\/1100\/1\/dn_arquivo\/2024\/02\/priscila-enquadramento-capa-82.jpg\" alt=\"A dengue tem um comportamento sazonal\" \/><\/picture><\/a><\/div>\n<div class=\"imgPadrao grid_12 prefix_2\"><small class=\"legendaFoto\">A dengue tem um comportamento sazonal\u00a0&#8211;\u00a0<em>Foto: Canva<\/em><\/small><\/div>\n<div class=\"clear\"><\/div>\n<div class=\"spacer40 mobileNao\"><\/div>\n<article class=\"grid_8 prefix_2 textoArea\">O\u00a0<strong>Brasil ultrapassou os 970 mil casos prov\u00e1veis de dengue<\/strong>, de acordo com dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Os dados v\u00e3o at\u00e9 a semana epidemiol\u00f3gica 8, encerrada no s\u00e1bado, 24, e foram anunciados nesta ter\u00e7a, 27. Isso significa que, em dois meses, o Pa\u00eds j\u00e1 registrou mais da metade (58,6%) de todas as notifica\u00e7\u00f5es do ano passado, quando 1,65 milh\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es foram observadas.<\/p>\n<p>Frente a esse cen\u00e1rio, sete unidades federativas (AC, DF, GO, MG, ES, RJ e SC) &#8211; a maioria delas no eixo Centro-Sul do Brasil &#8211; e 154 munic\u00edpios decretaram emerg\u00eancia, de acordo com o \u00faltimo informe di\u00e1rio da pasta. A n\u00edvel nacional, a incid\u00eancia da dengue \u00e9 de 479,3 casos a cada 100 mil habitantes &#8211; a maioria dos decretos ocorreu ap\u00f3s a cidade ou estado ultrapassar os 300 casos\/100 mil habitantes.<\/p>\n<p>Para Julio Croda, infectologista da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), o acumulado de casos nesta \u00e9poca do ano \u00e9, de fato, &#8220;inesperado&#8221; e &#8220;n\u00e3o usual&#8221;. &#8220;Vamos viver o pior ano da epidemia de dengue que a gente j\u00e1 viu no Pa\u00eds&#8221;, alerta.<\/p>\n<p>&#8220;A expectativa \u00e9 que esses n\u00fameros continuem a crescer, e que a gente supere o recorde hist\u00f3rico de n\u00famero de casos e, infelizmente, tamb\u00e9m o n\u00famero de \u00f3bitos&#8221;, completa. Considerando que nosso sistema de vigil\u00e2ncia mudou pouco nos \u00faltimos anos, o m\u00e9dico lembra que h\u00e1 uma estimativa de nove casos subnotificados para cada registro oficial de caso prov\u00e1vel, al\u00e9m dos assintom\u00e1ticos. Ou seja, o n\u00famero real deve ser bem maior.<\/p>\n<p>Em coletiva nesta ter\u00e7a-feira, 27, o minist\u00e9rio destacou que o avan\u00e7o de casos ocorre em um momento em que n\u00e3o s\u00f3 a dengue circula, o que eleva a preocupa\u00e7\u00e3o. &#8220;Temos chikungunya, temos covid, come\u00e7amos tamb\u00e9m agora uma temporada de v\u00edrus respirat\u00f3rios, que precisamos prestar aten\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Ethel Maciel, secret\u00e1ria de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade e Ambiente do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>&#8220;Aos primeiros sinais de sintomas de febre, dor no corpo, dor nas articula\u00e7\u00f5es, dor atr\u00e1s dos olhos, mal-estar, dor de cabe\u00e7a, mancha no corpo, procure um servi\u00e7o de sa\u00fade&#8221;, pediu. A ministra N\u00edsia Trindade anunciou um &#8220;dia D&#8221; do combate \u00e0 dengue, que ocorre no s\u00e1bado, 2, com a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e de incentivo \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o dos focos do mosquito Aedes Aegypti, vetor da dengue &#8211; 75% dos criadouros est\u00e3o dentro de nossas casas.<\/p>\n<p><strong>O n\u00famero de mortes por dengue \u00e9 de 195 at\u00e9 o momento.<\/strong>\u00a0Em todo o ano passado, foram 1.094 mortes, o recorde hist\u00f3rico. A letalidade (a raz\u00e3o entre o n\u00famero de mortes e dos casos prov\u00e1veis de dengue), por\u00e9m, \u00e9 menor do que no ano passado, de acordo com a pasta. Comparando as oito primeiras semanas epidemiol\u00f3gicas de cada ano, a taxa de letalidade era de 0,07 em 2023, e, agora, est\u00e1 em 0,02.<\/p>\n<p>Em coletivas de imprensa realizadas ao longo deste ano, autoridades j\u00e1 chamavam a aten\u00e7\u00e3o para essa queda, atribuindo o resultado a uma melhor prepara\u00e7\u00e3o das equipes de sa\u00fade para manejar os casos. A dengue n\u00e3o tem tratamento espec\u00edfico, mas um protocolo adequado de hidrata\u00e7\u00e3o salva vidas.<\/p>\n<p>Mesmo faltando alguns dias para o fim de fevereiro, o acumulado de casos dos primeiros dois meses deste ano j\u00e1 \u00e9 236.37% maior do que o registrado nos dois primeiros meses do ano passado. De acordo com o painel de arboviroses do minist\u00e9rio, foram registrados 289.366 casos prov\u00e1veis de dengue em janeiro e fevereiro de 2023.<\/p>\n<p>O \u00faltimo informe semanal da pasta, que traz informa\u00e7\u00f5es um pouco mais detalhadas, publicado em 20 de fevereiro, o maior n\u00famero de casos deste ano ocorreu na semana epidemiol\u00f3gica 5, que compreende o per\u00edodo entre 28 de janeiro e 3 de fevereiro, quando houve registro de 175.015 infec\u00e7\u00f5es prov\u00e1veis. O pico de 2023 aconteceu na semana 15 (111.840), entre 9 e 15 de abril.<\/p>\n<p>A dengue tem um comportamento sazonal. De acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o aumento do n\u00famero de casos e o risco para epidemias ocorre, principalmente, entre os meses de outubro de um ano a maio do ano seguinte.<\/p>\n<p>O ideal \u00e9 que nos preparemos para o pior. Ou seja, para que o pico aconte\u00e7a entre abril e maio&#8221;<\/p>\n<p>Julio Croda, infectologista da Fiocruz e professor da UFMS<\/p>\n<p>Mas os picos n\u00e3o costumam ocorrer j\u00e1 nos primeiros meses do ano. &#8220;Ultrapassamos o pico da doen\u00e7a de 2023 com dois meses de anteced\u00eancia&#8221;, destaca Croda.<\/p>\n<p>Ethel disse, na coletiva desta ter\u00e7a, que a curva de casos deste ano \u00e9 at\u00edpica. Os casos come\u00e7aram a subir antes do que ocorria e em uma velocidade &#8220;muito r\u00e1pida&#8221;. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade j\u00e1 chegou a apontar que o Brasil pode estar vivendo uma antecipa\u00e7\u00e3o da sazonalidade.<\/p>\n<p>Croda acha que \u00e9 muito cedo para termos certeza de que o pico se antecipou. &#8220;O ideal \u00e9 que nos preparemos para o pior. Ou seja, para que o pico aconte\u00e7a entre abril e maio.&#8221;<\/p>\n<p>Na coletiva desta ter\u00e7a, a ministra N\u00edsia e Ethel frisaram que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ser categ\u00f3rico neste momento e que muitas incertezas permeiam essa hip\u00f3tese. &#8220;N\u00e3o sabemos ainda, e estamos monitorando os dados, se vai haver uma descida&#8221;, disse Ethel. Segundo ela, outras perguntas importantes, caso haja um decr\u00e9scimo, s\u00e3o: &#8220;a descida vai ser sustentada?&#8221; e &#8221; ela vai ser t\u00e3o r\u00e1pida como a subida&#8221;. Todas elas sem resposta, afirma.<\/p>\n<p><strong>Previs\u00e3o<\/strong><br \/>\nA estimativa do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade \u00e9 de que, neste ano, o Brasil atinja 4,2 milh\u00f5es de casos. \u00c9 mais do que o dobro dos registros do ano passado e algo nunca visto antes no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Um dos motivos para a previs\u00e3o nada otimista \u00e9 que, ap\u00f3s muitos anos, os quatro sorotipos da dengue circulam no Pa\u00eds, embora DENV-1 e DENV-2 prevale\u00e7am. Al\u00e9m disso, h\u00e1 a influ\u00eancia das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e do El Ni\u00f1o, que causam aumento de temperatura, e um ritmo anormal de precipita\u00e7\u00f5es. Trata-se do cen\u00e1rio ideal para o mosquito Aedes Aegypti, o vetor da dengue, transmitir o v\u00edrus e se proliferar.<\/p>\n<p>Na coletiva desta ter\u00e7a, 27, a ministra N\u00edsia Trindade acrescentou mais um fator que pode estar contribuindo com o agravamento da crise: cidades m\u00e9dias e pequenas com &#8220;grandes n\u00famero de casos&#8221;. &#8220;Isso significa mais interioriza\u00e7\u00e3o, mais dispers\u00e3o.&#8221; H\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o da pasta com as condi\u00e7\u00f5es dos servi\u00e7os de sa\u00fade destes munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Em meio a esse cen\u00e1rio, iniciou-se a vacina\u00e7\u00e3o contra a dengue com a \u00fanica vacina aprovada at\u00e9 o momento pela Anvisa e que pode ser amplamente aplicada na popula\u00e7\u00e3o: a Qdenga, da farmac\u00eautica japonesa Takeda. O n\u00famero de doses \u00e9 pequeno (cerca de 6,5 milh\u00f5es para este ano) e, por isso, apenas crian\u00e7as de 10 a 14 anos de 521 munic\u00edpios ser\u00e3o vacinados em 2024. Os efeitos da campanha na redu\u00e7\u00e3o de casos n\u00e3o devem ser sentidos no curto prazo.<\/p>\n<p>O foco do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, no momento, \u00e9 evitar as mortes pela doen\u00e7a, que s\u00e3o evit\u00e1veis. Desde de novembro do ano passado, como mostrou o\u00a0Estad\u00e3o, as autoridades nacionais j\u00e1 se comunicavam com Estados e munic\u00edpios para avisar sobre uma sazonalidade err\u00e1tica da doen\u00e7a, que exigia aten\u00e7\u00e3o especial e prepara\u00e7\u00e3o antecipada.<\/p>\n<p>O sucesso do manejo de casos se d\u00e1 na identifica\u00e7\u00e3o precoce de sinais de alarme da doen\u00e7a, que indicam um agravamento do caso. Quanto mais r\u00e1pido eles forem detectados e o tratamento come\u00e7ar, melhor o progn\u00f3stico. Em casos cr\u00edticos, a hidrata\u00e7\u00e3o precisa ser endovenosa (na veia).<\/p>\n<p>Neste ano, 7.771 casos de dengue grave ou de dengue com sinais de alarme foram registrados. De acordo com dados do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o (Sinan), tabulados pelo\u00a0Estad\u00e3o, em todo 2023, 21.636 casos assim foram notificados. Nas primeiras oito semanas do ano passado, o acumulado era de 1.953.<\/p>\n<p>Dever\u00edamos decretar emerg\u00eancia, diz infectologista<\/p>\n<p>O n\u00famero de casos claramente ultrapassou o canal end\u00eamico, o que indica uma epidemia. Embora ela se concentre principalmente no eixo Centro-Sul, Croda avalia ser importante que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade decrete emerg\u00eancia a n\u00edvel nacional &#8211; e n\u00e3o s\u00f3 por conta do n\u00famero bastante expressivo de casos fora da \u00e9poca esperada. &#8220;Temos outros fatos relevantes: uma epidemia de chikungunya em Minas Gerais e uma epidemia de (febre) oropouche no Norte, que a gente desconhece o real impacto.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Decretar emerg\u00eancia \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o adequada do ponto de vista do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, porque pode ajudar a levar recursos, orienta\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o e, principalmente, mobiliza\u00e7\u00e3o aos munic\u00edpios, Estados e \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Mais do que um ato propriamente administrativo, \u00e9 um ato que envolve sensibilizar gestores e sociedade.&#8221;<\/p>\n<p>Questionada na coletiva desta ter\u00e7a, 27, sobre a possibilidade de decretar uma emerg\u00eancia sanit\u00e1ria de interesse nacional, N\u00edsia foi evasiva. &#8220;Tudo que for necess\u00e1rio fazer para reduzir o impacto da dengue, para salvar vidas, nesse momento, \u00e9 o que vamos fazer&#8221;, disse.<\/p>\n<p>&#8220;Se vamos chegar a uma situa\u00e7\u00e3o, pelo n\u00edvel da assist\u00eancia, de falta de leitos, estamos trabalhando para que n\u00e3o haja esse quadro&#8221;, falou. &#8220;Estamos trabalhando de forma muito cuidadosa para informar adequadamente a popula\u00e7\u00e3o, mas sem dizer &#8216;olha, vamos chegar a uma emerg\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p>A ministra, ent\u00e3o, cita outras tr\u00eas emerg\u00eancias vividas no Pa\u00eds. &#8220;A emerg\u00eancia de zika, que tinha uma quest\u00e3o muito concreta, o forte risco da s\u00edndrome cong\u00eanita. Absolutamente um fato novo, n\u00e3o tinha sido descrito em lugar nenhum e n\u00e3o se sabia onde ia parar. Outra emerg\u00eancia, essa de import\u00e2ncia internacional, foi a covid-19, com alta transmiss\u00e3o e o colapso na rede de sa\u00fade. Outra, causada por desassist\u00eancia, \u00e9 a crise yanomami.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Temos que ter cuidado. S\u00e3o situa\u00e7\u00f5es muito diferentes. Fazer a coisa certa na hora certa&#8221;, finalizou.<\/p>\n<p>Entre essas falas, ela chega a dizer que &#8220;n\u00e3o existem indicadores universais para isso&#8221;. N\u00e3o ficou claro se ela se referia \u00e0 poss\u00edvel falta de leitos ou \u00e0 declara\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia<\/p>\n<p>Entretanto, de acordo com o decreto n\u00ba 7.616\/2011, que disp\u00f5e sobre a declara\u00e7\u00e3o de Emerg\u00eancia em Sa\u00fade P\u00fablica de Import\u00e2ncia Nacional (Espin), considera-se surto ou epidemia &#8211; e cabe decreto de Espin, situa\u00e7\u00f5es epidemiol\u00f3gicas que: apresentem risco de dissemina\u00e7\u00e3o nacional, sejam produzidos por agentes infecciosos inesperados, representem a reintrodu\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a erradicada, apresentem gravidade elevada ou extrapolem a capacidade de resposta do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<p>O atual cen\u00e1rio de dengue, de acordo com especialistas ouvidos pelo\u00a0Estad\u00e3o, se enquanto na primeira possibilidade, ou seja, &#8220;tem risco de dissemina\u00e7\u00e3o nacional&#8221;.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nO Minist\u00e9rio da Sa\u00fade intermedia conversas entre a Fiocruz e a Takeda para transfer\u00eancia de tecnologia da vacina, que permitiria aumentar a produ\u00e7\u00e3o do imunizante. Al\u00e9m disso, investe em tecnologias inovadoras, como o m\u00e9todo Wolbachia.<\/p>\n<p>Nesse m\u00e9todo, mosquitos ou ovos s\u00e3o alterados em laborat\u00f3rio para carregar a bact\u00e9ria Wolbachia, que bloqueia a transmiss\u00e3o de arboviroses. Os insetos s\u00e3o liberados no ambiente para competir com os selvagens, substituindo-os. A t\u00e9cnica tem colhido resultados surpreendentes pelo mundo, com redu\u00e7\u00f5es de at\u00e9 90% da incid\u00eancia da dengue em algumas localidades. No ano passado, a pasta investiu R$ 30 milh\u00f5es na estrat\u00e9gia.<\/p>\n<p>A pasta tamb\u00e9m anunciou a amplia\u00e7\u00e3o os recursos reservados para apoiar Estados, munic\u00edpios e o Distrito Federal no enfrentamento de emerg\u00eancias, que incluem a dengue, para R$ 1,5 bilh\u00e3o. Em novembro passado, o minist\u00e9rio j\u00e1 havia prometido R$ 256 milh\u00f5es<\/p>\n<p>De acordo com Ethel, foi publicado nesta ter\u00e7a, a primeira portaria que destina esses recursos adicionais. Foram contemplados o DF e nove munic\u00edpios de GO, MG, RJ e SP.<\/p>\n<div class=\"dn_noticiasRelacionadas\"><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de mortes \u00e9 de 195 at\u00e9 o momento. 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