{"id":446796,"date":"2024-03-04T02:46:51","date_gmt":"2024-03-04T05:46:51","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=446796"},"modified":"2024-03-04T02:46:51","modified_gmt":"2024-03-04T05:46:51","slug":"quem-muito-fala-pouco-faz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/quem-muito-fala-pouco-faz\/","title":{"rendered":"Quem muito fala, pouco faz!"},"content":{"rendered":"<div class=\"elementor-element elementor-element-7f30e03 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"7f30e03\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-full size-full\" src=\"https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Raquel-Lyra.jpeg\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" srcset=\"https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Raquel-Lyra.jpeg 960w, https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Raquel-Lyra-300x200.jpeg 300w, https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Raquel-Lyra-768x512.jpeg 768w\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"640\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-746f5ae4 elementor-widget elementor-widget-theme-post-content\" data-id=\"746f5ae4\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-content.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div id=\"ub-expand-67c740a7-b810-4d7d-9553-05cc8bb65c3b\" class=\"ub-expand \">\n<div class=\"ub-expand-portion ub-expand-partial\">\n<p><b>Opini\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Miguel Arraes e Joaquim Francisco, j\u00e1 na eternidade, ao lado de Jarbas Vasconcelos, em tratamento de sa\u00fade, tinham algo em comum: a sisudez. Eram carrancudos por natureza. Mas tamb\u00e9m tinham uma compreens\u00e3o acima da m\u00e9dia sobre governan\u00e7a na passagem pelo Pal\u00e1cio do Campo das Princesas. Falavam pouco, apenas o necess\u00e1rio, na medida certa, na hora e momentos adequados.<\/p>\n<p>Fui secret\u00e1rio de Imprensa de um deles, Joaquim, e tive uma rela\u00e7\u00e3o de altos e baixos, entre tapas e beijos, com Arraes e Jarbas. Mas fiquei com a compreens\u00e3o de que ningu\u00e9m entendia mais de liturgia do poder do que eles. N\u00e3o viviam se expondo em falas desnecess\u00e1rias, julgavam como assertiva mais correta e l\u00f3gica s\u00f3 se comunicar com as massas para anunciar importantes atos de gest\u00e3o ou na entrega de obras.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ub-expand-portion ub-expand-full\">\n<p>Arrancar uma entrevista com Arraes, Joaquim ou Jarbas n\u00e3o era f\u00e1cil. Joaquim me disse uma p\u00e9rola que nunca esqueci: \u201cn\u00e3o se pode banalizar o poder\u201d. Numa certa ocasi\u00e3o, Arraes me chamou para um almo\u00e7o em Bras\u00edlia apenas porque queria dar uma dura resposta a Roberto Freire, que o havia acusado de corpo mole na campanha que perdeu para prefeito do Recife. Um gesto de rara exce\u00e7\u00e3o dele, diga-se de passagem.<\/p>\n<p>Como governador ou prefeito do Recife, Jarbas passava por Bras\u00edlia discretamente com muita frequ\u00eancia, mas s\u00f3 rompia o sil\u00eancio quando tinha algo de resultado concreto. Com a chegada de Raquel Lyra (PSDB) para despachar no Pal\u00e1cio das Princesas, se instalou uma nova era: a da banaliza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o infrut\u00edfera, da que leva o nada a lugar nenhum. Das palavras soltas como folhas secas, que o vento leva.<\/p>\n<p>Pelas redes sociais, onde vive mergulhada o dia inteiro que Deus dar, a tucana fala de tudo: de secos e molhados e at\u00e9 de suas guloseimas preferidas, como tapioca. Comete micos, como entrevistas com pol\u00edticos em Bras\u00edlia, como fez num ato com a presen\u00e7a de Lula.<\/p>\n<p>\u201cQuem muito fala pouco sabe, quem muito sabe, se cala\u201d, dizia a minha av\u00f3. Se a governadora tivesse a capacidade de assimilar tamanha li\u00e7\u00e3o de sabedoria, talvez encontrasse o caminho mais curto para aprumar a sua desastrosa gest\u00e3o. Segundo o Atlas Intel, \u00e9 a pior governadora do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Se abrisse os olhos e tivesse discernimento, facilmente chegaria \u00e0 conclus\u00e3o de que a popula\u00e7\u00e3o tem ouvidos, sim, mas para ouvir o que vai interferir na sua vida, seja uma decis\u00e3o boa ou ruim. Quem fala pouco tem a capacidade de dizer tudo, enquanto quem fala muito n\u00e3o diz nada. Quem muito fala, pouco faz. Quem votou na atual chefe das Princesas apostando na mudan\u00e7a, mote da sua propaganda de governo, quer mais atitudes, menos promessas.<\/p>\n<p>\u00c9 assim a vida, o vai e vem das coisas.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00f5es de J\u00e2nio<\/strong>\u00a0\u2013 Se a governadora tivesse pelo menos umas tiradas boas, como as que foram imortalizadas pelo ex-presidente J\u00e2nio Quadros, era mais f\u00e1cil tolerar. Certa vez, perguntando se eleito iria colocar os pronomes nos seus devidos lugares, J\u00e2nio reagiu: \u201cOs pronomes n\u00e3o aguardam a minha elei\u00e7\u00e3o para que se coloquem nos seus lugares. Est\u00e3o sempre neles. A boemia dos verbos \u00e9 que mutila a boa ordem das frases. H\u00e1 que lhes perdoar. N\u00e3o se desgrudam da ideia de movimento\u201d. Genial ainda foi quando disseram que bebia muito: \u201cBebo porque \u00e9 l\u00edquido, Se s\u00f3lido fosse, come-lo-ia\u201d.<\/p>\n<p>Por: Magno Martins<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fui secret\u00e1rio de Imprensa de um deles, Joaquim, e tive uma rela\u00e7\u00e3o de altos e baixos, entre tapas e beijos, com Arraes e Jarbas. Mas fiquei com a compreens\u00e3o de que ningu\u00e9m entendia mais de liturgia do poder do que eles. 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