{"id":446866,"date":"2024-03-04T09:43:24","date_gmt":"2024-03-04T12:43:24","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=446866"},"modified":"2024-03-04T09:43:24","modified_gmt":"2024-03-04T12:43:24","slug":"a-bahia-tem-uma-area-que-e-considerada-a-nova-carajas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/a-bahia-tem-uma-area-que-e-considerada-a-nova-carajas\/","title":{"rendered":"A Bahia tem uma \u00e1rea que \u00e9 considerada a nova Caraj\u00e1s\u2019"},"content":{"rendered":"<section class=\"mw-article-head\">\n<h1 class=\"mw-h1-1 mw-default-blue\"><\/h1>\n<h2 class=\"mw-h2-1 mw-default-gray\">Presidente da CBPM afirma que minera\u00e7\u00e3o na Bahia tem janela de oportunidade com a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica<\/h2>\n<div class=\"mw-article-head-inner\">\n<div class=\"mw-article-head-info\"><span class=\"mw-article-data mw-default-gray\"><abbr title=\"mw-article-date\"><strong>Por: <\/strong><\/abbr><abbr title=\"mw-article-author\"><strong>Divo Ara\u00fajo<\/strong><\/abbr><\/span><\/p>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<figure class=\"mw-article-head-image\" data-article-id=\"1261137\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1260000\/1200x0\/A-Bahia-tem-uma-area-que-e-considerada-a-nova-Cara0126113700202403031929-ScaleDownProportional.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2FArtigo-Destaque%2F1260000%2FA-Bahia-tem-uma-area-que-e-considerada-a-nova-Cara0126113700202403031929.jpg%3Fxid%3D6134308%26resize%3D1000%252C500%26t%3D1709549014&amp;xid=6134308\" alt=\"Henrique Carballal, presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM)\" data-cls=\"\" \/><\/figure>\n<div class=\"mw-image-info \"><span class=\"mw-image-description\">Henrique Carballal, presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) &#8211;\u00a0<label class=\"mw-image-author\">Foto: Uendel Galter\/ Ag A Tarde<\/label><\/span><\/div>\n<div class=\"mw-article-general-options\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"mw-article-body\">\n<article data-article-id=\"1261137\">\n<p class=\"mw-texto\">\n<p>No noroeste baiano, na fronteira com o Piau\u00ed, um rocha de cerca de 200km est\u00e1 deixando os ge\u00f3logos t\u00e3o euf\u00f3ricos que eles j\u00e1 a consideram uma nova Caraj\u00e1s. Estudos mostram que nessa \u00e1rea, que abrange quatro munic\u00edpios do semi\u00e1rido, poder\u00e3o ser retirados do solo min\u00e9rios de alto valor, como tit\u00e2nio, cobalto, terras raras, grafita e fosfato.<\/p>\n<p><iframe width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe>O presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal, tamb\u00e9m se mostrou bastante entusiasmado com o potencial da regi\u00e3o na entrevista exclusiva que concedeu ao\u00a0<b>A TARDE<\/b>. \u201cDiferentemente de Caraj\u00e1s, os minerais daqui t\u00eam valor agregado muito maior\u201d, explica.<\/p>\n<p>Mas o entusiasmo de Carballal n\u00e3o se restringe a essa regi\u00e3o. Segundo ele, a Bahia como um todo \u00e9 rica em minerais fundamentais para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. \u201cSabe aquele ditado do cavalo passando selado? N\u00f3s n\u00e3o podemos perder a oportunidade de montar nesse cavalo e disparar em dire\u00e7\u00e3o a um futuro melhor\u201d. Sabia mais sobre o potencial da minera\u00e7\u00e3o na Bahia na entrevista que segue.<\/p>\n<div id=\"dp-v-par1\" class=\"jba filled\" data-google-query-id=\"COa3z_LO2oQDFTpV3QIdZ4UFIQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br_3__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p><b>Muito se ouve que a Bahia hoje \u00e9 a bola da vez da minera\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. O que faz nosso estado estar na vanguarda deste processo?<\/b><\/p>\n<p>Primeiro, \u00e9 importante que todo mundo saiba que a minera\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente em praticamente todas as coisas. A roupa que voc\u00ea veste tem minera\u00e7\u00e3o. Na mesa, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o prato e talher que v\u00eam de uma atividade mineral, mas a pr\u00f3pria comida possui elementos que s\u00e3o produzidos a partir dela. Seja nos fertilizantes utilizados na agricultura, seja nas vitaminas e suplementos dados aos animais. No caso espec\u00edfico da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, o que parece \u00f3bvio precisa ser dito: n\u00e3o existe transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica sem minera\u00e7\u00e3o. Ou seja, voc\u00ea precisa desenvolver as atividades miner\u00e1rias, identificando e avan\u00e7ando tecnologicamente na utiliza\u00e7\u00e3o desses minerais, para voc\u00ea conseguir realmente fazer a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Para voc\u00ea ter placa solar, por exemplo, precisa de um conjunto de minerais e process\u00e1-los. Para voc\u00ea ter um carro el\u00e9trico \u00a0precisa de minerais para as baterias el\u00e9tricas, os transmissores. As pessoas pensam que \u00e9 o l\u00edtio apenas, que ficou muito conhecido. Mas, numa bateria, voc\u00ea tem mais cobre, grafita e n\u00edquel do que propriamente l\u00edtio. Mas porque a Bahia \u00e9 bola da vez? Porque Deus foi t\u00e3o generoso com essa terra que, al\u00e9m de nos entregar riquezas bel\u00edssimas do ponto de vista da nossa natureza, a exemplo a Ba\u00eda de Todos-os-Santos, um povo magn\u00edfico com cultura riqu\u00edssima, deu tamb\u00e9m uma diversidade mineral. Mas precisamos aproveitar esse momento da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Sabe aquele ditado do cavalo passando selado? N\u00f3s n\u00e3o podemos perder a oportunidade de montar nesse cavalo e disparar em dire\u00e7\u00e3o ao futuro melhor.<\/p>\n<p><b>E como a Bahia pode aproveitar essa janela hist\u00f3rica de oportunidade?<\/b><\/p>\n<p>A Bahia \u00e9 o primeiro produtor brasileiro de energias renov\u00e1veis. N\u00f3s temos um potencial que j\u00e1 est\u00e1 sendo explorado, e temos ainda um muito maior a ser desenvolvido. A determina\u00e7\u00e3o do governador Jer\u00f4nimo Rodrigues, que \u00e9 o l\u00edder desse processo, \u00e9 que desenvolvamos a atividade miner\u00e1ria, mas que se processe esses minerais na Bahia. N\u00f3s estamos, por exemplo, buscando com as riquezas minerais atrair para Bahia uma ind\u00fastria de placas fotovoltaicas. Estamos trazendo uma ind\u00fastria de alta tecnologia, uma empresa canadense chamada Homerun Brasil Minera\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 est\u00e1 com contrato assinado e vai instalar na Bahia duas plantas industriais para produzir pel\u00edculas que, sobre a placa solar, mais que dobram a produ\u00e7\u00e3o de energia fotovoltaica. Eles n\u00e3o v\u00e3o produzir aqui a placa, mas j\u00e1 v\u00e3o produzir essa pel\u00edcula que pode ser utilizada no mercado interno e tamb\u00e9m pode ser exportada. A ideia \u00e9 que esses minerais possam fazer com que a Bahia traga ind\u00fastria de alta tecnologia para o estado. O governador se envolveu \u00a0pessoalmente e conseguiu trazer, por exemplo, a BYD, para o estado. A BYD n\u00e3o \u00e9 uma montadora de autom\u00f3veis, mas \u00a0uma f\u00e1brica. Os insumos ser\u00e3o produzidos no Brasil. E obviamente esses insumos requerem minerais estrat\u00e9gicos.<\/p>\n<div id=\"dp-v-par2\" class=\"jba filled\" data-google-query-id=\"COHXrfPO2oQDFStU3QIdAOgAZA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br_4__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p><b>Falando de parcerias, o Estado tem desenvolvido algumas estrat\u00e9gicas com a China. Qual \u00e9 a import\u00e2ncia\u00a0desta colabora\u00e7\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p>A China \u00e9 uma oportunidade hoje porque demonstra interesse n\u00e3o apenas em predar os nossos minerais. Eles est\u00e3o vindo como parceiros. Al\u00e9m da BYD, n\u00f3s temos parcerias com eles em outros empreendimentos na \u00e1rea de minera\u00e7\u00e3o. Nesse per\u00edodo agora est\u00e1 vindo uma empresa chinesa para visitar uma \u00e1rea de grafita nossa. E a conversa com eles \u00e9 no intuito de atrair uma ind\u00fastria para Bahia. Mas tamb\u00e9m conversamos com diversos outros pa\u00edses. Se fosse citar todas as l\u00ednguas que me aparecem aqui, falaria de mais de dez idiomas. Porque \u00e9 alem\u00e3o, \u00a0russo, \u00e1rabe\u2026 Para n\u00f3s, pouco importa. O primeiro contrato nosso n\u00e3o foi com uma empresa chinesa, mas com uma canadense. N\u00f3s n\u00e3o temos prefer\u00eancia por na\u00e7\u00e3o. Fa\u00e7o quest\u00e3o de esclarecer isso, por causa da maluquice dessa polariza\u00e7\u00e3o no Brasil. N\u00e3o pensem porque a China \u00e9 comunista\u2026 N\u00e3o tem nada a ver. N\u00f3s estamos interessados no investimento que os chineses est\u00e3o dispostos a fazer.<\/p>\n<p><b>E todos esses investimentos t\u00eam como princ\u00edpio fugir das commodities?<\/b><\/p>\n<p>Sim, queremos transformar a atividade miner\u00e1ria numa \u00e2ncora de desenvolvimento industrial. \u00c9 uma determina\u00e7\u00e3o do governador Jer\u00f4nimo Rodrigues, um sentimento que permeia o presidente Lula de que precisamos reindustrializar o Brasil. O Brasil precisa aproveitar esse momento para construir ind\u00fastrias limpas. E n\u00f3s temos diversidade e uma imensa quantidade de minerais estrat\u00e9gicos para isso. \u00a0As pesquisas que estamos realizando na CBPM sinalizam um grande teor desses minerais, o que tamb\u00e9m \u00e9 muito importante. \u00c9 um grande momento que a Bahia est\u00e1 vivendo e a determina\u00e7\u00e3o do governador \u00e9 aproveitar isso. Voltando \u00e0 China, a gente montou uma equipe de trabalho, com representantes de tr\u00eas empresas chinesas e tr\u00eas representantes do governo do Estado. Esse comit\u00ea tem empresas de grande monta. Por exemplo, a companhia Sul Americana de Metais, a SAM, que faz parte de um conglomerado chin\u00eas que \u00e9 dono da Volvo. Estamos tratando diretamente com o CEO deles. S\u00f3 na Bahia, essa empresa vai investir 800 milh\u00f5es de d\u00f3lares num mineroduto. Eles est\u00e3o num processo de produ\u00e7\u00e3o de ferro em Minas e esse mineroduto vai desembocar na Bahia.<\/p>\n<div id=\"dp-v-par3\" class=\"jba filled\" data-google-query-id=\"CL2BzfPO2oQDFcZc3QIdcbkCNQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br_5__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p><b>Quais s\u00e3o os minerais considerados fundamentais para a vida moderna que a Bahia produz?<\/b><\/p>\n<p>A \u00fanica produ\u00e7\u00e3o de van\u00e1dio no Brasil na Am\u00e9rica Latina, por exemplo, \u00e9 no munic\u00edpio de Marac\u00e1s. Esse mineral \u00e9 usado para v\u00e1rias coisas, de tinta de autom\u00f3vel a diversas outras atividades industriais. Na prov\u00edncia (\u00e1rea de relevante interesse mineral) localizada \u00a0no noroeste da Bahia n\u00f3s temos \u00a0ferro, tit\u00e2nio, cobalto, terras raras, grafita e fosfato. Como falei, grafita, n\u00edquel e cobre s\u00e3o mais importantes nas atividades de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica hoje do que o l\u00edtio. N\u00f3s temos tamb\u00e9m chumbo, zinco, cobalto. Enfim, \u00a0estamos com uma grande quantidade de minerais da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Quando voc\u00ea tem a placa solar, por exemplo, voc\u00ea precisa de sil\u00edcio. O mais puro sil\u00edcio encontrado na natureza \u00e9 99,9999%. S\u00e3o seis noves. O nosso sil\u00edcio \u00e9 99,9%. Ou seja, 99 mais um 9. Por\u00e9m, se eu lavar esse sil\u00edcio, ele fica 99,9999%, completamente puro. Porque a contamina\u00e7\u00e3o que n\u00f3s temos que impede essa pureza n\u00e3o est\u00e1 na mol\u00e9cula do sil\u00edcio; est\u00e1 na superf\u00edcie. Uma placa solar requer sil\u00edcio, as h\u00e9lices de energia e\u00f3lica precisam de sil\u00edcio. A grafita, que \u00e9 um mineral estrat\u00e9gico, n\u00f3s temos tamb\u00e9m em grande quantidade aqui na Bahia e com excelente qualidade. Mas, repito, n\u00e3o podemos entregar essas riquezas como commodities para \u00a0serem processados l\u00e1 fora. Qual \u00e9 o esfor\u00e7o do governo Jer\u00f4nimo? A gente atrair para Bahia o processamento desses minerais aqui.<\/p>\n<p><b>Quais s\u00e3o as maiores dificuldades para que isso aconte\u00e7a?<\/b><\/p>\n<p>Vou dar um exemplo. Por volta \u00a0de 85% das exporta\u00e7\u00f5es de rochas ornamentais do Brasil s\u00e3o de rochas da Bahia. Por\u00e9m, essas rochas saem da Bahia e v\u00e3o para o Esp\u00edrito Santo para serem exportadas. Porque l\u00e1 se desenvolveu uma ind\u00fastria grande de processamento de rochas ornamentais. H\u00e1 tempos, 30, 40 anos, no Esp\u00edrito Santo a rocha era mole e se conseguia, com os equipamentos existentes, cort\u00e1-las. Hoje, as nossas rochas hoje s\u00e3o a coqueluche do mercado mundial, porque s\u00e3o transl\u00facidas. Voc\u00ea pega uma placa de granito, que \u00e9 uma rocha muito dura, quando voc\u00ea corta e lapida, a luz passa. Voc\u00ea j\u00e1 deve ter visto muitos ambientes assim. Aquilo \u00e9 da Bahia, mas sai daqui para essa ind\u00fastria porque l\u00e1 tem os teares diamantados a laser que conseguem cortar essas rochas. Hoje h\u00e1 uma determina\u00e7\u00e3o do governador para que crie aqui um polo de rochas ornamentais<\/p>\n<div id=\"dp-v-par4\" class=\"jba filled\" data-google-query-id=\"CInB0vLO2oQDFb9F3QIdgjgG7w\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br_6__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p><b>A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) vai completar 52 anos agora. Qual \u00e9 a import\u00e2ncia da empresa para a atividade miner\u00e1ria na Bahia?<\/b><\/p>\n<p>A\u00a0CBPM foi criada na d\u00e9cada de\u00a070 e \u00e9 praticamente a \u00faltima empresa do perfil dela.\u00a0Por que essas empresas foram criadas? Porque o Brasil entendia a import\u00e2ncia do desenvolvimento\u00a0miner\u00e1rio, mas a iniciativa privada, sobretudo naquela \u00e9poca, por n\u00e3o ter tecnologia, n\u00e3o entrava em situa\u00e7\u00f5es de alto risco. Era preciso que o Estado investisse. Por isso, foram criadas essas empresas para pesquisarem e prospectarem os minerais. A\u00a0CBPM\u00a0\u00e9 uma das\u00a0\u00faltimas\u00a0empresas\u00a0que se mant\u00e9m no Brasil, porque\u00a0praticamente todo territ\u00f3rio \u00e9 requerido, alguma empresa j\u00e1 requereu.\u00a0Na Bahia, o que a CBPM\u00a0n\u00e3o requereu de grande valor, j\u00e1\u00a0est\u00e1 requerido.\u00a0A\u00a0pr\u00f3pria concep\u00e7\u00e3o de pesquisa hoje\u00a0n\u00e3o\u00a0tem mais valor. Porque a CBPM\u00a0sobreviveu? Porque ela \u00e9 superavit\u00e1ria.\u00a0Com o que recebeu\u00a0de royalties nos\u00a0\u00faltimos quatro, cinco\u00a0anos para\u00a0c\u00e1, ela consegue se\u00a0manter.\u00a0Mas n\u00f3s estamos\u00a0reinventando a CBPM, que n\u00e3o ser\u00e1 mais\u00a0s\u00f3\u00a0uma empresa de pesquisa.\u00a0Tanto que estamos\u00a0dialogando a mudan\u00e7a do nome\u00a0da empresa.\u00a0E obviamente a gente\u00a0ainda vai conversar\u00a0com o\u00a0governador. Mas, h\u00e1 um consenso entre os funcion\u00e1rios, de que ao inv\u00e9s de\u00a0Companhia Baiana de Pesquisa Mineral,\u00a0 ela passe a ser chamada de Companhia\u00a0Baiana de\u00a0Produ\u00e7\u00e3o\u00a0Mineral. Porque hoje a CBPM, al\u00e9m das\u00a0pesquisas\u00a0que realizamos, em primeiro\u00a0lugar fomentamos a atividade\u00a0miner\u00e1ria. \u00a0Inclusive, aproveito a grande audi\u00eancia que o jornal A TARDE tem, para dizer que\u00a0n\u00f3s\u00a0oferecemos\u00a0servi\u00e7os\u00a0de pesquisa.\u00a0Qualquer empresa que queira, pode nos procurar que vamos apresentar servi\u00e7os\u00a0muito mais baratos do que os valores de mercado.\u00a0Mas, voltando, a ideia \u00e9 ser uma empresa\u00a0que,\u00a0em primeiro lugar, fomente a minera\u00e7\u00e3o.\u00a0Quando vem\u00a0uma empresa mineradora nos procurar com uma demanda que requer nossa interven\u00e7\u00e3o, o nosso di\u00e1logo com\u00a0entes\u00a0governamentais ou mesmo\u00a0na ideia de\u00a0prospec\u00e7\u00e3o de um projeto, n\u00f3s auxiliamos. Porque a ideia\u00a0nossa da CBPM \u00e9 ser uma empresa estatal que visa desenvolver a atividade miner\u00e1ria na Bahia. Em segundo lugar &#8211; depois do fomento, da pesquisa \u2013 porque n\u00f3s tamb\u00e9m somos uma empresa de minera\u00e7\u00e3o. N\u00f3s vamos participar da atividade miner\u00e1ria. O modelo que n\u00f3s temos de 51 anos atr\u00e1s j\u00e1 demonstrou que precisa ser alterado. Vou dar um exemplo simples: uma empresa est\u00e1 sendo negociada por 1 bilh\u00e3o de d\u00f3lares numa \u00e1rea de direito miner\u00e1rio da CBPM. A companhia recebe dos 3% dos royalties da produ\u00e7\u00e3o dessa empresa, o que nos d\u00e1 uma m\u00e9dia de R$ 5 milh\u00f5es por m\u00eas. Por\u00e9m, essa empresa sendo vendida por 1 bilh\u00e3o de d\u00f3lares, a CBPM n\u00e3o recebe um centavo. N\u00e3o tem cabimento. E se a CBPM fosse s\u00f3cia dessa empresa e tivesse 10%, por exemplo? Se, com 3%, a companhia recebe 5 milh\u00f5es de d\u00f3lares por m\u00eas, com 10%, a empresa receberia quase 20 milh\u00f5es de d\u00f3lares. Esses recursos poderiam refor\u00e7ar n\u00e3o s\u00f3 a atividade miner\u00e1ria na Bahia, mas serem aplicados em fundos de educa\u00e7\u00e3o. Os 10% de royalties da \u00a0CBPM seriam depositados nesse fundo de educa\u00e7\u00e3o e a empresa aportaria um valor equivalente. A ideia \u00e9 que a governan\u00e7a desse fundo seja de controle social. Ele n\u00e3o seria controlado pela CBPM. A minera\u00e7\u00e3o tem que deixar um legado, n\u00e3o apenas gerando renda e emprego,\u00a0n\u00e3o apenas movimentando a economia local. Mas\u00a0 tamb\u00e9m\u00a0deixar um legado\u00a0para a educa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o grande motor de desenvolvimento social da transforma\u00e7\u00e3o da realidade.\u00a0Estamos falando de um fundo anual que pode dar, no m\u00ednimo, \u00a0R$ 3 milh\u00f5es para um munic\u00edpio. \u00c9 uma transforma\u00e7\u00e3o real na vida das pessoas.<\/p>\n<p><b>Voc\u00ea falou de uma \u00e1rea de grande potencial miner\u00e1rio no noroeste baiano. Quais s\u00e3o as expectativas em rela\u00e7\u00e3o a ela?<\/b><\/p>\n<p>No noroeste do estado, na fronteira com o Piau\u00ed, n\u00f3s temos uma rocha com 200 quil\u00f4metros que est\u00e1 deixando nossos ge\u00f3logos euf\u00f3ricos. Eles consideram essa \u00e1rea \u2013 que abrange os munic\u00edpios de Remanso, Sento S\u00e9, \u00a0Pil\u00e3o Arcado e Campo Alegre de Lourdes &#8211; como uma nova Caraj\u00e1s. Mas, diferentemente de l\u00e1, os minerais daqui t\u00eam valor agregado muito maior. L\u00e1 tem ferro, tit\u00e2nio, van\u00e1dio, cobalto, grafita, terras raras e n\u00edquel. Para voc\u00ea ter uma ideia, uma tonelada de ferro custa 130 d\u00f3lares. Uma tonelada de n\u00edquel custa 16 mil d\u00f3lares. Uma tonelada de cobalto custa em torno de 30 mil d\u00f3lares. De grafita, entre 20 mil e 30 mil d\u00f3lares. Estamos falando de valores muito altos agregados a esses minerais. Esses valores nos permitem enxergar que vamos ter uma prov\u00edncia de desenvolvimento miner\u00e1rio que vai transformar completamente essa regi\u00e3o. Mas estamos tendo cuidado. Dentro dessa nova concep\u00e7\u00e3o de empresa que te falei, n\u00f3s criamos uma ger\u00eancia de desenvolvimento social. O que acontece? Nosso ge\u00f3logo chega numa \u00e1rea muito distante e ele se depara ali com pessoas que vivem em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza, de abandono e que t\u00eam direitos. Nossos ge\u00f3logos, nossos engenheiros de minas, nossos t\u00e9cnicos s\u00e3o naturalmente um ponta do Estado. Por isso, vamos qualific\u00e1-los para que identifiquem essas car\u00eancias e que o Estado possa atuar a partir desses relatos. Estamos fazendo termos de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica com diversos \u00f3rg\u00e3os do governo visando colocar a CBPM aberta para pol\u00edticas p\u00fablicas que v\u00e3o al\u00e9m da atividade miner\u00e1ria. Vamos buscar parcerias com a Secretaria de Direitos Humanos, por exemplo. A ideia \u00e9 integrar o governo. De fato, algumas mineradoras ainda possuem mentalidade atrasada. Uma dessas empresas inclusive foi condenada em Londres por conta da nossa interven\u00e7\u00e3o. N\u00f3s entendemos que a atividade miner\u00e1ria deve respeitar, em primeiro lugar, os direitos humanos.<\/p>\n<p><b>A imagem do setor perante a popula\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 muito negativa?<\/b><\/p>\n<p>O que as pessoas precisam entender \u00e9 o seguinte: se voc\u00ea respeita a lei, \u00e0s t\u00e9cnicas, \u00e0s normas, n\u00e3o ter\u00edamos o que ocorreu em Brumadinho, em Mariana e agora mais recentemente em Macei\u00f3. Em primeiro lugar tem que respeitar a legisla\u00e7\u00e3o ambiental. N\u00f3s aqui, de forma alguma, vamos tergiversar sobre isso. Qualquer parceria nossa, qualquer atividade nossa, vai respeitar a legisla\u00e7\u00e3o ambiental de forma plena. Mais do que isso: nosso\u00a0entendimento\u00a0 \u00e9 de desenvolvimento social. E, se voc\u00ea tem desenvolvimento social, tem desenvolvimento econ\u00f4mico.\u00a0N\u00f3s n\u00e3o pensamos na roda que move a sociedade a partir da economia. A economia faz parte de outro elemento que \u00e9 a atividade social. N\u00f3s precisamos desenvolver a sociedade atrav\u00e9s do respeito \u00e0 cultura, \u00e0s identidades. N\u00e3o posso tratar um superfici\u00e1rio que pode at\u00e9 n\u00e3o ter legalmente no cart\u00f3rio a posse da terra, mas que est\u00e1 l\u00e1 h\u00e1 70 anos, que vive de um jeito pr\u00f3prio de ser. Precisamos reconhecer como aquela comunidade vive e trat\u00e1-la com respeito \u00e0s suas tradi\u00e7\u00f5es. E, a partir da\u00ed, mostrar que a atividade miner\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 predat\u00f3ria<\/p>\n<p><b>A CBPM, em parceria com outras entidades, vem promovendo campanhas para melhorar a imagem da minera\u00e7\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p>A minera\u00e7\u00e3o tem que se comunicar. Uma mineradora n\u00e3o tem concorr\u00eancia. Quem vai concorrer com a Vale? Como n\u00e3o tem concorr\u00eancia, muitos CEOs, muitos executivos, se preocupam mais em dar retorno num\u00e9rico para os acionistas e n\u00e3o percebem que esses pr\u00f3prios acionistas no mundo inteiro est\u00e3o preocupados com as pol\u00edticas ESGs, com o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) da ONU. N\u00f3s precisamos avan\u00e7ar na minera\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m respeitar esses princ\u00edpios que s\u00e3o fundamentais inclusive para garantir investimento estrangeiro. Vamos come\u00e7ar a ter leis mais duras para essas quest\u00f5es. Voc\u00ea n\u00e3o poder\u00e1 produzir res\u00edduos, n\u00e3o poder\u00e1 poluir, ter\u00e1 que respeitar as comunidades tradicionais. As pessoas precisam compreender que l\u00e1 fora isso \u00e9 algo muito mais forte do que vem sendo aplicado aqui. Infelizmente essa polariza\u00e7\u00e3o que colocou no Brasil de um lado os analfabetos da l\u00f3gica e da raz\u00e3o para negar a ci\u00eancia e o direito que as pessoas t\u00eam sobre isso, essa dicotomia nos atrasa. E quando a gente dialoga sobre isso, essas pessoas acham que vai gerar preju\u00edzos. Muito pelo contr\u00e1rio, \u00a0vai trazer mais divisas, recursos.O mundo hoje entende que voc\u00ea s\u00f3 pode desenvolver atividade econ\u00f4mica se desenvolve atividade social.<\/p>\n<p><b>Para que tudo isso funcione \u00e9 preciso log\u00edstica.\u00a0O presidente Lula pediu aos empres\u00e1rios da Bamin que trabalhem mais, para que a Ferrovia Oeste-Leste e o Porto Sul sejam entregues antes de 2027. Qual \u00e9 a import\u00e2ncia desse vetor de transporte para a minera\u00e7\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p>Na verdade, a Bahia passa por muitos problemas. O processo de privatiza\u00e7\u00e3o da ferrovia demonstra aos neoliberais que fizeram discursos t\u00e3o enf\u00e1ticos. Hoje est\u00e1 claro que a privatiza\u00e7\u00e3o representa. O sucateamento da Ferrovia Centro-Atl\u00e2ntica (FCA) \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o de que, quando voc\u00ea privatiza de forma irrespons\u00e1vel, voc\u00ea entrega o patrim\u00f4nio p\u00fablico. A bitola que voc\u00ea tem nesta ferrovia hoje, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 a bitola utilizada pelos equipamentos modernos. E n\u00e3o h\u00e1 nenhum tipo de investimento nesse sentido. Houve uma conspira\u00e7\u00e3o contra a Bahia que precisamos reverter. Fizemos um estudo aqui com a Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral, para demonstrar o que deve ser feito sobre log\u00edstica. Se n\u00f3s formos desenvolver economicamente a atividade miner\u00e1ria no noroeste baiano, como expliquei, vamos precisar de log\u00edstica para escoamento. Por isso, vamos assinar um termo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica com a Marinha e estamos dialogando com a Codeba tamb\u00e9m, para que a gente possa utilizar o lago de Sobradinho como uma hidrovia de transporte. Precisa ver a eclusa l\u00e1, o que precisa melhorar, para que a gente possa utilizar esses potenciais. Mas \u00e9 preciso tamb\u00e9m que tenha estrada para \u00a0levar esses min\u00e9rios ao porto. O presidente Lula tratou da quest\u00e3o da Fiol porque temos uma imensa necessidade dela. Al\u00e9m da Bamin, a pr\u00f3pria CBPM tem parceria com empresa chamada Pedra Cinza numa produ\u00e7\u00e3o de chumbo e zinco. Temos ali uma produ\u00e7\u00e3o de concentrado de fosfato. N\u00f3s precisamos da ferrovia e tamb\u00e9m \u00a0resolver esse problema urgente de porto para garantir que a Bahia avance cada vez mais. Mas isso vai muito al\u00e9m das a\u00e7\u00f5es do governo do Estado. \u00c9 preciso pactuar com o governo federal. E \u00e9 preciso ter uma discuss\u00e3o acerca do controle de setores estrat\u00e9gicos, como as ferrovias, por parte das empresas privadas.<\/p>\n<p><b>Est\u00e1 prevista a produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes em Irec\u00ea a partir do fosfato. Essa f\u00e1brica tornar\u00e1 a Bahia independente da exporta\u00e7\u00e3o de fertilizantes, por exemplo, da \u00a0R\u00fassia e da Ucr\u00e2nia?<\/b><\/p>\n<p>Na segunda quinzena de mar\u00e7o, o dia vai depender da agenda do governador, vamos inaugurar uma pedra fundamental em Irec\u00ea. A ideia \u00e9 que, a partir de dezembro de 2025, no m\u00e1ximo in\u00edcio de 2026, j\u00e1 tenha a produ\u00e7\u00e3o de concentrado de fosfato. Eles v\u00e3o produzir fosfato de uma mina nossa\u00a0 e ele ser\u00e1 levado para uma ind\u00fastria de alta tecnologia. Ser\u00e1 a primeira ind\u00fastria do mundo com essa tecnologia, que vai separar sem deixar res\u00edduo, sem gerar poluentes. Assinamos tamb\u00e9m um termo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) porque o que sobra do fosfato \u00e9\u00a0 calc\u00e1rio, que \u00e9 um grande remineralizador do solo. Estamos fazendo as tratativas para que esse res\u00edduo seja reutilizado. E estamos procurando as outras mineradoras porque muitos dos res\u00edduos das atividades miner\u00e1rias s\u00e3o ricos em remineralizadores do solo. Voc\u00ea tem produ\u00e7\u00f5es de ferro aqui que \u00e9 rico em magn\u00e9sio, calc\u00e1rio. N\u00f3s queremos dar as condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e estamos conversando com Senai\/Cimatec para que a gente monte uma log\u00edstica para reaproveitar esses res\u00edduos e serem utilizados na agricultura familiar. Voltando para Irec\u00ea, esse concentrado de fosfato vai prover \u00a025% do que o Norte\/Nordeste do Brasil consome de fertilizantes. A Bahia, por exemplo, n\u00e3o vai precisar importar mais nada. O agroneg\u00f3cio na Bahia estar\u00e1 privilegiado porque vai ter a garantia de fornecimento do fertilizante de concentrado de fosfato, que \u00e9 um grande problema nosso hoje de depend\u00eancia internacional.<\/p>\n<p><b>Voc\u00ea est\u00e1 indo para o Canad\u00e1 participar de um evento. Como ser\u00e1 esse encontro?<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 o maior evento de minera\u00e7\u00e3o do mundo. Grandes players da minera\u00e7\u00e3o estar\u00e3o presentes. A delega\u00e7\u00e3o brasileira ser\u00e1 liderada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Mas teremos a presen\u00e7a de representantes de grandes \u00f3rg\u00e3os do governo, como o BNDES, a Apex Brasil, o Instituto Brasileiro de Minera\u00e7\u00e3o (Ibram), que \u00e9 outra entidade representativa do setor. A \u00a0Bahia est\u00e1 indo para esse evento com destaque. Tive uma parceria importante com o secret\u00e1rio de Turismo, Maur\u00edcio Bacellar, que forneceu 300 kits com cocada da Bahia, berimbauzinhos e um v\u00eddeo mostrando imagens do nosso potencial tur\u00edstico. A ideia \u00e9 aproveitar a presen\u00e7a de grandes \u00a0empres\u00e1rios, grandes dirigentes de Estado de todo mundo, \u00a0para divulgar a Bahia. Vamos divulgar o potencial tur\u00edstico da Bahia, mas sobretudo divulgar o potencial mineral do estado. Vamos apresentar potencialidade de minas de ouro, chumbo, prata, grafita. E, acima de tudo, divulgar essa grande prov\u00edncia de 200 quil\u00f4metros. A ideia \u00e9, esperando a determina\u00e7\u00e3o do governador Jer\u00f4nimo, a gente dialogar e criar outra empresa que traga investimentos reais e garanta uma presen\u00e7a do Estado \u00a0como acionista da atividade miner\u00e1ria que \u00e9 de grande monta. Vamos aproveitar para dialogar com empresas estrangeiras, para discutir a participa\u00e7\u00e3o delas j\u00e1 nesta formata\u00e7\u00e3o desse empreendimento. Porque a gente vai requerer muito investimento em log\u00edstica. Vou palestrar, inclusive.. Vamos ter a condi\u00e7\u00e3o por exemplo de, no Brazilian Made Day, termos um dia s\u00f3 para o Brasil neste evento. Neste dia vamos ter a oportunidade de falar sobre as nossas riquezas minerais e ter a condi\u00e7\u00e3o de atrair investimento para o desenvolvimento social da Bahia.<\/p>\n<p><b>Para concluir, quais s\u00e3o hoje os maiores desafios e obst\u00e1culos para a minera\u00e7\u00e3o crescer no pa\u00eds?<\/b><\/p>\n<p>Primeiro, acredito que \u00e9 a comunica\u00e7\u00e3o. As pessoas precisam saber o que \u00e9 a minera\u00e7\u00e3o, a import\u00e2ncia que ela tem para que se apropriem dela. Porque quando voc\u00ea torna algo como seu a interfer\u00eancia da sociedade ajuda as boas pr\u00e1ticas. Quando as pessoas acompanharem o que est\u00e1 acontecendo com a minera\u00e7\u00e3o, a press\u00e3o social vai enquadrar aqueles que n\u00e3o querem se enquadrar. A ideia \u00e9 se comunicar com a sociedade, mostrar a import\u00e2ncia da minera\u00e7\u00e3o. O segundo grande desafio \u00e9 a log\u00edstica. N\u00f3s temos um problema grave. E, como disse, essa log\u00edstica piorou por conta do processo de privatiza\u00e7\u00e3o que se deu no pa\u00eds e que levou a setores estrat\u00e9gicos estarem sob controle de empresas que t\u00eam conflito de interesse. \u201cN\u00e3o interessa muito a gente que a Bahia desenvolva a produ\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro\u201d. Isso faz com que haja um sucateamento da malha ferrovi\u00e1ria que acaba trazendo dificuldade para o escoamento da produ\u00e7\u00e3o. Porque os chineses querem gastar 800 milh\u00f5es de d\u00f3lares e trazer min\u00e9rio de ferro num mineroduto? Porque o min\u00e9rio de ferro tem uma concentra\u00e7\u00e3o de teor baixo ent\u00e3o n\u00e3o se viabiliza para voc\u00ea transportar nem por ferrovia. No mineroduto eles v\u00e3o empurrar esse min\u00e9rio com \u00e1gua e vai chegar no porto via gravidade. Apesar do investimento, eles v\u00e3o recuperar esses recursos. N\u00f3s aqui estamos buscando criar esse bom ambiente para minera\u00e7\u00e3o. Porque esses v\u00e1rios investimentos permitem que as pessoas se apropriem delas. Essa empresa est\u00e1 vindo para minha cidade e qual \u00e9 o legado, qual \u00e9 o benef\u00edcio? Tanto que estamos travando um debate que sinalizamos: olha, m\u00e3o-de-obra local tem que ser, empresa contratada \u00a0local. Vamos dar o suporte para que contratem pessoas na Bahia, empresas do estado. Uma mineradora dessa vai contratar trator, que seja na Bahia. Vai contratar motorista, que ele seja baiano. Engenheiros, ge\u00f3logos, t\u00e9cnicos, m\u00e9dicos que sejam contratados no estado. At\u00e9 porque a minera\u00e7\u00e3o tem os sal\u00e1rios mais altos do mercado. E essa pessoa sendo contratada ali, ela vai gastar ali, desenvolvendo o com\u00e9rcio. Tem toda uma economia envolvida.<\/p>\n<div id=\"dp-v-par8\" class=\"jba filled\" data-google-query-id=\"CLSG0_LO2oQDFf9I3QIdORcExw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br_10__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p><b>Raio-X<\/b><\/p>\n<p>Professor de Hist\u00f3ria formado pela Universidade Cat\u00f3lica do Salvador (UCSal), Henrique Carballal trabalhou em cursos pr\u00e9-vestibulares e col\u00e9gios particulares de Salvador e elegeu-se vereador pela primeira vez em 2008, sendo reeleito nos anos de 2012, 2016 e 2020.\u00a0 Ele iniciou sua trajet\u00f3ria pol\u00edtica no movimento estudantil, chegando a ser presidente da Uni\u00e3o Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) no ano de 1987. Em abril de 2020, ingressou no PDT. Assumiu a presid\u00eancia da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) em junho de 2023.<\/p>\n<\/article>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente da CBPM afirma que minera\u00e7\u00e3o na Bahia tem janela de oportunidade com a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":446867,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[327,6],"tags":[],"class_list":["post-446866","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-multimidia","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/A-Bahia-tem-uma-area-que-e-considerada-a-nova-Cara0126113700202403031929-ScaleDownProportional.webp","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/446866","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=446866"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/446866\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/446867"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=446866"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=446866"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=446866"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}