{"id":448001,"date":"2024-03-16T04:48:06","date_gmt":"2024-03-16T07:48:06","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=448001"},"modified":"2024-03-16T04:48:06","modified_gmt":"2024-03-16T07:48:06","slug":"serie-governadores-roberto-magalhaes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/serie-governadores-roberto-magalhaes\/","title":{"rendered":"S\u00e9rie governadores: Roberto Magalh\u00e3es"},"content":{"rendered":"<div class=\"elementor-element elementor-element-7f30e03 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"7f30e03\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-full size-full\" src=\"https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/robertomagalhaes.jpeg\" sizes=\"auto, (max-width: 590px) 100vw, 590px\" srcset=\"https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/robertomagalhaes.jpeg 590w, https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/robertomagalhaes-300x200.jpeg 300w\" alt=\"\" width=\"590\" height=\"393\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-746f5ae4 elementor-widget elementor-widget-theme-post-content\" data-id=\"746f5ae4\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-content.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div id=\"ub-expand-67c740a7-b810-4d7d-9553-05cc8bb65c3b\" class=\"ub-expand \">\n<div class=\"ub-expand-portion ub-expand-partial\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cap\u00edtulo 11<\/strong><\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es em 1982, a primeira no Pa\u00eds ap\u00f3s a ditadura militar, tinha em Pernambuco um amplo favorito para governador, j\u00e1 considerado o pr\u00f3ximo ocupante do Pal\u00e1cio das Princesa \u2013 o ex-senador Marcos Freire, do MDB. Boa pinta, discurso fluente, que sacudia as massas, Freire era a mais expressiva lideran\u00e7a de esquerda surgida no Estado, que ocupou o v\u00e1cuo da aus\u00eancia de Miguel Arraes exilado na Arg\u00e9lia, apeado do poder pelo golpe de 64.<\/p>\n<p>Os ventos, entretanto, come\u00e7aram a soprar contra ele quando, num casu\u00edsmo atroz, arquitetado pelas lideran\u00e7as de direita no Congresso, ficou estabelecido o voto vinculado, a cria\u00e7\u00e3o de sublegendas e a proibi\u00e7\u00e3o de coliga\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias. Pelo voto vinculado, o eleitor estava obrigado a escolher candidatos de um mesmo partido para todos os cargos em disputa, sob pena de ter seu voto anulado.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ub-expand-portion ub-expand-full\">\n<p>A mudan\u00e7a nas regras do jogo no apagar das luzes fez Roberto Magalh\u00e3es, o candidato das for\u00e7as que estavam no poder no Estado, virar o favorito. As elei\u00e7\u00f5es foram realizadas em 15 de novembro de 82. Pernambuco foi palco de um dos pleitos mais radicalizados da hist\u00f3ria do Pa\u00eds. S\u00f3 faltou sangrar, com acusa\u00e7\u00f5es de toda natureza, intimida\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas recorrentes dos por\u00f5es do regime militar.<\/p>\n<p>O caso mais marcante virou lenda: a mulher de Marcos Freire e o deputado Fernando Lyra, amigo do senador, foram fotografados nus, tentando se proteger das c\u00e2maras em um motel de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>O caso foi parar na campanha numa panfletagem nunca vista na hist\u00f3ria recente do Pa\u00eds. Em sua defesa, Fernando Lyra disse ter sido sequestrado e levado com a mulher de Freire, sob a coa\u00e7\u00e3o de armas, para o motel. O ent\u00e3o SNI tratou de divulgar outra vers\u00e3o: o casal estaria no motel quando os agentes chegaram, arrombaram a porta e os fotografaram. O epis\u00f3dio, evidentemente, teve forte influ\u00eancia para o desfecho das elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Abertas as urnas, Roberto Magalh\u00e3es (PDS), com Gustavo Krause na vice, teve 913.774 votos e Freire (MDB) 816.085 votos, 52% e 46% dos votos, respectivamente. Marco Maciel, que havia governado o Estado at\u00e9 abril de 82, foi eleito senador da Rep\u00fablica. As for\u00e7as conservadoras sa\u00edram consagradas emplacando as maiores bancadas entre os 26 deputados federais e 50 estaduais.<\/p>\n<p>\u201cAceitei ser candidato e fui preparado para perder. Ganhei a elei\u00e7\u00e3o. Comecei com pouca inten\u00e7\u00e3o de votos no Recife. Terminei com 32,5%, que, para o PDS, era uma coisa extraordin\u00e1ria na capital. Eu me elegi com a for\u00e7a dos votos do Sert\u00e3o e do Agreste, os votos do interior\u201d, disse, numa entrevista, ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Advogado, formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1957, com Doutorado na Universidade Federal de Pernambuco, Roberto Magalh\u00e3es nasceu em Canguaretama, interior do Rio Grande do Norte. Seu tio, o ex-governador Agamenon Magalh\u00e3es, tamb\u00e9m governou o Estado, primeiro como interventor, depois eleito, em 1950.<\/p>\n<p>Antes de virar governador, Magalh\u00e3es assessorou os ex-governadores Cid Sampaio e Eraldo Gueiros. Depois, ingressou na ARENA e foi escolhido, indiretamente, vice-governador em 1978 na chapa de Marco Maciel, a quem seguiu na filia\u00e7\u00e3o ao PDS. Com vistas ao pleito de 1982, ambos renunciaram aos mandatos e o Pal\u00e1cio do Campo das Princesas foi ocupado por Jos\u00e9 Muniz Ramos, ent\u00e3o presidente da Assembleia Legislativa.<\/p>\n<p><strong>Voto e trabalho em favor de Tancredo \u2013<\/strong>\u00a0Assentado no Pal\u00e1cio das Princesas e credenciado pela for\u00e7a do voto, Roberto Magalh\u00e3es seguiu Marco Maciel na dissid\u00eancia do PDS nas elei\u00e7\u00f5es indiretas para presidente da Rep\u00fablica, em 1985, apoiando a candidatura de Tancredo Neves, que derrotou Paulo Maluf. Em sintonia com Maciel, Magalh\u00e3es e o governador do Cear\u00e1, Gonzaga da Mota, foram os primeiros governadores do PDS no Nordeste a se manifestar pela elei\u00e7\u00e3o de Tancredo. Com exce\u00e7\u00e3o do paraibano Wilson Braga, que ficou com Maluf, todos votaram com Tancredo. \u201cQuando fui procurado por Tancredo Neves, eu disse \u00e0 minha bancada de deputados: \u201cN\u00f3s vamos fazer o que mais de errado existe em termos de estrat\u00e9gia pol\u00edtica, vamos apoiar o advers\u00e1rio\u201d, lembra Magalh\u00e3es.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-59487\" src=\"https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/majorferreira.png\" sizes=\"auto, (max-width: 322px) 100vw, 322px\" srcset=\"https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/majorferreira.png 559w, https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/majorferreira-300x208.png 300w\" alt=\"\" width=\"322\" height=\"223\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p><strong>Fuga do Major Ferreira \u2013<\/strong>\u00a0Roberto Magalh\u00e3es era impetuoso como seu tio Agamenon. Deu bananas para advers\u00e1rios, numa carreata quando prefeito do Recife e candidato \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o. Entrou no JC, procurando um jornalista, com rev\u00f3lver na cintura. Como governador, uma das maiores crises que enfrentou foi a fuga do Major Ferreira, respons\u00e1vel pela morte do Procurador da Rep\u00fablica Pedro Jorge. Major da Pol\u00edcia Militar de Pernambuco, Jos\u00e9 Ferreira dos Anjos foi preso pela Pol\u00edcia Federal em Barreiras (BA), em 1996, 12 anos e dois meses ap\u00f3s a fuga. Foi tamb\u00e9m um dos principais envolvidos na fraude contra a ag\u00eancia do Banco do Brasil em Floresta, entre 1980 e 1981. O caso ficou conhecido como \u201cesc\u00e2ndalo da mandioca\u201d.<\/p>\n<p><strong>Autobiografia sem pol\u00eamicas \u2013<\/strong>\u00a0Como advogado, Roberto Magalh\u00e3es n\u00e3o tinha ambi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas quando, em 1967, foi convidado pelo ent\u00e3o governador Nilo Coelho para assumir a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o. Depois, foi convidado pelo ent\u00e3o deputado federal Marco Maciel, indicado governador, em 1978, para ser seu vice na chapa. Em seu livro de mem\u00f3rias, que levou um ano para escrever as 364 p\u00e1ginas, ele faz um relato da trajet\u00f3ria pol\u00edtica iniciada em 1967, entre elas as experi\u00eancias vividas durante seus mandatos de governador de Pernambuco, prefeito do Recife e deputado federal, al\u00e9m dos cargos de secret\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura. N\u00e3o quis entrar nas pol\u00eamicas dos bastidores que viveu. Revelou, numa conversa com jornalistas, que n\u00e3o teve a inten\u00e7\u00e3o de gerar pol\u00eamicas nem criar casos com a publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Estado saneado e obras \u2013<\/strong>\u00a0Magalh\u00e3es governou o Estado em c\u00e9u de brigadeiro. Marco Maciel [antecessor no cargo] n\u00e3o deixou d\u00edvidas de empreiteiras, apenas compromissos com empr\u00e9stimos em moeda estrangeira. O secret\u00e1rio da Fazenda, Luiz Ot\u00e1vio Cavalcanti, seu sobrinho, fez a sua cabe\u00e7a para assinar um novo empr\u00e9stimo. \u201cNaquela \u00e9poca, os estados podiam contrair empr\u00e9stimos em d\u00f3lar, com bancos estrangeiros, de acordo com a circular 63 do Banco Central. O que n\u00f3s faz\u00edamos? Quando se aproximava uma presta\u00e7\u00e3o semestral, n\u00f3s tom\u00e1vamos novo empr\u00e9stimo e rol\u00e1vamos. N\u00e3o pesava no meu or\u00e7amento. Com esses dois fatos: Marco Maciel, que n\u00e3o deixou d\u00edvida, e \u00e0s d\u00edvidas internacionais que eu rolei, tinha dinheiro para tudo\u201d, destacou, numa entrevista. Entre as principais obras do seu governo, na \u00e1rea h\u00eddrica, montou o sistema de abastecimento de \u00e1gua de Botafogo e fez uma adutora em Salgueiro, a 70 quil\u00f4metros do Rio S\u00e3o Francisco. Mas l\u00e1, perdeu a elei\u00e7\u00e3o para o Senado, fato que passou a vida inteira resmungando.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens1.ne10.uol.com.br\/blogsne10\/social1\/uploads\/2012\/09\/roberto-magalhaes.jpg\" alt=\"\" width=\"315\" height=\"210\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p><strong>Desilus\u00e3o motivou seu adeus \u00e0 vida p\u00fablica \u2013<\/strong>\u00a0Em 2010, desapontado com a pol\u00edtica, o Congresso Nacional e os rumos tomados pelo Pa\u00eds com Lula no poder, Roberto Magalh\u00e3es encerrou seu \u00faltimo est\u00e1gio na vida p\u00fablica como deputado federal. A pol\u00edtica de Pernambuco perdeu em definitivo um de seus maiores expoentes nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas. Na condi\u00e7\u00e3o de ex-governador, ex-prefeito de Recife, deputado federal mais votado do Pa\u00eds em 1990, Magalh\u00e3es refletiu e concluiu que havia chegado a hora de parar. \u201cTenho dez motivos para sair e n\u00e3o tenho um s\u00f3 para ficar\u201d, chegou a dizer, para acrescentar: \u201cA deteriora\u00e7\u00e3o da classe pol\u00edtica; o cansa\u00e7o j\u00e1 excessivo para os 76 anos; o estresse inerente ao trabalho pol\u00edtico; a perda de import\u00e2ncia da \u00e9tica e a desilus\u00e3o com a ades\u00e3o maci\u00e7a ao lulismo. Esses s\u00e3o apenas alguns dos fatores que me levaram a desistir. A minha decis\u00e3o decorreu do reconhecimento de que o tempo, os novos costumes pol\u00edticos e as circunst\u00e2ncias me indicavam esse caminho. Sem um Legislativo independente e forte, a democracia torna-se uma farsa e abre caminho para o autoritarismo\u201d.<\/p>\n<p><strong>CURTAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>AN\u00d5ES DO OR\u00c7AMENTO \u2013<\/strong>\u00a0J\u00e1 em Bras\u00edlia como deputado federal, Roberto Magalh\u00e3es pegou um pepino: a relatoria do esc\u00e2ndalo dos An\u00f5es do Or\u00e7amento, 37 parlamentares envolvidos em esquemas de fraudes na Comiss\u00e3o de Or\u00e7amento do Congresso Nacional. O relat\u00f3rio final, assinado por ele, foi pela cassa\u00e7\u00e3o de 18 deles, mas apenas seis perderam seus mandatos. Os envolvidos roubaram mais de R$ 100 milh\u00f5es p\u00fablicos, com esquemas de propina, para favorecer governadores, ministros, senadores e deputados. Em 2000, o Supremo Tribunal Federal arquivou o processo contra Ibsen Pinheiro, que retornou \u00e0 pol\u00edtica em 2004, ao eleger-se vereador em Porto Alegre. Em 2006, elegeu-se para a C\u00e2mara Federal.<\/p>\n<p><strong>FILHOS FORA DA POL\u00cdTICA \u2013<\/strong>\u00a0Casado em dezembro de 1965 com Jane Coelho Magalh\u00e3es Melo, com forma\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, p\u00f3s-graduada em administra\u00e7\u00e3o e ci\u00eancia pol\u00edtica, Roberto Magalh\u00e3es n\u00e3o quis filhos envolvidos na vida p\u00fablica. Carlos Andr\u00e9, advogado, ainda ensaiou uma candidatura a deputado, mas desistiu. Entre os filhos, um m\u00e9dico, Roberto Filho. A fam\u00edlia \u00e9 completada pelas filhas Rog\u00e9ria e Renata. Magalh\u00e3es foi eleito quatro vezes mandatos de deputado federal (1991\/1995, 1995\/1997, 2003\/2007 e 2007\/2011). Foi governador de 1983\/1986 e prefeito da cidade do Recife de 1997\/2000.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O caso foi parar na campanha numa panfletagem nunca vista na hist\u00f3ria recente do Pa\u00eds. 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