{"id":452416,"date":"2024-05-07T06:16:12","date_gmt":"2024-05-07T09:16:12","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=452416"},"modified":"2024-05-07T06:16:12","modified_gmt":"2024-05-07T09:16:12","slug":"ditadura-e-o-povo-krenak-a-vale-em-conluio-com-o-estado-brasileiro-fez-a-remocao-do-nosso-povo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/ditadura-e-o-povo-krenak-a-vale-em-conluio-com-o-estado-brasileiro-fez-a-remocao-do-nosso-povo\/","title":{"rendered":"Ditadura e o povo Krenak: &#8216;A Vale, em conluio com o estado brasileiro, fez a remo\u00e7\u00e3o do nosso povo&#8217;"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1 class=\"title\"><\/h1>\n<h2 class=\"description\">Documentos e relatos mostram que mineradora transportou ind\u00edgenas para centros de tortura<\/h2>\n<div class=\"details-bar\">\n<div class=\"author-time\">\n<div class=\"author\">Pedro Stropasolas &#8211; Brasil de Fato<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<figure>\n<div class=\"img-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images01.brasildefato.com.br\/b0b68b5fd6776b0c080be874311ffde0.webp\" alt=\"\" \/><\/div><figcaption>Territ\u00f3rio dos Krenak foi distribu\u00eddo entre fazendeiros pelo governo militar &#8211; Ligia-Simonian\/Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (Cimi)<\/figcaption><\/figure>\n<\/header>\n<div class=\"content\">\n<div class=\"text-content\">\n<p>Durante a ditadura militar, os vag\u00f5es da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) foram usados para carregar o povo Krenak para longe de seu territ\u00f3rio ancestral, em Minas Gerais.\u00a0O interventor militar no estado, Rondon Pacheco, autorizou a entrega das terras em que viviam os Krenak para mais de 50 fazendeiros.<\/p>\n<div class=\"ads-googletag article_1\"><\/div>\n<p>Para viabilizar a entrega, os ind\u00edgenas foram retirados \u00e0 for\u00e7a do local. Sua sa\u00edda em massa s\u00f3 foi poss\u00edvel com a ajuda do trem da antiga Companhia Vale do Rio Doce.<\/p>\n<div class=\"ads-googletag article_2\"><\/div>\n<p>&#8220;Meu av\u00f4, a minha tia av\u00f3, meus pais foram colocados dentro de um vag\u00e3o. Meu pai conta a hist\u00f3ria que para o policial poder colocar o meu av\u00f4 para dentro do vag\u00e3o, ele deu uma coronhada nas costas dele, ele chegou a passar mal quando chegou na fazenda Guarani. N\u00e3o demorou muito tempo, ele estava morto&#8221;, pontua\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/04\/02\/lideranca-krenak-pede-demarcacao-como-forma-de-reparar-crimes-da-ditadura-nosso-povo-esta-doente\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a lideran\u00e7a ind\u00edgena Geovani Krenak<\/a>, vereador no munic\u00edpio de Resplendor (MG).<\/p>\n<div class=\"ads-googletag article_3\"><\/div>\n<p>Na segunda reportagem da s\u00e9rie do\u00a0<strong>Brasil de Fato<\/strong>\u00a0sobre a Vale, a ditadura e os povos ind\u00edgenas no Brasil, mostramos como a ent\u00e3o Companhia Vale do Rio Doce colaborou com o governo militar para retirar o povo Krenak de seu territ\u00f3rio ancestral, em Minas Gerais, transferindo os ind\u00edgenas para pres\u00eddios e outras regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<div class=\"ads-googletag article_4\"><\/div>\n<p>&#8220;A Vale em conluio com o estado brasileiro fez a remo\u00e7\u00e3o do nosso povo&#8221;, desabafa Krenak.<\/p>\n<div class=\"ads-googletag article_5\"><\/div>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/w9gHDRwZM4U?si=Omi8zL7_GevHducL\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Os vag\u00f5es da Companhia Vale do Rio Doce<\/strong><\/p>\n<p>Os ex\u00edlios come\u00e7aram quando Rondon Pacheco autorizou a Ruralminas, com sede em Governador Valadares, a tomar a terra ind\u00edgena e distribu\u00ed-la entre mais de 50 fazendeiros.<\/p>\n<p>Para viabilizar os t\u00edtulos de terras ilegais, idosos, mulheres e crian\u00e7as Krenak foram retirados \u00e0 for\u00e7a de sua terra ancestral e acomodados em caminh\u00f5es de transporte de bois e em vag\u00f5es de carga do trem da antiga Companhia Vale do Rio Doce.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images02.brasildefato.com.br\/56beb1ee959c62320b8f0a63fab49769.webp\" \/><br \/>\nPovo Krenak protesta contra a Vale nos trilhos da Estrada de Ferros Vit\u00f3ria Minas \/ Yrerewa Bras\/Arquivo Pessoal<\/p>\n<p>O destino, segundo os documentos reunidos pela Comiss\u00e3o Estadual da Verdade-MG, eram as terras dos Tupinikim no Esp\u00edrito Santo; dos Maxacali no Vale do Jequitinhonha (MG); dos Kaingang, em S\u00e3o Paulo; a Ilha do Bananal em Goi\u00e1s, hoje Tocantins; e principalmente para a Fazenda Guarani, pris\u00e3o no munic\u00edpio mineiro de Carm\u00e9sia.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o in\u00fameras as formas de ataque por parte dessa empresa. Primeiro no momento de constru\u00e7\u00e3o da linha f\u00e9rrea, de destruir as as matas, de matar bichos, de matar parente nosso. Depois no momento da ditadura militar, fazendo essa remo\u00e7\u00e3o junto ao estado. E agora com esses crimes ambientais. Ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma empresa que ela todo tempo ela tenta destruir o nosso povo&#8221;, coloca Geovani Krenak.<\/p>\n<p>Geovani se refere ao rompimento da barragem do Fund\u00e3o, localizada em Mariana, Minas Gerais, em 5 de novembro de 2015. A cat\u00e1strofe espalhou cerca de 50 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de rejeitos de minera\u00e7\u00e3o em toda a bacia do rio Doce. O crime envolvendo a barragem da empresa Samarco, de posse das mineradoras Vale e BHP Billiton, acabou matando o Watu, o rio que assume a condi\u00e7\u00e3o de &#8220;entidade&#8221;, de &#8220;av\u00f4&#8221; para os Krenak.<\/p>\n<p>&#8220;Tanto \u00e9 que a gente tem acordos judiciais com essa empresa para prever alguma coisa, em rela\u00e7\u00e3o ao abastecimento de \u00e1gua, a gente est\u00e1 falando de \u00e1gua. A Vale para o nosso povo \u00e9 namjoon. A gente tem um nome pra essa empresa, para esse trem de ferro, guaip\u00f3, monstro que solta fuma\u00e7a. Ent\u00e3o a gente sempre tentou barrar isso, mas a gente nunca conseguiu. E agora a sociedade est\u00e1 vendo que \u00e9 o lucro acima de tudo, acima da vida, acima da \u00e1gua, acima do povo ind\u00edgena&#8221;, completa.<\/p>\n<p><strong>A invas\u00e3o de fazendeiros<\/strong><\/p>\n<p>Os impactos da estrada de ferro, atualmente sob concess\u00e3o da Vale at\u00e9 2057, s\u00e3o expostos no depoimento de Douglas Krenak que consta no relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Estadual da Verdade de Minas Gerais. Na comiss\u00e3o, ele relatou como a ferrovia constru\u00edda no fim do s\u00e9culo 19 teve papel crucial no processo de ex\u00edlio perpetuado contra seu povo.<\/p>\n<p>&#8220;Tava vindo uma expans\u00e3o muito grande grande de caf\u00e9, gado, e a ideia era extinguir esse povo, acabar com esse povo, mas como na \u00e9poca j\u00e1 tinha esses servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o ao \u00edndio, eles come\u00e7aram a retirar o nosso povo daqui para outros lugares. Por causa da pr\u00f3pria estrada de ferro. A gente \u00e9 a prova viva de toda a atrocidade que essa estrada de ferro, que \u00e9 a quest\u00e3o das aberturas de estrada, a cultura do gado e do caf\u00e9 fez por aqui&#8221;, colocou a lideran\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images03.brasildefato.com.br\/3c4cd0c15e57cee97494c072988305f9.webp\" \/><br \/>\nDepoimento de Douglas Krenak descreve como estrada de ferro teve papel crucial para a remo\u00e7\u00e3o for\u00e7ada de seu povo \/ Comiss\u00e3o Estadual da Verdade &#8211; MG<\/p>\n<div class=\"ads-googletag article_middle\"><\/div>\n<p>Em outro trecho, Douglas relata como a ditadura militar, para o povo Krenak, criou um tipo de viol\u00eancia at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o observada na hist\u00f3ria da etnia: a remo\u00e7\u00e3o for\u00e7ada.<\/p>\n<p>&#8220;A tortura, matar, impor quest\u00f5es culturais, trabalho for\u00e7ado, isso a gente j\u00e1 vinha desde 1800 passando por isso e lutando contra. O que foi novo mesmo de viol\u00eancia contra o nosso povo foi essa quest\u00e3o de tentar tirar daqui, pra outro lugar, pro povo n\u00e3o retomar mais pra c\u00e1&#8221;, explicou no depoimento.<\/p>\n<p><strong>Tortura e pres\u00eddios<\/strong><\/p>\n<p>Na esteira do Ato Institucional 5, o AI-5, o in\u00edcio do de 1968 foi marcado por\u00a0 uma pol\u00edtica indigenista mais repressiva, com a cria\u00e7\u00e3o de pres\u00eddios para ind\u00edgenas. Representantes de 23 etnias foram torturados em dois centros de deten\u00e7\u00e3o geridos e vigiados por policiais militares: o Reformat\u00f3rio Krenak, em Resplendor; e a Fazenda Guarani, em Carm\u00e9sia.<\/p>\n<p>As duas cadeias s\u00e3o classificadas como &#8220;campos de concentra\u00e7\u00e3o&#8221; pelos Krenak, pelos indigenistas, e pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images01.brasildefato.com.br\/8115fe61fc57a9c58b342dc4276c1277.webp\" \/><br \/>\nParticipa\u00e7\u00e3o da Companhia Vale do Rio Doce na captura de ind\u00edgenas durante a ditadura militar \/ Funai<\/p>\n<p>Um telegrama timbrado enviado pela Companhia Vale do Rio Doce mostra que havia uma parceria entre o governo militar, a Funai e a pr\u00f3pria Companhia para capturar ind\u00edgenas e transport\u00e1-los aos centros de repress\u00e3o.<\/p>\n<p>No documento, \u00e9 poss\u00edvel observar a captura de um ind\u00edgena da etnia Beuak\u00e1 por parte de funcion\u00e1rios da Vale e a perman\u00eancia do ind\u00edgena nas demandas da empresa at\u00e9 a chegada da Pol\u00edcia Militar. &#8220;Beauk\u00e1 est\u00e1 a sua disposi\u00e7\u00e3o xadrex&#8221;, diz trecho do documento.<\/p>\n<p><strong>Anistia coletiva<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/04\/02\/de-joelhos-presidente-da-comissao-da-anistia-pede-desculpas-ao-povo-krenak-por-violacoes-na-ditadura\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pela primeira vez na hist\u00f3ria<\/a>, em 2 de abril deste ano, a Comiss\u00e3o de Anistia, vinculada ao Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos, reconheceu viola\u00e7\u00f5es coletivas no per\u00edodo da ditadura militar e formalizou o pedido de desculpas aos ind\u00edgenas Krenak em nome do Estado brasileiro.<\/p>\n<p>Os dados apresentados pelo relat\u00f3rio final da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV) entregue em dezembro de 2014, contabiliza ao menos 8.350 ind\u00edgenas de diferentes povos v\u00edtimas da ditadura militar. A investiga\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, ocorreu em apenas 10 territ\u00f3rios ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>A CNV avaliou que o n\u00famero real de ind\u00edgenas assassinados \u00e9 &#8220;exponencialmente maior&#8221;. N\u00e3o h\u00e1 na contabilidade, por exemplo, estimativas do n\u00famero de v\u00edtimas da ditadura entre os Guarani Kaiow\u00e1, povos do Mato Grosso do Sul, e entre os Kaingang, do sul do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;Nesse interior do Brasil, Amaz\u00f4nia, cerrado, s\u00e3o biomas que ainda estavam bastante preservados, onde ainda n\u00e3o tinha chegado a industrializa\u00e7\u00e3o, a minera\u00e7\u00e3o, o agroneg\u00f3cio. Isso foi um projeto mesmo do regime militar, em ocupar essas \u00e1reas. E a\u00ed ao encontrar povos ind\u00edgenas para eles era uma coisa muito simples, \u00e9 tirar daqui e botar em outro lugar&#8221;,\u00a0coloca a professora Paula Capriglione, que coordena hoje o\u00a0<a href=\"https:\/\/armazemmemoria.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Armaz\u00e9m Mem\u00f3ria<\/a>, iniciativa criada por seu ex-companheiro e pesquisador Marcelo Zelic, um dos principais articuladores para a inclus\u00e3o das viola\u00e7\u00f5es contra povos origin\u00e1rios na Comiss\u00e3o Nacional da Verdade.<\/p>\n<p>&#8220;Eles [os militares] v\u00e3o enfrentar essa resist\u00eancia [dos povos ind\u00edgenas] das maneiras mais absurdas, que a gente viu no relat\u00f3rio Figueiredo. Relatos de infectar as popula\u00e7\u00f5es. S\u00e3o coisas que est\u00e3o ali documentadas&#8221;, completa Paula.<\/p>\n<p>Zelic, que faleceu em maio de 2023, foi respons\u00e1vel pela \u00a0recupera\u00e7\u00e3o de imagens que mostram como os militares ensinaram t\u00e9cnicas de tortura \u00e0 Guarda Rural Ind\u00edgena (Grin), como o pau de arara.<\/p>\n<p>Foi tamb\u00e9m por meio do pesquisador que o pa\u00eds teve acesso ao Relat\u00f3rio Figueiredo em 2013, documento produzido em 1967 e que revela al\u00e9m dos crimes b\u00e1rbaros cometidos contra os povos ind\u00edgenas, como as\u00a0terras ind\u00edgenas foram arrendadas e vendidas com o aval do Estado durante o regime militar. As descobertas foram fundamentais para embasar o pedido de perd\u00e3o efetuado pela Comiss\u00e3o de Anistia ao povo Krenak.<\/p>\n<p>&#8220;Esse relat\u00f3rio ele tinha sido feito a pedido do Estado brasileiro, e ele traz ali relatos b\u00e1rbaros sobre a pr\u00f3pria atua\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o do estado brasileiro, porque ele ou estava envolvido diretamente na viola\u00e7\u00e3o e nas remo\u00e7\u00f5es, ou ele tamb\u00e9m se omitia de fazer o papel dele, de fazer a prote\u00e7\u00e3o aos ind\u00edgenas. O servi\u00e7o de prote\u00e7\u00e3o ao \u00edndio, depois substitu\u00eddo pela Funai, muitas vezes atuaram contra os povos ind\u00edgenas e n\u00e3o a favor dos direitos que que deveriam ser reconhecidos&#8221;, completa Capriglione.<\/p>\n<p><strong>Demarca\u00e7\u00e3o paralisada<\/strong><\/p>\n<p>Os Krenak foram mantidos afastados de suas terras por d\u00e9cadas. E a retomada foi poss\u00edvel somente a partir de 1993, quando o Supremo Tribunal Federal anulou t\u00edtulos que haviam sido concedidos pela Funda\u00e7\u00e3o Rural Mineira aos invasores da \u00e1rea ind\u00edgena.<\/p>\n<p>Apesar de recuperar parte do territ\u00f3rio do qual foi expulso no passado, o povo Krenak ainda aguarda pela\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/04\/02\/lideranca-krenak-pede-demarcacao-como-forma-de-reparar-crimes-da-ditadura-nosso-povo-esta-doente\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">demarca\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio de Sete Sal\u00f5es,<\/a>\u00a0uma \u00e1rea considerada sagrada, que teve seu processo de identifica\u00e7\u00e3o e delimita\u00e7\u00e3o finalizado em abril de 2023 e at\u00e9 agora segue parado.<\/p>\n<div class=\"ads-googletag article_before_last\"><\/div>\n<p>Antes ou depois da privatiza\u00e7\u00e3o, em 1997, a Vale nunca se manifestou publicamente sobre sua participa\u00e7\u00e3o nas viola\u00e7\u00f5es e torturas cometidas contra o povo Krenak durante o per\u00edodo militar.<\/p>\n<div class=\"ads-googletag article_last\"><\/div>\n<p>A empresa foi procurada pela reportagem para comentar os assuntos expostos nesta reportagem, mas n\u00e3o respondeu. O espa\u00e7o segue aberto.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Documentos e relatos mostram que mineradora transportou ind\u00edgenas para centros de tortura<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":452417,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-452416","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/indios-krenac.webp","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/452416","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=452416"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/452416\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/452417"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=452416"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=452416"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=452416"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}