{"id":456721,"date":"2024-06-25T10:19:53","date_gmt":"2024-06-25T13:19:53","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=456721"},"modified":"2024-06-25T10:19:53","modified_gmt":"2024-06-25T13:19:53","slug":"extrema-pobreza-cai-pela-metade-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/extrema-pobreza-cai-pela-metade-no-brasil\/","title":{"rendered":"Extrema pobreza cai pela metade no Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"elementor-element elementor-element-7d2fc729 titulo-post elementor-widget elementor-widget-theme-post-title elementor-page-title elementor-widget-heading\" data-id=\"7d2fc729\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-title.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-59e555ed elementor-widget elementor-widget-post-info\" style=\"text-align: justify;\" data-id=\"59e555ed\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"post-info.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><\/div>\n<\/div>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-7e25a070 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"7e25a070\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-24f401b5\" data-id=\"24f401b5\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-6b34b66e elementor-share-buttons--view-icon elementor-share-buttons--skin-flat elementor-share-buttons--align-right elementor-share-buttons--shape-square elementor-grid-0 elementor-share-buttons--color-official elementor-widget elementor-widget-share-buttons\" data-id=\"6b34b66e\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;share_url&quot;:{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/blogdomagno.com.br\\\/extrema-pobreza-cai-pela-metade-no-brasil\\\/&quot;,&quot;is_external&quot;:&quot;&quot;,&quot;nofollow&quot;:&quot;&quot;,&quot;custom_attributes&quot;:&quot;&quot;}}\" data-widget_type=\"share-buttons.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-grid\">\n<div class=\"elementor-grid-item\">\n<div class=\"elementor-share-btn elementor-share-btn_twitter\" tabindex=\"0\" aria-label=\"Compartilhar no twitter\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-grid-item\">\n<div class=\"elementor-share-btn elementor-share-btn_email\" tabindex=\"0\" aria-label=\"Compartilhar no email\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-7f30e03 elementor-widget elementor-widget-image\" style=\"text-align: justify;\" data-id=\"7f30e03\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-full size-full\" src=\"https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/pobreza.webp\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" srcset=\"https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/pobreza.webp 900w, https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/pobreza-300x185.webp 300w, https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/pobreza-768x474.webp 768w\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"556\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-746f5ae4 elementor-widget elementor-widget-theme-post-content\" data-id=\"746f5ae4\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-content.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div id=\"ub-expand-e7c0774f-4ef5-4e27-9581-2c767c36f41c\" class=\"ub-expand \">\n<div class=\"ub-expand-portion ub-expand-partial\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Os pesquisadores Fl\u00e1vio Ataliba Barreto, Jo\u00e3o M\u00e1rio S. de Fran\u00e7a, Vitor Hugo Miro e Arnaldo Santos realizaram o estudo pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, que observa um contingente relevante da popula\u00e7\u00e3o brasileira em situa\u00e7\u00e3o de priva\u00e7\u00e3o de renda. A distribui\u00e7\u00e3o espacial dos indicadores de renda e pobreza indicam uma situa\u00e7\u00e3o mais delicada na regi\u00e3o Nordeste, que concentra quase metade (45%) das pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza monet\u00e1ria no pa\u00eds. Nesse sentido, estabelecer como foco de an\u00e1lise a din\u00e2mica destes indicadores para a regi\u00e3o Nordeste se torna um exerc\u00edcio importante, tendo em vista os persistentes desafios ao desenvolvimento da regi\u00e3o. E claro, a an\u00e1lise de informa\u00e7\u00f5es estat\u00edsticas fornece evid\u00eancias para o debate sobre as pol\u00edticas que j\u00e1 foram e est\u00e3o sendo realizadas para a regi\u00e3o, al\u00e9m de provocar reflex\u00f5es em busca de novas alternativas.<\/p>\n<p>No presente artigo, nos preocupamos em analisar de forma mais espec\u00edfica a situa\u00e7\u00e3o dos estados nordestinos, apresentando e avaliando as trajet\u00f3rias dos indicadores de pobreza no per\u00edodo de 2012 a 2023, conforme o recorte da PNAD Cont\u00ednua nos permite. Aqui estivemos atentos a din\u00e2mica diferenciada destas trajet\u00f3rias ao longo destes anos e entre os nove estados da regi\u00e3o. Tamb\u00e9m consideramos dois par\u00e2metros de identifica\u00e7\u00e3o, calculando e avaliando \u00edndices de pobreza e extrema pobreza.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ub-expand-portion ub-expand-full\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Na dimens\u00e3o temporal, o comportamento dos indicadores \u00e9 diferenciado entre recortes alternativos considerados. Entre 2012 e 2019, embora o pa\u00eds tenha enfrentado uma importante recess\u00e3o e anos de baixo crescimento, foi poss\u00edvel observar redu\u00e7\u00f5es no \u00edndice de pobreza em todos os estados do Nordeste. A din\u00e2mica ap\u00f3s 2020 \u00e9 bastante diferente, explicada pelo cen\u00e1rio de pandemia e de transforma\u00e7\u00f5es na pol\u00edtica de transfer\u00eancia de renda. Os efeitos mais severos da pandemia de Covid-19 sobre os indicadores de pobreza s\u00f3 foram sentidos em 2021, ano em que foi poss\u00edvel observar um abrupto aumento nos \u00edndices de pobreza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s este ano, as pol\u00edticas de transfer\u00eancia de renda permitiram o esbo\u00e7o de uma nova tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o. Na regi\u00e3o Nordeste, que concentra a maior parcela da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de pobreza e dependente das transfer\u00eancias, efeitos destes acontecimentos s\u00e3o bastante percept\u00edveis, com mais de 5,4 milh\u00f5es de pessoas saindo da situa\u00e7\u00e3o de pobreza no Nordeste em 2022 e 2023.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pobreza e extrema pobreza no contexto nacional e regional<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme publicado recentemente no blog do FGV IBRE, 3,3 milh\u00f5es de nordestinos sairam da pobreza entre 2012 a 2023, publicado em 11 de junho de 2024, o n\u00famero estimado de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza no Brasil em 2023 correspondia a um contingente de aproximadamente 60,4 milh\u00f5es de pessoas, equivalente a 28% da popula\u00e7\u00e3o. Ao comparar 2023 com o primeiro ano da s\u00e9rie da PNAD Continua, temos uma redu\u00e7\u00e3o de 6,7 pontos percentuais, o que representa uma estimativa de 8,3 milh\u00f5es de pessoas a menos na situa\u00e7\u00e3o de pobreza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Analisar esta varia\u00e7\u00e3o entre 2012 e 2023 n\u00e3o permite observar que a redu\u00e7\u00e3o de pobreza ao longo de todo este per\u00edodo n\u00e3o se deu de maneira uniforme. O comportamento destes indicadores foi diferenciado ao longo dos anos, respondendo ao cen\u00e1rio econ\u00f4mico que, por sua vez, induziu mudan\u00e7as no n\u00edvel e na composi\u00e7\u00e3o da renda das fam\u00edlias (vari\u00e1vel empregada para o c\u00e1lculo dos indicadores de pobreza monet\u00e1ria). De forma mais recente, tamb\u00e9m tivemos mudan\u00e7as significativas nas pol\u00edticas de combate \u00e0 pobreza, principalmente nas de transfer\u00eancia de renda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De 2012 at\u00e9 2019, tem-se um per\u00edodo caracterizado por uma forte recess\u00e3o (nos anos de 2015 e 2016) e uma sequ\u00eancia de anos marcados por um crescimento muito baixo. Obviamente, esse cen\u00e1rio teve repercuss\u00f5es sobre a renda e os indicadores de pobreza em todo o pa\u00eds. Entre 2012 e 2019, o quantitativo de pessoas pobres no Brasil, declinou pouco mais de 355 mil pessoas. Isso representa uma redu\u00e7\u00e3o de 0,5% entre os dois anos. Neste mesmo per\u00edodo, as regi\u00f5es Nordeste e Sul, foram as \u00fanicas que conseguiram reduzir parcelas da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, redu\u00e7\u00e3o esta, que quase foi anulada pelo crescimento estimado nas regi\u00f5es<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Centro-Oeste, Sudeste e Norte<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando se considera o indicador de extrema pobreza, estabelecendo maior aten\u00e7\u00e3o aos mais pobres, se observa um aumento no n\u00famero de pessoas nesta condi\u00e7\u00e3o em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds. No agregado, o n\u00famero de pessoas em extrema pobreza aumentou 18% entre 2012 e 2019, de 13,1 para quase 15,5 milh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de ter experimentado uma redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de pobres, se observou uma piora nas estimativas de extrema pobreza para o Nordeste, o que indica uma evid\u00eancia de que, aqueles que permaneceram com rendimentos abaixo da linha de pobreza, experimentaram uma piora de suas priva\u00e7\u00f5es monet\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por sua vez, a din\u00e2mica ap\u00f3s 2020 \u00e9 bastante diferente, sendo explicada pelo cen\u00e1rio de pandemia e de transforma\u00e7\u00f5es na pol\u00edtica de transfer\u00eancia de renda. Os anos de 2020 e 2021 foram caracterizados por dois grandes extremos. Em 2020, o Aux\u00edlio Emergencial conseguiu fazer frente aos efeitos socioecon\u00f4micos da pandemia e os indicadores de pobreza chegaram a sofrer forte redu\u00e7\u00e3o. Os efeitos mais severos do cen\u00e1rio econ\u00f4mico da pandemia de Covid-19 sobre os indicadores de pobreza s\u00f3 foram sentidos em 2021, quando a propor\u00e7\u00e3o de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza alcan\u00e7ou o patamar de 36,9%, representando uma estimativa de 78,3 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao final de 2021 o Programa Aux\u00edlio Brasil foi lan\u00e7ado em substitui\u00e7\u00e3o ao Programa Bolsa Fam\u00edlia. Inicialmente com valor m\u00e9dio de R$ 400 por fam\u00edlia em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, este programa obteve um acr\u00e9scimo de R$ 200 no segundo semestre de 2022. Com isso, os dados em 2022 j\u00e1 passaram a revelar uma redu\u00e7\u00e3o da pobreza monet\u00e1ria em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, o \u00faltimo marco significativo destas mudan\u00e7as na pol\u00edtica de transfer\u00eancia de renda foi o relan\u00e7amento do Programa Bolsa Fam\u00edlia em mar\u00e7o de 2023. Mantendo o valor m\u00ednimo de R$600, mas com a inclus\u00e3o de novos benef\u00edcios de acordo com a composi\u00e7\u00e3o familiar, o valor do benef\u00edcio m\u00e9dio aumentou e, obviamente, gerou efeitos ainda maiores sobre os indicadores de pobreza monet\u00e1ria aqui analisados. Ao final de 2023, as estimativas revelam uma redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de pobres de quase 18 milh\u00f5es de pessoas desde o pico em 2021. Uma redu\u00e7\u00e3o de quase 23% em dois anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com base no crit\u00e9rio da linha de extrema pobreza, estima-se que em 2021 havia 19,2 milh\u00f5es de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza extrema. Ao final de 2023, esse n\u00famero caiu pela metade, representando uma redu\u00e7\u00e3o de 9,6 milh\u00f5es de pessoas. A redu\u00e7\u00e3o acentuada foi observada em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, mas vale destacar que deste contingente, 4,8 milh\u00f5es residiam na regi\u00e3o Nordeste, o que equivale a 50% da redu\u00e7\u00e3o observada no pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com base no crit\u00e9rio da linha de extrema pobreza, estima-se que em 2021 havia 19,2 milh\u00f5es de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza extrema. 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