{"id":463244,"date":"2024-09-07T08:13:46","date_gmt":"2024-09-07T11:13:46","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=463244"},"modified":"2024-09-07T08:13:46","modified_gmt":"2024-09-07T11:13:46","slug":"a-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-sete-de-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/a-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-sete-de-setembro\/","title":{"rendered":"A literatura reinterpreta e reconta a hist\u00f3ria do Sete de Setembro"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1><\/h1>\n<h2>Participa\u00e7\u00e3o popular na Independ\u00eancia sempre teve destaque na imprensa e nas obras de fic\u00e7\u00e3o inspiradas nos fatos da hist\u00f3ria<\/h2>\n<div class=\"blogs-share-like\">\n<section class=\"atr-share-social-container\">\n<div class=\"atr-share-social\"><\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/header>\n<figure class=\"mw-article-head-image\" data-article-id=\"1285885\"><picture><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1280000\/320x250\/A-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588500202409061718-ScaleDownProportional.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2FArtigo-Destaque%2F1280000%2FA-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588500202409061718.jpg%3Fxid%3D6361719%26resize%3D1000%252C500%26t%3D1725696133&amp;xid=6361719\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1280000\/724x500\/A-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588500202409061718-ScaleDownProportional.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2FArtigo-Destaque%2F1280000%2FA-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588500202409061718.jpg%3Fxid%3D6361719%26resize%3D1000%252C500%26t%3D1725696133&amp;xid=6361719\" media=\"(min-width: 768px)\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1280000\/724x500\/A-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588500202409061718-ScaleDownProportional.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2FArtigo-Destaque%2F1280000%2FA-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588500202409061718.jpg%3Fxid%3D6361719%26resize%3D1000%252C500%26t%3D1725696133&amp;xid=6361719\" alt=\"Desfile Sete de Setembro com autoridades em 1977\" data-cls=\"\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"mw-image-info\"><span class=\"mw-image-description\">Desfile Sete de Setembro com autoridades em 1977 &#8211;\u00a0<label class=\"mw-image-author\">Foto: Cedoc A TARDE<\/label><\/span><\/div>\n<div id=\"dm-h-dimagem\" class=\"jba filled\" data-google-query-id=\"CPmPs7fZsIgDFVpRuAQduxEJ3w\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br_2__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<article id=\"article\" data-id=\"79\">Imagine uma viagem a cavalo pelas vastid\u00f5es de um Brasil ainda pouco povoado e sem as rodovias e outros meios de locomo\u00e7\u00e3o modernos. As estradas mal existem, o caminho \u00e9 pontilhado por raros povoados que ainda disputam a posse do territ\u00f3rio com a natureza selvagem e n\u00e3o h\u00e1 meios de avisar \u00e0s pessoas a quem voc\u00ea precisa visitar, da sua chegada iminente, j\u00e1 que n\u00e3o inventaram ainda o telefone ou a internet. Agora, imagine que essa viagem feita \u00e0s pressas e com bastante urg\u00eancia, \u00e9 para entregar cartas de grande import\u00e2ncia e que podem selar o destino de um pa\u00eds.<\/p>\n<p>Foi mais ou menos assim que as cartas da princesa Leopoldina e do ministro Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, entregues ao pr\u00edncipe D. Pedro, em Sete de Setembro de 1822, percorreram centenas de quil\u00f4metros no lombo de cavalos, devidamente guardadas na bolsa do correio-geral Paulo Em\u00edlio Bregaro, escoltado pelo major Ant\u00f4nio Ramos Cordeiro. Ao menos, \u00e9 nesse ritmo de\u00a0roadtrip\u00a0com tra\u00e7\u00e3o nas quatro patas equinas, que a fic\u00e7\u00e3o imagina aquilo que a hist\u00f3ria oficial nem sempre consegue dar conta.<\/p>\n<div class=\"mw-article-img-box\"><picture><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1280000\/320x0\/A-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588500202409061718-1.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1280000%2FA-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588500202409061718.jpg%3Fxid%3D6361722&amp;xid=6361722\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1280000\/724x0\/A-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588500202409061718-1.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1280000%2FA-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588500202409061718.jpg%3Fxid%3D6361722&amp;xid=6361722\" media=\"(min-width: 768px)\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1280000\/724x0\/A-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588500202409061718-1.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1280000%2FA-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588500202409061718.jpg%3Fxid%3D6361722&amp;xid=6361722\" alt=\"Desfile de Sete de Setembro em 1976\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"mw-image-info\"><span class=\"mw-image-title\">Desfile de Sete de Setembro em 1976<\/span>\u00a0<span class=\"mw-image-author\">| Foto: Cedoc A TARDE<\/span><\/div>\n<p>A Independ\u00eancia do Brasil e todo o contexto pol\u00edtico, social e cultural do per\u00edodo em que nos separamos de Portugal, oferece um farto material para escritores, tanto nas publica\u00e7\u00f5es que o senso comum chama de \u2018t\u00e9cnicas\u2019, ou seja, os livros de Hist\u00f3ria que apresentam os fatos sob a luz do conhecimento acad\u00eamico; quanto para os autores de fic\u00e7\u00e3o, que tecem suas tramas a partir do cen\u00e1rio desenhado pelos eventos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o da viagem que abre esse texto remete ao romance \u201cSete Dias em Setembro\u201d (P55, 2023), do escritor e roteirista baiano Victor Mascarenhas. Para contar os sete dias que antecedem a declara\u00e7\u00e3o de \u201dindepend\u00eancia ou morte\u201d, o escritor se debru\u00e7ou sobre uma vasta bibliografia da hist\u00f3ria oficial, mas com um olhar treinado para ler nas entrelinhas e nas cr\u00f4nicas de costumes do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>Trata-se de uma obra de fic\u00e7\u00e3o, mas com base em fatos reais e que mistura personagens inventados pelo autor com os protagonistas e coadjuvantes reais da luta pela independ\u00eancia. E \u00e9 desse miudinho cotidiano e, muitas vezes, invis\u00edvel para as quest\u00f5es maiores da Hist\u00f3ria, que os escritores de romances retiram a mat\u00e9ria-prima que vai encorpar o molho da fic\u00e7\u00e3o. Os personagens inventados se assemelham aos tipos que formavam a sociedade brasileira no s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>No caso do seu romance, Victor queria contar uma hist\u00f3ria que todo mundo j\u00e1 conhecia a partir dos seus atores coadjuvantes, como o correio-geral e o major que correm l\u00e9guas para entregar as cartas a D. Pedro. Al\u00e9m deles, queria representar o povo brasileiro e seus anseios a partir dos personagens fict\u00edcios inseridos na narrativa.<\/p>\n<div id=\"dmh-h-par2\" class=\"jba filled\" data-google-query-id=\"COfUo7jZsIgDFXBcuAQdBwwPjw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br_4__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mw-article-img-box\"><picture><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1280000\/320x0\/A-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588501202409061718-1.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1280000%2FA-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588501202409061718.jpg%3Fxid%3D6361723&amp;xid=6361723\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1280000\/724x0\/A-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588501202409061718-1.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1280000%2FA-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588501202409061718.jpg%3Fxid%3D6361723&amp;xid=6361723\" media=\"(min-width: 768px)\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1280000\/724x0\/A-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588501202409061718-1.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1280000%2FA-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588501202409061718.jpg%3Fxid%3D6361723&amp;xid=6361723\" alt=\"Povo Assiste Desfile dos 150 anos da Independencia no Sete de Setembro em 1972\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"mw-image-info\"><span class=\"mw-image-title\">Povo Assiste Desfile dos 150 anos da Independencia no Sete de Setembro em 1972<\/span>\u00a0<span class=\"mw-image-author\">| Foto: Cedoc A TARDE<\/span><\/div>\n<p>\u201cQuando escrevi o Sete Dias em Setembro, eu queria focar no lado humano, no lado dos personagens. Em princ\u00edpio, no impacto de uma personalidade t\u00e3o pitoresca quanto D. Pedro nas pessoas [&#8230;] Eu j\u00e1 tinha a ideia do livro na cabe\u00e7a, do que fazer, que era contar essa hist\u00f3ria atrav\u00e9s dos coadjuvantes, e as grandes descobertas eram esses coadjuvantes. Alguns eu conhecia e outros eu encontrei no processo\u201d, revela o autor.<\/p>\n<p>Reescrevendo a hist\u00f3ria<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria Hist\u00f3ria com ag\u00e1 mai\u00fasculo vem passando a limpo diversos fatos e contextos, reanalisando dados e descobrindo novos \u00e2ngulos para quest\u00f5es que pareciam pacificadas quando se fala na Independ\u00eancia, no Grito do Ipiranga e nas lutas posteriores \u00e0 proclama\u00e7\u00e3o do pr\u00edncipe.<\/p>\n<p>Pesquisadores e autores de n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m j\u00e1 perceberam que amenizar a linguagem e trazer um pouco do inusitado ajuda a tornar o conte\u00fado hist\u00f3rico mais estimulante, principalmente para as gera\u00e7\u00f5es mais novas, o que reflete na pr\u00f3pria dissemina\u00e7\u00e3o de conhecimento entre a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O jornalista e escritor Laurentino Gomes, autor de \u201c1822\u201d (Globolivros, 2010), livro-reportagem j\u00e1 considerado um cl\u00e1ssico nacional que une fatos hist\u00f3ricos e texto liter\u00e1rio, lan\u00e7a m\u00e3o dos recursos da narrativa ficcional para apresentar aos leitores de todas as idades os principais eventos ligados \u00e0 Independ\u00eancia.<\/p>\n<p>Em edi\u00e7\u00e3o mais recente, revista e ampliada do livro, o autor atualiza os resultados da exuma\u00e7\u00e3o dos restos mortais de D. Pedro e das imperatrizes Leopoldina e Am\u00e9lia, ocorrida em 2012, a partir de pesquisa da arque\u00f3loga e historiadora Valdirene do Carmo Ambiel, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o sucesso de \u201c1822\u201d, o escritor seguiu na linha investigativa da Hist\u00f3ria do pa\u00eds e lan\u00e7ou as continua\u00e7\u00f5es \u201c1889\u201d, sobre o reino de D. Pedro II, filho de D. Pedro e Leopoldina; e, \u201c1808\u201d, que narra a chegada da fam\u00edlia real portuguesa ao Brasil. Ou seja, a chegada do pai de Pedro e av\u00f4 de Pedro II ao pa\u00eds nos anos que antecedem a separa\u00e7\u00e3o da antiga col\u00f4nia de sua metr\u00f3pole.<\/p>\n<p>Esse desembarque tumultuado, que ali\u00e1s aconteceu aqui em Salvador, antes da mudan\u00e7a definitiva da Corte para o Rio de Janeiro, j\u00e1 rendeu bastante resenha tanto para a fic\u00e7\u00e3o quanto para a historiografia oficial.<\/p>\n<p>Basta dizer que os pouco mais de 40 dias que a Corte portuguesa passou hospedada na Bahia resultaram at\u00e9 em fam\u00edlias da aristocracia da \u00e9poca desalojadas de seus casar\u00f5es coloniais, todos marcados com o selo do rei e requisitados para hospedar a enorme comitiva de nobres que fugiram para o Brasil com D. Jo\u00e3o, Carlota Joaquina e os filhos pequenos, ap\u00f3s a invas\u00e3o de Napole\u00e3o Bonaparte a Portugal. S\u00f3 na Bahia se v\u00ea um grupo de bar\u00f5es sem-teto em nome do rei. Uma hist\u00f3ria de bastidor dessas, na m\u00e3o de um autor de fic\u00e7\u00e3o, renderia, no m\u00ednimo, um \u00f3timo conto.<\/p>\n<p>A Hist\u00f3ria e a literatura nem sempre andaram separadas e s\u00f3 come\u00e7aram a se apartar no s\u00e9culo XIX, mas por um breve per\u00edodo. Entre o final do s\u00e9culo XX e no advento dos anos 2000, com historiadores\/autores que viraram \u00edcones pop, as duas firmaram um novo enlace sacramentado pela agilidade da linguagem da internet e das redes sociais. Um exemplo de historiadora\/autora pop \u00e9 Mary del Priori, p\u00f3s-doutora e professora de institui\u00e7\u00f5es como a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e a Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Mary, entre outros livros, \u00e9 autora de &#8220;A Carne e o Sangue. A Imperatriz D. Leopoldina, D. Pedro I e Domitila, a Marquesa de Santos;&#8217; (Rocco, 2012).<\/p>\n<p>O livro \u00e9 uma acurada an\u00e1lise sobre a vida privada do primeiro casal imperial brasileiro e a amante mais famosa de Pedro I, que al\u00e9m de trazer os fatos confirmados pela Hist\u00f3ria oficial, tamb\u00e9m pode ser lido como um belo novel\u00e3o de \u00e9poca pontuado por intrigas palacianas, segredos de alcova e reviravoltas dram\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Jornalismo liter\u00e1rio<\/p>\n<p>Quase um s\u00e9culo antes de Victor Mascarenhas ficcionalizar a entrega das cartas que levaram Pedro a proclamar a independ\u00eancia ou Laurentino Gomes a detalhar a saga dos Bragan\u00e7a em sua trilogia iniciada com \u201c1822\u201d, o jornalismo dava sua contribui\u00e7\u00e3o para resguardar a mem\u00f3ria da import\u00e2ncia do Sete de Setembro. E, muitas vezes, tamb\u00e9m lan\u00e7ava m\u00e3o de recursos liter\u00e1rios e mesmo de escritores para essa tarefa.<\/p>\n<p>No centen\u00e1rio da Independ\u00eancia, em 07 de setembro de 1922, A TARDE publicou um especial com 18 p\u00e1ginas com artigos de escritores e intelectuais da \u00e9poca sobre a data hist\u00f3rica. Entre os autores dos textos estavam Arthur de Salles, poeta e autor dos versos do Hino ao Senhor do Bonfim; e o engenheiro, ge\u00f3grafo, escritor e historiador Theodoro Sampaio. A edi\u00e7\u00e3o teve a sua capa, colorida e com uma ilustra\u00e7\u00e3o art\u00edstica, impressa nos Estados Unidos especialmente para a data. O exemplar \u00e9 um dos itens do acervo do Cedoc &#8211; Centro de Documenta\u00e7\u00e3o e Mem\u00f3ria do jornal A TARDE.<\/p>\n<div class=\"mw-article-img-box\"><picture><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1280000\/320x0\/A-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588502202409061718-1.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1280000%2FA-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588502202409061718.jpg%3Fxid%3D6361724&amp;xid=6361724\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1280000\/724x0\/A-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588502202409061718-1.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1280000%2FA-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588502202409061718.jpg%3Fxid%3D6361724&amp;xid=6361724\" media=\"(min-width: 768px)\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1280000\/724x0\/A-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588502202409061718-1.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1280000%2FA-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588502202409061718.jpg%3Fxid%3D6361724&amp;xid=6361724\" alt=\"Capa de A TARDE 7 Setembro de 1922\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"mw-image-info\"><span class=\"mw-image-title\">Capa de A TARDE 7 Setembro de 1922<\/span>\u00a0<span class=\"mw-image-author\">| Foto: Xando Pereira \/ AG. A TARDE<\/span><\/div>\n<p>No seu artigo para a edi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, Theodoro Sampaio escreve uma cr\u00f4nica, um dos g\u00eaneros jornal\u00edsticos que mais flertam com a literatura e a Hist\u00f3ria presente, ou seja, enquanto ela acontece. E enfatiza que a independ\u00eancia aconteceu pelas aspira\u00e7\u00f5es do povo brasileiro em \u201cgovernar a si mesmo\u201d.<\/p>\n<div id=\"dmh-h-par7\" class=\"jba filled\" data-google-query-id=\"COLzxbfZsIgDFXtKuAQdqQgbVw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br_9__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Mais adiante, ele lembra que al\u00e9m das celebra\u00e7\u00f5es oficiais, houve comemora\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas do povo baiano e brasileiro pelos 100 anos de liberta\u00e7\u00e3o: \u201cO principe portuguez concretizou e concentrou na sua figura varonil as aspira\u00e7\u00f5es ardentes de todo um povo, h\u00e1 muito ansioso e cioso de se governar a si mesmo. [&#8230;] As grandiosas solemnidades muito acertadamente decretadas pelo governo da rep\u00fablica, a todas as comemora\u00e7\u00f5es officiaes que hoje se celebram, dever\u00e1 juntar-se as manifesta\u00e7\u00f5es expont\u00e2neas de todos os cidad\u00e3os\u201d, escreveu.<\/p>\n<p>Nos 150 anos da Independ\u00eancia, A TARDE traz na sua edi\u00e7\u00e3o de 08 de setembro de 1972, a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o aos desfiles c\u00edvicos e descreve que sob um \u201ccalor de 28 graus, dois mil integrantes das For\u00e7as Armadas, desfilaram para um p\u00fablico de 20 mil pessoas, na Avenida Centen\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>O p\u00fablico assistiu ao desfile sentado no gramado que margeia a avenida, como registram as fotografias da \u00e9poca. Naquele dia, houve Te Deum na Catedral Bas\u00edlica, no Centro Hist\u00f3rico, engarrafamento na Avenida Sete de Setembro, inaugurada em 1916, e os vendedores ambulantes ficaram satisfeitos com as boas vendas gra\u00e7as ao grande fluxo de gente participando da festa.<\/p>\n<p>Com a pandemia de covid-19, os desfiles do Sete de Setembro ficaram dois anos sem ocorrer, j\u00e1 que todos os eventos com aglomera\u00e7\u00e3o p\u00fablica estavam suspensos. Em 2022, A TARDE registrou a volta dos desfiles para o bicenten\u00e1rio da Independ\u00eancia e, mais uma vez, a presen\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o nas ruas foi destaque na cobertura.<\/p>\n<p>Para Victor Mascarenhas, que recheia seu romance com tipos populares que faziam parte da sociedade oitocentista brasileira, o Sete de Setembro de fato deveria ser uma data mais celebrada pelo povo, como j\u00e1 ocorre com o Dois de Julho. \u201cEu acho que a gente deveria tornar essa data popular, porque \u00e9 uma conquista do povo brasileiro. Houve resist\u00eancia na Bahia, no Rio de Janeiro, no Piau\u00ed, em v\u00e1rios lugares do Brasil e de brasileiros lutando para se tornarem um pa\u00eds independente de Portugal\u201d, lembra.<\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Participa\u00e7\u00e3o popular na Independ\u00eancia sempre teve destaque na imprensa e nas obras de fic\u00e7\u00e3o inspiradas nos fatos da hist\u00f3ria<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":463245,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-463244","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/A-literatura-reinterpreta-e-reconta-a-historia-do-0128588500202409061718-ScaleDownProportional.webp","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/463244","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=463244"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/463244\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/463245"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=463244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=463244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=463244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}