{"id":464030,"date":"2024-09-15T08:34:56","date_gmt":"2024-09-15T11:34:56","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=464030"},"modified":"2024-09-15T08:34:56","modified_gmt":"2024-09-15T11:34:56","slug":"a-prosperidade-mora-ao-lado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/a-prosperidade-mora-ao-lado\/","title":{"rendered":"A prosperidade mora ao lado"},"content":{"rendered":"<div class=\"elementor-element elementor-element-7d2fc729 titulo-post elementor-widget elementor-widget-theme-post-title elementor-page-title elementor-widget-heading\" data-id=\"7d2fc729\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-title.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-59e555ed elementor-widget elementor-widget-post-info\" data-id=\"59e555ed\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"post-info.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><\/div>\n<\/div>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-7e25a070 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"7e25a070\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-24f401b5\" data-id=\"24f401b5\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-6b34b66e elementor-share-buttons--view-icon elementor-share-buttons--skin-flat elementor-share-buttons--align-right elementor-share-buttons--shape-square elementor-grid-0 elementor-share-buttons--color-official elementor-widget elementor-widget-share-buttons\" data-id=\"6b34b66e\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;share_url&quot;:{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/blogdomagno.com.br\\\/a-prosperidade-mora-ao-lado\\\/&quot;,&quot;is_external&quot;:&quot;&quot;,&quot;nofollow&quot;:&quot;&quot;,&quot;custom_attributes&quot;:&quot;&quot;}}\" data-widget_type=\"share-buttons.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-grid\">\n<div class=\"elementor-grid-item\">\n<div class=\"elementor-share-btn elementor-share-btn_twitter\" tabindex=\"0\" aria-label=\"Compartilhar no twitter\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-grid-item\">\n<div class=\"elementor-share-btn elementor-share-btn_email\" tabindex=\"0\" aria-label=\"Compartilhar no email\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-7f30e03 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"7f30e03\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-full size-full\" src=\"https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/porto-dakhla-marrocos-obras-8-848x477-1.jpeg\" sizes=\"auto, (max-width: 848px) 100vw, 848px\" srcset=\"https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/porto-dakhla-marrocos-obras-8-848x477-1.jpeg 848w, https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/porto-dakhla-marrocos-obras-8-848x477-1-300x169.jpeg 300w, https:\/\/blogdomagno.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/porto-dakhla-marrocos-obras-8-848x477-1-768x432.jpeg 768w\" alt=\"\" width=\"848\" height=\"477\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-746f5ae4 elementor-widget elementor-widget-theme-post-content\" data-id=\"746f5ae4\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-content.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div id=\"ub-expand-248b1e99-9449-4afa-a2e4-80173520f1dd\" class=\"ub-expand \">\n<div class=\"ub-expand-portion ub-expand-partial\">\n<p><strong>Por Marcelo Tognozzi*<\/strong><\/p>\n<p>Em novembro de 1975, quando o ditador espanhol Francisco Franco dava seu \u00faltimo suspiro, o rei Hassan 2\u00ba do Marrocos tomava f\u00f4lego para liderar a Marcha Verde, movimento que reuniu 350 mil marroquinos rumo ao Saara Ocidental.<\/p>\n<p>Ao liderar a marcha, Hassan 2\u00ba realizou o sonho do seu pai, o rei Mohamed 5\u00ba, de unificar o Marrocos. Mohamed negociou a Independ\u00eancia em 1956, conseguiu que os franceses deixassem o territ\u00f3rio, mas n\u00e3o obteve \u00eaxito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s terras colonizadas pelos espanh\u00f3is.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ub-expand-portion ub-expand-full\">\n<p>Ali, onde o mar abra\u00e7a o deserto, os espanh\u00f3is fundaram em 1884 a Vila Cisneros, homenagem ao cardeal comandante dos ex\u00e9rcitos dos reis cat\u00f3licos na retomada da Andaluzia, antes ocupada pelos \u00e1rabes, boa parte deles de origem marroquina. Basta uma simples consulta ao Google e as fotos da Marcha Verde d\u00e3o uma no\u00e7\u00e3o do tamanho deste movimento pac\u00edfico.<\/p>\n<p>Passados 49 anos, o governo marroquino operou profundas transforma\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o, que segue sendo alvo de disputas. O Saara Ocidental \u00e9 reivindicado por um movimento guerrilheiro chamado Frente Popular de Liberta\u00e7\u00e3o de Saguia El Hamra e Rio do Ouro, ou simplesmente Frente Polisario. A frente foi criada em 1973 por El-Ouali Mustafa Sayed.<\/p>\n<p>Nascido no deserto de fam\u00edlia n\u00f4made, seu pai era pastor de cabras e ele foi para a escola aos 13 anos, gra\u00e7as a uma bolsa do governo marroquino. Chegou \u00e0 universidade,\u00a0 formou-se em direito e decidiu pegar em armas para criar um governo aut\u00f4nomo na regi\u00e3o.\u00a0 Morreu aos 27 anos durante uma batalha contra tropas da Maurit\u00e2nia depois de uma tentativa frustrada de explodir o sistema de abastecimento de \u00e1gua da capital Nouakchott. At\u00e9 hoje, ningu\u00e9m sabe onde seu corpo est\u00e1 enterrado e Sayed virou uma esp\u00e9cie de Che Guevara do Saara.<\/p>\n<p>A Polisario segue com mais de 50 anos de vida, apoiada pelo governo da Arg\u00e9lia, pa\u00eds aliado do Ir\u00e3 simp\u00e1tico ao Hamas e ao Hezbollah, ambos em guerra contra Israel. Uma comunidade com cerca de 150 mil sarau\u00eds vive na Arg\u00e9lia em acampamentos em Tindouf e hoje, de acordo com a ONU, suas condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o prec\u00e1rias e sofrem com a falta de alimentos.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio da Human Rights Watch, de 2014, mencionou situa\u00e7\u00f5es\u00a0 de escravid\u00e3o entre os sarau\u00eds e pediu provid\u00eancias. A Polisario tem protagonizado conflitos sangrentos com o Marrocos, como o que ocorreu em novembro de 2023, matando civis e causando protestos.<\/p>\n<p>Existe o bra\u00e7o armado do movimento, a Polisario, e a Rasd (Rep\u00fablica \u00c1rabe Sarau\u00ed Democr\u00e1tica), o bra\u00e7o diplom\u00e1tico. \u00c9 fato que a Polisario, liderada por Brahim Ghali, tem levado a melhor at\u00e9 aqui na guerra da comunica\u00e7\u00e3o, disseminando uma narrativa muito semelhante \u00e0quela do Hamas contra Israel. Uma narrativa que, como todas as focadas na desconstru\u00e7\u00e3o do advers\u00e1rio, acaba atropelando a verdade dos fatos. Numa \u00e9poca em que as pessoas s\u00e3o seduzidas pela instantaneidade das redes sociais, o efeito \u00e9 imediato, mas nem sempre duradouro.<\/p>\n<p>No livro, \u201cO Saara Marroquino\u201d do advogado franc\u00eas Hubert Seillan, h\u00e1 um bom registro hist\u00f3rico sobre esta disputa. Sellan mostra com fatos e argumentos jur\u00eddicos que a Polisario construiu uma narrativa, conseguiu o apoio de boa parte da esquerda mundial e carimbou a pecha de colonialista no Marrocos. O argumento n\u00e3o para de p\u00e9, j\u00e1 que o pr\u00f3prio Marrocos passou dezenas de anos sob dom\u00ednio colonial franc\u00eas e espanhol. At\u00e9 hoje, as cidades de Ceuta e Melilla, no Mediterr\u00e2neo, s\u00e3o possess\u00f5es espanholas.<\/p>\n<p>H\u00e1 um imenso contraste entre a popula\u00e7\u00e3o marroquina, de um lado da fronteira, e a sarau\u00ed, do lado argelino. Na parte administrada pelo Reino do Marrocos, a prosperidade \u00e9 evidente. Na ter\u00e7a-feira (10), uma mulher vestida \u00e0 moda mu\u00e7ulmana caminhou at\u00e9 uma pilha de blocos de concreto. Com um celular nas m\u00e3os, conectada a uma rede social, estava conversando em \u00e1rabe enquanto esperava o \u00f4nibus que a levaria at\u00e9 Dakhla.<\/p>\n<p>A figura da mulher sintetiza a combina\u00e7\u00e3o entre a tradi\u00e7\u00e3o e a inova\u00e7\u00e3o. Do outro lado da fronteira, morando em barracas, os sarau\u00eds vivem como h\u00e1 50 anos. Pouca coisa mudou.<\/p>\n<p>A mulher do celular trabalha no canteiro de obras do porto Dakhla Atl\u00e2ntico junto com outros 1.700 trabalhadores. Ali, est\u00e3o oper\u00e1rios, engenheiros, arquitetos, m\u00e9dicos, profissionais de todo tipo dedicados a erguer uma obra de 1,2 bilh\u00e3o de euros. S\u00e3o muitas as mulheres empregadas, inclusive engenheiras como Nisrine Iouzzi, diretora de Constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ali, s\u00e3o produzidos blocos de concreto e pilares usados na constru\u00e7\u00e3o do porto. O Sol fornece 60% da energia consumida pela obra. O porto, na vis\u00e3o de Iouzzi, conectar\u00e1 o com\u00e9rcio mundial com a \u00c1frica Ocidental, do Oriente M\u00e9dio a Europa, as Am\u00e9ricas e as Ilhas Can\u00e1rias. Ao todo s\u00e3o 1.650 hectares.<\/p>\n<p>Em 2028, quando o porto estiver funcionando com seus terminais pesqueiro e de carga geral, ser\u00e3o movimentadas 35 milh\u00f5es de toneladas anuais. As mercadorias transitar\u00e3o por uma ponte de 7 km, que conectar\u00e1 os terminais de carga \u00e0 rodovia. \u00c9 uma posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica chave tanto para os pa\u00edses mais ao sul quanto para as Ilhas Can\u00e1rias. N\u00e3o \u00e9 por acaso que entre os grandes investidores do projeto est\u00e3o os Emirados \u00c1rabes.<\/p>\n<p>A aposta do Marrocos em infraestrutura tem criado resultados positivos. O Pa\u00eds vem rapidamente se transformando no maior polo portu\u00e1rio da \u00c1frica. Al\u00e9m do porto de Dakhla em constru\u00e7\u00e3o, tem os portos de Casablanca e T\u00e2nger no Mediterr\u00e2neo. Ao lado de T\u00e2nger Med est\u00e1 prevista a constru\u00e7\u00e3o de um novo porto, o Med 2. Os portos marroquinos t\u00eam grande potencial de competitividade, porque reduzem em muito o tempo de transporte de cargas. Do Brasil at\u00e9 T\u00e2nger, por exemplo, a viagem \u00e9 encurtada em 6 dias em rela\u00e7\u00e3o a Roterd\u00e3 na Holanda.<\/p>\n<p>Marrocos \u00e9 um pa\u00eds em desenvolvimento, tem 38 milh\u00f5es de habitantes, renda per capita de US$ 8.800 anuais e PIB de US$ 337,48 bilh\u00f5es em 2023. O governo investe em educa\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o, fazendo com que todos os projetos de infraestrutura sejam complementados com escolas de forma\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 um grande canteiro de obras. H\u00e1 previs\u00e3o de ampliar a linha do trem-bala, que hoje liga Casablanca e T\u00e2nger, indo at\u00e9 Marraquexe e Agadir. A ideia \u00e9 concluir estes trechos at\u00e9 a Copa de 2030, que ter\u00e1 como sede Portugal, Espanha e Marrocos.<\/p>\n<p>Claro que ainda h\u00e1 muito o que fazer, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 melhoria da qualidade de vida e erradica\u00e7\u00e3o da pobreza, que \u00e9 vis\u00edvel na periferia de Casablanca, uma cidade do tamanho do Rio com quase 5 milh\u00f5es de habitantes, e tamb\u00e9m no interior. Ainda h\u00e1 um percentual de cerca de 20% a 25% de analfabetos. Mas as mulheres est\u00e3o conquistando espa\u00e7os importantes. Elas ocupam 5 minist\u00e9rios, dentre eles o da Economia e Finan\u00e7as dirigido por Nadia Fettah.<\/p>\n<p>Na f\u00e1brica da Renault, em Casablanca, 12% dos empregados s\u00e3o mulheres. Latifa Rabi \u00e9 formada em biotecnologia e chefia a se\u00e7\u00e3o de pintura da f\u00e1brica. Simp\u00e1tica, ela segue a tradi\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana de usar o hijab e explica como \u00e9 feita cada fase da pintura dos modelos Logan, Sandero e Express produzidos naquele ch\u00e3o de f\u00e1brica.<\/p>\n<p>Muito jovem, Latifa ainda n\u00e3o casou. Diz que preferiu focar no trabalho, agarrar a oportunidade de ser a primeira mulher a chefiar uma se\u00e7\u00e3o da linha de montagem da ind\u00fastria que produziu 382 mil carros em 2022. Destes, 90% foram exportados para 68 pa\u00edses, movimentando 5,7 bilh\u00f5es de euros ou 3% do PIB marroquino.<\/p>\n<p>No deserto do Saara, na parte mais pr\u00f3xima do mar, a pouca umidade faz nascer um pequenino arbusto muito resistente chamado larad, cujas ra\u00edzes se agarram na terra com uma for\u00e7a impressionante.<\/p>\n<p>Quem v\u00ea a transforma\u00e7\u00e3o do deserto em civiliza\u00e7\u00e3o, inevitavelmente acaba comparando a teimosia do larad, resistente a tudo e todos, com a obsess\u00e3o pela prosperidade daqueles que marcharam para Dakhla. N\u00f3s, brasileiros, conhecemos muito bem esta energia. \u00c9 a mesma que Juscelino Kubitschek moveu rumo ao Centro-Oeste para construir Bras\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>*Jornalista<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em novembro de 1975, quando o ditador espanhol Francisco Franco dava seu \u00faltimo suspiro, o rei Hassan 2\u00ba do Marrocos tomava f\u00f4lego para liderar a Marcha Verde, movimento que reuniu 350 mil marroquinos rumo ao Saara Ocidental.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":464031,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-464030","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/porto-dakhla-marrocos-obras-8-848x477-1.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/464030","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=464030"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/464030\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/464031"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=464030"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=464030"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=464030"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}