{"id":466046,"date":"2024-10-04T15:08:26","date_gmt":"2024-10-04T18:08:26","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=466046"},"modified":"2024-10-04T15:08:26","modified_gmt":"2024-10-04T18:08:26","slug":"alfabetizacao-entre-indigenas-cresce-mas-esta-abaixo-da-media-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/alfabetizacao-entre-indigenas-cresce-mas-esta-abaixo-da-media-brasileira\/","title":{"rendered":"Alfabetiza\u00e7\u00e3o entre ind\u00edgenas cresce, mas est\u00e1 abaixo da m\u00e9dia brasileira"},"content":{"rendered":"<div class=\"sc-81cf810-0 eyovxy\">\n<div class=\"sc-b4c8ccf3-0 fsXNOt\">\n<div class=\"sc-b4c8ccf3-4 dxBsro\"><\/div>\n<div class=\"sc-b4c8ccf3-5 ccjAte\">\n<div class=\"nameContainer\">\n<p>Por\u00a0Reda\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"sc-81cf810-1 bYubFg\">\n<div class=\"sc-81cf810-2 hiSMeg\">\n<div class=\"imgWrapper\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-466047 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/indioas-feias-620x326.webp\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"326\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/indioas-feias-620x326.webp 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/indioas-feias-300x158.webp 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/indioas-feias-768x403.webp 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/indioas-feias-93x50.webp 93w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/indioas-feias-160x84.webp 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/indioas-feias-640x336.webp 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/indioas-feias.webp 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/div>\n<div class=\"imgCredits\">Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"sc-81cf810-3 gCNTHg\">\n<p>Quase 85% da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena brasileira (1 milh\u00e3o das 1,2 milh\u00e3o de pessoas ind\u00edgenas de 15 anos ou mais de idade) sabiam ler e escrever um bilhete simples, no idioma que conhecem \u2013 ou seja, eram consideradas alfabetizadas. O \u00edndice representa um aumento na compara\u00e7\u00e3o com 2010, quando foi de 76,6%. A taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o entre ind\u00edgenas, entretanto, segue abaixo da m\u00e9dia nacional, de 93%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o faz parte de um suplemento do Censo 2022, divulgado nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O crit\u00e9rio usado pelo IBGE para uma pessoa ser considerada ind\u00edgena foi a autodeclara\u00e7\u00e3o, ou seja, a forma como a pessoa se reconhece.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O levantamento apurou informa\u00e7\u00f5es de alfabetiza\u00e7\u00e3o, registro de nascimento e caracter\u00edsticas de domic\u00edlios de 1.694.836 pessoas ind\u00edgenas (0,83% da popula\u00e7\u00e3o brasileira), sendo 622.844 vivendo em terras ind\u00edgenas (TIs) e 1.071.992 fora de territ\u00f3rio demarcado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;A gente tem duas perguntas para capturar o pertencimento ind\u00edgena. A primeira: \u2018sua cor ou ra\u00e7a \u00e9 branca, preta, amarela, parda ou ind\u00edgena?\u2019. E a\u00ed, caso a pessoa esteja em uma localidade ind\u00edgena e tenha respondido que a cor ou a ra\u00e7a dela \u00e9 branca, preta, amarela ou parda, a gente faz uma pergunta de cobertura, que \u00e9 &#8216;voc\u00ea se considera ind\u00edgena?'&#8221;, explica a coordenadora do Censo de Povos e Comunidades Tradicionais, Marta Antunes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Enquanto a popula\u00e7\u00e3o brasileira como um todo tem taxa de analfabetismo de 7%, entre os ind\u00edgenas \u00e9 mais que o dobro, 15,05%. Nas terras ind\u00edgenas, o \u00edndice sobe para 20,80%. Isso representa um em cada cinco ind\u00edgenas moradores dessas localidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No censo anterior, de 2010, a taxa era maior em todos os grupos: 9,62% para o total da popula\u00e7\u00e3o, 23,40% para os ind\u00edgenas e 32,30% para os que viviam em TI.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os dados de 2022 revelam que \u2013 em todos os grupos \u2013 quanto maior a faixa et\u00e1ria, maior a propor\u00e7\u00e3o de analfabetismo. Na popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, enquanto a faixa et\u00e1ria de 15 a 17 anos tem \u00edndice de 5,55%, entre os com mais de 65 anos alcan\u00e7a 42,88%. Dentro das TIs, os percentuais s\u00e3o 9,13% e 67,90%, respectivamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outro destaque apontado pelo Censo 2022 \u00e9 que os ind\u00edgenas que vivem nas regi\u00f5es Norte (15,27%) e Nordeste (18%) apresentam taxa de analfabetismo superior \u00e0 m\u00e9dia de todos os ind\u00edgenas do pa\u00eds (15,05%).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O mesmo comportamento regional se observa em rela\u00e7\u00e3o aos ind\u00edgenas que vivem em TI. A taxa nacional \u00e9 20,80%, contra 23,01% no Norte e 23,74% no Nordeste.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"sc-a2085f8e-0 gKIthy\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"sc-81cf810-0 eyovxy\">\n<div class=\"sc-b4c8ccf3-0 fsXNOt\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase 85% da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena brasileira (1 milh\u00e3o das 1,2 milh\u00e3o de pessoas ind\u00edgenas de 15 anos ou mais de idade) sabiam ler e escrever um bilhete simples, no idioma que conhecem \u2013 ou seja, eram consideradas alfabetizadas. O \u00edndice representa um aumento na compara\u00e7\u00e3o com 2010, quando foi de 76,6%. 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