{"id":468682,"date":"2024-10-27T11:21:45","date_gmt":"2024-10-27T14:21:45","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=468682"},"modified":"2024-10-27T11:21:45","modified_gmt":"2024-10-27T14:21:45","slug":"instituto-cervantes-celebra-tradicao-mexicana-do-dia-dos-mortos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/instituto-cervantes-celebra-tradicao-mexicana-do-dia-dos-mortos\/","title":{"rendered":"Instituto Cervantes celebra tradi\u00e7\u00e3o mexicana do Dia dos Mortos"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1><\/h1>\n<h2>Nessas culturas milenares, a morte era vivenciada com naturalidade<\/h2>\n<\/header>\n<figure class=\"mw-article-head-image\" data-article-id=\"1293012\"><picture><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1290000\/500x300\/Instituto-Cervantes-celebra-tradicao-mexicana-do-D0129301200202410251945-ScaleDownProportional.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2FArtigo-Destaque%2F1290000%2FInstituto-Cervantes-celebra-tradicao-mexicana-do-D0129301200202410251945.jpg%3Fxid%3D6423516%26resize%3D1000%252C500%26t%3D1730016316&amp;xid=6423516\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1290000\/1200x720\/Instituto-Cervantes-celebra-tradicao-mexicana-do-D0129301200202410251945-ScaleDownProportional.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2FArtigo-Destaque%2F1290000%2FInstituto-Cervantes-celebra-tradicao-mexicana-do-D0129301200202410251945.jpg%3Fxid%3D6423516%26resize%3D1000%252C500%26t%3D1730016316&amp;xid=6423516\" media=\"(min-width: 768px)\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1290000\/1200x720\/Instituto-Cervantes-celebra-tradicao-mexicana-do-D0129301200202410251945-ScaleDownProportional.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2FArtigo-Destaque%2F1290000%2FInstituto-Cervantes-celebra-tradicao-mexicana-do-D0129301200202410251945.jpg%3Fxid%3D6423516%26resize%3D1000%252C500%26t%3D1730016316&amp;xid=6423516\" alt=\"Altar em homenagem \u00e0 soteropolitana e a outras duas cantoras, a costarriquenha\/mexicana Chavela Vargas e a espanhola Maria Dolores Pradera\" data-cls=\"\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"mw-image-info\"><span class=\"mw-image-description\">Altar em homenagem \u00e0 soteropolitana e a outras duas cantoras, a costarriquenha\/mexicana Chavela Vargas e a espanhola Maria Dolores Pradera &#8211;\u00a0<label class=\"mw-image-author\">Foto: Mila Souza\/ Ag. A TARDE<\/label><\/span><\/div>\n<div id=\"dm-h-dimagem\" class=\"jba filled\" data-google-query-id=\"CIrMo9zgrokDFZlY3QIdnksXIA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br_2__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<article id=\"article\">No pr\u00f3ximo dia 9 completam-se dois anos da morte de Gal Costa, um acontecimento que para alguns f\u00e3s ainda \u00e9 dif\u00edcil de digerir. N\u00e3o se pode ressuscit\u00e1-la, como ela mesmo exortou em 1981, com sua voz docemente b\u00e1rbara, na can\u00e7\u00e3o O Amor, composi\u00e7\u00e3o de Caetano Veloso e Ney Costa Santos, a partir de um poema revolucion\u00e1rio hom\u00f4nimo de Vladimir Maiakovski. Mas de amanh\u00e3 a sexta-feira, dia 1\u00b0, vai ser poss\u00edvel celebrar os seus 77 anos de exist\u00eancia \u00e0 moda mexicana. Em alto astral.<\/p>\n<p>Um altar em homenagem \u00e0 soteropolitana e a outras duas cantoras, a costarriquenha\/mexicana Chavela Vargas e a espanhola Maria Dolores Pradera, foi montado nas depend\u00eancias do Instituto Cervantes, na Ladeira da Barra, como forma de festejar a vida de mulheres extraordin\u00e1rias e o Dia dos Mortos, tradi\u00e7\u00e3o mexicana com origens ind\u00edgenas, como os astecas, os toltecas e os nahuas.<\/p>\n<p>Nessas culturas milenares, a morte era vivenciada com naturalidade e, em vez de luto, as pessoas se reuniam para celebrar a vida dos seres amados que tinham passado pela Terra. Para isso, faziam-se altares com artigos pertencentes ao morto, porque havia a cren\u00e7a de que no per\u00edodo do Dia dos Mortos os seus esp\u00edritos retornavam, temporariamente, para conviver com seus parentes e amigos.<\/p>\n<p>Antes da chegada dos espanh\u00f3is ao territ\u00f3rio que se tornaria o M\u00e9xico, essa celebra\u00e7\u00e3o durava o per\u00edodo de um m\u00eas e acontecia numa fase correspondente ao que se convencionou chamar de agosto. Com a coloniza\u00e7\u00e3o e a mistura das culturas, a festa ganhou novos elementos. Desde o final do s\u00e9culo 18, os mexicanos usam artefatos em forma de cr\u00e2nios, as calaveras, onde s\u00e3o escritos poemas.<\/p>\n<p>Este ano, temos um altar bem perto da Ba\u00eda de Todos-os-Santos, que tem esse nome por ter sido avistada por uma expedi\u00e7\u00e3o portuguesa no dia 1\u00b0 de novembro de 1501.<\/p>\n<p>Alegria<\/p>\n<p>A ideia da festa no Cervantes com esse tema surgiu com a professora de espanhol Diana Rueda, uma colombiana que mora h\u00e1 12 anos em Salvador, onde fez a gradua\u00e7\u00e3o em Letras, pela Universidade Federal da Bahia. Durante o curso, Diana conheceu duas colegas mexicanas, que explicaram como a morte \u00e9 vista na cultura asteca. &#8220;Na Col\u00f4mbia, o Dia de Finados \u00e9 muito parecido com o Brasil. \u00c9 um dia mais triste. \u00c9 limpar t\u00famulos, colocar flores e chorar&#8221;, conta a professora, ao explicar porque ficou t\u00e3o animada com a festa narrada pelas colegas da Am\u00e9rica do Norte. &#8220;Essas cores e a alegria de acreditar que os mortos tiram um dia para passar com a gente, s\u00f3 existe no M\u00e9xico e em alguns pa\u00edses da Am\u00e9rica Central&#8221;, completa a professora colombiana.<\/p>\n<p>Um dos motivos que levaram Diana a sugerir o tema da festa foi a populariza\u00e7\u00e3o na Col\u00f4mbia e no Brasil do Halloween, a tradicional festa dos Estados Unidos, em que as pessoas usam fantasias assustadoras e as crian\u00e7as batem \u00e0s portas dos vizinhos pedindo doces, vestidas de fantasmas ou de corpos feridos e com manchas de sangue.<\/p>\n<p>Mas o que une o Halloween e o Dia dos Mortos \u00e9, principalmente, a coincid\u00eancia no calend\u00e1rio. Enquanto o Dia dos Mortos comemora-se nos dias 1\u00ba e 2 de novembro, respectivamente o Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados propriamente dito, o Halloween se celebra 31 de outubro, como v\u00e9spera do Dia de Todos os Santos. A ess\u00eancia, todavia, \u00e9 diferente.<\/p>\n<div id=\"dmh-h-par3\" class=\"jba filled\" data-google-query-id=\"CO3059vgrokDFaVL3QIdPsIfPw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br_5__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>A festa gringa tem origem em um festival pag\u00e3o celta chamado Samhain, em que a popula\u00e7\u00e3o celebrava a colheita e o fim do ver\u00e3o, carregando tochas e vestindo trajes espec\u00edficos para espantar os maus esp\u00edritos. No s\u00e9culo 8, quando o Papa Greg\u00f3rio III estabeleceu o 1\u00b0 de novembro como o Dia de Todos-os-Santos, essa nova celebra\u00e7\u00e3o religiosa incorporou aspectos do Samhain. E a noite da v\u00e9spera do Dia de Todos-os-Santos passou a ser chamada de All Hallows Eve (em ingl\u00eas, v\u00e9spera de todos os santos) e logo alterado para Halloween, como explica o site da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos da Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>Costumes<\/p>\n<p>Diana assinala que no M\u00e9xico h\u00e1 uma disputa geracional entre celebrar o Halloween ou a festa do D\u00eda de los Muertos. &#8220;\u00c9 uma quest\u00e3o que se discute muito. Por um lado, est\u00e3o os mais tradicionais que n\u00e3o querem que se percam os costumes dos povos pr\u00e9-hisp\u00e2nicos e, por outro, est\u00e3o os mais jovens e modernos que querem incorporar o Halloween \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o&#8221;, aponta a professora, que nega querer fazer uma contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 festa estadunidense, mas sim dar a devida import\u00e2ncia aos costumes latino-americanos: &#8220;Minha motiva\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, \u00e9 a de resgatar os costumes dos povos origin\u00e1rios e dos pa\u00edses que falam a l\u00edngua espanhola&#8221;.<\/p>\n<p>\u201cA gente j\u00e1 tinha feito a festa h\u00e1 um tempo, mas foi um altar menor. Outros centros da rede Cervantes no Brasil comemoram o Dia dos Mortos, que \u00e9 uma festa importante no mundo hisp\u00e2nico&#8221;, afirma Esther Blanco, coordenadora acad\u00eamica do Cervantes em Salvador. O objetivo da retomada, segundo ela, \u00e9 contribuir para aumentar a visibilidade dessa celebra\u00e7\u00e3o na cidade. &#8220;No M\u00e9xico, os altares s\u00e3o feitos em v\u00e1rias casas. \u00c9 um produto cultural e est\u00e9tico cheio de significados. Um evento muito bonito&#8221;, afirma Esther.<\/p>\n<p>Sobre a escolha das homenageadas no altar, a coordenadora acad\u00eamica do Cervantes destacou a inten\u00e7\u00e3o de fazer algo institucional e n\u00e3o familiar, por isso a decis\u00e3o de celebrar pessoas famosas. &#8220;A gente queria uma pessoa daqui e pensou em escolher uma figura feminina e logo surgiu Gal Costa, que morreu h\u00e1 pouco tempo&#8221;.<\/p>\n<p>Sobre as outras homenageadas, Chavela Vargas \u00e9 uma cantora nascida na Costa Rica em 1919 e que migrou para o M\u00e9xico aos 15 anos, tendo se tornado um \u00edcone desse pa\u00eds. Depois de d\u00e9cadas de muito sucesso, a cantora entrou em decad\u00eancia por causa do alcoolismo, mas ressurgiu na d\u00e9cada de 1990 ao participar de trilhas sonoras de filmes de Pedro Almod\u00f3var, como Kika (1993). Chavela morreu em 2012.<\/p>\n<p>Maria Dolores Pradera \u00e9 uma cantora e atriz espanhola que atuou em 18 filmes e mergulhou no cancioneiro popular de pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, como Argentina, Peru. Venezuela e M\u00e9xico. A atriz e cantora morreu em 2018.<\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nessas culturas milenares, a morte era vivenciada com naturalidade<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":468683,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-468682","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Instituto-Cervantes-celebra-tradicao-mexicana-do-D0129301200202410251945-ScaleDownProportional.webp","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/468682","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=468682"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/468682\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/468683"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=468682"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=468682"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=468682"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}