{"id":470664,"date":"2024-11-20T07:55:06","date_gmt":"2024-11-20T10:55:06","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=470664"},"modified":"2024-11-20T07:55:06","modified_gmt":"2024-11-20T10:55:06","slug":"dia-da-consciencia-negra-as-diversas-camadas-da-luta-coletiva-contra-o-racismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/dia-da-consciencia-negra-as-diversas-camadas-da-luta-coletiva-contra-o-racismo\/","title":{"rendered":"Dia da Consci\u00eancia Negra: as diversas camadas da luta coletiva contra o racismo"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1><\/h1>\n<h2>Educadores, intelectuais e ativistas discutem os desafios contempor\u00e2neos para enfrentar racismo em variadas frentes de atua\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<div>\n<div class=\"atr-article-autor\">\n<p>Por\u00a0Gabriel Vintina<\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<figure class=\"mw-article-head-image\" data-article-id=\"1296240\"><picture><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1290000\/500x300\/Dia-da-Consciencia-Negra-as-diversas-camadas-da-lu0129624000202411192321-ScaleDownProportional.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2FArtigo-Destaque%2F1290000%2FDia-da-Consciencia-Negra-as-diversas-camadas-da-lu0129624000202411192321.jpg%3Fxid%3D6451086%26resize%3D1000%252C500%26t%3D1732098232&amp;xid=6451086\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1290000\/1200x720\/Dia-da-Consciencia-Negra-as-diversas-camadas-da-lu0129624000202411192321-ScaleDownProportional.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2FArtigo-Destaque%2F1290000%2FDia-da-Consciencia-Negra-as-diversas-camadas-da-lu0129624000202411192321.jpg%3Fxid%3D6451086%26resize%3D1000%252C500%26t%3D1732098232&amp;xid=6451086\" media=\"(min-width: 768px)\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1290000\/1200x720\/Dia-da-Consciencia-Negra-as-diversas-camadas-da-lu0129624000202411192321-ScaleDownProportional.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2FArtigo-Destaque%2F1290000%2FDia-da-Consciencia-Negra-as-diversas-camadas-da-lu0129624000202411192321.jpg%3Fxid%3D6451086%26resize%3D1000%252C500%26t%3D1732098232&amp;xid=6451086\" alt=\"Eventos como o  Festival Afrofuturismo  destacam a cultura e a tecnologia como essenciais  no  combate ao racismo\" data-cls=\"\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"mw-image-info\"><span class=\"mw-image-description\">Eventos como o Festival Afrofuturismo destacam a cultura e a tecnologia como essenciais no combate ao racismo &#8211;\u00a0<label class=\"mw-image-author\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Heder Novaes<\/label><\/span><\/div>\n<div id=\"dm-h-dimagem\" class=\"jba filled\" data-google-query-id=\"COqTs4jf6okDFWds3QIdqaUFhA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br_2__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<article id=\"article\">Apesar de conquistas importantes, como a Lei de Cotas e o reconhecimento do Dia da Consci\u00eancia Negra, os desafios s\u00e3o vastos. Ainda hoje, o racismo impede que grande parte da popula\u00e7\u00e3o negra tenha acesso a oportunidades iguais em educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e emprego. Para superar essas barreiras, \u00e9 essencial compreender as estrat\u00e9gias que foram e ainda s\u00e3o usadas nessa luta hist\u00f3rica por igualdade e dignidade.<\/p>\n<p>Cada fase dessa trajet\u00f3ria exige criatividade e coragem para lidar com as consequ\u00eancias do racismo. Em uma sociedade que perpetua desigualdades, lideran\u00e7as negras, como educadores, empreendedores e ativistas, t\u00eam se destacado ao propor solu\u00e7\u00f5es para transformar a realidade.<\/p>\n<p>O racismo estrutural atravessa todas as dimens\u00f5es da vida no Brasil, conforme Vilma Reis, soci\u00f3loga, professora e ativista do movimento de mulheres negras, que destaca que o problema \u00e9 antigo e requer a\u00e7\u00f5es coordenadas. \u201cMais de 130 anos ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o, ainda enfrentamos barreiras enormes em servi\u00e7os p\u00fablicos, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e nos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Para superar isso, precisamos democratizar as estruturas de poder e implementar pol\u00edticas afirmativas que realmente fa\u00e7am diferen\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Vilma, a luta antirracista precisa ser abrangente, contemplando pol\u00edticas p\u00fablicas, iniciativas educacionais e a democratiza\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. A aus\u00eancia de equidade racial nos espa\u00e7os de decis\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica refor\u00e7a a necessidade de estrat\u00e9gias claras para combater essas desigualdades.<\/p>\n<p>Coletividade<\/p>\n<p>A soci\u00f3loga, professora e ativista tamb\u00e9m aponta que a resist\u00eancia n\u00e3o pode ser solit\u00e1ria. \u201cA luta antirracista \u00e9 um compromisso coletivo. Todos precisam reconhecer o racismo como um problema estrutural e agir para desmantel\u00e1-lo em todas as esferas\u201d.<\/p>\n<p>Para o Dr. Honoris Causa H\u00e9lio Santos, pela UFBA, e presidente do Conselho do Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais, a principal estrat\u00e9gia de combate ao racismo \u00e9 a pol\u00edtica p\u00fablica, elaborada a partir da coletividade.<\/p>\n<p>\u201cO combate ao racismo se d\u00e1 mediante pol\u00edticas p\u00fablicas. O racismo n\u00e3o \u00e9 algo que voc\u00ea combate no campo individual. J\u00e1 existem leis. O racismo que se combate apenas com a\u00e7\u00f5es individuais contra atos isolados de racismo n\u00e3o resolve o problema\u201d, explica.<\/p>\n<p>Um exemplo de pol\u00edtica p\u00fablica dado pelo professor \u00e9 a Lei 10.639, que tornou obrigat\u00f3ria a inclus\u00e3o da Hist\u00f3ria e Cultura Afro-Brasileira nos curr\u00edculos das escolas de ensino fundamental e m\u00e9dio. Considerada um marco no combate ao racismo e na promo\u00e7\u00e3o da igualdade racial no Brasil. Mas, para o professor, embora a quest\u00e3o simb\u00f3lica seja importante na implementa\u00e7\u00e3o dessa lei, ele avalia que ela nunca foi aplicada.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, ele sugere n\u00e3o s\u00f3 a proposi\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas como essas, mas tamb\u00e9m a constante vigil\u00e2ncia para saber se est\u00e3o, de fato, sendo aplicadas.<\/p>\n<p>\u201cO racismo individual, o das pessoas racistas, depende de educa\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea tem, por exemplo, a Lei 10.639, que, na pr\u00e1tica, nunca foi plenamente implementada, nem aqui na Bahia, seja na capital ou no interior. N\u00e3o h\u00e1 nada efetivo para mudar o comportamento racista das pessoas\u201d.<\/p>\n<p>Para H\u00e9lio, as dificuldades na implementa\u00e7\u00e3o dessas pol\u00edticas e na sua aplica\u00e7\u00e3o quando implementadas fazem parte de um sistema. \u201cO racismo se adapta, se ajusta de acordo com a \u00e9poca. Conseguimos implementar pol\u00edticas afirmativas, como o aumento da popula\u00e7\u00e3o negra nas universidades p\u00fablicas. Por\u00e9m, a partir de 2013, os recursos para essas universidades come\u00e7aram a ser cortados. Ou seja, no momento em que a popula\u00e7\u00e3o negra come\u00e7a a ocupar esses espa\u00e7os, aquele ambiente antes de excel\u00eancia sofre degrada\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 uma estrat\u00e9gia\u201d, conta o professor.<\/p>\n<p>Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das ferramentas mais poderosas para combater o racismo e promover a igualdade. Vilma Reis enfatiza o papel de projetos educacionais que resgatam a autoestima e a identidade cultural da popula\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n<p>\u201cProjetos como a Escola Criativa Olodum, Escola M\u00e3e Hilda Jitolu e o Il\u00ea Aiy\u00ea s\u00e3o fundamentais. Eles mostram \u00e0s crian\u00e7as negras que elas t\u00eam valor e podem acreditar em um futuro melhor. Mesmo sem tanto apoio governamental, essas iniciativas nos d\u00e3o esperan\u00e7a\u201d, diz, refor\u00e7ando o papel da educa\u00e7\u00e3o como elemento transformador, especialmente em espa\u00e7os de resist\u00eancia, como os terreiros de candombl\u00e9.<\/p>\n<p>\u201cOs terreiros enfrentam criminaliza\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m s\u00e3o centros de resist\u00eancia e transforma\u00e7\u00e3o. Mulheres negras t\u00eam usado esses espa\u00e7os para se preparar para carreiras p\u00fablicas e construir redes de apoio. Isso \u00e9 revolucion\u00e1rio\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>A soci\u00f3loga refere-se ao projeto \u201cCurso e Forma\u00e7\u00e3o &#8211; Mulheres Negras Ocupando o Mundo do Trabalho e Outros Lugares\u201d, que promove curso preparat\u00f3rio para concurso voltado \u00e0s mulheres negras que integram terreiros na capital baiana. O projeto, ligado ao Terreiro da Casa da Branca e \u00e0 Coletiva Mahin &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o de Mulheres Negras para os Direitos Humanos, conta com 19 estudantes que recebem bolsas perman\u00eancia de R$ 400,00.<\/p>\n<p>\u201cA gente j\u00e1 v\u00ea mulheres de v\u00e1rias idades: mulheres mais velhas, mulheres bem jovens, n\u00e9? Elas est\u00e3o nos terreiros, como a Casa Branca, o Bogum, o Gantois e tantos outros. Est\u00e3o l\u00e1 quase todas as noites, fazendo essas aulas e se preparando para concursos, para carreiras p\u00fablicas. Enquanto cidad\u00e3os, podemos reverter esse cen\u00e1rio organizando a\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, engajando e convencendo pessoas a lutar pelo bem coletivo\u201d, conta Vilma.<\/p>\n<p>\u00c9 o que tamb\u00e9m diz o educador e militante Antonio Jorge Godi. \u201cA educa\u00e7\u00e3o caseira e o fortalecimento da identidade s\u00e3o essenciais. Crian\u00e7as negras precisam aprender desde cedo que t\u00eam valor e devem se orgulhar de sua hist\u00f3ria e de suas ra\u00edzes\u201d.<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Jorge acredita tamb\u00e9m que, aliada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, h\u00e1 outro aspecto importante quando se trata de estrat\u00e9gias na luta contra o racismo: a autoestima. \u201cA constru\u00e7\u00e3o da autoestima dos nossos filhos \u00e9 essencial. Eles precisam ter orgulho de quem s\u00e3o, de suas ra\u00edzes e de sua cultura. Um jovem fortalecido pelo conhecimento e pela autoestima ser\u00e1 capaz de enfrentar qualquer desafio\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTrabalhei por mais de 30 anos na universidade e vi o quanto isso muda a trajet\u00f3ria dos estudantes. Muitos enfrentam barreiras enormes no ambiente acad\u00eamico, mas aqueles que perseveram se tornam exemplos de resist\u00eancia e sucesso\u201d, compartilha o professor universit\u00e1rio aposentado.<\/p>\n<p>Vilma lembra que, al\u00e9m de iniciativas comunit\u00e1rias como o Il\u00ea, a presen\u00e7a negra na universidade \u00e9 um marco da luta por direitos. Durante 12 anos, ela esteve \u00e0 frente do Programa de Educa\u00e7\u00e3o para Igualdade Racial e de G\u00eanero da UFBA, que trouxe jovens negros para o ensino superior. \u201cMuitos desses jovens foram os primeiros de suas fam\u00edlias a acessar a universidade. Isso \u00e9 resultado direto da atua\u00e7\u00e3o dos movimentos negros\u201d.<\/p>\n<p>Economia<\/p>\n<p>Paulo Rog\u00e9rio Nunes, publicit\u00e1rio, empreendedor e consultor em diversidade, acredita que a economia \u00e9 um campo estrat\u00e9gico para enfrentar o racismo. Ele argumenta que a inclus\u00e3o econ\u00f4mica \u00e9 essencial para superar desigualdades. \u201cO Brasil precisa entender que diversidade n\u00e3o \u00e9 caridade, mas uma estrat\u00e9gia de desenvolvimento econ\u00f4mico. Incluir a popula\u00e7\u00e3o negra na base econ\u00f4mica gera inova\u00e7\u00e3o e crescimento para o pa\u00eds como um todo\u201d.<\/p>\n<p>Ele lidera iniciativas como o Vale do Dend\u00ea e a Afro.TV, que promovem a inclus\u00e3o de empreendedores negros no mercado. \u201cDesde 2016, ajudamos milhares de empreendedores negros no Nordeste a encontrar oportunidades de mercado. A Afro.TV, por sua vez, \u00e9 uma plataforma que amplifica vozes negras e promove a cultura africana e afro-brasileira\u201d.<\/p>\n<p>Paulo tamb\u00e9m v\u00ea a economia criativa como um motor para a transforma\u00e7\u00e3o social. \u201cProjetos como o Movimento Black Money s\u00e3o exemplos de como podemos construir um futuro mais justo. Precisamos fortalecer o empreendedorismo negro e criar redes de apoio para superar as desigualdades estruturais\u201d.<\/p>\n<p>A tecnologia \u00e9 outro campo destacado por Paulo Rog\u00e9rio como ferramenta essencial na luta contra o racismo. Ele lidera projetos inovadores, como o Festival Afrofuturismo, que une tecnologia, arte e cultura para discutir o futuro da di\u00e1spora africana. \u201cEm 2023, o festival atraiu mais de 8 mil pessoas e mostrou como a tecnologia pode ser usada para conectar hist\u00f3rias e abrir novas possibilidades\u201d.<\/p>\n<p>Relev\u00e2ncia da cultura<\/p>\n<p>O professor aposentado e antrop\u00f3logo Ordep Serra traz a perspectiva da cultura como um campo estrat\u00e9gico na luta antirracista. Ele destaca que a cultura n\u00e3o apenas reflete, mas tamb\u00e9m refor\u00e7a a resist\u00eancia ao racismo. \u201cO racismo \u00e9 uma das chaves da sociedade brasileira, um peso terr\u00edvel que todos t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de combater. Isso passa pelo campo da cultura, que \u00e9 decisivo na luta por igualdade\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>Ordep aponta que a cultura afro-brasileira desempenha um papel central na constru\u00e7\u00e3o da identidade nacional e no fortalecimento da autoestima das comunidades negras. \u201cIniciativas como o Memorial Zumbi e a Funda\u00e7\u00e3o Palmares, das quais participei junto a lideran\u00e7as como Abdias Nascimento e L\u00e9lia Gonzalez, foram passos fundamentais para promover o reconhecimento da cultura negra como patrim\u00f4nio brasileiro\u201d.<\/p>\n<div id=\"dmh-h-par10\" class=\"jba\" data-google-query-id=\"CIyA_Yjf6okDFbVV3QId3dcCQQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br_12__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Ele tamb\u00e9m menciona o papel dos movimentos culturais na conscientiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o contra o racismo. \u201cEventos como o que teremos agora no dia 26, pela primeira vez, o Novembro Negro da Academia de Letras da Bahia, mostram que a m\u00fasica, a capoeira e outras express\u00f5es culturais t\u00eam poder transformador. Essas manifesta\u00e7\u00f5es carregam um discurso pol\u00edtico de resist\u00eancia e dignidade\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Para Ant\u00f4nio Jorge Godi, a preserva\u00e7\u00e3o da cultura negra \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de empoderamento. \u201cA nossa cultura \u00e9 rica, diversa e merece ser celebrada. Ela n\u00e3o apenas conta nossa hist\u00f3ria, mas tamb\u00e9m nos d\u00e1 for\u00e7a para enfrentar o racismo. Quem somos como povo? Quem s\u00e3o nossos ancestrais? Essas perguntas precisam ser respondidas com orgulho e respeito\u201d.<\/p>\n<p>Transforma\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os, os desafios persistem. Vilma Reis aponta que a luta antirracista precisa continuar e ser fortalecida. \u201cEnquanto um compromisso coletivo, a luta antirracista \u00e9 de toda a sociedade. Precisamos reconhecer o racismo como problema e desmantel\u00e1-lo\u201d, reitera Vilma Reis.<\/p>\n<p>Paulo Rog\u00e9rio acredita que as novas gera\u00e7\u00f5es desempenhar\u00e3o um papel crucial nessa transforma\u00e7\u00e3o. \u201cAs novas gera\u00e7\u00f5es t\u00eam uma vis\u00e3o de mundo mais conectada e diversa. Isso ser\u00e1 determinante para construir uma sociedade mais igualit\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>A luta pela igualdade racial no Brasil \u00e9 uma jornada que exige estrat\u00e9gias integradas, mobiliza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria e a\u00e7\u00e3o cont\u00ednua. Seja por meio da educa\u00e7\u00e3o, da economia ou da cultura, cada frente de resist\u00eancia contribui para um objetivo comum: a constru\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds mais justo.<\/p>\n<p>Como sintetiza Vilma Reis: \u201cA luta antirracista \u00e9 um compromisso com a justi\u00e7a e a dignidade humana. Cada um de n\u00f3s tem um papel a desempenhar nessa transforma\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Educadores, intelectuais e ativistas discutem os desafios contempor\u00e2neos para enfrentar racismo em variadas frentes de atua\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":470665,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[327,6],"tags":[],"class_list":["post-470664","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-multimidia","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/consciencia-negra.webp","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/470664","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=470664"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/470664\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/470665"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=470664"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=470664"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=470664"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}