{"id":473199,"date":"2024-12-16T06:32:23","date_gmt":"2024-12-16T09:32:23","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=473199"},"modified":"2024-12-16T06:32:23","modified_gmt":"2024-12-16T09:32:23","slug":"por-que-as-cotas-nao-sao-para-todos-os-pardos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/por-que-as-cotas-nao-sao-para-todos-os-pardos\/","title":{"rendered":"Por que as cotas n\u00e3o s\u00e3o para todos os pardos?"},"content":{"rendered":"<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<h1 id=\"titulo-tft3kfk4an\" class=\"component--titulo font-family-secondary text-[34px] font-semibold leading-[50px] text-tw-theme-text-default md:max-lg:text-[40px] lg:text-[42px] lg:leading-[50px]\"><\/h1>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<h2 id=\"linha-fina-vvkf4vsxxr\" class=\"text-tw-theme-box-linha-fina-default font-normal text-[16px]\">Pardos claros podem utilizar as cotas? Ou elas s\u00e3o apenas para pardos de pele escura? E como ficam as diferen\u00e7as regionais, j\u00e1 que uma pessoa percebida como branca em um estado\/regi\u00e3o pode ser percebida como parda\/negra em outro?<\/h2>\n<p>Por: <a href=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/colunistas\/por-que-as-cotas-nao-sao-para-todos-os-pardos-1224#\">Agnes Mariano<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\"><\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<div id=\"imagem-k9gwfvpom8\" class=\"w-full\">\n<figure class=\"imagem-notas w-full max-w-full h-auto flex justify-center items-center overflow-hidden aspect-[1200\/675]\">\n<div id=\"gft-up-divMM\">\n<div id=\"gft-41012-banner-ad_bg\" class=\"gft-up-divMain\">\n<div id=\"gft-41012-banner-ad\"><\/div>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/midias.correio24horas.com.br\/2024\/12\/13\/auto-upload-2537792.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"1024\" \/><\/div>\n<\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<p id=\"paragrafo-wvrbl2x21i\" class=\"font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">Dentro de algumas semanas, teremos o resultado do Enem, vir\u00e1 a inscri\u00e7\u00e3o no Sisu e milhares de jovens brasileiros precisar\u00e3o definir se ir\u00e3o se candidatar a uma vaga na universidade pelas cotas ou se v\u00e3o optar pela ampla concorr\u00eancia. Para os que optarem pelas cotas para pretos e pardos, ser\u00e1 necess\u00e1rio passar pela avalia\u00e7\u00e3o de algum comit\u00ea de heteroidentifica\u00e7\u00e3o. A experi\u00eancia tem mostrado que nem todos os que se consideram pardos s\u00e3o assim entendidos pelos membros dos comit\u00eas e, nesses casos, t\u00eam suas matr\u00edculas negadas. Uma situa\u00e7\u00e3o que gera desgaste, conflitos, frustra\u00e7\u00f5es e tem ido parar nos jornais e tribunais.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<p id=\"paragrafo-ulp17xn6wk\" class=\"font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">Nos anos 1970, quando nasci, apesar do muito que j\u00e1 se havia lutado no Brasil e no mundo para a supera\u00e7\u00e3o do racismo, est\u00e1vamos bem mais distantes de reconhecer e aceitar o que, em n\u00f3s, \u00e9 negro. Sendo uma crian\u00e7a parda, cresci percebendo como a maioria das pessoas enfatizava a sua heran\u00e7a branca (ou ind\u00edgena) e disfar\u00e7ava a negra. Via isso na escola, entre amigos, vizinhos, na TV, nos filmes, em toda parte. Os cabelos eram frequentemente alisados, inclusive por alguns homens. O mais long\u00ednquo parentesco com pessoas brancas sempre era motivo de orgulho. Autodefinir-se como \u201cmoreno\u201d, naquela \u00e9poca, frequentemente significava: n\u00e3o sou branco, mas tamb\u00e9m nada tenho a ver com os pretos. Como se a \u201cmorenice\u201d tivesse brotado do nada.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<div>\n<div>\n<div class=\"trv-player-container\">\n<div class=\"trv-wrapper\">\n<div id=\"br_video_player_9fc3258140db95ccb1d30bc8440846a0eeb14140\" class=\"trvd_video_player trvdfloater trv-right\">\n<div class=\"media-player\">\n<div class=\"trv-video\">\n<div id=\"truvid_ima_container33547\" class=\"truvid_ima_container trv-ima-container-hidden\">\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p id=\"paragrafo-rd51w4v2ga\" class=\"font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">No Brasil do s\u00e9culo XXI, ap\u00f3s tantas lutas, temos avan\u00e7os. Vejo por todos os lados cabelos crespos, cacheados e volumosos. Nas universidades onde estudei e trabalhei nos \u00faltimos anos, encontrei pessoas pardas e pretas, com os mais variados tons de pele, dos mais claros aos mais escuros, que se sabem belas, fortes, inteligentes, poderosas, capazes. Ainda que haja muito a fazer, \u00e9 preciso reconhecer que percorremos um longo caminho para chegar at\u00e9 aqui. Muita gente enfrentou o racismo e contribuiu para que pud\u00e9ssemos reconhecer que beleza, intelig\u00eancia, sabedoria e conhecimentos n\u00e3o s\u00e3o exclusividade dos brancos. Pol\u00edticas p\u00fablicas que buscam valorizar as nossas heran\u00e7as africanas e ind\u00edgenas, assim como ampliar o acesso de afrodescendentes \u00e0s universidades p\u00fablicas, tamb\u00e9m v\u00eam exercendo papel fundamental. Hoje, personagens e epis\u00f3dios relevantes da cultura afro-brasileira, assim como tradi\u00e7\u00f5es de povos africanos que vieram para o Brasil est\u00e3o em livros did\u00e1ticos do ensino fundamental e m\u00e9dio.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<p id=\"paragrafo-goohyid7zr\" class=\"font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">E, assim, cada vez mais pessoas t\u00eam se reconhecido como pardas. Isto \u00e9, como integrantes de fam\u00edlias com pessoas de diferentes cores\/ra\u00e7as: pretos e brancos, pretos e ind\u00edgenas, brancos e ind\u00edgenas (o que invisibiliza mais os ind\u00edgenas, tema para outra conversa) ou todos misturados. Cada vez mais brasileiros t\u00eam tido a coragem de olhar com honestidade para si mesmos, para o seu fen\u00f3tipo, aceitando quem s\u00e3o e fortalecendo a pr\u00f3pria autoestima.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article_intext inline-block text-center w-full h-280\">\n<div id=\"internas_336x280_02\" data-google-query-id=\"CNikze38q4oDFfxN3QIdE5kLfg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/44585206\/d_c24h_internas_336x280_1__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<p id=\"paragrafo-sy4q541ukd\" class=\"font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">Tudo parece avan\u00e7o, melhoria, algo a se comemorar. Mas h\u00e1 um elemento que gera desafios nesse cen\u00e1rio: escolher quem s\u00e3o os pardos eleg\u00edveis para as a\u00e7\u00f5es afirmativas. J\u00e1 que, no Brasil, o racismo \u00e9 vivido em fun\u00e7\u00e3o da nossa apar\u00eancia, as cotas n\u00e3o levam em conta o parentesco e s\u00f3 analisam o fen\u00f3tipo do candidato. Assim, as cotas s\u00e3o para todos os que se entendem como pardos ou s\u00f3 para alguns? Pardos claros podem utilizar as cotas? Ou elas s\u00e3o apenas para pardos de pele escura? E como ficam as diferen\u00e7as regionais, j\u00e1 que uma pessoa percebida como branca em um estado\/regi\u00e3o pode ser percebida como parda\/negra em outro?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<p id=\"paragrafo-4rgk508w1x\" class=\"font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">No modelo adotado pelo IBGE, o grupo dos negros \u00e9 a soma dos brasileiros pardos e pretos. O aumento do n\u00famero de brasileiros que se reconhecem como pardos foi fundamental para justificar as atuais pol\u00edticas de cotas. Mas se as cotas raciais buscam apoiar principalmente as pessoas mais atingidas pelo racismo, deduz-se que nem todos os que se reconhecem como pardos teriam direito a elas. O problema \u00e9 que, como o tema \u00e9 complexo, frequentemente os editais que utilizam cotas n\u00e3o s\u00e3o claros sobre quais os crit\u00e9rios para definir quem tem direito a elas. Dizem apenas e vagamente que o fen\u00f3tipo deve ser compat\u00edvel com a autodeclara\u00e7\u00e3o como pessoa preta ou parda. Mas qual seria esse tal \u201cfen\u00f3tipo de pardo\u201d? Sil\u00eancio.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<p id=\"paragrafo-bcu7kqug3m\" class=\"font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">Para lidar com fraudes no ingresso por cotas, as universidades criaram comit\u00eas de heteroidentifica\u00e7\u00e3o que avaliam se o candidato autodeclarado preto ou pardo efetivamente teria direito \u00e0 vaga para a qual foi selecionado por meio da cota. As cotas t\u00eam desempenhado papel de grande relev\u00e2ncia na amplia\u00e7\u00e3o do acesso ao ensino superior p\u00fablico a parcelas da popula\u00e7\u00e3o anteriormente exclu\u00eddas. Assim como os comit\u00eas de heteroidentifica\u00e7\u00e3o t\u00eam barrado casos evidentes de fraude ao sistema de cotas que ocorriam impunemente.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<p id=\"paragrafo-f54wd98fwh\" class=\"font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">Ao mesmo tempo, nota-se, pelas not\u00edcias amplamente divulgadas nos \u00faltimos anos, que v\u00e1rias pessoas pardas claras t\u00eam sido barradas nos comit\u00eas de heteroidentifica\u00e7\u00e3o. In\u00fameras pol\u00eamicas e judicializa\u00e7\u00f5es t\u00eam ocorrido. O mais preocupante, beirando um retrocesso, \u00e9 o avan\u00e7o da perspectiva de alguns defensores das cotas de que os pardos claros s\u00e3o brancos. Ou de que est\u00e3o se declarando como pardos somente para usufruir das cotas. Trata-se de uma simplifica\u00e7\u00e3o de algo muito maior, que, como tentei demonstrar, levou d\u00e9cadas para se construir.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article_intext inline-block text-center w-full h-280\">\n<div id=\"internas_336x280_03\" data-google-query-id=\"COWHpu78q4oDFYVTuAQdWtE0Hw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/44585206\/d_c24h_internas_336x280_2__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<p id=\"paragrafo-f9800rhm9s\" class=\"font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">Quando falamos em identidade, duas dimens\u00f5es s\u00e3o convocadas ao debate: a autoidentifica\u00e7\u00e3o e a heteroidentifica\u00e7\u00e3o. Ou seja, como eu me vejo e como os outros me v\u00eaem. Ambas s\u00e3o relevantes e se combinam na constru\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o dessa no\u00e7\u00e3o t\u00e3o importante: quem sou eu. Por isso \u00e9 muito delicado quando a heteroidentifica\u00e7\u00e3o entra em choque com a autoidentifica\u00e7\u00e3o. Por mais que use malabarismos discursivos para negar o \u00f3bvio, quando um comit\u00ea de heteroidentifica\u00e7\u00e3o recusa um candidato, o que est\u00e1 sendo dito a um jovem de 18 anos \u00e9: n\u00e3o te reconhecemos como pardo. Um jovem que, por in\u00fameros motivos, especialmente se vive em estados do sul e sudeste, sabe muito bem que tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 visto como um branco.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<p id=\"paragrafo-8l73vaxegl\" class=\"font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">Em um pa\u00eds racista como o Brasil, quando uma pessoa assume que tem heran\u00e7a negra, ela fez uma escolha corajosa e pol\u00edtica. A luta antirracista ganhou um aliado. Assim, ao inv\u00e9s de defender que os pardos claros se identifiquem como brancos (que n\u00e3o s\u00e3o), seria mais adequado que os respons\u00e1veis pela aplica\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas pudessem avan\u00e7ar na defini\u00e7\u00e3o de quem \u00e9 o pardo eleg\u00edvel para as cotas. E quem n\u00e3o \u00e9. O modelo atual dos editais, com os seus silenciamentos e impl\u00edcitos, est\u00e1 exigindo demais de pessoas jovens e fam\u00edlias pouco escolarizadas, isto \u00e9, um sofisticado letramento racial.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<p id=\"paragrafo-al0bpael9k\" class=\"font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">Aos poucos, ainda lac\u00f4nicas, algumas universidades come\u00e7am a dar esse passo e indicam que os candidatos eleg\u00edveis s\u00e3o os \u201clidos socialmente como negros\u201d, com \u201ctra\u00e7os fenot\u00edpicos que o caracterizem como negro\u201d. Assim, elas est\u00e3o agindo pedagogicamente, dando mais elementos para que esse jovem pardo possa avaliar se aquela cota, de fato, \u00e9 para ele. Pois as cotas, claramente, n\u00e3o s\u00e3o para todos os pardos e precisamos assumir isso. \u00c9 nessa dire\u00e7\u00e3o que poderemos preservar os dois avan\u00e7os que conquistamos nos \u00faltimos anos: a pol\u00edtica de cotas e o aumento na autoidentifica\u00e7\u00e3o dos brasileiros como pretos e pardos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<p id=\"paragrafo-sv5hxuh13z\" class=\"font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">Agnes Mariano \u00e9 Professora do Departamento de Jornalismo do Instituto de Ci\u00eancias Sociais Aplicadas, Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pardos claros podem utilizar as cotas? Ou elas s\u00e3o apenas para pardos de pele escura? 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