{"id":47581,"date":"2014-03-03T09:41:54","date_gmt":"2014-03-03T12:41:54","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=47581"},"modified":"2014-03-03T09:41:54","modified_gmt":"2014-03-03T12:41:54","slug":"radio-sem-fins-lucrativos-nao-recolhe-direitos-autorais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/radio-sem-fins-lucrativos-nao-recolhe-direitos-autorais\/","title":{"rendered":"R\u00e1dio sem fins lucrativos n\u00e3o recolhe direitos autorais"},"content":{"rendered":"<p>Emissora educativa do poder p\u00fablico n\u00e3o tem de recolher direitos autorais ao Escrit\u00f3rio Central de Arrecada\u00e7\u00e3o e Direitos Autorais (Ecad), j\u00e1 que n\u00e3o aufere lucro com a execu\u00e7\u00e3o das obras musicais. O entendimento levou a 4\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o a\u00a0manter\u00a0senten\u00e7a que indeferiu a\u00e7\u00e3o condenat\u00f3ria manejada pelo Ecad contra a R\u00e1dio Furg, ligada \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Universidade do Rio Grande. O ac\u00f3rd\u00e3o \u00e9 do dia 18 de fevereiro.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-47582\" alt=\"MDG030_Banner\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/MDG030_Banner-300x145.jpg\" width=\"300\" height=\"145\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/MDG030_Banner-300x145.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/MDG030_Banner-620x300.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/MDG030_Banner.jpg 950w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Assim como o ju\u00edzo de origem, os integrantes da corte entenderam que o pedido ignorou a reda\u00e7\u00e3o dada pelo artigo 68, par\u00e1grafo 4\u00ba, da Lei 9.610\/98. O dispositivo obriga o &#8220;empres\u00e1rio&#8221; a comprovar o recolhimento dos direitos autorais. Logo, implicitamente, prev\u00ea &#8220;pressuposto de lucratividade&#8221;.<\/p>\n<p>O relator da Apela\u00e7\u00e3o, juiz federal convocado F\u00e1bio Vit\u00f3rio Mattiello, tamb\u00e9m citou a jurisprud\u00eancia, destacando v\u00e1rios ac\u00f3rd\u00e3os. Dentre estes, citou uma decis\u00e3o de dezembro de 2002, do juiz Pedro Luiz Pozza, \u00e0 \u00e9poca convocado ao Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Pela decis\u00e3o: &#8220;Se as obras s\u00e3o executadas em festejos municipais e outros eventos em que n\u00e3o s\u00e3o cobrados ingressos e n\u00e3o haja lucro direto ou indireto, n\u00e3o h\u00e1 lugar para a cobran\u00e7a de direitos autorais&#8221;.<\/p>\n<p>O caso<br \/>\nO Ecad ajuizou A\u00e7\u00e3o Ordin\u00e1ria para impedir que a Funda\u00e7\u00e3o de Radiodifus\u00e3o Educativa do Rio Grande transmita a programa\u00e7\u00e3o musical enquanto n\u00e3o pagar a contribui\u00e7\u00e3o relativa aos direitos autorais dos artistas.<\/p>\n<p>O autor tamb\u00e9m pediu que a r\u00e9 seja compelida a quitar as contribui\u00e7\u00f5es devidas a este t\u00edtulo no per\u00edodo de maio a outubro de 2001.<\/p>\n<p>Senten\u00e7a<br \/>\nO juiz S\u00e9rgio Renato Tejada Garcia, da 2\u00aa Vara Federal do Rio Grande do Sul, lembrou, de in\u00edcio, que o artigo 73,\u00a0caput, da Lei 5.988\/73, estabelecia que as r\u00e1dios e tev\u00eas n\u00e3o podiam transmitir ou reproduzir obras ou espet\u00e1culos, visando o lucro, sem a autoriza\u00e7\u00e3o dos seus autores. Em 1998, com o advento da Lei 9.610, a legisla\u00e7\u00e3o sobre direitos autorais foi alterada e atualizada.<\/p>\n<p>A atualiza\u00e7\u00e3o manteve a proibi\u00e7\u00e3o nos mesmos termos. O par\u00e1grafo 4\u00ba do dispositivo, entretanto, recebeu esta reda\u00e7\u00e3o: &#8220;Previamente \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o p\u00fablica, o empres\u00e1rio dever\u00e1 apresentar ao escrit\u00f3rio central, previsto no artigo 99, a comprova\u00e7\u00e3o dos recolhimentos relativos aos direitos autorais&#8221;.<\/p>\n<p>Com tal altera\u00e7\u00e3o, o juiz federal observou que \u00e9 considerado empres\u00e1rio todo aquele que exerce, profissionalmente, atividade econ\u00f4mica organizada para a produ\u00e7\u00e3o ou a circula\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os. A defini\u00e7\u00e3o vem expressa no artigo 966 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n<p>Explicou que, enquanto na lei revogada o objetivo de lucro expressamente determinava a veda\u00e7\u00e3o legal, na lei em vigor \u00e9 a qualidade de empres\u00e1rio que estabelece tal proibi\u00e7\u00e3o. \u2018\u2018Portanto, \u00e9 o intuito de lucro que impede a reprodu\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de obras fonogr\u00e1ficas protegidas sem a pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o do autor e sem o recolhimento das contribui\u00e7\u00f5es ao Ecad\u2019\u2019, escreveu na senten\u00e7a.<\/p>\n<p>Assim, como a grade de programa\u00e7\u00e3o da emissora comp\u00f5e-se de programas de cunho cultural, reprodu\u00e7\u00e3o de programas de outras r\u00e1dios p\u00fablicas e divulga\u00e7\u00e3o das atividades da pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o de ensino, o juiz considerou indevida a cobran\u00e7a dos direitos autorais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Emissora educativa do poder p\u00fablico n\u00e3o tem de recolher direitos autorais ao Escrit\u00f3rio Central de Arrecada\u00e7\u00e3o e Direitos Autorais (Ecad), j\u00e1 que n\u00e3o aufere lucro com a execu\u00e7\u00e3o das obras musicais. 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