{"id":481015,"date":"2025-03-08T10:58:56","date_gmt":"2025-03-08T13:58:56","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=481015"},"modified":"2025-03-08T10:58:56","modified_gmt":"2025-03-08T13:58:56","slug":"violencia-silenciosa-pesquisa-mostra-que-assedio-atinge-maioria-das-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/violencia-silenciosa-pesquisa-mostra-que-assedio-atinge-maioria-das-mulheres\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia silenciosa: pesquisa mostra que ass\u00e9dio atinge maioria das mulheres"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1><\/h1>\n<h2>Em Salvador, 7 a cada 10 mulheres j\u00e1 foram v\u00edtimas de ass\u00e9dio sexual em suas diferentes formas<\/h2>\n<div>\n<div class=\"atr-article-autor\">\n<p>Por\u00a0Madson Souza<\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<figure class=\"mw-article-head-image\" data-article-id=\"1309856\"><picture><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1300000\/500x300\/Violencia-silenciosa-pesquisa-mostra-que-assedio-a0130985600202503072210-ScaleDownProportional.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2FArtigo-Destaque%2F1300000%2FViolencia-silenciosa-pesquisa-mostra-que-assedio-a0130985600202503072210.jpg%3Fxid%3D6579485%26resize%3D1000%252C500%26t%3D1741438869&amp;xid=6579485\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1300000\/1200x720\/Violencia-silenciosa-pesquisa-mostra-que-assedio-a0130985600202503072210-ScaleDownProportional.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2FArtigo-Destaque%2F1300000%2FViolencia-silenciosa-pesquisa-mostra-que-assedio-a0130985600202503072210.jpg%3Fxid%3D6579485%26resize%3D1000%252C500%26t%3D1741438869&amp;xid=6579485\" media=\"(min-width: 768px)\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1300000\/1200x720\/Violencia-silenciosa-pesquisa-mostra-que-assedio-a0130985600202503072210-ScaleDownProportional.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2FArtigo-Destaque%2F1300000%2FViolencia-silenciosa-pesquisa-mostra-que-assedio-a0130985600202503072210.jpg%3Fxid%3D6579485%26resize%3D1000%252C500%26t%3D1741438869&amp;xid=6579485\" alt=\"Somente na Pra\u00e7a da Piedade,  cinco mulheres informaram ter sido v\u00edtimas de ass\u00e9dio\" data-cls=\"\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"mw-image-info\"><span class=\"mw-image-description\">Somente na Pra\u00e7a da Piedade, cinco mulheres informaram ter sido v\u00edtimas de ass\u00e9dio &#8211;\u00a0<label class=\"mw-image-author\">Foto: Raphael Muller \/ Ag. A TARDE<\/label><\/span><\/div>\n<div id=\"dm-h-dimagem\" class=\"jba filled\" data-google-query-id=\"CMO48fPR-osDFe1U3QId8Mg2sw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br_2__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<article id=\"article\">\u201cJ\u00e1 fui assediada no caminho de minha casa por um cara num pr\u00e9dio. Ele gritou de l\u00e1. Esse foi um caso que me marcou muito, porque \u00e9 perto de casa. Por um caminho que sempre costumo andar\u201d, conta a estudante de psicologia, Heloisa Mabile, de 22 anos. Essa \u00e9 a realidade das v\u00edtimas de ass\u00e9dio sexual em suas diferentes formas, para 7 em cada 10 mulheres de Salvador, de acordo com a pesquisa \u2018Viver na Cidade: Mulheres\u2019, realizada pelo Instituto Cidades Sustent\u00e1veis em parceria com o instituto de Intelig\u00eancia em Pesquisa e Consultoria Estrat\u00e9gica (Ipec).<\/p>\n<p>O estudo aponta que 74% das mulheres que moram nas 10 maiores capitais brasileiras j\u00e1 passaram por algum tipo de ass\u00e9dio sexual &#8211; desde uma quest\u00e3o f\u00edsica a uma fala, incluindo Salvador. Entre as cidades pesquisadas, Porto Alegre lidera o ranking com 79%, seguida por, Recife (77%), Rio de Janeiro (77%), Goi\u00e2nia (76%), S\u00e3o Paulo (74%), Salvador (73%), Manaus (72%), Bel\u00e9m (70%), Fortaleza (68%) e Belo Horizonte (68%).<\/p>\n<p>Em Salvador<\/p>\n<div id=\"dmh-h-par1\" class=\"jba filled\" data-google-query-id=\"CLSL8fPR-osDFcBM3QIdy0I5dQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br_3__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Somente na Pra\u00e7a da Piedade, na capital baiana, cinco das cinco mulheres questionadas ontem pela Reportagem de A TARDE informaram ter sido v\u00edtimas de ass\u00e9dio.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, os cen\u00e1rios mais comuns das ocorr\u00eancias de ass\u00e9dio em Salvador foram ruas e espa\u00e7os p\u00fablicos, como pra\u00e7as e parques, para 57% das mulheres entrevistadas. Ambientes que para Helo\u00edsa geram inseguran\u00e7a. \u201cJ\u00e1 ouvi coisa de homem na rua, j\u00e1 pararam pra buzinar. No meio da rua, nos sentimos muito inseguras, porque n\u00e3o sabemos quem est\u00e1 passando do nosso lado. S\u00e3o situa\u00e7\u00f5es muito revoltantes, porque toca num ponto muito sens\u00edvel, que \u00e9 a seguran\u00e7a, a vulnerabilidade. Parece que fica evidente o qu\u00e3o vulner\u00e1vel estamos na sociedade\u201d, afirma a estudante.<\/p>\n<p>Do total das entrevistadas nos 10 estados, 56% disseram que sofreram ass\u00e9dio em ruas e espa\u00e7os p\u00fablicos. O soci\u00f3logo e coordenador de rela\u00e7\u00f5es institucionais do instituto cidades sustent\u00e1veis, Igor Pantoja, explica as causas para o maior n\u00famero de ocorr\u00eancias nesses lugares. \u201cO espa\u00e7o p\u00fablico \u00e9 mais pr\u00f3ximo da quest\u00e3o do anonimato, \u00e9 mais f\u00e1cil a pessoa passar despercebida talvez num espa\u00e7o p\u00fablico do que \u00e0s vezes num espa\u00e7o fechado como uma empresa ou escola. E por ser espa\u00e7o aberto \u00e9 mais dif\u00edcil de voc\u00ea ter ali imediatamente onde fazer uma den\u00fancia, algu\u00e9m pra chamar\u201d.<\/p>\n<p>Inseguran\u00e7a<\/p>\n<p>Outros cen\u00e1rios comuns de ass\u00e9dio apontados pelas mulheres entrevistadas foram: dentro do transporte p\u00fablico (com 51 men\u00e7\u00f5es), no ambiente de trabalho (39), no ambiente familiar (30), em bares e casas noturnas (24), e em transportes particulares, como carros de aplicativo, t\u00e1xi e motot\u00e1xi (17). Essa realidade j\u00e1 fez com que a acad\u00eamica Renata da Silva, 40, tome medidas para evitar tais situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 saio acompanhada de um amigo e evito determinados lugares porque sei que isso vai acontecer. Chegava em um bar e os caras vinham pra cima como se voc\u00ea estivesse oferecendo alguma coisa. Quando a gente chega em um ambiente desse pra eles parece que estamos nos colocando como objeto. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o ultrajante, sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a imensa, voc\u00ea se sente muito vulner\u00e1vel\u201d, relata.<\/p>\n<div id=\"dmh-h-par3\" class=\"jba\" data-google-query-id=\"CPuv9fPR-osDFYVV3QIdUIss8Q\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br_5__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Estrutura<\/p>\n<p>O fator patriarcal de nossa sociedade \u00e9 apontado como uma das causas desse comportamento dos assediadores, conforme o psic\u00f3logo e docente da universidade Wyden, Fabr\u00edcio Paix\u00e3o. \u201cO que leva esse sujeito a se sentir de fato confort\u00e1vel diante de um ass\u00e9dio \u00e9 aquilo que n\u00f3s chamamos de uma estrutura patriarcal, no sentido de que o homem considera essa mulher ainda como objeto\u201d.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m questionou a popula\u00e7\u00e3o entrevistada sobre quais a\u00e7\u00f5es deveriam ser adotadas para enfrentar a quest\u00e3o. Aumento das penas de quem comete viol\u00eancia contra a mulher recebeu a maior pontua\u00e7\u00e3o, no total das 10 capitais, com 54%. Ampliar os servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o a mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia a em todas as regi\u00f5es da cidade (49%) e agilizar o andamento da investiga\u00e7\u00e3o das den\u00fancias (40%), foram as outras op\u00e7\u00f5es mais citadas. A posi\u00e7\u00e3o das respostas \u00e9 a mesma quando considerado apenas Salvador.<\/p>\n<div id=\"dmh-h-par4\" class=\"jba\" data-google-query-id=\"CNjn9fPR-osDFfls3QIdobIMSw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br_6__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Preven\u00e7\u00e3o e combate<\/p>\n<p>Para prevenir e combater os casos de ass\u00e9dio e viol\u00eancia contra as mulheres em Salvador, a Secretaria Municipal de Pol\u00edticas para Mulheres, Inf\u00e2ncia e Juventude (SPMJ) adota medidas, como: a Patrulha Guardi\u00e3 Maria da Penha, o N\u00facleo de Enfrentamento e Preven\u00e7\u00e3o ao Feminic\u00eddio (NEF), Decreto do Alerta Salvador e Observat\u00f3rio da Mulher; entre outras iniciativas.<\/p>\n<p>Entre os canais de den\u00fancia para as mulheres est\u00e3o o Centro de Atendimento \u00e0 Mulher Soteropolitana Irm\u00e3 Dulce (CAMSID), contato por meio do telefone 71 3202-7399; Centro de Refer\u00eancia Especializado de Atendimento \u00e0 Mulher Arlette Magalh\u00e3es (CREAM) cujo telefone \u00e9 71 3202-7380; Centro de Refer\u00eancia de Atendimento \u00e0 Mulher Loreta Valadares (CRAMLV) por meio do n\u00famero (71) 3202-7396; e a Casa da Mulher Brasileira (CMB), que pode ser contactada por (71) 3202-7390. Para v\u00edtimas de importuna\u00e7\u00e3o sexual h\u00e1 tamb\u00e9m o Ligue 180, que \u00e9 a Central de Atendimento \u00e0 Mulher.<\/p>\n<div id=\"dmh-h-par5\" class=\"jba\" data-google-query-id=\"CKGW9vPR-osDFSZU3QId52k4Sw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br_7__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Sobre a pesquisa<\/p>\n<p>Para a Pesquisa Mulheres 2025, do Instituto Cidades Sustent\u00e1veis, em parceria com o Ipec, foram realizadas 3.500 entrevistas nas 10 capitais j\u00e1 citadas, com controle de cotas vari\u00e1veis por sexo, idade, classe social e ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Salvador, 7 a cada 10 mulheres j\u00e1 foram v\u00edtimas de ass\u00e9dio sexual em suas diferentes formas<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":481016,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[2,6,7],"tags":[],"class_list":["post-481015","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano","category-municipios","category-nacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Violencia-silenciosa-pesquisa-mostra-que-assedio-a0130985600202503072210-ScaleDownProportional.webp","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/481015","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=481015"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/481015\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/481016"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=481015"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=481015"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=481015"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}