{"id":481035,"date":"2025-03-08T11:33:59","date_gmt":"2025-03-08T14:33:59","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=481035"},"modified":"2025-03-08T11:33:59","modified_gmt":"2025-03-08T14:33:59","slug":"bahia-tem-uma-ponte-pior-do-que-a-jk-que-desabou-em-tocantins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/bahia-tem-uma-ponte-pior-do-que-a-jk-que-desabou-em-tocantins\/","title":{"rendered":"Bahia tem uma ponte pior do que a JK, que desabou em Tocantins"},"content":{"rendered":"<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<h1 id=\"titulo-qthsqvrww3\" class=\"component--titulo font-family-secondary text-[34px] font-semibold leading-[50px] text-tw-theme-text-default md:max-lg:text-[40px] lg:text-[42px] lg:leading-[50px]\"><\/h1>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<h2 id=\"linha-fina-ttl24loiyz\" class=\"text-tw-theme-box-linha-fina-default font-normal text-[16px]\">Existem cinco estruturas em rodovias federais no estado que possuem condi\u00e7\u00f5es estruturais cr\u00edticas<\/h2>\n<p>Por: Donaldson Gomes, do Correio<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\"><\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<div id=\"imagem-d1sve008sr\" class=\"w-full\">\n<figure class=\"imagem-notas w-full max-w-full h-auto flex justify-center items-center overflow-hidden\">\n<div id=\"gft-up-divMM\">\n<div id=\"gft-41012-banner-ad_bg\" class=\"gft-up-divMain\">\n<div id=\"gft-41012-banner-ad\"><\/div>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"w-full h-auto\" src=\"https:\/\/midias.correio24horas.com.br\/2025\/03\/07\/auto-upload-2640093.png\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"1600\" \/><\/div>\n<\/figure>\n<p>Tr\u00e1fego na ponte do Jequitinhonha est\u00e1 restrito a ve\u00edculos com menos de 25 toneladas e em regime de pare e siga\u00a0<span class=\"font-bold\">Cr\u00e9dito: VIA41<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-90gsdao0hp\">A Bahia tem pelo menos uma ponte com uma situa\u00e7\u00e3o estrutural pior do que a Juscelino Kubitschek de Oliveira (JK) , entre os estados de Tocantins e Maranh\u00e3o, que desabou no dia 22 de dezembro, provocando 14 mortes e deixando tr\u00eas pessoas desaparecidas. A avalia\u00e7\u00e3o estrutural da ponte sobre o Rio Jequitinhonha, no quil\u00f4metro (km) 661 da BR-101, no munic\u00edpio de Itapebi, recebeu a nota 1, numa escala que vai at\u00e9 cinco, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas condi\u00e7\u00f5es em um artigo produzido por especialistas durante o Congresso Brasileiro do Concreto, em outubro do ano passado. S\u00f3 para compara\u00e7\u00e3o, a JK foi avaliada com nota 2.<\/p>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-omcvu5fyy1\">Outras quatro pontes na Bahia se juntam \u00e0 instalada sobre o Rio Jequitinhonha, na avalia\u00e7\u00e3o de estruturas em condi\u00e7\u00f5es cr\u00edticas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), respons\u00e1vel pelos equipamentos em rodovias federais. As Obras de Arte Especiais (OAEs), no jarg\u00e3o da engenharia, cr\u00edticas identificadas at\u00e9 agora s\u00e3o o viaduto sobre a Rede Ferrovi\u00e1ria Federal (Rffsa), no km km 217 da BR-101, em Governador Mangabeira; e as pontes sobre os rios Catol\u00e9, no km 449, tamb\u00e9m da BR-101, na divisa do Esp\u00edrito Santo com a Bahia; a da Vila, no km 20, da BR-367, em Santa Cruz de Cabr\u00e1lia; e a que est\u00e1 sobre um rio sem nome, no km 8, da BR-498, na divisa da Bahia com Minas Gerais. As informa\u00e7\u00f5es enviadas pelo Dnit n\u00e3o indicam se estas pontes foram avaliadas com notas 1 ou 2.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-lr1f5t8q6l\">A movimenta\u00e7\u00e3o na ponte do Jequitinhonha mostra os preju\u00edzos provocados pela falta de cuidados. Apenas ve\u00edculos com at\u00e9 25 toneladas podem trafegar sobre a estrutura, por\u00e9m no regime de pare e siga, o que provoca constantes congestionamentos na rodovia. Aos mais pesados, resta como alternativa um contorno com mais de 70 km, que chega a demorar tr\u00eas horas, em virtude do intenso tr\u00e1fego.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<div id=\"imagem-krgfylaycu\" class=\"w-full\">\n<figure class=\"imagem-notas w-full max-w-full h-auto flex justify-center items-center overflow-hidden\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"w-full h-auto\" src=\"https:\/\/midias.correio24horas.com.br\/2025\/03\/07\/auto-upload-2640100.png\" alt=\"\" width=\"1135\" height=\"624\" \/><\/figure>\n<p>Os danos na estrutura da ponte est\u00e3o \u00e0 vista\u00a0<span class=\"font-bold\">Cr\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o TV Santa Cruz<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-lgzi53xydm\">Com receio de ver se repetir na Bahia, a trag\u00e9dia da ponte JK, o Dnit determinou como alternativa o trecho da BA-275, constru\u00eddo anteriormente pela Veracel Celulose. Os relatos dos condutores s\u00e3o de uma enorme demora na estrada, que \u00e9 estreita e, em boa parte, de terra, onde os ve\u00edculos est\u00e3o constantemente sujeitos a atolar. Em dias de chuvas, \u00e9 certo ter problemas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-zfykjystuq\">E os condutores ainda v\u00e3o precisar ter paci\u00eancia por mais alguns meses, uma vez que as estimativas informais para a restaura\u00e7\u00e3o da estrutura s\u00e3o de que as obras devem prosseguir at\u00e9, pelo menos, o final deste ano. As contas s\u00e3o de que a necessidade \u00e9 de \u201calgumas dezenas de milh\u00f5es\u201d, ainda informalmente falando.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<div id=\"imagem-brha3ns1rd\" class=\"w-full\">\n<figure class=\"imagem-notas w-full max-w-full h-auto flex justify-center items-center overflow-hidden\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"w-full h-auto\" src=\"https:\/\/midias.correio24horas.com.br\/2025\/03\/07\/auto-upload-2640110.png\" alt=\"\" width=\"1128\" height=\"620\" \/><\/figure>\n<p>Ponte deve passar por obras nos pr\u00f3ximo meses\u00a0<span class=\"font-bold\">Cr\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o TV Santa Cruz<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"article_intext inline-block text-center w-full h-280\"><\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-b141syrh49\">A decis\u00e3o de restringir o tr\u00e1fego aconteceu diante do cen\u00e1rio de cheia no rio Jequitinhonha, mas quem passa com frequ\u00eancia pelo local diz que os problemas da ponte s\u00e3o vis\u00edveis at\u00e9 para leigos e j\u00e1 estavam l\u00e1 h\u00e1 bastante tempo. Em janeiro, ap\u00f3s o traum\u00e1tico incidente no Tocantins e o aumento em at\u00e9 tr\u00eas vezes na vaz\u00e3o do Jequitinhonha, o jeito foi limitar o tr\u00e1fego. De acordo com informa\u00e7\u00f5es da Prefeitura de Itapebi, na \u00e9poca, a vaz\u00e3o do rio, que normalmente era de 600 metros c\u00fabicos (m\u00b3) por segundo passou para 2 mil m\u00b3\/s. A a\u00e7\u00e3o da natureza sobre concreto degradado e ferragens expostas levantou preocupa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-5jbtsx6xyw\">Segundo o Dnit, ap\u00f3s o aumento na vaz\u00e3o do rio, a ponte demandou a restri\u00e7\u00e3o de carga para ve\u00edculos de at\u00e9 25 toneladas, opera\u00e7\u00e3o de pare e siga com afastamento de 60 metros entre caminh\u00f5es e a redu\u00e7\u00e3o da velocidade permitida para 40 km\/h durante o tr\u00e2nsito pela ponte.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-epk8hw4wv1\">A autarquia informou, em nota, analisa os estudos, projetos b\u00e1sico e executivo de engenharia e execu\u00e7\u00e3o para obras de reabilita\u00e7\u00e3o da ponte. O projeto est\u00e1 em fase de aprova\u00e7\u00e3o, mas os servi\u00e7os preliminares para as obras tiveram in\u00edcio no dia 21 de fevereiro, de acordo com o \u00f3rg\u00e3o. \u201cAs primeiras a\u00e7\u00f5es incluem a mobiliza\u00e7\u00e3o de equipamentos, pessoal, instala\u00e7\u00e3o do canteiro de obras, opera\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os Pare e Siga e a sinaliza\u00e7\u00e3o vertical de advert\u00eancia e de recomenda\u00e7\u00e3o. As medidas restritivas ser\u00e3o ajustadas no decorrer do andamento dos servi\u00e7os\u201d, detalhou.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-aa9c4qax4f\">Este ano, a malha rodovi\u00e1ria federal na Bahia conta com um total de R$ 66,4 milh\u00f5es em investimentos previstos, de acordo com o Dnit. Os recursos ser\u00e3o distribu\u00eddos por contratos para a manuten\u00e7\u00e3o de um total de 270 estruturas e a reabilita\u00e7\u00e3o das quatro outras pontes em situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas no estado, segundo a nota do \u00f3rg\u00e3o. \u201cH\u00e1 previs\u00e3o de contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de reabilita\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de outras 45 obras de arte especiais da Bahia em um total previsto de R$ 38 milh\u00f5es\u201d, completa.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-jrarfyzbmv\">O Dnit gerencia as condi\u00e7\u00f5es das pontes e viadutos da malha rodovi\u00e1ria federal por meio do Sistema de Gerenciamento de Obras de Arte Especiais \u2013 SGO, que \u00e9 alimentado com as caracter\u00edsticas geom\u00e9tricas das obras e com os dados das inspe\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas de campo que fornecem informa\u00e7\u00f5es sobre as condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a e de conserva\u00e7\u00e3o das pontes.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-ltcy0hs6br\">As OAEs s\u00e3o avaliadas com com base numa norma t\u00e9cnica que estabelece os m\u00e9todos para as inspe\u00e7\u00f5es, atribuindo notas de avalia\u00e7\u00e3o de 1 a 5.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-zc4z72nm6s\">Segundo o \u00f3rg\u00e3o, encontra-se em andamento um novo ciclo de inspe\u00e7\u00f5es no qual j\u00e1 foram inspecionadas 76 obras de arte especiais da malha rodovi\u00e1ria federal da Bahia, identificadas em condi\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article_intext inline-block text-center w-full h-280\"><\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-4d4i93y2e2\">O Departamento de Estradas e Rodagens da Bahia (Derba) tamb\u00e9m foi procurado pela reportagem no dia 24 de fevereiro para falar sobre a situa\u00e7\u00e3o das pontes em rodovias estaduais, atrav\u00e9s da assessoria de imprensa da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), mas n\u00e3o enviou nenhum posicionamento at\u00e9 o fechamento desta edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-ds8bqc4p21\"><b>Danos incalcul\u00e1veis<\/b><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-xfd9bgjisl\">A queda de uma ponte pode trazer preju\u00edzos incalcul\u00e1veis. No caso da ponte JK, a conta come\u00e7a, antes de mais nada, pelas 17 vidas perdidas \u2013 com 14 mortes confirmadas e tr\u00eas pessoas ainda desaparecidas. Passa pelos transtornos aos que ficaram. Mais de um m\u00eas ap\u00f3s o colapso, foi necess\u00e1rio implodir a parte da estrutura que ainda estava de p\u00e9. O estrondo de cerca de 250 quilos de explosivos levou ao ch\u00e3o as 14 mil toneladas de concreto que ainda estavam de p\u00e9, na estrutura constru\u00edda h\u00e1 mais de meio s\u00e9culo, assim como a ponte do Jequitinhonha. Moradores de 200 casas, num raio de dois quil\u00f4metros, nos estados do Tocantins e do Maranh\u00e3o, tiveram que deixar temporariamente os seus lares.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-kh3p8kri1z\">O v\u00e3o central da ponte desmoronou \u00e0s 14h50 do dia 22 de dezembro. No desabamento, ca\u00edram no Rio Tocantins tr\u00eas motocicletas, um carro, duas caminhonetes e quatro caminh\u00f5es, sendo que dois deles levavam 76 toneladas de \u00e1cido sulf\u00farico e 22 mil litros de defensivos agr\u00edcolas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-iiie4ffj7g\">N\u00e3o se sabe qual seria o custo de manuten\u00e7\u00e3o do equipamento, antes da trag\u00e9dia, mas agora, o governo federal estima entre R$ 100 milh\u00f5es e R$ 150 milh\u00f5es o investimento necess\u00e1rio para a reconstru\u00e7\u00e3o do equipamento.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-tu3clm35ah\">A ponte era fundamental para o escoamento de gr\u00e3os, com uma movimenta\u00e7\u00e3o estimada em 2 mil carretas por dia antes do colapso. Al\u00e9m disso, um outro reflexo do preju\u00edzo econ\u00f4mico causado est\u00e1 na a\u00e7\u00e3o aberta por sete entidades, que representam pescadores, produtores rurais, comerciantes e at\u00e9 m\u00fasicos, pedindo uma indeniza\u00e7\u00e3o que ultrapassa os R$ 500 milh\u00f5es. Um dos argumentos \u00e9 que 96% dos estabelecimentos comerciais em Estreito (MA) passaram a ter preju\u00edzos ap\u00f3s o desastre.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-wly576b63f\"><b>Por que as pontes caem?<\/b><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article_intext inline-block text-center w-full h-280\"><\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-61xnltn3ib\">Colapsos em pontes s\u00e3o quase sempre trag\u00e9dias evit\u00e1veis. O que aconteceu em Tocantins, no Amazonas h\u00e1 dois anos, ou mesmo no viaduto em Belo Horizonte, nas v\u00e9speras da Copa do Mundo, n\u00e3o precisaria ter acontecido. Se por um lado, as grandes estruturas de engenharia, conhecidas como obras de arte especiais, est\u00e3o sujeitas \u00e0 a\u00e7\u00e3o, muitas vezes feroz da natureza, por outro lado, quem as colocou ali precisa cuidar.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<div id=\"imagem-u40cm69ith\" class=\"w-full\">\n<figure class=\"imagem-notas w-full max-w-full h-auto flex justify-center items-center overflow-hidden\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"w-full h-auto\" src=\"https:\/\/midias.correio24horas.com.br\/2025\/03\/07\/auto-upload-2640111.png\" alt=\"\" width=\"1412\" height=\"793\" \/><\/figure>\n<p>Ponte JK caiu no dia 22 de dezembro de 2024\u00a0<span class=\"font-bold\">Cr\u00e9dito: RS Fotos P\u00fablicas\u00a0<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-6fox5i6s3l\">O engenheiro Ademir Ferreira dos Santos, doutorando em gest\u00e3o de pontes na na Universidade do Minho, Portugal, explica que h\u00e1 diversos fatores a se considerar em rela\u00e7\u00e3o ao assunto. V\u00e3o desde a idade dos equipamentos \u2013 muitos constru\u00eddos a partir da d\u00e9cada de 40 e projetados para ter vida \u00fatil de 50 anos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-hx7anjvhuu\">\u201cEstima-se que o Brasil possui mais de 40 mil pontes com idades superiores a 50 anos, que juntamente com o aumento das cargas dos ve\u00edculos que sobre elas trafegam e uma reconhecida falta de uma cultura de manuten\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio constru\u00eddo em nosso pa\u00eds, tornam o nosso parque de obras mais vulner\u00e1vel, podendo resultar em novos colapsos, como o recentemente ocorrido na Ponte do Estreito, sobre o rio Tocantins\u201d, avalia. \u201cPossivelmente, al\u00e9m dos dados que trazem os estudos internacionais, pode-se dizer que no Brasil, a maior causa dos colapsos das pontes, est\u00e1 na falta de uma cultura de manuten\u00e7\u00e3o, que constitui-se na medida mais efetiva para reduzir o n\u00famero de colapsos nas pontes brasileiras\u201d, destaca.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-scgvshlrz3\">Em uma pesquisa recente, da qual o engenheiro participou, com base em dados de \u00f3rg\u00e3os oficiais como o Dnit, concession\u00e1rias de rodovias, foram identificadas no Brasil pouco mais de 12 mil pontes com registro de inspe\u00e7\u00e3o. Destas, 1.039 pontes possu\u00edam \u00edndices de condi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica ou ruim e cerca de 5,5 mil pontes tinham mais de 50 anos. Numa proje\u00e7\u00e3o para o universo de 110 mil estruturas que n\u00e3o possuem registro de inspe\u00e7\u00e3o, estimam-se que 11 mil pontes devem estar em condi\u00e7\u00f5es cr\u00edticas ou ruins no pa\u00eds e 42 mil tenham mais de 50 anos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-u1920tlwfv\">Para Ademir Ferreira dos Santos, a idade dos equipamentos em si n\u00e3o \u00e9 um problema. Para ele, a quest\u00e3o est\u00e1 nos cuidados com a manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-11h25y29tp\">Em car\u00e1ter emergencial, associa\u00e7\u00f5es representativas da Engenharia de Pontes do Brasil, elaboraram um manifesto pela seguran\u00e7a e manuten\u00e7\u00e3o das pontes no pa\u00eds. A iniciativa pretende mobilizar a sociedade civil, assinando o documento no link\u00a0<a class=\"link\" href=\"https:\/\/chng.it\/ML4cndJWFx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/chng.it\/ML4cndJWFx<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existem cinco estruturas em rodovias federais no estado que possuem condi\u00e7\u00f5es estruturais cr\u00edticas<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":481036,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[327,6],"tags":[],"class_list":["post-481035","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-multimidia","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/ponte-ruim.webp","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/481035","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=481035"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/481035\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/481036"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=481035"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=481035"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=481035"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}