{"id":48729,"date":"2014-03-10T03:33:23","date_gmt":"2014-03-10T06:33:23","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=48729"},"modified":"2014-03-10T03:33:23","modified_gmt":"2014-03-10T06:33:23","slug":"crimes-reais-fascinam-leitores-e-abastecem-livrarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/crimes-reais-fascinam-leitores-e-abastecem-livrarias\/","title":{"rendered":"Crimes reais fascinam leitores e abastecem livrarias"},"content":{"rendered":"<div><a style=\"line-height: 1.5em;\" href=\"mailto:fellipetorres.pe@dabr.com.br\">Fellipe Torres<\/a><span style=\"line-height: 1.5em;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<div>\n<div id=\"abanoticia\">\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" title=\"Foto: Mary Cybulski\/Paramount Pictures\" alt=\"Foto: Mary Cybulski\/Paramount Pictures\" src=\"http:\/\/imgsapp.diariodepernambuco.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2014\/03\/09\/492948\/20140307173244889140o.jpg\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Foto: Mary Cybulski\/Paramount Pictures<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">De vez em quando a gente torce pelo bandido do filme, mesmo. \u201cIsso, cuidado ali atr\u00e1s, atira no guarda! Rouba logo esse banco, cara, corre da\u00ed, l\u00e1 vem a pol\u00edcia, deixa de ser burro!\u201d. Mas, se em alguns casos vemos nos foras-da-lei a personifica\u00e7\u00e3o moderna do Robin Hood, em outros, ficamos chocados pela barb\u00e1rie, pelo sangue frio, pela maldade. O interesse pelo errado vai al\u00e9m da fic\u00e7\u00e3o. \u00c9 quando os vil\u00f5es da vida real suscitam em n\u00f3s curiosidade maior do que gostar\u00edamos de admitir. Buscamos as min\u00facias biogr\u00e1ficas, os crimes, as manias dos contraventores.<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" title=\"Suzane von Richtofen.  Foto: Jonne Roriz\/ Ag\u00eancia Estado\/AE\" alt=\"Suzane von Richtofen.  Foto: Jonne Roriz\/ Ag\u00eancia Estado\/AE\" src=\"http:\/\/imgsapp.diariodepernambuco.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2014\/03\/09\/492948\/20140307173752328190u.jpg\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Suzane von Richtofen. Foto: Jonne Roriz\/ Ag\u00eancia Estado\/AE<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Um caso criminal que se destaca \u00e9 a autobiografia do corretor Jordan Belfort,\u00a0<em>O Lobo de Wall Street\u00a0<\/em>(de Jordan Belfort, 504 p\u00e1ginas, R$ 49,90), entre os dez mais vendidos segundo do pa\u00eds na categoria n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o e cuja adapta\u00e7\u00e3o para o cinema disputou o Oscar. O filme conta como o especulador financeiro \u201cganhou a vida\u201d em meio a esc\u00e2ndalos e\u00a0 fraudes, al\u00e9m de ter usufruido de uma rotina \u00e0 base de drogas, \u00e1lcool e sexo indiscriminado. A editora Planeta reedita o livro de 2008 e lan\u00e7a a continua\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria,\u00a0<em>A ca\u00e7ada ao Lobo de Wall Street\u00a0\u00a0<\/em>(464 p\u00e1ginas, R$ 54,90).<\/p>\n<p>Na s\u00e9tima arte, no videogame violento ou na fila do p\u00e3o, \u201co mal est\u00e1 em todos n\u00f3s\u201d, sentencia o psic\u00f3logo norte-americano Philip Zimbardo, professor da Universidade de Stanford e autor do livro\u00a0<em>O efeito L\u00facifer: Como pessoas boas se tornam m\u00e1s<\/em>\u00a0(Record, 760 p\u00e1ginas, R$ 88). Na interpreta\u00e7\u00e3o do psiquiatra forense Feliciano Abdon, esse \u201cmal\u201d pode ser traduzido como \u201co conjunto de todos os nossos sentimentos de curiosidade, de inveja, de gostar ou sentir prazer em coisas impactantes\u201d.<\/p>\n<p>Interpretar as consequ\u00eancias desse interesse se tornou a miss\u00e3o de vida da pesquisadora paulistana Ilana Casoy, escritora na \u00e1rea de viol\u00eancia e criminalidade. Ela acompanhou de perto casos emblem\u00e1ticos, como o assassinato dos pais pela jovem Suzana von Richtofen e o homic\u00eddio da crian\u00e7a Isabela Nardoni. \u201cMeu diferencial \u00e9 n\u00e3o estar ligada a nenhuma institui\u00e7\u00e3o. N\u00e3o sou pol\u00edcia, advogada ou psiquiatra\u201d, resume Casoy.&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" title=\"Ilana Casoy se especializou na \u00e1rea criminal. Foto: Acervo pessoal\" alt=\"Ilana Casoy se especializou na \u00e1rea criminal. Foto: Acervo pessoal\" src=\"http:\/\/imgsapp.diariodepernambuco.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2014\/03\/09\/492948\/20140307174424528092e.jpg\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Ilana Casoy se especializou na \u00e1rea criminal. Foto: Acervo pessoal<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">Com a linguagem do p\u00fablico, ela apresenta informa\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas. \u201cN\u00e3o h\u00e1 fic\u00e7\u00e3o, porque tudo o que eu escrevo consta nos processos ou \u00e9 fruto de minha participa\u00e7\u00e3o direta. Isso ser um fil\u00e3o de mercado \u00e9 consequ\u00eancia e n\u00e3o um projeto. Eu, por exemplo, j\u00e1 gostava do assunto, pesquisava bastante\u201d. Para o psiquiatra Othon Bastos, a internet aproximou muito o p\u00fablico dos problemas da exist\u00eancia de uma maneira geral, e a doen\u00e7a mental \u00e9 um fato intrigante em si. \u201cNada mais natural, portanto, que o cidad\u00e3o comum se interesse por esses desvios, pela doen\u00e7a mental, que \u00e9 a doen\u00e7a humana por excel\u00eancia\u201d, assevera.<\/p>\n<p>Na literatura brasileira, a criminalidade \u00e9 um mote recorrente. Mas o caminho nem sempre agrada quem vive de reconstituir trajet\u00f3rias alheias. O cr\u00edtico liter\u00e1rio carioca Jos\u00e9 Castello, autor de livros sobre Vin\u00edcius de Moraes, Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto e Rubem Braga, diz que jamais aceitaria a tarefa. Para ele, os cuidados precisariam ser redobrados, pois seria grande a possibilidade de o criminoso continuar usando m\u00e1scaras.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" title=\"Jos\u00e9 Castello. Foto: Editora Record\/divulga\u00e7\u00e3o\" alt=\"Jos\u00e9 Castello. Foto: Editora Record\/divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/imgsapp.diariodepernambuco.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2014\/03\/09\/492948\/20140307175208497568a.jpg\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Jos\u00e9 Castello. Foto: Editora Record\/divulga\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cCorre o risco de voc\u00ea terminar biografando o personagem deles ao inv\u00e9s da pessoa. \u00c9 um terreno pantanoso, para o qual me sinto despreparado\u201d. Diante de cl\u00e1ssicos como<em>\u00a0A sangue frio,\u00a0<\/em>de Truman Capote, Castello refor\u00e7a que o autor precisou se envolver com o personagem. \u201cS\u00e3o pessoas sedutoras, de personalidade duvidosas. Elas v\u00e3o aceitar participar de um processo desses, e a quest\u00e3o da sedu\u00e7\u00e3o vai se exarcebar mais ainda. O risco de voc\u00ea cair na armadilha \u00e9 grande\u201d.<\/p>\n<p>O perigo \u00e9 descrito no livro\u00a0<em>O jornalista e o assassino,\u00a0<\/em>de Janet Malcom, sobre o relacionamento entre um acusado de assassinar a fam\u00edlia e um bi\u00f3grafo. O criminoso processa o escritor &#8211; com quem manteve uma rela\u00e7\u00e3o de amizade em troca de dividir a intimidade e os bastidores do julgamento pelo qual fora inocentado. Motivo: a vers\u00e3o publicada (na obra\u00a0<em>Fatal vision<\/em>)<em>\u00a0<\/em>difere da previamente acordada entre ambos &#8211; da qual dividiriam at\u00e9 os lucros. \u201cSe [o interlocutor] \u00e9 assassino ou corrupto, vai fazer o m\u00e1ximo para desmentir a imagem. Est\u00e1 no direito dele. Mas isso s\u00f3 deixa o terreno mais pantanoso\u201d, conclui Jos\u00e9 Castello.<\/p>\n<p><strong>ENTREVISTA &gt;&gt;&gt; Psiquiatra Othon Bastos<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Como enxerga o fasc\u00ednio do p\u00fablico leitor pelas biografias e os atos criminosos cometidos por transgressores da lei?<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" title=\"Psiquiatra Othon Bastos. Foto: Bernardo Dantas\/DP\/D.A Press \" alt=\"Psiquiatra Othon Bastos. Foto: Bernardo Dantas\/DP\/D.A Press \" src=\"http:\/\/imgsapp.diariodepernambuco.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2014\/03\/09\/492948\/20140307175706517917u.jpg\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Psiquiatra Othon Bastos. Foto: Bernardo Dantas\/DP\/D.A Press<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>O interesse por essas figuras sempre existiu. Entre elas, h\u00e1 aquelas pessoas que adoeceram mentalmente (tiveram depress\u00e3o, exalta\u00e7\u00f5es, del\u00edrios\u2026) e aquelas que t\u00eam um modo de estar no mundo bastante espec\u00edfico (tra\u00e7os de personalidade que podem ser gen\u00e9ticos ou n\u00e3o).<br \/>\nA hist\u00f3ria mostra que entre esses transgressores h\u00e1 muitos casos de transtornos de personalidades, de personalidade amoral (ou borderline, como a psiquiatria chama). S\u00e3o pessoas sem censura \u00e9tica, que se comprazem em aplicar sofrimento aos outros, como \u00e9 o caso dos torturadores.<\/p>\n<p><strong>Como separar, ent\u00e3o, psicopatas, sociopatas, e bandidos sem transtornos mentais?<br \/>\n<\/strong>Psicopatia n\u00e3o \u00e9, a rigor, uma doen\u00e7a. \u00c9 uma m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o ou m\u00e1 estrutura\u00e7\u00e3o da personalidade. No caso do sociopata, ele n\u00e3o tem o que chamamos de superego, a censura individual. Em um pa\u00eds miser\u00e1vel como o nosso, os atos daqueles que roubam por necessidade s\u00e3o muito diferentes do que faz um black bloc que destr\u00f3i lojas ou fere pessoas.<br \/>\nEsse \u00faltimo pode se encaixar dentro do conceito de sociopatia, que gera a conduta anti-social. Essas a\u00e7\u00f5es podem at\u00e9 ter justificativas pol\u00edticas e sociais, mas n\u00e3o deixam de ser crimes contra a sociedade. \u00c9 preciso entender que todos os animais s\u00e3o violentos, inclusive os homens. Tornar-se violento \u00e9 apenas usar a for\u00e7a ps\u00edquica ou f\u00edsica sobre algo ou algu\u00e9m. Uma diferen\u00e7a entre o animal e o homem \u00e9 que o animal n\u00e3o mata por prazer. J\u00e1 o homem, por exemplo, pratica a ca\u00e7a, que \u00e9 o prazer de destruir. Ele \u00e9 agressivo por defini\u00e7\u00e3o, \u00e9 territorial, \u00e9 competitivo.<\/p>\n<p><strong>Na vis\u00e3o do senhor, o interesse pelos criminosos e por seus atos ilegais tem aumentado?<\/strong><br \/>\nSim. A internet aproximou muito o p\u00fablico dos problemas da exist\u00eancia de uma maneira geral, e a doen\u00e7a mental \u00e9 um fato intrigante em si. Nada mais natural, portanto, que o cidad\u00e3o comum se interesse por esses desvios, pela doen\u00e7a mental, que \u00e9 a doen\u00e7a humana por excel\u00eancia.<br \/>\nIsso n\u00e3o significa, obviamente, que todo criminoso violento seja esquizofr\u00eanico ou possua doen\u00e7a mental grave. Mas quase sempre h\u00e1 algum transtorno de personalidade.<\/p>\n<p><strong>Consumir esse tipo de hist\u00f3ria, seja em livro, filme ou jornal, pode ser considerada atividade saud\u00e1vel?<\/strong><br \/>\nH\u00e1 uma promo\u00e7\u00e3o do crime por parte da m\u00eddia que, a meu ver, \u00e9 muito negativa. Na minha televis\u00e3o n\u00e3o sintonizo nenhum Datena ou coisa que o valha. Acredito que deve ser evitado um exagero em rela\u00e7\u00e3o ao espa\u00e7o dedicado a divulgar homic\u00eddios e suic\u00eddios. Uma das regras da sa\u00fade mental \u00e9 evitar publicidade de suic\u00eddio de pessoas. H\u00e1 uma banaliza\u00e7\u00e3o disso tudo.<\/p>\n<p><strong>PRATELEIRA DO CRIME<\/strong><strong><br \/>\nSe\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" title=\"Foto: Milena Mendes\/divulga\u00e7\u00e3o\" alt=\"Foto: Milena Mendes\/divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/imgsapp.diariodepernambuco.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2014\/03\/09\/492948\/20140307183648715372o.jpg\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Foto: Milena Mendes\/divulga\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>FRAUDES, GOLPES E ESTELIONATO<\/strong><br \/>\n<em>Vips &#8211; Hist\u00f3rias reais de um mentiroso<\/em>, de Mariana Caltabiano (Jaboticaba, 192 p\u00e1ginas, R$ 44,50)<br \/>\nA hist\u00f3ria do vigarista e mentiroso compulsivo Marcelo Nascimento da Rocha. Ele enganou jornais, revistas e programas de TV fingindo ser quem n\u00e3o era. Virou filme.<\/p>\n<p><em>Al Capone e gangue, de Alan MacDonald\u00a0<\/em>(Companhia das Letras, 192 p\u00e1gs., R$ 31,50)<br \/>\nDebru\u00e7a-se sobre h\u00e1bitos e mitifica\u00e7\u00e3o do bandido, um homem mau, feio, rico, corrupto, poderoso e desumano, que andava com metralhadora debaixo do bra\u00e7o.<\/p>\n<p><em>Meu nome n\u00e3o \u00e9 Johnny\u00a0<\/em>(Record, 336 p\u00e1ginas, R$ 44,90), de Guilherme Fi\u00faza<br \/>\nNarra como o playboy Jo\u00e3o Guilherme Estrella se tornou personagem gra\u00fado da vida bandida carioca. Envolveu-se com drogas e entrou no mundo do dinheiro f\u00e1cil.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" title=\"Foto: Diamonds Films\/divulga\u00e7\u00e3o\" alt=\"Foto: Diamonds Films\/divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/imgsapp.diariodepernambuco.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2014\/03\/09\/492948\/20140307182017770432a.jpg\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Foto: Diamonds Films\/divulga\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>ROUBOS E FURTOS\u00a0<\/strong><br \/>\n<em>Bling ring &#8211; A gangue de Hollywood\u00a0<\/em>(Intr\u00ednseca, 272 p\u00e1ginas, R$ 24,90), de Nancy Jo Sales<br \/>\nComo um grupo de jovens ricos passaram a roubar e ostentar pertences de estrelas de Hollywood. Autora entrevistou envolvidos, advogados e as v\u00edtimas.<\/p>\n<p><em>Bonnie e Clyde &#8211; A vida por tr\u00e1s da lenda\u00a0<\/em>(Larousse, 432 p\u00e1ginas, R$ 69,90), de Paul Schneider<br \/>\nCasal virou os EUA de cabe\u00e7a para baixo nos anos 1930, criou a no\u00e7\u00e3o de \u201cbandido celebridade\u201d e ainda inventou mitologia explorada tanto pela fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Inimigos p\u00fablicos<\/em>\u00a0(Globo Livros, 520 p\u00e1ginas, R$ 49,90), de Bryan Burroug<br \/>\nNarra a ascens\u00e3o e a queda de seis lend\u00e1rias fac\u00e7\u00f5es criminosas dos anos 1930 nos EUA \u2013 as de John Dillinger, Baby Face Nelson, Pretty Boy Floyd, entre outros.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" title=\"Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TV GLOBO\" alt=\"Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TV GLOBO\" src=\"http:\/\/imgsapp.diariodepernambuco.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2014\/03\/09\/492948\/20140307182514838885i.jpg\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TV GLOBO<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>ASSASSINATOS<\/strong><br \/>\n<em>Richthofen &#8211; O assassinato dos pais de Suzane,\u00a0<\/em>de Roger Franchini (Planeta, 129 p\u00e1ginas, R$ 19,90)<br \/>\nO caso da estudante de direito mandante do assassinato dos pr\u00f3prios pais, mortos a pauladas pelos namorado e cunhado. Informa\u00e7\u00f5es novas s\u00e3o trazidas \u00e0 tona.<\/p>\n<p><em>A prova e a testemunha,\u00a0<\/em>de Ilana Casoy (Larousse Brasil, 240 p\u00e1ginas, R$ 29,90)<br \/>\nTrata do caso Isabella Nardoni, garota de 5 anos atirada por pai e madrasta do sexto andar de edif\u00edcio em S\u00e3o Paulo. Autora acompanhou o inqu\u00e9rito por dois anos.<\/p>\n<p><em>O nome da morte<\/em>\u00a0(Planeta, 245 p\u00e1ginas, R$ 39,90), de Kl\u00e9ster Cavalcanti<br \/>\nAutor pernambucano conta a hist\u00f3ria de J\u00falio Santana, matador profissional. Em 35 anos de \u201cof\u00edcio\u201d, ele teria matado quase 500 pessoas &#8211; tudo contabilizado em caderno.\n<\/p>\n<p align=\"justify\">Fonte: Di\u00e1rio de Pernambuco<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grandes roubos, golpes, fraudes e assassinatos s\u00e3o explorados em livros que enfocam a vida de criminosos<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":48730,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-48729","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/lobo.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48729","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48729"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48729\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48730"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48729"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48729"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48729"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}