{"id":493998,"date":"2025-07-07T10:00:06","date_gmt":"2025-07-07T13:00:06","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=493998"},"modified":"2025-07-07T10:00:06","modified_gmt":"2025-07-07T13:00:06","slug":"sem-a-nova-capital-a-nossa-paris-a-beira-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/sem-a-nova-capital-a-nossa-paris-a-beira-mar\/","title":{"rendered":"Sem a nova capital, a nossa Paris \u00e0 beira-mar"},"content":{"rendered":"<div class=\"elementor-element elementor-element-7d2fc729 titulo-post elementor-widget elementor-widget-theme-post-title elementor-page-title elementor-widget-heading\" data-id=\"7d2fc729\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-title.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-59e555ed elementor-widget elementor-widget-post-info\" data-id=\"59e555ed\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"post-info.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><\/div>\n<\/div>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-7e25a070 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"7e25a070\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-24f401b5\" data-id=\"24f401b5\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-6b34b66e elementor-share-buttons--view-icon elementor-share-buttons--skin-flat elementor-share-buttons--align-right elementor-share-buttons--shape-square elementor-grid-0 elementor-share-buttons--color-official elementor-widget elementor-widget-share-buttons\" data-id=\"6b34b66e\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;share_url&quot;:{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/blogdomagno.com.br\\\/sem-a-nova-capital-a-nossa-paris-a-beira-mar\\\/&quot;,&quot;is_external&quot;:&quot;&quot;,&quot;nofollow&quot;:&quot;&quot;,&quot;custom_attributes&quot;:&quot;&quot;}}\" data-widget_type=\"share-buttons.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-grid\">\n<div class=\"elementor-grid-item\">\n<div class=\"elementor-share-btn elementor-share-btn_facebook\" tabindex=\"0\" aria-label=\"Compartilhar no facebook\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-grid-item\">\n<div class=\"elementor-share-btn elementor-share-btn_twitter\" tabindex=\"0\" aria-label=\"Compartilhar no twitter\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-grid-item\">\n<div class=\"elementor-share-btn elementor-share-btn_email\" tabindex=\"0\" aria-label=\"Compartilhar no email\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-7f30e03 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"7f30e03\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-493999 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/paris-620x412.webp\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/paris-620x412.webp 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/paris-300x200.webp 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/paris-160x106.webp 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/paris-450x300.webp 450w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/paris-640x426.webp 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/paris.webp 675w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-746f5ae4 elementor-widget elementor-widget-theme-post-content\" data-id=\"746f5ae4\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-content.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div id=\"ub-expand-b1c6e51f-915f-48f4-bb45-616bc5da1926\" class=\"wp-block-ub-expand ub-expand\" data-scroll-type=\"false\" data-scroll-amount=\"\" data-scroll-target=\"\">\n<div id=\"ub-expand-full-43baa424-8a62-4031-a70a-d8170a132cb3\" class=\"ub-expand-portion ub-expand-partial wp-block-ub-expand-portion\" tabindex=\"0\" role=\"button\" aria-expanded=\"false\" aria-controls=\"ub-expand-full-43baa424-8a62-4031-a70a-d8170a132cb3\">\n<p><strong>Por Jorge Henrique Cartaxo, Lenora Barbo<br \/>\nDo Correio Braziliense<\/strong><\/p>\n<p>La Ville merveilleuse. Esse \u00e9 o t\u00edtulo do livro de poemas-homenagem ao Rio de Janeiro, publicado em 1913 em Paris, da poeta francesa Jane Catulle-Mend\u00e8s. Neta de Victor Hugo, Jane tinha as p\u00e1ginas do mundo e a nobreza das letras, boas ou n\u00e3o. Entre outras virtudes, j\u00e1 vi\u00fava do tamb\u00e9m poeta Catulle Mend\u00e8s, Jane cultivava sedu\u00e7\u00f5es \u2014 n\u00e3o raro descritas com delicados detalhes pela imprensa francesa \u2014, com colegas dos versos e das palavras como Anatole France, Pierre Loti e Gabrielle d\u2019Annunzio.<\/p>\n<p>H\u00f3spede no Palacete de Laurinda Santos L\u00f4bo, em Santa Teresa, Jane esteve no Rio entre setembro e novembro de 1911. A m\u00fasica, as praias, as pequenas montanhas e alguns bra\u00e7os e l\u00e1bios nativos, convenceram a nossa inquieta visitante francesa dos encantos da nossa capital de ent\u00e3o, que ela ofereceu ao mundo em versos e lembran\u00e7as criando o seu mais famoso ep\u00edteto: Cidade Maravilhosa.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ub-expand-full-43baa424-8a62-4031-a70a-d8170a132cb3\" class=\"ub-expand-portion ub-expand-full wp-block-ub-expand-portion\" tabindex=\"0\" role=\"button\" aria-expanded=\"false\" aria-controls=\"ub-expand-full-43baa424-8a62-4031-a70a-d8170a132cb3\">\n<p>\u00c9 bem verdade que a express\u00e3o \u201cCidade Maravilhosa\u201d j\u00e1 era cantarolada nos versos de uma marchinha de carnaval de 1904. Coelho Neto, tamb\u00e9m, j\u00e1 havia usado o conceito carnavalesco em uma de suas cr\u00f4nicas publicadas no jornal A Not\u00edcia, em 1908. Mas n\u00e3o veio seguida de versos, n\u00e3o era em franc\u00eas, o nosso cronista n\u00e3o morava em Paris \u2014 aquela outra cidade maravilhosa \u2014 e menos ainda era neto de Victor Hugo.<\/p>\n<p>Particularidades \u00e0 parte! Joaquim Murtinho, pr\u00f3cer da Rep\u00fablica, havia sido ministro da Ind\u00fastria, da Via\u00e7\u00e3o e Obras P\u00fablicas do governo de Prudente de Morais; e das Finan\u00e7as, no governo de Campos Salles. Antes da posse de Salles, Murtinho o acompanhou a Londres onde negociaram, com os Rothschild, o bilion\u00e1rio empr\u00e9stimo que reorganizou as finan\u00e7as do pa\u00eds, em decomposi\u00e7\u00e3o acelerada desde o in\u00edcio da Rep\u00fablica e o \u201cencilhamento\u201d de Rui Barbosa.<\/p>\n<p>Joaquim Murtinho, engenheiro e m\u00e9dico, introdutor da homeopatia no Brasil, havia cuidado da sa\u00fade da princesa Isabel, do marechal Deodoro, de Campo Salles e de Prudente de Morais. Entre festejadas curas milagrosas e algumas fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, adquiriu frondosos latif\u00fandios em Mato Grosso, Minas Gerais, Goi\u00e1s e no estado do Rio de Janeiro\u00a0\u2014 neste, por algum acaso topogr\u00e1fico, ele fez construir, enquanto ministro, nas margens das suas terras, providenciais estradas de ferro. Reza a lenda que, ap\u00f3s o acordo com os Rothschild, em Londres, ele e o Brasil ficaram mais ricos e pr\u00f3speros.<\/p>\n<p>Laurinda Santos L\u00f4bo, sobrinha de Joaquim Murtinho, por esses mist\u00e9rios do destino, herdou do tio, falecido em 1911 aos 63 anos, 78 cachorros, a fortuna e o famoso Palacete Murtinho \u2014 que ela rebatizou como Palacete Santos L\u00f4bo \u2014, em Santa Tereza, de onde o olhar poetisa e contempla a Ba\u00eda da Guanabara.<\/p>\n<p>Aos 33 anos, n\u00e3o exatamente bonita, mas extraordinariamente sedutora, cuidou de ser o \u201cnovo\u201d Rio de Janeiro, mesmo com seus ran\u00e7os e cacoetes do Imp\u00e9rio j\u00e1 quase esquecido. Redirecionou o seu ap\u00e1tico marido, Hermenegildo Santos L\u00f4bo, para algum espa\u00e7o da casa e fez e refez os seus e os encantos do Pal\u00e1cio, incluindo seu elegante e discreto romance com Est\u00e1cio Coimbra, ent\u00e3o governador de Pernambuco e futuro vice-presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Diretora informal da programa\u00e7\u00e3o do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, cuja obra ela acompanhou e, em grande parte coordenou, desde 1905 at\u00e9 a sua inaugura\u00e7\u00e3o em 1909, fez dos seus sal\u00f5es em Santa Teresa uma extens\u00e3o dos grandes espet\u00e1culos. O pianista Arthur Rubinstein, os tenores Enrico Caruso, Tito Schipa, Giacomo Lauri-Volpi e Beniamino Gilgli; o compositor e maestro Richard Strauss, a soprano Claudia Muzzo; as artistas brasileiras consagradas no exterior, como a pianista Magdalena Tagliaferro e as sopranos Vera Janac\u00f3pulos e Bid\u00fa Say\u00e3o. Todos se apresentaram nos sal\u00f5es de Laurinda.<\/p>\n<p>Da prata da casa, eram habitu\u00e9s Jo\u00e3o do Rio, Villa-Lobos, Gra\u00e7a Aranha, Afr\u00e2nio Peixoto entre tantos outros. \u201cA marechala da eleg\u00e2ncia, a princesa dos mil vestidos\u201d, Laurinda representava a est\u00e9tica e o estilo da grande reforma urbana de Pereira Passos (1902-1906)\u00a0\u2014 inspirada na mesma reforma urbana de Paris (1852-1870), realizada pelo bar\u00e3o Haussmann\u00a0\u2014 e a grande campanha sanit\u00e1ria conduzida por Oswaldo Cruz.<\/p>\n<p>Para ela, Paris, onde tinha um apartamento na Place de La Madeleine, estava logo ali, depois da praia que abra\u00e7ava a nova Avenida Beira-Mar, onde os mares gelados da Fran\u00e7a, acompanhando a brisa, vinham se aquecer em Copacabana. E Buenos Aires, onde tinha amigos, um pouquinho depois, n\u00e3o muito longe, da promissora Praia de Ipanema. Laurinda era a maravilha, como a Cidade Maravilhosa da sua amiga Jane Catulle-Mend\u00e8s.<\/p>\n<p>Na sua mensagem ao Congresso Nacional, de maio de 1896, o ent\u00e3o presidente Prudente de Morais, inicia um longo per\u00edodo de esquecimento do Estado em rela\u00e7\u00e3o a nova capital. \u201cOs servi\u00e7os da comiss\u00e3o incumbida de escolher o local para a futura capital da Uni\u00e3o, na \u00e1rea, j\u00e1 demarcada, no planalto central da Rep\u00fablica, segundo o disposto no Art. 3 da Constitui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o puderam ter grande desenvolvimento no ano findo pela defici\u00eancia da verba votada, o que determinou a suspens\u00e3o dos trabalhos de campos nos \u00faltimos meses do exerc\u00edcio\u2026 Foi dispensado o pessoal civil da comiss\u00e3o, continuando os militares com os de escrit\u00f3rio, sem outra remunera\u00e7\u00e3o al\u00e9m das de suas patentes\u201d. Na mensagem de 3 maio de 1897, Prudente de Morais, arguindo falta de verba, sentencia: \u201c\u2026 Foi extinta a Comiss\u00e3o de estudos da nova capital\u201d.<\/p>\n<p>O advogado e cafeicultor paulista, Campos Salles, assumiu a presid\u00eancia da Rep\u00fablica em 15 de novembro de 1898. Era o quarto presidente republicano e o segundo eleito pelo voto direto. A economia do pa\u00eds estava insolvente. Sem alternativa, mesmo antes de assumir, Salles negociou, com os Rothschild, a morat\u00f3ria e um novo empr\u00e9stimo de 10 milh\u00f5es de libras. Seu governo transcorreria sob uma austera e impopular pol\u00edtica fiscal. Para impor tamanha restri\u00e7\u00e3o e conter suas consequ\u00eancias, Campos Salles elaborou sua famosa Pol\u00edtica dos Estados \u2014 conhecida como a Pol\u00edtica dos Governadores.<\/p>\n<p>As grandes oligarquias, com dom\u00ednios e autoridade absoluta sobre todos os Poderes locais, controlavam os governos estaduais. Em contrapartida, ofereciam a maioria ao governo federal no Congresso fraudando as elei\u00e7\u00f5es e impedindo a posse de parlamentares da oposi\u00e7\u00e3o por interm\u00e9dio\u00a0da famosa Comiss\u00e3o de Poderes da C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p>\u201cA melhor educa\u00e7\u00e3o \u00e9 a que entra pelos olhos. Bastou que, deste solo coberto de baiucas e taperas, surgissem alguns pal\u00e1cios, para que imediatamente nas almas mais incultas brotasse de s\u00fabito a fina flor do bom gosto: olhos, o que s\u00f3 haviam contemplado betesgas, compreenderam logo o que \u00e9 a arquitetura\u2026E [eu], intimamente, invejava a sorte dos que est\u00e3o agora nascendo, dos que v\u00e3o viver numa cidade radiante\u00a0\u2014 quando eu, e os da minha gera\u00e7\u00e3o, pela estupidez e pelo desleixo dos enfunados parlapat\u00f5es que nos governaram, tivemos de viver numa imensa pocilga de dois mil quil\u00f4metros quadrados, como um bando de b\u00e1coros fu\u00e7ando a imundice\u201d. O texto do poeta Olavo Bilac, de\u00a01904, publicado na Gazeta de Noticias, expressa bem o impacto das reformas empreendidas pelo prefeito do Rio, Pereira Passos (1902-1906) no governo de Rodrigues Alves (1902-1906).<\/p>\n<p>O Rio insalubre, epid\u00eamico, mon\u00e1rquico, colonial, impr\u00f3prio para ser a sede do governo, transformava-se numa cidade moderna, contempor\u00e2nea, europeizada. Claro, jamais conseguiu esconder ou aplacar o que sempre tivemos de injusto e cruel! Depois da extin\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Cruls pelo presidente Prudente de Morais (1894-1898), da pol\u00edtica fiscal austera do presidente Campos Salles (1898-1902) e seu pacto pol\u00edtico com os governadores e das grandes reformas urbanas da cidade do Rio de Janeiro e da moderniza\u00e7\u00e3o do seu porto, empreendidas por Rodrigues Alves, a decis\u00e3o constitucional da mudan\u00e7a da capital perdeu densidade. Ficou restrita a isolados debates e propostas no Parlamento e em algumas publica\u00e7\u00f5es, sem maiores repercuss\u00f5es ou interesses.<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo o engajado deputado, na Constituinte republicana, Lauro Muller, posteriormente\u00a0poderoso ministro de Via\u00e7\u00e3o de Obras P\u00fablicas no governo Rodrigues Alves, tornou-se indiferente ao tema.<\/p>\n<p>Depois da extin\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o em 1897, o Planalto Central volta a ser tratado, em 1904, em artigos de Medeiros de Albuquerque, em A Not\u00edcia. Em dezembro de 1905, agora senador, Nogueira Paranagu\u00e1 faz um longo discurso defendendo e historiando a ideia e a decis\u00e3o constitucional da mudan\u00e7a da capital. Seu projeto em tramita\u00e7\u00e3o no Senado que solicita provid\u00eancias para a execu\u00e7\u00e3o do Art. 3 da Constitui\u00e7\u00e3o, sequer obt\u00e9m parecer nas Comiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 1908, o engenheiro A. Leyret, com Jacinto Pimentel e Teixeira Lopes Guimar\u00e3es, requereu ao Congresso Nacional \u201co privil\u00e9gio para a constru\u00e7\u00e3o da Capital, mediante a concess\u00e3o de determinados favores, como explora\u00e7\u00e3o por 90 anos, de luz, esgotos, \u00e1gua\u2026etc.\u201d<\/p>\n<p>Em retribui\u00e7\u00e3o, os requerentes elaborariam o projeto urbano e edificariam os pal\u00e1cios e edif\u00edcios administrativos. Como os empres\u00e1rios n\u00e3o comprovassem possuir os recursos necess\u00e1rios, a proposta n\u00e3o prosperou. Em 1910, Ant\u00f4nio Martins de Azevedo Pimentel, ex-integrante da Comiss\u00e3o Cruls, publica a monografia Hist\u00f3rico da mudan\u00e7a da capital federal para um s\u00edtio do interior do Brasil, na Revista do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Brasileiro.<\/p>\n<p>No seu livro Provoca\u00e7\u00e3o e Debates, de 1910, Silvio Romero critica os gastos nos \u201cafamados embelezamentos do Rio\u201d. Aqueles valores, segundo ele, seriam suficientes para as edifica\u00e7\u00f5es da nova capital no Planalto Central do Brasil. O deputado Eduardo S\u00f3crates, na sess\u00e3o do dia 6 de setembro de 1911, em pronunciamento na C\u00e2mara dos Deputados, pede provid\u00eancias para a mudan\u00e7a da capital. S\u00f3 em 1917, com a publica\u00e7\u00e3o da revista A Informa\u00e7\u00e3o Goyana, teremos o in\u00edcio de um novo ciclo de reflex\u00f5es sobre a import\u00e2ncia da nova capital no Planalto Central do Brasil.<\/p>\n<p><em>\u201cO Rio insalubre, epid\u00eamico, mon\u00e1rquico, colonial, impr\u00f3prio para ser a sede do governo, transformava-se numa cidade moderna, contempor\u00e2nea, europeizada. Claro, jamais conseguiu esconder ou aplacar o que sempre tivemos de injusto e cruel!\u201d<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00f3spede no Palacete de Laurinda Santos L\u00f4bo, em Santa Teresa, Jane esteve no Rio entre setembro e novembro de 1911. 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