{"id":49469,"date":"2014-03-12T17:00:00","date_gmt":"2014-03-12T20:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=49469"},"modified":"2014-03-12T15:52:46","modified_gmt":"2014-03-12T18:52:46","slug":"americano-deixa-a-prisao-depois-de-passar-30-anos-injustamente-no-corredor-da-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/americano-deixa-a-prisao-depois-de-passar-30-anos-injustamente-no-corredor-da-morte\/","title":{"rendered":"Americano deixa a pris\u00e3o depois de passar 30 anos injustamente no corredor da morte"},"content":{"rendered":"<p>Um homem que passou 30 anos detido no corredor da morte em uma penitenci\u00e1ria da Louisiana, sudeste dos Estados Unidos, foi libertado depois que um tribunal anulou sua condena\u00e7\u00e3o por assassinato.<\/p>\n<p>Glenn Ford, de 64 anos, um dos prisioneiros que estava h\u00e1 mais tempo no corredor da morte nos Estados Unidos, foi liberado depois que a justi\u00e7a obteve informa\u00e7\u00f5es que o absolviam da acusa\u00e7\u00e3o de um assassinato cometido em 1983.<\/p>\n<p>&#8220;Minha mente segue em todas as dire\u00e7\u00f5es, mas est\u00e1 bem&#8221;, disse Ford aos jornalistas pouco depois de deixar a penitenci\u00e1ria estadual da Louisiana na ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p>Ford, um afro-americano que estava no corredor da morte desde 1984, quando foi condenado por um j\u00fari integrado totalmente por brancos, afirmou que perdeu a maior parte da vida.<\/p>\n<p>&#8220;Meus filhos, quando parti, eram beb\u00eas. Agora s\u00e3o homens com filhos&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Um juiz ordenou a liberta\u00e7\u00e3o de Ford depois que os promotores solicitaram ao tribunal a liberdade do r\u00e9u, anunciou a organiza\u00e7\u00e3o Capital Post Conviction Project da Louisiana.<\/p>\n<p>A nova informa\u00e7\u00e3o obtida corroborou o que Ford havia alegado durante todos os anos: ele n\u00e3o estava presente no local nem estava envolvido no homic\u00eddio do joalheiro Isadore Rozeman, cometido em novembro de 1983, destacou a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Rozeman foi encontrado morto, com marcas de tiros, atr\u00e1s do mostrador de sua joalheria em 5 de novembro de 1983. As not\u00edcias da \u00e9poca indicam que a arma nunca foi encontrada e que o crime n\u00e3o teve testemunhas.<\/p>\n<p>&#8220;Glenn Ford \u00e9 a prova viva do qu\u00e3o imperfeito \u00e9 realmente nosso sistema de justi\u00e7a&#8221;, afirmou Thenjiwe Tameika, integrante da Anistia Internacional, segundo o canal CNN.<\/p>\n<p>A emissora CBS recordou que, de acordo com as leis de Louisiana, qualquer pessoa que tenha passado um per\u00edodo na pris\u00e3o e que depois \u00e9 exonerada das acusa\u00e7\u00f5es deve receber uma compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A lei determina o pagamento de 25.000 d\u00f3lares por cada ano de deten\u00e7\u00e3o injusta at\u00e9 o valor m\u00e1ximo de 250.000 d\u00f3lares, al\u00e9m de outros US$ 80.000 pela perda de &#8220;oportunidades de vida&#8221;. (AFP)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um homem que passou 30 anos detido no corredor da morte em uma penitenci\u00e1ria da Louisiana, sudeste dos Estados Unidos, foi libertado depois que um tribunal anulou sua condena\u00e7\u00e3o por assassinato. 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