{"id":49800,"date":"2014-03-14T10:00:57","date_gmt":"2014-03-14T13:00:57","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=49800"},"modified":"2014-03-14T10:00:52","modified_gmt":"2014-03-14T13:00:52","slug":"ditadura-planejava-um-atentato-para-jogar-dom-helder-camara-e-juscelino-kubitschek-no-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/ditadura-planejava-um-atentato-para-jogar-dom-helder-camara-e-juscelino-kubitschek-no-mar\/","title":{"rendered":"Ditadura planejava um atentato para jogar dom Helder Camara e Juscelino Kubitschek no mar"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\"><a style=\"line-height: 1.5em;\" href=\"mailto:\">T\u00e9rcio Amaral<\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<div id=\"abanoticia\">\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" title=\"Silvio Tendler dirigiu o filme Militares na democracia: os militares que disseram n\u00e3o , que teve pr\u00e9-estreia no Recife nesta quinta-feira. Foto: Teresa Maia\/DP\/D.A Press (Teresa Maia\/DP\/D.A Press)\" alt=\"Silvio Tendler dirigiu o filme Militares na democracia: os militares que disseram n\u00e3o , que teve pr\u00e9-estreia no Recife nesta quinta-feira. Foto: Teresa Maia\/DP\/D.A Press (Teresa Maia\/DP\/D.A Press)\" src=\"http:\/\/imgsapp.diariodepernambuco.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2014\/03\/13\/493916\/20140313163544856051u.jpg\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Silvio Tendler dirigiu o filme\u00a0<i>Militares na democracia: os militares que disseram n\u00e3o\u00a0<\/i>, que teve pr\u00e9-estreia no Recife nesta quinta-feira. Foto: Teresa Maia\/DP\/D.A Press<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div>A morte do ent\u00e3o arcebispo de Olinda e Recife dom Helder Camara (1909-1999) poderia ser antecipada pelas For\u00e7as Armadas. Um complexo plano anticomunista do regime militar brasileiro (1964-1985) teria acertado a morte do religioso, al\u00e9m do ex-presidente Juscelino Kubitschek e do ex-governador Carlos Lacerda para o ano de 1968. A inten\u00e7\u00e3o dos militares era provocar a explos\u00e3o do sistema de distribui\u00e7\u00e3o de g\u00e1s da cidade do Rio de Janeiro e criar um &#8220;clima favor\u00e1vel&#8221; na persegui\u00e7\u00e3o de opositores. O projeto foi abortado depois de recusa de um militar, o ent\u00e3o capit\u00e3o S\u00e9rgio Miranda, encarregado da miss\u00e3o.<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-49804\" alt=\"dom helder\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/dom-helder-300x199.jpg\" width=\"300\" height=\"199\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&#8220;Eles queriam criar um clima favor\u00e1vel para perseguir os comunistas&#8221;, relatou Miranda. Segundo ele, cerca de 100 mil pessoas poderiam ter morrido com o atentado. Depois da miss\u00e3o, dom Helder, JK e Carlos Lacerda seriam sequestrados e seus corpos jogados no mar. &#8220;Eu n\u00e3o me considero um her\u00f3i&#8221;, disse o ex-militar.<\/p>\n<p>Esta hist\u00f3ria pode parecer, inicialmente, at\u00e9 um contrassenso, mas faz parte de um conjunto de relatos coletados no document\u00e1rio\u00a0<em>Militares na democracia: os militares que disseram n\u00e3o<\/em>, dirigido e idealizado pelo cineasta brasileiro Silvio Tendler. O filme foi exibido, com exclusividade, na tarde desta quinta-feira (13) no Congresso Internacional dos 50 anos do Golpe de 1964, realizado na Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco (Unicap).<\/p>\n<p>&#8220;Sempre quis contar esta hist\u00f3ria. Pouca gente sabe, mas alguns militares resistiram ao Golpe de 1964. Se venda a hist\u00f3ria do Golpe como se fosse algo r\u00e1pido e pronto e n\u00e3o foi. Foram 20 anos de sofrimento para eles, que foram colocados na reserva e perderam at\u00e9 a licen\u00e7a em pilotar. Foram tempos dif\u00edceis&#8221;, disse o cineasta ap\u00f3s a primeira exibi\u00e7\u00e3o do filme. O document\u00e1rio ser\u00e1 lan\u00e7ado no dia 1\u00ba de abril nas comemora\u00e7\u00f5es do anivers\u00e1rio do golpe no Museu da Rep\u00fablica, no Pal\u00e1cio do Catete (antiga sede da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica), na cidade do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>&#8220;A ideia deste filme ainda \u00e9 da d\u00e9cada de 1980. Uma vez eu estava saindo do bairro da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro, onde moro, e ia para o Aeroporto do Gale\u00e3o. Conheci um taxista que era militar e foi afastado por n\u00e3o concordar com o Golpe. Ele procurou outra profiss\u00e3o para sobreviver e nunca mais o encontrei&#8221;, completou Silvio Tendler. O document\u00e1rio foi bastante aplaudido e ser\u00e1 exibido em festivais em todo o pa\u00eds, al\u00e9m das emissoras de TV p\u00fablicas e privadas brasileiras.<\/p>\n<p>O filme contou com o apoio da Comiss\u00e3o da Anistia, que deve encarar um novo desafio pela frente. A produ\u00e7\u00e3o teve a classifica\u00e7\u00e3o indicativa de idade para 16 anos, o que gerou protestos do autor. &#8220;Eu quero que Paulo Abr\u00e3o (presidente da Comiss\u00e3o da Anistia) consiga fazer uma mobiliza\u00e7\u00e3o para mudar a classifica\u00e7\u00e3o do filme. Colocaram para 12 anos. N\u00e3o que eu ache que crian\u00e7as devam assistir o filme. Mas \u00e9 porque eu perco uma boa parcela do p\u00fablico adulto que s\u00f3 poder\u00e1 assisti-lo na televis\u00e3o a partir das 20h&#8221;, reclamou Tendler. &#8220;Alegaram que o filme continha cenas de viol\u00eancia. Viol\u00eancia tinha na ditadura&#8221;.<\/p>\n<div>Fonte: Di\u00e1rio de Pernambuco<\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A morte do ent\u00e3o arcebispo de Olinda e Recife dom Helder Camara (1909-1999) poderia ser antecipada pelas For\u00e7as Armadas. 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