{"id":499923,"date":"2025-08-30T16:22:15","date_gmt":"2025-08-30T19:22:15","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=499923"},"modified":"2025-08-30T16:45:27","modified_gmt":"2025-08-30T19:45:27","slug":"o-orgulho-do-comunista-gabriel-arcanjo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/o-orgulho-do-comunista-gabriel-arcanjo\/","title":{"rendered":"O orgulho do comunista Gabriel Arcanjo"},"content":{"rendered":"<p>O oper\u00e1rio da classe dos eletricit\u00e1rios da empresa Neoernegia Coelba, Gabriel Arcanjo continua firme e forte na defesa dos princ\u00edpios da ideologia marxista-leninista. Ele \u00e9 um sujeito valoroso, assim como foi o velho combatente Benitez, na defesa da classe da trabalhadora e da soberania nacional. Arcanjo al\u00e9m de ser um grande lutador, \u00e9 o tipo de pol\u00edtico que n\u00e3o nega seus princ\u00edpios e nem se acovarda quando a tempestade se abate.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-499924 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/527982218_1793086957989079_7846017844086031213_n.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/527982218_1793086957989079_7846017844086031213_n.jpg 1280w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/527982218_1793086957989079_7846017844086031213_n-300x169.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/527982218_1793086957989079_7846017844086031213_n-620x349.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/527982218_1793086957989079_7846017844086031213_n-768x432.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/527982218_1793086957989079_7846017844086031213_n-160x90.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/527982218_1793086957989079_7846017844086031213_n-480x270.jpg 480w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/527982218_1793086957989079_7846017844086031213_n-640x360.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p>Gabriel \u00e9 o espelho inspirador juazeirense do grande poeta comunista, o saudoso Pablo Neruda quando fez este poema em homenagem aos bravos comunistas lutadores:<\/p>\n<p><b>Leia o poema<i>\u00a0Mensagem<\/i>\u00a0na \u00edntegra:<\/b><\/p>\n<p>Quantas coisas quisera hoje dizer, brasileiros,<br \/>\nquantas hist\u00f3rias, lutas, desenganos, vit\u00f3rias,<br \/>\nque levei anos e anos no cora\u00e7\u00e3o para dizer-vos, pensamentos<br \/>\ne sauda\u00e7\u00f5es. Sauda\u00e7\u00f5es das neves andinas,<br \/>\nsauda\u00e7\u00f5es do Oceano Pac\u00edfico, palavras que me disseram<br \/>\nao passar os oper\u00e1rios, os mineiros, os pedreiros, todos<br \/>\nos povoadores de minha p\u00e1tria long\u00ednqua.<br \/>\nQue me disse a neve, a nuvem, a bandeira?<br \/>\nQue segredo me disse o marinheiro?<br \/>\nQue me disse a menina pequenina dando-me espigas?<\/p>\n<p>Uma mensagem tinham. Era: Cumprimenta Prestes.<br \/>\nProcura-o, me diziam, na selva ou no rio.<br \/>\nAparta suas pris\u00f5es, procura sua cela, chama.<br \/>\nE se n\u00e3o te deixam falar-lhe, olha-o at\u00e9 cansar-t<br \/>\ne nos conta amanh\u00e3 o que viste.<\/p>\n<p>Hoje estou orgulhoso de v\u00ea-lo rodeado<br \/>\npor um mar de cora\u00e7\u00f5es vitoriosos.<br \/>\nVou dizer ao Chile: Eu o saudei na vira\u00e7\u00e3o<br \/>\ndas bandeiras livres de seu povo.<\/p>\n<p>Me lembro em Paris, h\u00e1 alguns anos, uma noite<br \/>\nfalei \u00e0 multid\u00e3o, fui pedir aux\u00edlio<br \/>\npara a Espanha Republicana, para o povo em sua luta.<br \/>\nA Espanha estava cheia de ru\u00ednas e de gl\u00f3ria.<br \/>\nOs franceses ouviam o meu apelo em sil\u00eancio.<br \/>\nPedi-lhes ajuda em nome de tudo o que existe<br \/>\ne lhes disse: Os novos her\u00f3is, os que na Espanha lutam, morrem,<br \/>\nModesto, L\u00edster, Pasionaria, Lorca,<br \/>\ns\u00e3o filhos dos her\u00f3is da Am\u00e9rica, s\u00e3o irm\u00e3os<br \/>\nde Bol\u00edvar, de O&#8217; Higgins, de San Mart\u00edn, de Prestes.<br \/>\nE quando disse o nome de Prestes foi como um rumor imenso.<br \/>\nno ar da Fran\u00e7a: Paris o saudava.<br \/>\nVelhos oper\u00e1rios de olhos \u00famidos<br \/>\nolhavam para o futuro do Brasil e para a Espanha.<\/p>\n<p>Vou contar-vos outra pequena hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Junto \u00e0s grandes minas de carv\u00e3o, que avan\u00e7am sob o mar,<br \/>\nno Chile, no frio porto de Talcahuano,<br \/>\nchegou uma vez, faz tempos, um cargueiro sovi\u00e9tico.<\/p>\n<p>(O Chile n\u00e3o mantinha ainda rela\u00e7\u00f5es<br \/>\ncom a Uni\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas Sovi\u00e9ticas.<br \/>\nPor isso a pol\u00edcia est\u00fapida<br \/>\nproibiu que os marinheiros russos descessem,<br \/>\ne que os chilenos subissem).<br \/>\nQuando a noite chegou<br \/>\nvieram aos milhares os mineiros, das grandes minas,<br \/>\nhomens, mulheres, meninos, e das colinas,<br \/>\ncom suas pequenas l\u00e2mpadas mineiras,<br \/>\na noite toda fizeram sinais, acendendo e apagando,<br \/>\npara o navio que vinha dos portos sovi\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Aquela noite escura teve estrelas:<br \/>\nas estrelas humanas, as l\u00e2mpadas do povo.<br \/>\nTamb\u00e9m hoje, de todos os rinc\u00f5es<br \/>\nda nossa Am\u00e9rica, do M\u00e9xico livre, do Peru sedento,<br \/>\nde Cuba, da Argentina populosa,<br \/>\ndo Uruguai, ref\u00fagio de irm\u00e3os asilados,<br \/>\no povo te sa\u00fada, Prestes, com suas pequenas l\u00e2mpadas<br \/>\nem que brilham as altas esperan\u00e7as do homem.<br \/>\nPor isso me mandaram, pelo vento da Am\u00e9rica,<br \/>\npara que te olhasse e logo lhes contasse<br \/>\ncomo eras, que dizia o seu capit\u00e3o calado<br \/>\npor tantos anos duros de solid\u00e3o e sombra.<\/p>\n<p>Vou dizer-lhe que n\u00e3o guardas \u00f3dio.<br \/>\nQue s\u00f3 desejas que a tua p\u00e1tria viva.<br \/>\nE que a liberdade cres\u00e7a no fundo do Brasil como \u00e1rvore eterna.<br \/>\nEu quisera contar-te, Brasil, muitas coisas caladas,<br \/>\ncarregadas por estes anos entre a pele e a alma,<br \/>\nsangue, dores, triunfos, o que devem se dizer<br \/>\no poeta e o povo: fica para outra vez, um dia.<\/p>\n<p>Pe\u00e7o hoje um grande sil\u00eancio de vulc\u00f5es e rios.<\/p>\n<p>Um grande sil\u00eancio pe\u00e7o de terras e var\u00f5es.<\/p>\n<p>Pe\u00e7o sil\u00eancio \u00e0 Am\u00e9rica da neve ao pampa.<\/p>\n<p>Sil\u00eancio: com a palavra o Capit\u00e3o do Povo.<\/p>\n<p>Sil\u00eancio: que o Brasil falar\u00e1 por sua boca.<\/p>\n<p>(Pablo Neruda, 1945)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O oper\u00e1rio da classe dos eletricit\u00e1rios da empresa Neoernegia Coelba, Gabriel Arcanjo continua firme e forte na defesa dos princ\u00edpios da ideologia marxista-leninista. 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