{"id":500038,"date":"2025-09-01T08:43:27","date_gmt":"2025-09-01T11:43:27","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=500038"},"modified":"2025-09-01T08:43:27","modified_gmt":"2025-09-01T11:43:27","slug":"pesquisadores-alertam-que-perda-de-mangues-coloca-em-risco-especies-de-caranguejos-e-o-equilibrio-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/pesquisadores-alertam-que-perda-de-mangues-coloca-em-risco-especies-de-caranguejos-e-o-equilibrio-ambiental\/","title":{"rendered":"Pesquisadores alertam que perda de mangues coloca em risco esp\u00e9cies de caranguejos e o equil\u00edbrio ambiental"},"content":{"rendered":"<div class=\"cabecalhoNot mt-5\">\n<h1 class=\"tituloNot font-bold text-[28px] leading-8 md:text-[40px] md:leading-11 tracking-[-4%] text-black mt-1 mb-5\"><\/h1>\n<p class=\"descricaoNot font-normal text-[14px] md:text-[14px] tracking-[-3%] my-5\">Esp\u00e9cies fundamentais para reciclagem de nutrientes e cadeia alimentar est\u00e3o amea\u00e7adas<\/p>\n<p class=\"assinaturaNot font-bold text-[14px] md:text-[14px] tracking-[-5%] text-[var(--var-primary--color)]\"><a class=\"hover:underline\" title=\"Mais de Adelmo Lucena\" href=\"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/autor\/adelmo-lucena\/\">Adelmo Lucena<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"socialShare mt-5 flex flex-row justify-start\">\n<div class=\"flex flex-row justify-evenly\">\n<div class=\"h-7\">\n<div class=\"rounded-2xl border-[1px] border-gray-200\">\n<p class=\"flex flex-row justify-center px-3\">\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"corpoNot w-full py-5 text-[14px] font-normal leading-normal tracking-normal text-black\">\n<div class=\"fotoNot\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-500041 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1_whatsapp_image_2025_08_31_at_21_31_54__1_-733877-620x413.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1_whatsapp_image_2025_08_31_at_21_31_54__1_-733877-620x413.jpeg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1_whatsapp_image_2025_08_31_at_21_31_54__1_-733877-300x200.jpeg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1_whatsapp_image_2025_08_31_at_21_31_54__1_-733877-768x512.jpeg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1_whatsapp_image_2025_08_31_at_21_31_54__1_-733877-160x106.jpeg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1_whatsapp_image_2025_08_31_at_21_31_54__1_-733877-450x300.jpeg 450w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1_whatsapp_image_2025_08_31_at_21_31_54__1_-733877-640x427.jpeg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1_whatsapp_image_2025_08_31_at_21_31_54__1_-733877.jpeg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/p>\n<p class=\"credFotoNot text-[12px] my-2.5 font-medium tracking-[-3%] text-center text-black\">Conserva\u00e7\u00e3o dos caranguejos \u00e9 de total import\u00e2ncia, destacam especialistas (Foto: Marina Torres\/DP Foto)<\/p>\n<\/div>\n<p>O mangue ocupa 162 mil km\u00b2 do planeta. S\u00f3 no Brasil, s\u00e3o cerca de 25 mil km\u00b2 e, em Pernambuco, \u00e9 poss\u00edvel encontr\u00e1-lo em cerca de 250 km\u00b2 do ecossistema costeiro. A riqueza ecol\u00f3gica do mangue faz com que essa \u00e1rea se torne um grande ber\u00e7\u00e1rio natural, principalmente para os caranguejos. No entanto, estes animais t\u00eam sofrido com a perda de habitat e crescimento de \u00e1reas urbanas no litoral do estado.<\/p>\n<p>A faixa litor\u00e2nea de Pernambuco, especialmente nos munic\u00edpios do Litoral Sul, \u00e9 ber\u00e7\u00e1rio de diversas esp\u00e9cies de caranguejos que vivem em mangues, que sofrem invas\u00f5es irregulares. Isso acelera a supress\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o e altera a din\u00e2mica natural das mar\u00e9s, comprometendo a renova\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e a sobreviv\u00eancia destes animais.<\/p>\n<p>&#8220;Eu vejo o turismo em \u00e1reas de mangue de forma positiva,\u00a0porque as pessoas n\u00e3o se interessam em cuidar, em conservar aquilo que elas n\u00e3o conhecem. Ent\u00e3o, quando existe um trabalho eficaz de educa\u00e7\u00e3o ambiental elas passam a vestir a camisa [da prote\u00e7\u00e3o]. Acho que a palavra chave para isso \u00e9 educa\u00e7\u00e3o ambiental&#8221;, afirma a\u00a0pesquisadora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Renata Shinozaki.<\/p>\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o dos manguezais \u00e9 hoje uma das maiores amea\u00e7as \u00e0 sobreviv\u00eancia dos caranguejos e de todo o ecossistema que depende deles. Esses ambientes sofrem com m\u00faltiplas press\u00f5es humanas, como a expans\u00e3o urbana sem planejamento e turismo predat\u00f3rio. \u201cOs caranguejos s\u00e3o encontrados tanto no ambiente marinho, quanto no ambiente de \u00e1gua doce, dentro dos estu\u00e1rios, onde est\u00e3o os manguezais, um tipo de ecossistema. Como esses ambientes todos est\u00e3o interconectados, os impactos humanos nos rios quanto no ambiente marinho podem afetar os caranguejos dos manguezais\u201d, alerta o professor e pesquisador do Departamento de Zoologia da UFPE, Alexandre Oliveira.<\/p>\n<p>Em julho, comunidades tradicionais, pescadores artesanais e mais de 50 organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil reivindicaram a cria\u00e7\u00e3o da Reserva Extrativista (Resex) do Rio Formoso, no litoral Sul do estado. A \u00e1rea proposta, de 2.240 hectares, abrange o \u00faltimo manguezal n\u00e3o urbanizado de Pernambuco. O ecossistema sustenta diretamente a atividade de cerca de 2,3 mil pescadores nos munic\u00edpios de Sirinha\u00e9m, Rio Formoso e Tamandar\u00e9. A mobiliza\u00e7\u00e3o pela cria\u00e7\u00e3o da Resex j\u00e1 dura mais de 15 anos, mas ganhou for\u00e7a recentemente com a campanha \u201cSem Mangue, Sem Beat\u201d, apoiada por artistas, universidades, institui\u00e7\u00f5es ambientais e lideran\u00e7as locais.<\/p>\n<p>\u201cOs manguezais perderam muito da sua cobertura vegetal global. Obviamente, isso aconteceu aqui tamb\u00e9m. O futuro tamb\u00e9m n\u00e3o parece ser muito promissor, porque a gente tem uma mudan\u00e7a clim\u00e1tica em curso. E os ecossistemas costeiros v\u00e3o ser os primeiros afetados. Mas \u00e9 \u00f3bvio que toda e qualquer iniciativa no sentido de frear o impacto humano na natureza pode ter consequ\u00eancias favor\u00e1veis\u201d, afirma Alexandre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"container-gallery\">\n<div id=\"gallery-big-hash-1\">\n<div class=\"mySlides\">\n<div class=\"numbertext\"><\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-500040 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mangue-recife-620x413.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mangue-recife-620x413.jpeg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mangue-recife-300x200.jpeg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mangue-recife-768x511.jpeg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mangue-recife-160x106.jpeg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mangue-recife-450x300.jpeg 450w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mangue-recife-640x426.jpeg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mangue-recife.jpeg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"caption-container\">\n<p id=\"caption\">O mangue \u00e9 um ber\u00e7\u00e1rio da vida, abrigando uma imensa biodiversidade de peixes, crust\u00e1ceos e aves (Foto: Marina Torres\/DP Foto)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Caranguejos: equil\u00edbrio ambiental<\/strong><\/p>\n<p>Os caranguejos desempenham um papel fundamental no equil\u00edbrio dos ecossistemas de manguezal. Esp\u00e9cies como o caranguejo-u\u00e7\u00e1, por exemplo, revolvem o solo ao cavar suas tocas, o que ajuda na aera\u00e7\u00e3o da lama e favorece o crescimento das ra\u00edzes das \u00e1rvores do mangue. Al\u00e9m disso, ao se alimentar de folhas e restos org\u00e2nicos, esses animais aceleram o processo de decomposi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica.<\/p>\n<p>Eles tamb\u00e9m fazem parte da base da cadeia alimentar, pois servem de alimento para aves, peixes e outros animais. Para as comunidades costeiras, os caranguejos t\u00eam grande valor econ\u00f4mico e cultural, sendo essenciais para a pesca artesanal e para a culin\u00e1ria tradicional. Em Pernambuco, \u00e9 poss\u00edvel encontrar esp\u00e9cies como caranguejo u\u00e7\u00e1 (do mangue), guaiamum, siri azul e aratu. Ainda ocorrem no estado o maria farinha, aratu, aratu de pedra, maria mulata e o caranguejo violinista.<\/p>\n<p>\u201cSe os caranguejos come\u00e7arem a desaparecer, vai trazer consequ\u00eancias como uma dr\u00e1stica altera\u00e7\u00e3o nas comunidades de organismos vivos porque ele \u00e9 um animal que interfere muito no ecossistema onde ele vive\u201d, pontua Oliveira.<\/p>\n<p>A pesquisadora da UFPE Renata Shinozaki explica que na altura em que a interfer\u00eancia do mangue se encontra, n\u00e3o fala-se mais em preserva\u00e7\u00e3o, mas sim em conserva\u00e7\u00e3o, uma vez que o primeiro termo \u00e9 utilizado apenas em meios que ainda n\u00e3o sofreram interven\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>\u201cExiste pesca ilegal, constru\u00e7\u00e3o ilegal e com isso tem a diminui\u00e7\u00e3o do h\u00e1bitat dos animais. Todos esses fatores entram como pontos negativos e acabam desequilibrando [o ecossistema]. Ent\u00e3o por isso que existe a diminui\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es de caranguejos, porque se tudo ocorresse certinho, conforme \u00e9 estudado e estabelecem as leis, provavelmente a gente conseguiria ter esse recurso mais desequilibrado\u201d, enfatiza Renata.<\/p>\n<p><strong>Desastres costeiros afetam popula\u00e7\u00f5es de caranguejos<\/strong><\/p>\n<p>Em 2019, quando manchas de \u00f3leo cru se espalharam pelo litoral nordestino, a aten\u00e7\u00e3o se voltou para as praias tomadas pelo material. Mas os efeitos do desastre, aliado a press\u00f5es cr\u00f4nicas como o turismo desordenado e o lan\u00e7amento de esgoto, ainda reverberam nos recifes.<\/p>\n<p>Uma pesquisa desenvolvida no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Oceanografia da UFPE analisou justamente esses impactos sobre duas esp\u00e9cies: caranguejo-saltador-caribenho e bala-pedra.<\/p>\n<p>Os animais foram coletados nos recifes das praias de Gaibu, em Cabo de Santo Agostinho, e Carneiros, em Tamandar\u00e9. O estudo fez o acompanhamento entre fevereiro de 2019 e fevereiro de 2020, antes, durante e depois do derramamento de \u00f3leo, e os resultados revelam danos tanto na morfologia e no DNA desses crust\u00e1ceos.<\/p>\n<p>Nos meses seguintes \u00e0 chegada do petr\u00f3leo, os pesquisadores constataram altera\u00e7\u00f5es na estrutura populacional dos caranguejos. Em Gaibu, houve uma redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de f\u00eameas de caranguejo-saltador-caribenho, possivelmente em raz\u00e3o do fechamento de tocas e ref\u00fagios recobertos pela subst\u00e2ncia oleosa.<\/p>\n<p>J\u00e1 em Carneiros, exemplares da esp\u00e9cie bala-pedra foram encontrados com manchas escuras na carapa\u00e7a, res\u00edduos aderidos nas cerdas das patas e at\u00e9 deformidades morfol\u00f3gicas. O tamanho m\u00e9dio dos indiv\u00edduos tamb\u00e9m apresentou varia\u00e7\u00e3o, sobretudo em \u00e1reas com maior press\u00e3o tur\u00edstica.<\/p>\n<p>\u201cDurante eventos de derramamento de petr\u00f3leo as esp\u00e9cies s\u00e3o contaminadas pelo contato direto com o petr\u00f3leo. Indiv\u00edduos em situa\u00e7\u00f5es como esta n\u00e3o devem ser consumidos. Durante esses eventos, muitos indiv\u00edduos morrem logo ap\u00f3s este tipo de contato, pois eles tendem a perder sua capacidade de locomo\u00e7\u00e3o (ficam let\u00e1rgicos), e consequentemente, se tornam incapazes de se alimentar\u201d, explica um dos pesquisadores, o professor e chefe do Departamento de Oceanografia da UFPE (DOCEAN-UFPE), Jesser Fidelis.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m das altera\u00e7\u00f5es vis\u00edveis a olho nu, o estudo mostrou a ocorr\u00eancia de danos gen\u00e9ticos, associadas \u00e0 presen\u00e7a de hidrocarbonetos polic\u00edclicos arom\u00e1ticos (HPAs) e pesticidas, identificados nos sedimentos coletados em Gaibu e Carneiros.<\/p>\n<p>Os caranguejos recifais ocupam posi\u00e7\u00e3o-chave na cadeia alimentar, servindo de alimento para peixes, aves e outros crust\u00e1ceos. Altera\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas, redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de f\u00eameas e danos ao DNA podem comprometer a capacidade de reprodu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, afetando o equil\u00edbrio das comunidades recifais como um todo.<\/p>\n<p>Outra amea\u00e7a que os caranguejos sofrem \u00e9 a presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos, destaca Jesser Fidelis. \u201cOs altos n\u00edveis de contamina\u00e7\u00e3o por pl\u00e1stico (macro e micropl\u00e1stico) tem influenciado negativamente esp\u00e9cies de caranguejos, incluindo a diminui\u00e7\u00e3o da capacidade predat\u00f3ria, em esp\u00e9cies carn\u00edvoras, diminui\u00e7\u00e3o da capacidade de ganho de peso ou engorda das esp\u00e9cies, o que representa um grande perigo para sobreviv\u00eancia e manuten\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es atingidas\u201d, complementa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"container-gallery\">\n<div id=\"gallery-big-hash-1\">\n<div class=\"mySlides\">\n<div class=\"numbertext\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-500039 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mangue.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"399\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mangue.jpeg 600w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mangue-300x200.jpeg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mangue-160x106.jpeg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mangue-450x300.jpeg 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"caption-container\">\n<p id=\"caption\">Caranguejo aratu-vermelho (Goniopsis cruentata) em manguezal (Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u201cConserva\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 a sa\u00edda para manter caranguejos na natureza<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisadora da UFPE Renata Shinozaki explica que na altura em que a interfer\u00eancia do mangue se encontra, n\u00e3o fala-se mais em preserva\u00e7\u00e3o, mas sim em conserva\u00e7\u00e3o, uma vez que o primeiro termo \u00e9 utilizado apenas em meios que ainda n\u00e3o sofreram interven\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>\u201cExiste pesca ilegal, constru\u00e7\u00e3o ilegal e com isso tem a diminui\u00e7\u00e3o do h\u00e1bitat dos animais. Todos esses fatores entram como pontos negativos e acabam desequilibrando [o ecossistema]. Ent\u00e3o por isso que existe a diminui\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es de caranguejos, porque se tudo ocorresse certinho, conforme \u00e9 estudado e estabelecem as leis, provavelmente a gente conseguiria ter esse recurso mais desequilibrado\u201d, enfatiza Renata.<\/p>\n<p>A Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha de Pernambuco (Semas) afirmou que tem atuado na fiscaliza\u00e7\u00e3o dos per\u00edodos de defeso e do com\u00e9rcio sob coordena\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Estadual de Meio Ambiente (CPRH). Estas fiscaliza\u00e7\u00f5es s\u00e3o intensificadas na fase reprodutiva do caranguejo-u\u00e7\u00e1.<\/p>\n<p>\u201cA\u00e7\u00f5es de apreens\u00e3o em feiras e restaurantes, somadas a campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o ao consumidor, t\u00eam buscado garantir a reprodu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie\u201d, destaca a pasta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a Semas diz que tem atuado na recupera\u00e7\u00e3o do ecossistema manguezal em \u00e1reas estuarinas da zona costeira de Pernambuco, no \u00e2mbito do Programa Plantar Juntos.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A faixa litor\u00e2nea de Pernambuco, especialmente nos munic\u00edpios do Litoral Sul, \u00e9 ber\u00e7\u00e1rio de diversas esp\u00e9cies de caranguejos que vivem em mangues, que sofrem invas\u00f5es irregulares. 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