{"id":50197,"date":"2014-03-15T10:47:58","date_gmt":"2014-03-15T13:47:58","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=50197"},"modified":"2014-03-15T10:47:58","modified_gmt":"2014-03-15T13:47:58","slug":"procurador-do-inss-e-condenado-por-praticar-advocacia-privada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/procurador-do-inss-e-condenado-por-praticar-advocacia-privada\/","title":{"rendered":"Procurador do INSS \u00e9 condenado por praticar advocacia privada"},"content":{"rendered":"<h2 itemprop=\"name\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<div itemprop=\"articleBody\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>A Justi\u00e7a Federal do Mato Grosso do Sul condenou um procurador do INSS por improbidade administrativa por exercer advocacia privada por seis anos, mesmo atuando em cargo de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva. De acordo com as investiga\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, de 1997 a 2003, ele patrocinou a\u00e7\u00f5es de particulares, inclusive em demandas de sociedades empres\u00e1rias contra o pr\u00f3prio INSS.<\/p>\n<p>Apesar da veda\u00e7\u00e3o legal, o procurador do INSS admitiu a pr\u00e1tica irregular e disse jamais ter omitido ou negado que advogava fora de suas atribui\u00e7\u00f5es, situa\u00e7\u00e3o que foi combatida pela Justi\u00e7a: \u201cO fato de muitos terem conhecimento de que o r\u00e9u exercia advocacia privada n\u00e3o tem o cond\u00e3o de tornar correta ou moral a conduta tida como \u00edmproba pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal.\u201d<\/p>\n<p>Durante o per\u00edodo em que advogou a particulares, o procurador exerceu fun\u00e7\u00f5es de chefia e era remunerado com uma gratifica\u00e7\u00e3o de est\u00edmulo \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o. Para receb\u00ea-la, assinou termo comprometendo-se exclusivamente com o servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n<p>Na decis\u00e3o, a Justi\u00e7a Federal, ao condenar o servidor por improbidade administrativa, considerou que a advocacia particular, concomitantemente com o exerc\u00edcio do cargo p\u00fablico de procurador federal, colocou em risco o nome do INSS, al\u00e9m de demonstrar a livre e espont\u00e2nea vontade de infringir a legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O procurador foi condenado \u00e0 suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos por tr\u00eas anos, ao pagamento de multa civil no valor de cinco vezes a remunera\u00e7\u00e3o recebida e \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o de contratar, receber benef\u00edcios ou incentivos fiscais direta ou indiretamente de qualquer \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico por tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>Mesmo com a condena\u00e7\u00e3o, o Minist\u00e9rio P\u00fablico recorreu da decis\u00e3o para agravar as penas atribu\u00eddas ao procurador federal. O MPF quer, al\u00e9m do aumento das puni\u00e7\u00f5es j\u00e1 aplicadas, a perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica e o ressarcimento integral das gratifica\u00e7\u00f5es indevidamente recebidas pelo procurador.\u00a0<em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do MPF.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a Federal do Mato Grosso do Sul condenou um procurador do INSS por improbidade administrativa por exercer advocacia privada por seis anos, mesmo atuando em cargo de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva. 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