{"id":502353,"date":"2025-09-20T07:44:15","date_gmt":"2025-09-20T10:44:15","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=502353"},"modified":"2025-09-20T07:44:15","modified_gmt":"2025-09-20T10:44:15","slug":"primeiro-do-estado-museu-de-arte-da-bahia-busca-conexao-com-a-comunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/primeiro-do-estado-museu-de-arte-da-bahia-busca-conexao-com-a-comunidade\/","title":{"rendered":"Primeiro do estado, Museu de Arte da Bahia busca conex\u00e3o com a comunidade"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Espa\u00e7o tem 36 cole\u00e7\u00f5es, 20 mil pe\u00e7as no acervo e prepara programa\u00e7\u00e3o de oficinas e atividades para a Primavera dos Museus 2025<\/h2>\n<div class=\"blogs-share-like\" style=\"text-align: justify;\">\n<section class=\"atr-share-social-container\">\n<div class=\"atr-share-social\"><\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/header>\n<figure class=\"mw-article-head-image\" style=\"text-align: justify;\" data-article-id=\"1351599\"><picture><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1350000\/320x250\/Primeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159900202509191832-ScaleDownProportional.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2FArtigo-Destaque%2F1350000%2FPrimeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159900202509191832.jpg%3Fxid%3D6808616%26resize%3D1000%252C500%26t%3D1758364410&amp;xid=6808616\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1350000\/724x500\/Primeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159900202509191832-ScaleDownProportional.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2FArtigo-Destaque%2F1350000%2FPrimeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159900202509191832.jpg%3Fxid%3D6808616%26resize%3D1000%252C500%26t%3D1758364410&amp;xid=6808616\" media=\"(min-width: 768px)\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1350000\/724x500\/Primeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159900202509191832-ScaleDownProportional.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2FArtigo-Destaque%2F1350000%2FPrimeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159900202509191832.jpg%3Fxid%3D6808616%26resize%3D1000%252C500%26t%3D1758364410&amp;xid=6808616\" alt=\"MAB ocupou antiga sede da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade a partir de 1982\" data-cls=\"\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"mw-image-info\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"mw-image-description\">MAB ocupou antiga sede da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade a partir de 1982 &#8211;\u00a0<label class=\"mw-image-author\">Foto: CEDOC A TARDE\/05\/02\/1982<\/label><\/span><\/div>\n<div id=\"denakop-intext-1\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CLqo4buT548DFQawYQYdFGEecw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br\/post_intext_1_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<article id=\"article\" data-id=\"79\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro instalado no Estado e na lista dos primeiros do pa\u00eds, o Museu de Arte da Bahia (MAB) acumula camadas de hist\u00f3ria, cultura e identidade. Fundado em 1918, possui o maior acervo museol\u00f3gico baiano, com 36 cole\u00e7\u00f5es e quase 20 mil pe\u00e7as hist\u00f3ricas, cient\u00edficas e etnogr\u00e1ficas datadas dos s\u00e9culos XVII ao XX, que contam sobre a nossa arte e forma\u00e7\u00e3o cultural. Este ano, na Primavera dos Museus, evento que est\u00e1 na 19\u00aa edi\u00e7\u00e3o e come\u00e7a na segunda-feira, 22, o MAB ter\u00e1 programa\u00e7\u00e3o gratuita para toda a fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 23 de julho de 1918, o espa\u00e7o nasceu como Museu do Estado da Bahia, no pr\u00e9dio anexo ao Arquivo P\u00fablico. Sua cria\u00e7\u00e3o teve como inspira\u00e7\u00e3o o popular modelo de museu enciclop\u00e9dico em vigor na Europa do s\u00e9culo XIX. Esse tipo de local, reunia objetos de diferentes culturas, oferecendo aos visitantes muita informa\u00e7\u00e3o sobre hist\u00f3rias locais e globais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;No in\u00edcio, era um museu para contar, basicamente, a hist\u00f3ria da Bahia&#8221;, explica a historiadora e mestre em museologia, Camila Guerreiro, assessora da dire\u00e7\u00e3o do MAB. Pinacoteca (quadros), numism\u00e1tica (moedas, c\u00e9dulas e medalhas), porcelanas, joias, azulejaria, gravuras, desenhos e fotografias foram as primeiras pe\u00e7as a compor o acervo do museu, muitas oriundas de doa\u00e7\u00f5es feitas pela elite baiana, prefeitura e governo estadual.<\/p>\n<div id=\"denakop-intext-2\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CLuu27uT548DFQawYQYdFGEecw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br\/post_intext_2_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mw-article-img-box\" style=\"text-align: justify;\"><picture><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1350000\/320x0\/Primeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159900202509191833-1.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1350000%2FPrimeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159900202509191833.jpg%3Fxid%3D6808619&amp;xid=6808619\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1350000\/724x0\/Primeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159900202509191833-1.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1350000%2FPrimeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159900202509191833.jpg%3Fxid%3D6808619&amp;xid=6808619\" media=\"(min-width: 768px)\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1350000\/724x0\/Primeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159900202509191833-1.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1350000%2FPrimeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159900202509191833.jpg%3Fxid%3D6808619&amp;xid=6808619\" alt=\"Biblioteca do Museu de Arte da Bahia nos anos 1980\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"mw-image-info\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"mw-image-title\">Biblioteca do Museu de Arte da Bahia nos anos 1980<\/span>\u00a0<span class=\"mw-image-author\">| Foto: CEDOC A TARDE\/18\/12\/1987<\/span><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O Museu do Estado recebeu ante-hontem as offertas de uma ta\u00e7a offerecida pela municipalidade e de duas batutas historicas e um cart\u00e3o, offerecidos pelo governo do Estado&#8221;, informava a edi\u00e7\u00e3o de A TARDE do dia 13 de novembro de 1920, uma das muitas refer\u00eancias a MAB na cole\u00e7\u00e3o de edi\u00e7\u00f5es do jornal.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Rel\u00edquias nacionais<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">No artigo &#8220;O Museu do Estado da Bahia, entre ideais e realidades (1918 a 1959)&#8221;, a historiadora e mestre em ci\u00eancia da informa\u00e7\u00e3o e documenta\u00e7\u00e3o, Suely Moraes Ceravolo, explica que nos museus a hist\u00f3ria patri\u00f3tica \u00e9 materializada em objetos: &#8220;Na pr\u00e1tica, a hist\u00f3ria aderia-se a objetos emblem\u00e1ticos relativos a aspectos particulares da hist\u00f3ria brasileira, nacional e local. (&#8230;) no sentido de enaltecimento de pessoas e eventos exemplares no contexto de uma certa ideia de imortalidade conferida a eles pelos museus, muitas vezes, atrav\u00e9s das cole\u00e7\u00f5es doadas&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e1rea da museologia, aponta Camila Guerreiro, essas pe\u00e7as s\u00e3o chamadas de rel\u00edquias da p\u00e1tria. \u201cEles guardavam o que, naquela \u00e9poca, acreditavam ser o mais interessante a se perpetuar para as futuras gera\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o o acervo n\u00e3o era voltado para a arte visual ou tinha uma linha curatorial&#8221;, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi na d\u00e9cada de 1920, com a instala\u00e7\u00e3o da Pinacoteca do Estado, que o acervo do MAB come\u00e7ou a ganhar mais volume, em especial com a aquisi\u00e7\u00e3o de cerca de 200 quadros de artistas estrangeiros e baianos que pertenciam a cole\u00e7\u00e3o pessoal do m\u00e9dico ingl\u00eas Jonathan Abott. Ap\u00f3s a morte dele, a vi\u00fava do m\u00e9dico vendeu as pe\u00e7as ao Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O acervo continuou crescendo e logo o espa\u00e7o ocupado ao lado do Arquivo P\u00fablico ficou pequeno demais. Em 1931, ocorreu a mudan\u00e7a do museu para o Solar Pac\u00edfico Pereira, \u00e0s margens da Pra\u00e7a Dois de Julho (Campo Grande), no terreno que hoje abriga o Teatro Castro Alves (TCA). O solar ainda passava por reformas para abrigar o museu quando a transfer\u00eancia das pe\u00e7as come\u00e7ou. Na \u00e9poca, a cobertura de A TARDE foi intensa, acompanhando tanto o avan\u00e7o das obras, quanto o volume de itens doados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com diferentes pe\u00e7as chegando n\u00e3o s\u00f3 pelas vias dos poderes executivos, mas tamb\u00e9m por colecionadores particulares, artistas e a elite baiana da \u00e9poca, em geral, n\u00e3o \u00e9 de se espantar o qu\u00e3o diverso \u00e9 o acervo do MAB atualmente. Durante todo o ano de 1931, in\u00fameras mat\u00e9rias e notas sobre as doa\u00e7\u00f5es foram publicadas em A TARDE e elas preservam a mem\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o do acervo imenso e diverso do museu.<\/p>\n<div id=\"denakop-intext-4\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CL2u27uT548DFQawYQYdFGEecw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br\/post_intext_4_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Concorrendo para enriquecer as collec\u00e7\u00f5es de arte antiga do Museu do Estado o cel. Antonio Ferreira Bastos, negociante nesta pra\u00e7a, offereceu um antiquissimo nicho, obra de mais de 100 annos e que pertenceu \u00e0 familia Gon\u00e7alves Bastos. Outros offerecimentos valiosos podem, desde j\u00e1, ser registrados, entre elles, os dos srs. comm. Bernardo Catharino e An\u00edsio Massorra&#8221;, informava a edi\u00e7\u00e3o de A TARDE de 20 de mar\u00e7o de 1931.<\/p>\n<div class=\"mw-article-img-box\" style=\"text-align: justify;\"><picture><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1350000\/320x0\/Primeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159901202509191833-1.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1350000%2FPrimeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159901202509191833.jpg%3Fxid%3D6808620&amp;xid=6808620\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1350000\/724x0\/Primeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159901202509191833-1.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1350000%2FPrimeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159901202509191833.jpg%3Fxid%3D6808620&amp;xid=6808620\" media=\"(min-width: 768px)\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1350000\/724x0\/Primeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159901202509191833-1.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1350000%2FPrimeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159901202509191833.jpg%3Fxid%3D6808620&amp;xid=6808620\" alt=\"Entrada do Museu de Arte da Bahia nos anos 1990\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"mw-image-info\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"mw-image-title\">Entrada do Museu de Arte da Bahia nos anos 1990<\/span>\u00a0<span class=\"mw-image-author\">| Foto: Gildo Lima\/CEDOC A TARDE\/10\/05\/1998<\/span><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as pe\u00e7as no acervo do MAB hoje, h\u00e1 pinturas de artistas como Jos\u00e9 Te\u00f3filo de Jesus, Prisciliano Silva e Almeida J\u00fanior; m\u00f3veis coloniais e imperiais; porcelanas europeias e orientais, cristais, prataria e azulejaria; e a cole\u00e7\u00e3o Riquezas do Brasil, com cerca de 600 tipos de madeiras brasileiras esculpidas em forma de livro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recentemente, o MAB instalou tr\u00eas grandes exposi\u00e7\u00f5es: a \u201cFatumbi\u201d, com fotografias de Pierre Verger e Emo de Medeiros; a \u201cBancos Ind\u00edgenas do Brasil: Rituais\u201d, com 100 pe\u00e7as de mobili\u00e1rio ind\u00edgena de 39 etnias; e a \u201cCaryb\u00e9 e o Povo da Bahia\u201d, que toma v\u00e1rias partes do museu com 227 desenhos originais em nanquim feitos por Caryb\u00e9.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Artes visuais<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mudan\u00e7a do modelo enciclop\u00e9dico para um museu mais voltado \u00e0s artes visuais ocorreu aos poucos, mas se intensificou durante a gest\u00e3o de Jos\u00e9 Valadares, &#8220;um homem de museu&#8221;, como ele mesmo se autodenominava. Indicado como gestor do Museu do Estado em 1930, com 22 anos, ele permaneceu no cargo at\u00e9 sua morte, em 1959. Em meados da gest\u00e3o, em 1946, o museu se mudou mais uma vez e foi para o Solar G\u00f3es Calmon, em Nazar\u00e9, onde hoje \u00e9 a sede da Academia de Letras da Bahia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D\u00e9cadas depois, em 1982, j\u00e1 sob a dire\u00e7\u00e3o do artista pl\u00e1stico Emanuel Ara\u00fajo, o museu \u00e9 transferido mais uma vez para a Avenida Sete de Setembro, no cora\u00e7\u00e3o do Corredor da Vit\u00f3ria, onde se encontra at\u00e9 os dias atuais. O terreno da atual sede, ainda no s\u00e9culo XIX, abrigava a resid\u00eancia de um ex-traficante de escravos, Jos\u00e9 Cerqueira Lima que, em 1858, vendeu o casar\u00e3o ao professor Francisco de Almeida Sebr\u00e3o, que o transformou no Col\u00e9gio S\u00e3o Jo\u00e3o. Em 1879, o casar\u00e3o foi adquirido pelo governo para ser resid\u00eancia dos Presidentes de Prov\u00edncia e, posteriormente, Pal\u00e1cio dos Governadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 em ru\u00ednas no final daquele s\u00e9culo e sob a gest\u00e3o do ent\u00e3o governador G\u00f3es Calmon, o antigo pr\u00e9dio foi demolido para a constru\u00e7\u00e3o do Solar Cerqueira Lima, que se tornaria a sede da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade, em 1927. &#8220;\u00c9 interessante pensar, por exemplo, que An\u00edsio Teixeira, titular da secretaria naquela \u00e9poca, trabalhava nessas salas. O museu s\u00f3 chegou nessa sede em 1982, alguns anos depois de mudar o nome de Museu do Estado para Museu de Arte da Bahia, ali em meados da d\u00e9cada de 1970&#8221;, diz Camila Guerreiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A edi\u00e7\u00e3o de A TARDE de 5 de fevereiro de 1982 anuncia a mudan\u00e7a do MAB para a nova sede e ressalta a import\u00e2ncia da transfer\u00eancia, pois \u00e0quela altura o acervo era t\u00e3o volumoso que estava espalhado pela cidade. \u201cSegundo o seu diretor, Emanoel Ara\u00fajo, depois da mudan\u00e7a, o Museu de Arte da Bahia dever\u00e1 ser transformado num grande centro de atividades culturais integrado \u00e0 comunidade&#8221;, aponta o texto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mudan\u00e7a para o Solar Cerqueira Lima foi enriquecida ainda com elementos que vieram da demoli\u00e7\u00e3o de outras edifica\u00e7\u00f5es, como o corrim\u00e3o da escada, que veio do Convento e Igreja de Santo Ant\u00f4nio do Paragua\u00e7u (Rec\u00f4ncavo Baiano) e a emblem\u00e1tica porta de jacarand\u00e1 entalhada de 1674, que veio do Solar Jo\u00e3o de Matos Aguiar (situado na Ladeira da Pra\u00e7a). \u00c9 a porta de entrada do museu e a arte esculpida na pe\u00e7a tornou-se a logo do MAB.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Novo perfil<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9\u0301 2015, o MAB tinha um perfil muito voltado para grandes exposi\u00e7\u00f5es de longa dura\u00e7\u00e3o. Mas, h\u00e1 10 anos, a equipe iniciou a busca por formas de abrir mais espa\u00e7o para o p\u00fablico. Come\u00e7ou com a abertura do audit\u00f3rio, onde pessoas e institui\u00e7\u00f5es sugerem pautas que v\u00e3o de palestras e oficinas at\u00e9 recitais e batizados de capoeira. \u201cIsso ampliou muito o papel do museu como espa\u00e7o cultural ativo e participativo na cidade\u201d, afirma Camila Guerreiro.<\/p>\n<div id=\"denakop-intext-7\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"COa84buT548DFQawYQYdFGEecw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br\/post_intext_7_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mw-article-img-box\" style=\"text-align: justify;\"><picture><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1350000\/320x0\/Primeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159902202509191833-1.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1350000%2FPrimeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159902202509191833.jpg%3Fxid%3D6808621&amp;xid=6808621\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1350000\/724x0\/Primeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159902202509191833-1.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1350000%2FPrimeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159902202509191833.jpg%3Fxid%3D6808621&amp;xid=6808621\" media=\"(min-width: 768px)\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1350000\/724x0\/Primeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159902202509191833-1.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.atarde.com.br%2Fimg%2Finline%2F1350000%2FPrimeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159902202509191833.jpg%3Fxid%3D6808621&amp;xid=6808621\" alt=\"Fachada do Museu de Arte da Bahia, no Corredor da Vit\u00f3ria\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"mw-image-info\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"mw-image-title\">Fachada do Museu de Arte da Bahia, no Corredor da Vit\u00f3ria<\/span>\u00a0<span class=\"mw-image-author\">| Foto: Ant\u00f4nio Saturnino\/CEDOC A TARDE\/18\/05\/1998<\/span><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra decis\u00e3o importante foi a de participar da Primavera dos Museus, um evento que busca intensificar a rela\u00e7\u00e3o entre os museus e a sociedade. Parte da equipe que coordena as a\u00e7\u00f5es educativas do MAB, a pedagoga Clara Lua pesquisa a educa\u00e7\u00e3o fora de espa\u00e7os escolares e destaca o quanto a Primavera dos Museus, que a cada ano possui um tema, ajuda na conectividade dos acervos com a popula\u00e7\u00e3o. &#8220;No ano passado, por exemplo, o tema foi acessibilidade e mostrou como o museu se comporta diante de diferentes tipos de pessoas. Dentro da programa\u00e7\u00e3o pensada para o evento, expomos obras de tr\u00eas artistas, o pintor Gustavo Reis, que \u00e9 autista n\u00edvel 2 de suporte, e dois fot\u00f3grafos, Jeff Carvalho, que \u00e9 deficiente f\u00edsico, e David Monteiro, que \u00e9 cego&#8221;, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sob o tema &#8220;Museus e Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas&#8221;, a 19\u00aa Primavera dos Museus acontece entre os dias 22 e 28 de setembro deste ano. &#8220;\u00c0s vezes, parece que uma coisa n\u00e3o tem nada a ver com a outra, mas o museu enquanto institui\u00e7\u00e3o social e cultural da sociedade, e para a sociedade, precisa estar integrado e discutindo sobre essas quest\u00f5es. Para essa edi\u00e7\u00e3o, vamos envolver n\u00e3o s\u00f3 o museu e seu acervo, mas todo o terreno. Ent\u00e3o, al\u00e9m de visitas guiadas, vamos ter oficinas com a Feira Agroecol\u00f3gica e atividades para toda a fam\u00edlia&#8221;, enumera Clara Lua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Preservando a hist\u00f3ria sem parar no tempo, a \u00faltima grande virada do MAB aconteceu na pandemia da Covid-19. Na \u00e9poca, o museu precisava de uma reforma estrutural (telhado, pisos etc.), mas s\u00f3 isso n\u00e3o bastava. &#8220;Era preciso repensar o espa\u00e7o como um todo. O Governo da Bahia, a Secult, o IPAC e o diretor Paulo Ribeiro decidiram que era preciso rever a concep\u00e7\u00e3o do museu. A antiga expografia imitava ambientes hist\u00f3ricos, como o quarto do bar\u00e3o ou a sala de estado do s\u00e9culo XIX, o que confundia o p\u00fablico e refor\u00e7ava uma ideia de museu elitizado&#8221;, explica Camila Guerreiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar das ricas 36 cole\u00e7\u00f5es em seu acervo, poucas eram mostradas, e o foco ficava em m\u00f3veis, pinturas e porcelanas. Ap\u00f3s a virada de chave, o MAB tem se tornado mais e mais pr\u00f3ximo da popula\u00e7\u00e3o. &#8220;Queremos mostrar quem produziu, quem usou, quem manipulou, n\u00e3o apenas quem comprou. Com o apoio de professores da UFBA e da UNEB, criamos a Comiss\u00e3o Curatorial do Acervo do MAB para pensar formas mais inclusivas, din\u00e2micas e representativas de apresentar esse patrim\u00f4nio, que \u00e9, acima de tudo, do povo da Bahia\u201d, define a historiadora Camila Guerreiro.<\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Espa\u00e7o tem 36 cole\u00e7\u00f5es, 20 mil pe\u00e7as no acervo e prepara programa\u00e7\u00e3o de oficinas e atividades para a Primavera dos Museus 2025<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":502354,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-502353","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Primeiro-do-estado-Museu-de-Arte-da-Bahia-busca-co0135159900202509191832-ScaleDownProportional.webp","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/502353","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=502353"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/502353\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/502354"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=502353"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=502353"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=502353"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}