{"id":506228,"date":"2025-10-25T14:04:02","date_gmt":"2025-10-25T17:04:02","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=506228"},"modified":"2025-10-25T14:04:02","modified_gmt":"2025-10-25T17:04:02","slug":"maior-feira-literaria-do-nordeste-entre-tambores-e-sanfonas-a-terceira-noite-do-festival-jua-literaria-celebra-a-alma-africana-e-nordestina-do-povo-juazeirense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/maior-feira-literaria-do-nordeste-entre-tambores-e-sanfonas-a-terceira-noite-do-festival-jua-literaria-celebra-a-alma-africana-e-nordestina-do-povo-juazeirense\/","title":{"rendered":"Maior Feira Liter\u00e1ria do Nordeste: Entre tambores e sanfonas, a terceira noite do Festival Ju\u00e1 Liter\u00e1ria celebra a alma africana e nordestina do povo juazeirense"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div><b><br \/>\n<\/b><br \/>\n\u201cEsse festival era o que faltava para fazer Juazeiro retornar ao que sempre foi, uma cidade art\u00edstica, uma cidade cultural\u201d. Essas foram as palavras da jovem Raquel Santos, que cresceu ouvindo sobre grandes nomes filhos de Juazeiro e hoje entende o porqu\u00ea. Juazeiro \u00e9 m\u00e3e da arte e da cultura.<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-506229 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/fio1-620x414.png\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"414\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/fio1-620x414.png 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/fio1-300x200.png 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/fio1-160x106.png 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/fio1-450x300.png 450w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/fio1-640x427.png 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/fio1.png 725w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/p>\n<p>A terceira noite do Festival Ju\u00e1 Liter\u00e1ria, no espa\u00e7o \u201cCan\u00e7\u00f5es do Rio\u201d provou esta verdade, foi uma viagem pelos tambores da ancestralidade, mas tamb\u00e9m pelos acordes da alma nordestina e da MPB. Uma noite em que arte, m\u00fasica e palavra se encontraram sob um c\u00e9u estrelado e uma orla cheia de cores, pulsando hist\u00f3ria, identidade e emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Grupo Gri\u00f4 Educacional abriu as apresenta\u00e7\u00f5es com um espet\u00e1culo que fez o p\u00fablico viajar pela hist\u00f3ria do ber\u00e7o da humanidade. Com tambores, dan\u00e7as e vozes que ecoavam liberdade, o grupo trouxe \u00e0 cena a for\u00e7a da musicalidade africana e suas conex\u00f5es profundas com a cultura brasileira.<br \/>\nM\u00fasicas pulsantes, cheias de ritmo e africanidade, mostraram que as ra\u00edzes africanas n\u00e3o apenas resistem, mas florescem em cada canto no nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, o palco se transformou em uma verdadeira encruzilhada, um ponto de encontro para sons, corpos e ess\u00eancia ancestral que incendiou o ambiente com ritmo, for\u00e7a e poesia. Cada batida parecia evocar mem\u00f3rias de um povo que chegou for\u00e7adamente, mas que com fidelidade \u00e0 sua f\u00e9 e tradi\u00e7\u00e3o, remendou os peda\u00e7os de uma hist\u00f3ria e construiu maneiras de manter sua cren\u00e7a viva e pulsante. O espet\u00e1culo Encruzilhada \u00e9 uma colabora\u00e7\u00e3o musical que re\u00fane a cantora Camila Yasmine, a instrumentista Carina Oliveira e o DJ Werson.<\/p>\n<p>Logo depois, o p\u00fablico foi transportado para uma Bahia de f\u00e9 e balan\u00e7o com Ana Mametto. A cantora baiana, dona de uma voz solar, trouxe um repert\u00f3rio vibrante, que passeia entre o ax\u00e9, o samba e os c\u00e2nticos de roda, com a for\u00e7a das mulheres e da heran\u00e7a afro-brasileira.<\/p>\n<p>E n\u00e3o poderia faltar o som da sanfona no meio disso tudo. A noite caminhava para o fim com a entrada do Quinteto Sanf\u00f4nico do Brasil, um grupo cheio de tradi\u00e7\u00e3o, que usou a sanfona para dar ritmo \u00e0 v\u00e1rios cl\u00e1ssicos da cultura nordestina. Crian\u00e7as, pais, casais, a festa era de todos e ningu\u00e9m ficou parado.<br \/>\nPara acompanhar o quinteto, Mariana Aydar subiu ao palco cantando &#8220;Feira de Mangaio&#8221; com sua energia peculiar e arrebatadora. A cantora trouxe seu carisma, sua voz livre e seu jeito de quem canta com o corpo inteiro.<\/p>\n<p>O encerramento veio com Nilton Freitas que entrou em cena homenageando grandes nomes da m\u00fasica nordestina como Manuca Almeida, Targino Gondim e Raimundinho do Acordeon em uma vers\u00e3o emocionante de Esperando na Janela. A mistura de MPB com um toque nordestino e regional contagiou o p\u00fablico fiel que s\u00f3 foi embora ap\u00f3s a \u00faltima m\u00fasica ser cantada. O fechamento perfeito para uma noite que celebrou a vida em todas as suas sonoridades.<\/p>\n<p>Juazeiro adormeceu embalada pela m\u00fasica, pela alegria e pela emo\u00e7\u00e3o de uma noite inesquec\u00edvel. O Festival Ju\u00e1 Liter\u00e1ria mostrou, mais uma vez, que a cultura viva, vibrante e pulsante \u00e9 o que move, inspira e aquece o cora\u00e7\u00e3o criativo e acolhedor do povo juazeirense.<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Grupo Gri\u00f4 Educacional abriu as apresenta\u00e7\u00f5es com um espet\u00e1culo que fez o p\u00fablico viajar pela hist\u00f3ria do ber\u00e7o da humanidade. Com tambores, dan\u00e7as e vozes que ecoavam liberdade, o grupo trouxe \u00e0 cena a for\u00e7a da musicalidade africana e suas conex\u00f5es profundas com a cultura brasileira.<br \/>\nM\u00fasicas pulsantes, cheias de ritmo e africanidade, mostraram que as ra\u00edzes africanas n\u00e3o apenas resistem, mas florescem em cada canto no nosso pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":506229,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[327,6],"tags":[],"class_list":["post-506228","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-multimidia","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/fio1.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/506228","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=506228"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/506228\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/506229"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=506228"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=506228"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=506228"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}