{"id":506329,"date":"2025-10-26T09:48:07","date_gmt":"2025-10-26T12:48:07","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=506329"},"modified":"2025-10-26T09:48:07","modified_gmt":"2025-10-26T12:48:07","slug":"jovem-que-ficou-paraplegico-apos-acidente-tem-vaga-em-medicina-guardada-pela-ufpe-e-realiza-sonho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/jovem-que-ficou-paraplegico-apos-acidente-tem-vaga-em-medicina-guardada-pela-ufpe-e-realiza-sonho\/","title":{"rendered":"Jovem que ficou parapl\u00e9gico ap\u00f3s acidente tem vaga em medicina &#8216;guardada&#8217; pela UFPE e realiza sonho"},"content":{"rendered":"<div class=\"cabecalhoNot mt-5\">\n<h1 class=\"tituloNot font-bold text-[28px] leading-8 md:text-[40px] md:leading-11 tracking-[-4%] text-black mt-1 mb-5\"><\/h1>\n<p class=\"descricaoNot font-normal text-[14px] md:text-[14px] tracking-[-3%] my-5\">Heberth Vin\u00edcius Silva de Santana, de 21 anos, conseguiu iniciar o curso de medicina \u00a0na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ap\u00f3s sofrer um grave acidente de carro e ficar parapl\u00e9gico<\/p>\n<p class=\"assinaturaNot font-bold text-[14px] md:text-[14px] tracking-[-5%] text-[var(--var-primary--color)]\">Nicolle Gomes, do DP<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"socialShare mt-5 flex flex-row justify-start\">\n<div class=\"flex flex-row justify-evenly\">\n<div class=\"h-7\">\n<div class=\"rounded-2xl border-[1px] border-gray-200\">\n<p class=\"flex flex-row justify-center px-3\">\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"corpoNot w-full py-5 text-[14px] font-normal leading-normal tracking-normal text-black\">\n<div class=\"fotoNot\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-506331 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whatsapp_image_2025_10_24_at_15_35_19__1_-781554-620x413.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whatsapp_image_2025_10_24_at_15_35_19__1_-781554-620x413.jpeg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whatsapp_image_2025_10_24_at_15_35_19__1_-781554-300x200.jpeg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whatsapp_image_2025_10_24_at_15_35_19__1_-781554-768x512.jpeg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whatsapp_image_2025_10_24_at_15_35_19__1_-781554-160x106.jpeg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whatsapp_image_2025_10_24_at_15_35_19__1_-781554-450x300.jpeg 450w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whatsapp_image_2025_10_24_at_15_35_19__1_-781554-640x427.jpeg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whatsapp_image_2025_10_24_at_15_35_19__1_-781554.jpeg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/p>\n<p class=\"credFotoNot text-[12px] my-2.5 font-medium tracking-[-3%] text-center text-black\">Heberth Vin\u00edcius Silva de Santana (Rafael Vieira\/DP Foto)<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"denakop-scroll-1\" class=\"scroll_desktop\" data-google-query-id=\"CJ3M2d3ywZADFaJK3QIdgGgFUg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,1085900\/diariodepernambuco.com.br\/post_scroll_1_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"texto\">\u201cUma roda gigante\u201d. \u00c9 assim que Heberth Vin\u00edcius Silva de Santana, de 21 anos, descreve a pr\u00f3pria vida. Atualmente, ele \u00e9 calouro do curso de medicina na\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.ufpe.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)<\/a><\/strong>. O fato curioso que cerca a hist\u00f3ria \u00e9 que a vaga ficou guardada por quase dois anos, ap\u00f3s o estudante sofrer um acidente grav\u00edssimo que o deixou parapl\u00e9gico.<\/p>\n<p class=\"texto\">Herberth estava internado e havia acabado de receber a not\u00edcia da paraplegia. Ele n\u00e3o conseguiu comemorar a aprova\u00e7\u00e3o em duas das universidades mais concorridas do Brasil, a UFPE e a Universidade Estadual Paulista (Unesp).<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>\u00a0Rotina<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0Antes de ficar parapl\u00e9gico, Heberth era um jovem com muitos sonhos, estudioso e ativo. Ele tinha uma rotina corrida de estudos, pensando em focar no objetivo de cursar medicina.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0\u201cEu acordava\u00a0\u00e0s 3h30, estudava at\u00e9 as 5h. Depois, ia para a academia, voltava, ia para a escola, chegava em casa \u00e0s 18h30, 19h. Nessa \u00e9poca, eu morava em Paulista. Quando chegava, eu comia alguma coisa, tomava banho e come\u00e7ava a estudar at\u00e9 as 22h, para dormir e acordar novamente \u00e0s 3h\u201d, relembra.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0A ideia de cursar medicina surgiu pela vontade de ajudar as pessoas, ap\u00f3s conviver com os problemas de sa\u00fade dos av\u00f3s.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Em 2014, meu av\u00f4 sofreu uma s\u00e9rie de AVCs (Acidente Vascular Cerebral). Eu convivia com meu av\u00f4. Durante as crises convulsivas, eu via meu av\u00f4 se debatendo e n\u00e3o entendia o que estava acontecendo, mas eu tentava ver alguma coisa para evitar que acontecesse. Em 2021, a gente descobriu que minha v\u00f3 estava com uma doen\u00e7a degenerativa. Isso aumentou ainda mais a minha vontade de estar nessa \u00e1rea por causa minha fam\u00edlia como um todo, minha m\u00e3e trabalhava na \u00e1rea de sa\u00fade, ent\u00e3o sempre tive admira\u00e7\u00e3o por ela\u201d, conta.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>\u00a0O in\u00edcio do drama<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Tudo aconteceu em 2023, quando Hebert tinha 19 anos. Ap\u00f3s realizar o Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem), ele viajou para S\u00e3o Paulo para fazer as provas da Funda\u00e7\u00e3o Universit\u00e1ria para o Vestibular (Fuvest) e Unesp.<\/p>\n<p class=\"texto\">Ap\u00f3s \u201cbater na trave\u201d no vestibular, Heberth conta ao\u00a0<strong>Diario de Pernambuco<\/strong>\u00a0que estava empolgado com o desempenho nos exames para alcan\u00e7ar o objetivo de ingressar na universidade.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u201cEm 2022 eu fiz Enem e n\u00e3o fui aprovado. Em 2023, tentei fazer tamb\u00e9m outros vestibulares. Eu fiz Enem aqui (no Recife), e no dia seguinte ao segundo dia de prova, peguei o avi\u00e3o para S\u00e3o Paulo, para ir para casa do meu tio, porque, na mesma semana, era a prova da primeira fase da Unesp. Eu me classifiquei para a segunda fase e continuei em S\u00e3o Paulo estudando. Eu estava contente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s primeiras provas, porque eu tive um bom resultado. Fiz a segunda fase da Unesp e, quando eu sa\u00ed da prova, tive uma sensa\u00e7\u00e3o boa. Eu comentei com meu tio e chamei ele para comemorar a boa prova\u201d, relembra.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>\u00a0Pesadelo<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Mas o que era uma comemora\u00e7\u00e3o virou um pesadelo. Na volta para casa, Herbeth e o tio sofreram uma tentativa de assalto. O tio tentou fugir da investida criminosa e perdeu o controle do ve\u00edculo, que capotou v\u00e1rias vezes.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0\u201cSa\u00edmos para comemorar, nos divertimos e, quando, a gente estava voltando para casa, sofremos uma tentativa de assalto. Meu tio, para tentar sair da situa\u00e7\u00e3o, acelerou o carro para poder evitar. Ele foi fazer uma curva, acabou perdendo o controle e o carro capotou algumas vezes. Eu estava no banco de tr\u00e1s, sem cinto de seguran\u00e7a. Estava o meu tio e o colega com o cinto na frente. Eu fui jogado para tudo que \u00e9 canto\u201d, conta.<\/p>\n<p class=\"texto\">A partir da\u00ed, come\u00e7ou a luta de Herbeth para continuar vivo. A equipe m\u00e9dica n\u00e3o acreditou que uma pessoa poderia estar viva ap\u00f3s um acidente t\u00e3o grave.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u201cO colega do meu tio falou que eu estava no banco de tr\u00e1s, porque pessoal do resgate, n\u00e3o estava dando aten\u00e7\u00e3o para mim, porque eles olharam o estado do carro e n\u00e3o acreditaram. Ele falou que o bombeiro que n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de ter algu\u00e9m atr\u00e1s, porque o carro est\u00e1 muito amassado. Se tivesse algu\u00e9m atr\u00e1s, a pessoa estaria morta. Eles abriram a lataria do carro para poder me tirar e quando conseguiram me enxergar, disseram que eu estava embaixo do banco do motorista com as pernas nos ombros\u201d, descreve.<\/p>\n<p class=\"texto\">Heberth foi resgatado e sofreu uma parada cardiorrespirat\u00f3ria durante o socorro para um hospital pr\u00f3ximo ao local do acidente, na rodovia Anchieta, entre S\u00e3o Bernardo no Campo e S\u00e3o Paulo. Ele precisou ser transferido \u00e0s pressas para o Hospital das Cl\u00ednicas (HC), em S\u00e3o Bernardo do Campo, para ser operado por conta de um sangramento na cabe\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0\u201cO Hospital de Cl\u00ednicas foi onde eu fiquei internado por um longo tempo. L\u00e1 foi feita uma cirurgia para tirar um peda\u00e7o da parte \u00f3ssea da cabe\u00e7a minha cabe\u00e7a\u201d, ele relembra.<\/p>\n<p class=\"texto\">A m\u00e3e de Heberth, Rozilda Maria da Silva, de 44, s\u00f3 ficou sabendo do estado do filho ap\u00f3s receber uma notifica\u00e7\u00e3o, que, a princ\u00edpio, achou se tratar de um trote. S\u00f3 ap\u00f3s um tempo ela soube que era de fato algo grave. Ela contou o desespero que foi ter que viajar para S\u00e3o Paulo sem nem sequer saber se o filho estava vivo.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u201cMinha m\u00e3e \u00e9 enfermeira e trabalha em UTI neurol\u00f3gica. Ela estava muito ocupada quando contaram para ela da notifica\u00e7\u00e3o do acidente no celular. Ela n\u00e3o deu import\u00e2ncia, achou que era trote. A notifica\u00e7\u00e3o continuou com o tempo, e a correria da UTI diminuiu. Quando ela pegou o celular, minha m\u00e3e ligou para o Hospital, se identificou, e ficou sabendo. Eu estava com documento no bolso e ela ficou sabendo que era eu, mas n\u00e3o sabia se eu estava vivo. A mo\u00e7a da recep\u00e7\u00e3o s\u00f3 falou: \u2018Vem para S\u00e3o Paulo para voc\u00ea saber de alguma coisa\u2019\u201d.<\/p>\n<p class=\"texto\">Rozilda largou tudo para ir atr\u00e1s do filho, em S\u00e3o Paulo. Ela s\u00f3 soube que o filho estava vivo quando recebeu uma liga\u00e7\u00e3o para autorizar a cirurgia de Herbeth. O procedimento foi t\u00e3o complexo que, quando a m\u00e3e de Herberth chegou ao Hospital, ele ainda n\u00e3o tinha sa\u00eddo da cirurgia. A primeira mensagem que Rozilda recebeu da equipe m\u00e9dica foi: &#8220;Meus p\u00easames&#8221;.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0\u201cQuando eu cheguei, as pessoas do hospital ficavam olhando para mim assim: \u2018Coitada dessa m\u00e3e, s\u00f3 tem ele, Meu Deus do c\u00e9u\u2019. Eu cheguei ao Hospital, os porteiros estavam chorando, as enfermeiras olhando para mim chorando. Eu n\u00e3o sabia se ele tinha morrido naquela hora, pela rea\u00e7\u00e3o das pessoas\u201d, ela lembra.<\/p>\n<p class=\"texto\">Ela diz que mesmo em choque e sabendo do quadro dif\u00edcil, tinha f\u00e9 de que Heberth estava vivo.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0\u201cO bombeiro ligou para mim para fazer ainda o boletim de ocorr\u00eancia, ele falou comigo o seguinte: \u2018Quando eu tirei seu filho do carro, ele estava realmente parado na rodovia, eu achei que tinha morrido. E se ele est\u00e1 vivo hoje, realmente eu n\u00e3o sei o que aconteceu\u2019. O tempo do socorro para o hospital \u00e9 15 minutos, com 15 minutos em parada card\u00edaca n\u00e3o tem como sobreviver. Pela minha viv\u00eancia de UTI, eu sabia o risco de morte era grande, eu sabia que ele poderia morrer. Mas tem um momento que \u00e9 sobre f\u00e9, \u00e9 acreditar no que voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea. Eu tinha certeza que ele n\u00e3o morreria por algum prop\u00f3sito. Eu nem chorava, ficava s\u00f3 o olhar fixo e concentrad\u00edssima, porque eu tinha que me concentrar para conseguir escutar a minha f\u00e9, a voz do Esp\u00edrito Santo. Era eu e Deus\u201d.<\/p>\n<p class=\"texto\">Herberth s\u00f3 acordou 15 dias ap\u00f3s cirurgia. Foram 30 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e 65 hospitalizado. Rozilda n\u00e3o saiu de perto do filho nenhum minuto, mesmo com a equipe m\u00e9dica refor\u00e7ando o risco de morte de Herberth.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u201cEu n\u00e3o podia desanimar ali, nem fracassar e nem deixar que as pessoas me colocassem na minha cabe\u00e7a que Hebeth ia morrer, se ele estava vivo. Ent\u00e3o eu lutei o tempo todo. Eu fiquei com Herbert na UTI desde o primeiro momento, n\u00e3o porque me deixaram ficar, n\u00e3o porque as pessoas eram boas naquele lugar. \u00c9 porque achavam que Herbert era o menino que n\u00e3o ia sair dali\u201d.<\/p>\n<p class=\"texto\">No meio de tudo, a av\u00f3 de Heberth e m\u00e3e de Rozilda, n\u00e3o aguentou a not\u00edcia do que tinha acontecido com o neto.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u201cFiz uma chamada de v\u00eddeo com ela e Herbert, ele n\u00e3o lembra, porque ele realmente estava meio grogue da medica\u00e7\u00e3o, mas ele viu a av\u00f3, ela falou com ele e tudinho, mas depois ela infartou e faleceu. Ela infartou subitamente depois da not\u00edcia. E faleceu. Eu estava com ele na UTI e eu tive que sair de l\u00e1, deixei ele com o pessoal da enfermagem, e vim aqui em Recife e enterrar minha m\u00e3e depois voltei para S\u00e3o Paulo para ficar com ele, e fiquei l\u00e1 o resto do internamento\u201d, contou Rozilda.<\/p>\n<p class=\"texto\">\n<div class=\"container-gallery\">\n<div id=\"gallery-big-hash-1\">\n<div class=\"mySlides\">\n<div class=\"numbertext\"><\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-506330 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whatsapp_image_2025_10_24_at_15_35_26__1_-781526-620x413.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whatsapp_image_2025_10_24_at_15_35_26__1_-781526-620x413.jpeg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whatsapp_image_2025_10_24_at_15_35_26__1_-781526-300x200.jpeg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whatsapp_image_2025_10_24_at_15_35_26__1_-781526-768x512.jpeg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whatsapp_image_2025_10_24_at_15_35_26__1_-781526-160x106.jpeg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whatsapp_image_2025_10_24_at_15_35_26__1_-781526-450x300.jpeg 450w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whatsapp_image_2025_10_24_at_15_35_26__1_-781526-640x427.jpeg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whatsapp_image_2025_10_24_at_15_35_26__1_-781526.jpeg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"caption-container\">\n<p id=\"caption\">Heberth Vin\u00edcius Silva de Santana (Rafael Vieira\/DP Foto)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>\u00a0Paraplegia<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Heberth teve uma les\u00e3o medular na v\u00e9rtebra T4, abaixo da regi\u00e3o do pesco\u00e7o. Ele n\u00e3o consegue movimentar os membros inferiores. Ele relembra que demorou a processar a not\u00edcia de que tinha ficado parapl\u00e9gico.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0\u201cEu n\u00e3o fiquei emotivo, abalado, nem chorando. Muito devido \u00e0s medica\u00e7\u00f5es que eu estava recebendo, fiquei muito a\u00e9reo. Eu associei a les\u00e3o medular \u00e0 paraplegia, mas eu a ficha s\u00f3 caiu dois, tr\u00eas meses depois. Eu fui processando essa informa\u00e7\u00e3o, vendo o que a paraplegia tinha me imposto para viver\u201d.<\/p>\n<p class=\"texto\">S\u00f3 ent\u00e3o Heberth soube que foi aprovado na universidade. Ele conta que naquele momento sequer conseguiu entender que tinha conseguido o grande objetivo da vida dele.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0\u201cA minha rea\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi compat\u00edvel com a pessoa que \u00e9 aprovada no vestibular de medicina. A minha rea\u00e7\u00e3o foi: \u2018Tenho que passar em alguma coisa, depois de estudar feito condenado, tenho que passar\u2019. Essa foi a rea\u00e7\u00e3o da pessoa que passou em duas faculdades de medicina. N\u00e3o teve tanta diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 express\u00e3o de emo\u00e7\u00e3o. Depois de um tempo a ficha foi caindo, eu pensei: \u2018Eu passei na faculdade que eu sempre queria ser aprovado, estudei, consegui a aprova\u00e7\u00e3o\u2019\u201d.<\/p>\n<p class=\"texto\">Conforme Herberth foi entendendo a aprova\u00e7\u00e3o, surgiram as d\u00favidas sobre como poderia ser iniciar um curso que demanda muitas coisas.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u201cUma semana ap\u00f3s a informa\u00e7\u00e3o da aprova\u00e7\u00e3o, a ideia come\u00e7ou a se tornar mais concreta, e veio na minha cabe\u00e7a: \u2018Como que eu vou fazer? Beleza, eu passei em medicina, mas agora estou parapl\u00e9gico, n\u00e3o vai dar para fazer a faculdade\u2019. Eu ficava feliz pela aprova\u00e7\u00e3o, e eu ficava triste porque eu imaginei que eu nem ia conseguir fazer a faculdade, ent\u00e3o por que eu iria ficar feliz?\u201d, ele compartilha.<\/p>\n<p class=\"texto\">Apesar da incerteza, Herberth conta que nunca pensou em desistir. Ele buscou e encontrou hist\u00f3rias de pessoas que, como, ele tinha limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e que tamb\u00e9m cursaram Medicina.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u201cEu n\u00e3o pensei em desistir, mas pensei em como fazer a faculdade. Na \u00e9poca, n\u00e3o conhecia um m\u00e9dico que era parapl\u00e9gico. Ent\u00e3o, n\u00e3o tinha uma refer\u00eancia de m\u00e9dicos parapl\u00e9gicos e por n\u00e3o ter essa refer\u00eancia, foi dif\u00edcil pensar nisso. Eu descobri foi tentar ver mecanismos, se eu achava algum caminho para conseguir realmente fazer a faculdade. Foi a\u00ed que eu fui descobrindo alguns m\u00e9dicos cadeirantes, conhecendo hist\u00f3rias de pessoas e vi que seria poss\u00edvel, sim, fazer a faculdade\u201d, relata.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Processo<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Ap\u00f3s um ano e nove meses entre tratamentos, cirurgias e hospitais, Herberth voltou para o Recife para iniciar a faculdade. Em processo interno, a UFPE aceitou que ele trancasse os tr\u00eas primeiros per\u00edodos do curso. No dia 8 de setembro, no in\u00edcio do per\u00edodo letivo 2025.1 da UFPE, Herberth viveu finalmente o sonho de come\u00e7ar a cursar medicina.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0\u201cVindo de S\u00e3o Paulo, eu fiquei muito ansioso em querer come\u00e7ar, mas ao mesmo tempo, estava muito receoso em como seria. Na minha cabe\u00e7a s\u00f3 havia d\u00favidas sobre as aulas e tudo mais, e hoje eu tenho vivido as aulas, estou entendendo e ficando mais tranquilo com algumas coisas\u201d, ele conta.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>\u00a0Prop\u00f3sito<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Para Heberth, o prop\u00f3sito da vida dele vai muito al\u00e9m de ajudar as pessoas al\u00e9m da medicina, mas tamb\u00e9m inspirar os outros com sua hist\u00f3ria. Tal como a m\u00e3e, ele enxerga a f\u00e9 como pe\u00e7a fundamental nessa trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0\u201cEu penso no longo prazo sim. Vejo que \u00e9 poss\u00edvel, sim, me tornar m\u00e9dico. Mesmo enfrentando todas essas dificuldades, vejo que \u00e9, sim, poss\u00edvel. Indo para a quest\u00e3o da f\u00e9, eu acho que um dos prop\u00f3sitos da minha vida est\u00e1 nesse caminho. Acho que o Senhor tem uma vontade que eu serva al\u00e9m da medicina, mostrando que \u00e9 vi\u00e1vel voc\u00ea conseguir fazer uma faculdade, \u00e9 vi\u00e1vel voc\u00ea fazer algo que queira fazer, mesmo sendo deficiente\u201d, afirma.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Heberth Vin\u00edcius Silva de Santana, de 21 anos, conseguiu iniciar o curso de medicina \u00a0na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ap\u00f3s sofrer um grave acidente de carro e ficar parapl\u00e9gico Nicolle Gomes, do DP Heberth Vin\u00edcius Silva de Santana (Rafael Vieira\/DP Foto) \u201cUma roda gigante\u201d. \u00c9 assim que Heberth Vin\u00edcius Silva de Santana, de 21 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":506330,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,7],"tags":[],"class_list":["post-506329","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios","category-nacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/whatsapp_image_2025_10_24_at_15_35_26__1_-781526.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/506329","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=506329"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/506329\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/506330"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=506329"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=506329"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=506329"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}