{"id":507919,"date":"2025-11-09T05:02:57","date_gmt":"2025-11-09T08:02:57","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=507919"},"modified":"2025-11-09T05:02:57","modified_gmt":"2025-11-09T08:02:57","slug":"projeto-mapeia-locais-com-vulnerabilidade-climatica-e-sugere-solucoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/projeto-mapeia-locais-com-vulnerabilidade-climatica-e-sugere-solucoes\/","title":{"rendered":"Projeto mapeia locais com vulnerabilidade clim\u00e1tica e sugere solu\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<header class=\"grid_12 prefix_2\">\n<div class=\"tituloNoticia\">\n<h1 class=\"tituloNoticiaDet\"><\/h1>\n<h2 class=\"subTituloDet\">Pesquisadores da UFF estudam os fen\u00f4menos das \u00faltimas seis d\u00e9cadas<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"descricaoNoticia\">\n<aside class=\"dataAutor\">Por<strong>\u00a0Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/aside>\n<aside><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-507920 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/enchente-rio-grande-620x373.png\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"373\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/enchente-rio-grande-620x373.png 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/enchente-rio-grande-300x180.png 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/enchente-rio-grande-768x462.png 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/enchente-rio-grande-160x96.png 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/enchente-rio-grande-640x385.png 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/enchente-rio-grande.png 820w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/aside>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"imgPadrao grid_12 prefix_2\"><small class=\"legendaFoto\">Projeto mapeia locais com vulnerabilidade clim\u00e1tica e sugere solu\u00e7\u00f5es &#8211;\u00a0<em>Foto: Gustavo Mansur\/Pal\u00e1cio Piratini<\/em><\/small><\/div>\n<div class=\"clear\"><\/div>\n<div class=\"spacer40 mobileNao\"><\/div>\n<article class=\"grid_8 prefix_2 textoArea\" data-fetch=\"true\">Com a ajuda da intelig\u00eancia artificial (IA), entre outras ferramentas, o projeto da Universidade Federal Fluminense (UFF) Riskclima identifica as \u00e1reas do Brasil mais vulner\u00e1veis aos extremos clim\u00e1ticos e os problemas sociais causados por eles. Com essas informa\u00e7\u00f5es, s\u00e3o propostas solu\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para cada localidade para melhorar a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por vezes, as solu\u00e7\u00f5es s\u00e3o simples, como um lembrete constante para a popula\u00e7\u00e3o beber \u00e1gua. \u201cIsso pode salvar vidas\u201d. Em \u00e1reas de ondas de calor intensas, \u00e9 comum as pessoas infartarem, principalmente idosos, e a desidrata\u00e7\u00e3o est\u00e1 entre os fatores negativos.<\/p>\n<p data-intext-processed=\"true\">Financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), o projeto Riskclima foi criado em 2022 e tem dura\u00e7\u00e3o prevista at\u00e9 2026. Os pesquisadores v\u00eam observando o que est\u00e1 ocorrendo com o clima nas \u00faltimas seis d\u00e9cadas e fazendo proje\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n<div id=\"_ppads_outstream_intext\" data-premium=\"\" data-adunit=\"FOLHA_PE_INTEXT_01\" data-sizes-mobile=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[300,190],[250,250],[200,200]]\" data-sizes-desktop=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[250,250],[200,200]]\" data-type=\"intext\" data-count=\"1\" data-fetch=\"true\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/88816410\/FOLHA_PE_INTEXT_01_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cA ideia \u00e9 criar um relat\u00f3rio executivo e, de alguma maneira, tentar fazer com que ele possa contribuir para cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, diz o coordenador do projeto Riskclima, M\u00e1rcio Cataldi, professor do Laborat\u00f3rio de Monitoramento e Modelagem do Sistema Clim\u00e1tico (Lammoc) da UFF.<\/p>\n<div class=\"dn_noticiasRelacionadas\">\n<div class=\"spacer30\"><\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Como funciona o projeto<\/strong><br \/>\nOs pesquisadores do Riskclima investigam quais s\u00e3o os fen\u00f4menos extremos mais frequentes e mais intensos que podem, de acordo com a vulnerabilidade, ocasionar algum tipo de risco. A partir da avalia\u00e7\u00e3o dos perigos prevalecentes em cada zona do pa\u00eds analisada, \u00e9 realizado um levantamento das a\u00e7\u00f5es cab\u00edveis para mitigar o impacto clim\u00e1tico em cada \u00e1rea.<\/p>\n<p data-intext-processed=\"true\">Uma das ferramentas utilizadas no projeto, \u00e9 a IA, usada para adequar os modelos clim\u00e1ticos do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) para uma realidade brasileira atual. O IPCC conta com modelos utilizados pelo mundo todo, que v\u00e3o indicar a mudan\u00e7a clim\u00e1tica daqui a 20 anos.<\/p>\n<div id=\"pads_intext-176267519884518\" data-premium=\"\" data-adunit=\"FOLHA_PE_INTEXT_02\" data-sizes-mobile=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[300,190],[250,250],[200,200]]\" data-sizes-desktop=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[250,250],[200,200]]\" data-type=\"intext\" data-count=\"2\" data-fetch=\"true\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/88816410\/FOLHA_PE_INTEXT_02_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>A IA \u00e9 utilizada para selecionar os modelos mais eficazes de previs\u00e3o do clima presente. Por exemplo, se um modelo faz uma simula\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria, mas subestima a chuva, a IA aprender\u00e1 e aplicar\u00e1 esse conhecimento num pr\u00f3ximo cen\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Resultados encontrados<\/strong><br \/>\nNa Regi\u00e3o Norte, por exemplo, onde vai ocorrer, na pr\u00f3xima semana, a 30\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP30), em Bel\u00e9m, no Par\u00e1, a pesquisa tem observado ondas de calor intenso. \u201cA gente tem observado o aumento das ondas de calor e desenvolveu durante o projeto um \u00edndice de onda de calor, que tinha aplicado na Europa. Quando a gente aplica esse \u00edndice para o Brasil, para nossa surpresa, a regi\u00e3o onde as ondas de calor est\u00e3o mais intensas nos \u00faltimos dez anos foi a Regi\u00e3o Norte. Elas aumentaram em todo o pa\u00eds, mas na Regi\u00e3o Norte foi onde elas mais aumentaram. Ent\u00e3o, isso foi um resultado que a gente n\u00e3o tinha conhecimento. Foi um pouco assustador, porque \u00e9 a regi\u00e3o onde voc\u00ea tem menos capacidade de adapta\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Cataldi nesta sexta-feira (7) \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p data-intext-processed=\"true\">Cataldi defende que a Regi\u00e3o Norte tem que ser discutida por v\u00e1rios n\u00edveis de conhecimento. As popula\u00e7\u00f5es mais ribeirinhas, mais tradicionais, n\u00e3o querem, por exemplo, a\u00e7\u00f5es muito invasivas. De acordo com o professor da UFF, essas popula\u00e7\u00f5es est\u00e3o acostumadas a lidar com a variabilidade natural do clima.<\/p>\n<div id=\"pads_intext-176267519884529\" data-premium=\"\" data-adunit=\"FOLHA_PE_INTEXT_03\" data-sizes-mobile=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[300,190],[250,250],[200,200]]\" data-sizes-desktop=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[250,250],[200,200]]\" data-type=\"intext\" data-count=\"3\" data-fetch=\"true\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/88816410\/FOLHA_PE_INTEXT_03_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cEnt\u00e3o, n\u00e3o d\u00e1 para voc\u00ea chegar com ventilador, um gerador el\u00e9trico para elas. Voc\u00ea tem que tentar trabalhar com solu\u00e7\u00f5es que elas aceitem. Mas, para isso, \u00e9 preciso primeiro trabalhar com essas popula\u00e7\u00f5es a n\u00edvel de uma educa\u00e7\u00e3o ambiental, mostrar que a variabilidade natural do clima que elas est\u00e3o acostumados a lidar n\u00e3o existe mais. Todos os antepassados deles sempre lidaram com as oscila\u00e7\u00f5es do clima, mas a forma como o clima est\u00e1 oscilando hoje \u00e9 diferente. Ent\u00e3o, eles precisam sim de adapta\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas ou adapta\u00e7\u00f5es que sejam criativas, mas s\u00e3o adapta\u00e7\u00f5es diferentes. Esse \u00e9 o primeiro desafio. S\u00e3o essas popula\u00e7\u00f5es muito tradicionais\u201d, apontou o professor.<\/p>\n<p><strong>Enchentes no Sul<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 na Regi\u00e3o Sul, as chuvas s\u00e3o a maior preocupa\u00e7\u00e3o. Ali, o projeto Riskclima analisa o aumento dos bloqueios atmosf\u00e9ricos. \u201cIsso significa que quando a gente tem um bloqueio na Regi\u00e3o Sudeste, as frentes frias n\u00e3o conseguem avan\u00e7ar para o Sudeste. Elas ficam paradas no Sul, como aconteceu em abril e in\u00edcio de maio do ano passado\u201d. O pesquisador se refere \u00e0s enchentes que deixaram 184 mortes no Rio Grande do Sul em 2024.<\/p>\n<p data-intext-processed=\"true\">M\u00e1rcio Cataldi lembrou que, este ano, o fen\u00f4meno aconteceu tamb\u00e9m, mas com menos intensidade. \u201cO problema todo \u00e9 que esse parece ser o padr\u00e3o normal a partir de agora\u201d. O pesquisador avaliou que precisa ser feito um levantamento, por exemplo, de \u00e1reas de inunda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"pads_intext-176267519884584\" data-premium=\"\" data-adunit=\"FOLHA_PE_INTEXT_04\" data-sizes-mobile=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[300,190],[250,250],[200,200]]\" data-sizes-desktop=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[250,250],[200,200]]\" data-type=\"intext\" data-count=\"4\" data-fetch=\"true\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/88816410\/FOLHA_PE_INTEXT_04_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Em Porto Alegre, por exemplo, grande parte das \u00e1reas inundadas s\u00e3o superf\u00edcies favor\u00e1veis a inunda\u00e7\u00f5es normalmente, em raz\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica em que se encontram. M\u00e1rcio Cataldi a trag\u00e9dia fna cidade foi agravada pela falta de manuten\u00e7\u00e3o e inoper\u00e2ncia das comportas comportas na capital ga\u00facha.<\/p>\n<p>Cataldi indicou que \u00e9 necess\u00e1rio lidar com esses problemas de forma s\u00e9ria, criar pol\u00edticas e trabalhar com a legisla\u00e7\u00e3o para que essas pol\u00edticas sejam continuadas. \u201cN\u00e3o pode ser uma coisa de um governo porque a\u00ed chega outro e diz que isso aqui n\u00e3o me interessa. N\u00e3o pode ser\u201d.<\/p>\n<p data-intext-processed=\"true\"><strong>Seca<\/strong><br \/>\nNo Sudeste e no Centro-Oeste, a seca prevalece devido \u00e0 aus\u00eancia de chuva. Artigo publicado pelos pesquisadores do Riskclima na Revista Nature mostra que o primeiro passo mais grave da seca \u00e9 que a umidade do solo vai diminuindo. Isso acontece porque durante anos consecutivos vem chovendo menos do que a m\u00e9dia. Foram usados sensores de sat\u00e9lites da NASA para mostrar isso.<\/p>\n<div id=\"pads_intext-176267519884580\" data-premium=\"\" data-adunit=\"FOLHA_PE_INTEXT_05\" data-sizes-mobile=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[300,190],[250,250],[200,200]]\" data-sizes-desktop=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[250,250],[200,200]]\" data-type=\"intext\" data-count=\"5\" data-fetch=\"true\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/88816410\/FOLHA_PE_INTEXT_05_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Cataldi destacou que Sudeste e o Centro-Oeste constituem a regi\u00e3o mais populosa do pa\u00eds, a regi\u00e3o de maior agricultura, onde est\u00e3o os grandes reservat\u00f3rios de energia. Por isso, o pesquisador destaca a necessidade de ci\u00eancia e tomadores de decis\u00e3o pensarem em forma de colocar a \u00e1gua como prioridade nacional. \u201cCada setor exige uma solu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica\u201d.<\/p>\n<p>Por exemplo, \u00e9 preciso otimizar a irriga\u00e7\u00e3o, a gera\u00e7\u00e3o de \u00e1gua dos aqu\u00edferos, otimizar as gera\u00e7\u00f5es de energias alternativas, renov\u00e1veis, como a e\u00f3lica e a solar, e preservar a gera\u00e7\u00e3o h\u00eddrica. \u201cPorque ela tem que ser usada quando voc\u00ea n\u00e3o tiver outras fontes de gera\u00e7\u00e3o na base, porque os reservat\u00f3rios, h\u00e1 muito tempo, n\u00e3o conseguem atingir n\u00edveis muito altos. Tem uma s\u00e9rie de solu\u00e7\u00f5es que t\u00eam que ser pensadas para cada setor. Porque a gente est\u00e1 falando de abastecimento de \u00e1gua humana e para animais, agricultura, ou seja, tudo demanda energia. \u00c9 necessidade b\u00e1sica da popula\u00e7\u00e3o brasileira\u201d. Por isso, a quest\u00e3o da seca e do agravamento da seca \u00e9 um ponto muito importante para ser tratado com urg\u00eancia, sinalizou Cataldi.<\/p>\n<p data-intext-processed=\"true\">Tamb\u00e9m no Nordeste, na regi\u00e3o da Caatinga, do sert\u00e3o, no semi\u00e1rido, o principal problema \u00e9 o agravamento da seca caminhando para um processo de desertifica\u00e7\u00e3o, que se encontra j\u00e1 avan\u00e7ando. \u201c\u00c9 uma regi\u00e3o que era seca, mas que est\u00e1 ficando mais seca\u201d.<\/p>\n<div id=\"pads_intext-17626751988452\" data-premium=\"\" data-adunit=\"FOLHA_PE_INTEXT_06\" data-sizes-mobile=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[300,190],[250,250],[200,200]]\" data-sizes-desktop=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[250,250],[200,200]]\" data-type=\"intext\" data-count=\"6\" data-fetch=\"true\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/88816410\/FOLHA_PE_INTEXT_06_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Sa\u00fade p\u00fablica<\/strong><br \/>\nTodos esses problemas clim\u00e1ticos acarretam impactos tamb\u00e9m na sa\u00fade p\u00fablica, variando entre as regi\u00f5es. Os bloqueios atmosf\u00e9ricos, por exemplo, est\u00e3o mais frequentes na Regi\u00e3o Sudeste. A pesquisa da UFF est\u00e1 estudando o quanto esses bloqueios atmosf\u00e9ricos afetam a qualidade do ar, porque eles aprisionam os poluentes pr\u00f3ximo da superf\u00edcie.<\/p>\n<p>\u201cUm ponto que a gente vai ver \u00e9 uma piora da qualidade do ar, com o aumento desses bloqueios. Outro ponto importante \u00e9 a quest\u00e3o de calor. Quando voc\u00ea tem uma perda de \u00e1gua muito grande, durante um epis\u00f3dio de onda de calor, o sangue fica mais viscoso; \u00e9 como se ele ficasse mais f\u00e1cil de embolar e, a\u00ed, isso facilita a coagula\u00e7\u00e3o, resulta em trombose e ataque card\u00edaco\u201d. Essa desidrata\u00e7\u00e3o abrupta acaba gerando ataques card\u00edacos.<\/p>\n<p data-intext-processed=\"true\">O professor disse que o n\u00famero de mortes por desidrata\u00e7\u00e3o na Europa \u00e9 absurdo. Na \u00faltima onda de calor, registrada em 2023, ocorreram 70 mil mortes, informou. \u201cA gente tem que tomar cuidado, porque por mais que o Brasil esteja acostumado com as ondas de calor, \u00e9 preciso trabalhar para essa hidrata\u00e7\u00e3o, principalmente com os idosos\u201d.<\/p>\n<div id=\"pads_intext-176267519884519\" data-premium=\"\" data-adunit=\"FOLHA_PE_INTEXT_07\" data-sizes-mobile=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[300,190],[250,250],[200,200]]\" data-sizes-desktop=\"[[336,280],[320,320],[300,300],[300,250],[250,250],[200,200]]\" data-type=\"intext\" data-count=\"7\" data-fetch=\"true\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/88816410\/FOLHA_PE_INTEXT_07_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>M\u00e1rcio Cataldi salientou que tamb\u00e9m os cuidadores e respons\u00e1veis pelos idosos devem estar informados da necessidade de todos se hidratarem. Esse \u00e9 um grande desafio, admitiu. S\u00e3o coisas do cotidiano para os quais a gente precisa ficar mais alerta.<\/p>\n<p><strong>Pr\u00f3ximos passos<\/strong><br \/>\nAntes do encerramento do projeto, previsto para 2026, ser\u00e1 apresentado \u00e0s autoridades do Brasil um relat\u00f3rio executivo com propostas de solu\u00e7\u00f5es, visando a tomada de provid\u00eancias e a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que ajudem a sanar esses diferentes problemas clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p data-intext-processed=\"true\">\u201cO importante \u00e9 sentar com as autoridades, mostrar a urg\u00eancia de implementa\u00e7\u00e3o dessas pol\u00edticas e nos colocar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, como universidade p\u00fablica, para ajudar a come\u00e7ar a mitigar os problemas clim\u00e1ticos\u201d, afirmou Cataldi. &#8220;N\u00e3o d\u00e1 pra esperar&#8221;, ressaltou.<\/p>\n<p>Cataldi argumentou que n\u00e3o se deve esperar 2050, porque os perigos clim\u00e1ticos j\u00e1 est\u00e3o acontecendo agora. O objetivo, enfatizou, \u00e9 trabalhar com o n\u00edvel de conhecimento que se tem, para que essas solu\u00e7\u00f5es sejam adaptadas e comecem a fazer efeito, isto \u00e9, comecem a melhorar todos os problemas clim\u00e1ticos, at\u00e9 come\u00e7ar a mitigar.<\/p>\n<p>O pesquisador esclareceu ainda que mesmo se os pa\u00edses deixassem de emitir hoje os gases de efeito estufa, o clima n\u00e3o voltaria ao que era antes. \u201cAinda demoraria duas d\u00e9cadas para retornar o equil\u00edbrio. Ent\u00e3o, o que a gente quer fazer \u00e9 tentar mostrar onde as a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o deveriam ser priorit\u00e1rias\u201d.<\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da UFF estudam os fen\u00f4menos das \u00faltimas seis d\u00e9cadas<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":507920,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[2,6],"tags":[],"class_list":["post-507919","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/enchente-rio-grande.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/507919","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=507919"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/507919\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/507920"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=507919"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=507919"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=507919"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}