{"id":510051,"date":"2025-11-30T08:38:13","date_gmt":"2025-11-30T11:38:13","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=510051"},"modified":"2025-11-30T08:38:13","modified_gmt":"2025-11-30T11:38:13","slug":"a-policia-age-diferente-quando-o-jovem-e-negro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/a-policia-age-diferente-quando-o-jovem-e-negro\/","title":{"rendered":"\u201cA pol\u00edcia age diferente quando o jovem \u00e9 negro&#8221;"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1><\/h1>\n<h2>Primeiro negro a chefiar embaixada na Europa, S\u00edlvio Albuquerque desmonta mitos do racismo<\/h2>\n<div>\n<div>\n<div class=\"atr-article-autor\">\n<p>Por\u00a0Gilson Jorge<\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<figure class=\"mw-article-head-image\" data-article-id=\"1370411\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-510052 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Embaixador-critica-A-policia-age-diferente-quando-0137041100202511281804-ScaleDownProportional-620x413.webp\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Embaixador-critica-A-policia-age-diferente-quando-0137041100202511281804-ScaleDownProportional-620x413.webp 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Embaixador-critica-A-policia-age-diferente-quando-0137041100202511281804-ScaleDownProportional-300x200.webp 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Embaixador-critica-A-policia-age-diferente-quando-0137041100202511281804-ScaleDownProportional-768x512.webp 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Embaixador-critica-A-policia-age-diferente-quando-0137041100202511281804-ScaleDownProportional-160x106.webp 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Embaixador-critica-A-policia-age-diferente-quando-0137041100202511281804-ScaleDownProportional-450x300.webp 450w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Embaixador-critica-A-policia-age-diferente-quando-0137041100202511281804-ScaleDownProportional-640x427.webp 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Embaixador-critica-A-policia-age-diferente-quando-0137041100202511281804-ScaleDownProportional.webp 828w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/figure>\n<div class=\"mw-image-info\"><span class=\"mw-image-description\">S\u00edlvio Albuquerque veio a Salvador lan\u00e7ar o seu livro Cidadanias Mutiladas &#8211;\u00a0<label class=\"mw-image-author\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/label><\/span><\/div>\n<div id=\"denakop-intext-1\" class=\"intext_desktop\" data-google-query-id=\"CMCUwaHkmZEDFSysYQYdpZgMPA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650,22666819895\/atarde.com.br\/post_intext_1_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<article id=\"article\">Em maio deste ano o diplomata\u00a0<a href=\"https:\/\/atarde.com.br\/muito\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-rel-defined=\"\">S\u00edlvio Albuquerque<\/a>\u00a0assumiu a Embaixada do Brasil na B\u00e9lgica e se tornou o primeiro negro a liderar uma miss\u00e3o diplom\u00e1tica nacional na Europa.<\/p>\n<p>Um feito marcante para esse niteroiense com cora\u00e7\u00e3o baiano \u2013 casado com a jornalista soteropolitana Ludmila Duarte \u2013 que ao ingressar no Itamaraty em 1986 encontrou basicamente homens brancos como colegas.<\/p>\n<p>\u00c0s v\u00e9speras de celebrar 40 anos de carreira, o embaixador veio a Salvador lan\u00e7ar o seu livro Cidadanias Mutiladas, Dignidades Restauradas (Editora Telha) e conversou com A TARDE sobre racismo, direitos humanos, cria\u00e7\u00e3o de filhos negros e o papel da ONU.<\/p>\n<p>Embaixador, como surgiu o projeto desse livro?<\/p>\n<p>Em janeiro, eu completo 40 anos no servi\u00e7o diplom\u00e1tico, no Itamaraty. E, ao longo dessas quatro d\u00e9cadas, eu lidei muito com o tema dos direitos humanos e, na minha atua\u00e7\u00e3o nas Na\u00e7\u00f5es Unidas, bastante com o tema do racismo. E fui membro do Comit\u00ea para a Elimina\u00e7\u00e3o da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial. Tudo isso tem virtudes e defeitos porque me levou a ter uma forma\u00e7\u00e3o profissional e direcionar minhas reflex\u00f5es e os livros que eu escrevi para esse tema, que para mim \u00e9 apaixonante, o tema do combate \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o racial, ao racismo. Mas com uma linguagem muito cifrada, muito correlacionada \u00e0 minha forma\u00e7\u00e3o profissional e acad\u00eamica. Eu sentia necessidade de escrever um livro que fosse mais direto, que falasse \u00e0s emo\u00e7\u00f5es, ao cora\u00e7\u00e3o do leitor. E que tratasse do tema da discrimina\u00e7\u00e3o racial com uma outra perspectiva, em que eu selecionaria fragmentos hist\u00f3ricos de pessoas conhecidas e outras desconhecidas que vivenciaram situa\u00e7\u00f5es profundamente marcantes, desconstrutivas, mas que foram capazes de reconstruir a sua dignidade. A ideia era tratar de temas sobre os quais eu trato ao longo de v\u00e1rios anos de forma diplom\u00e1tica ou acad\u00eamica de forma que sensibilizasse o leitor.<\/p>\n<p>Houve aquele epis\u00f3dio famoso com os jovens negros, filhos de diplomatas estrangeiros no Brasil, que foram maltratados pela pol\u00edcia. Como foi a repercuss\u00e3o nas embaixadas?<\/p>\n<p>Aquele epis\u00f3dio em Ipanema, no Rio de Janeiro, em 2024, para mim, pessoalmente, teve uma imediata remiss\u00e3o a um epis\u00f3dio envolvendo o meu pai. O que eu conto no livro do m\u00e9dico nos anos 50 que volta para casa e \u00e9 flagrado pela pol\u00edcia com o jaleco sujo de sangue. Esse epis\u00f3dio envolve o meu pai. Para mim, o que significou aquele epis\u00f3dio foi uma clara interpreta\u00e7\u00e3o de que o racismo em cinco ou seis d\u00e9cadas se transmutou.<\/p>\n<blockquote class=\"mw-citacao\">\n<div class=\"citacao\">O racismo tem essa capacidade extraordin\u00e1ria de se adaptar a circunst\u00e2ncias v\u00e1rias. \u00c9 um fen\u00f4meno social muito mut\u00e1vel. O que chocou naquele epis\u00f3dio foi perceber que a a\u00e7\u00e3o policial, que envolveu tr\u00eas filhos de embaixadores africanos em Ipanema, foi repressiva, ela reflete uma vis\u00e3o estereotipada do risco que jovens podem oferecer nos bairros das grandes cidades brasileiras.<\/p>\n<footer class=\"mw-citacao-autor\">S\u00edlvio Albuquerque<\/footer>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p>E como reagiram os diplomatas?<\/p>\n<p>A repercuss\u00e3o que isso teve no Itamaraty, institucionalmente e pessoalmente entre colegas meus, foi de choque, por isso ter acontecido com filhos de representantes diplom\u00e1ticos no Brasil, e tamb\u00e9m pela resposta insuficiente que foi dada naquele momento pelas autoridades do governo do Estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n<blockquote class=\"mw-citacao\">\n<div class=\"citacao\">Agora, para todos os brasileiros que vivenciam, ou testemunham atrav\u00e9s da imprensa, os fatos que ocorrem em grandes cidades brasileiras, n\u00e3o houve surpresa alguma por jovens negros em bairros de elite numa grande cidade brasileira terem sofrido aquele tipo de atitude repressiva pela pol\u00edcia. Uma abordagem que n\u00e3o seria natural se eles fossem brancos, sendo eles ou n\u00e3o filhos de estrangeiros residentes em Bras\u00edlia.<\/p>\n<footer class=\"mw-citacao-autor\">S\u00edlvio Albuquerque<\/footer>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p>O choque maior deve ser encontrado nas declara\u00e7\u00f5es da m\u00e3e de um dos jovens, que era ineg\u00e1vel que a a\u00e7\u00e3o foi provocada, embora n\u00e3o de maneira assumida pelos policiais e pelo governo do estado, por uma motiva\u00e7\u00e3o racial.<\/p>\n<p>O senhor vive no exterior, trabalhou em alguns pa\u00edses, e o racismo e a xenofobia est\u00e3o crescendo no mundo todo. Pela sua experi\u00eancia, como \u00e9 criar filhos negros nesses diferentes lugares?<\/p>\n<p>Primeiro, \u00e9 importante dizer que, sim, h\u00e1 evid\u00eancias do crescimento do extremismo e de manifesta\u00e7\u00f5es racistas mundo afora. No Brasil, na Europa, em diferentes continentes. Mas \u00e9 importante tamb\u00e9m dizer que \u00e9 um racioc\u00ednio um tanto perigoso associar o crescimento do racismo exclusivamente ao aumento do extremismo. Porque se perde a perspectiva de que o racismo est\u00e1 presente no mundo moderno pelo menos desde a cria\u00e7\u00e3o do conceito de estado-na\u00e7\u00e3o, com o colonialismo, com o imperialismo do s\u00e9culo 19, e tamb\u00e9m a constru\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica que justificava o colonialismo e o imperialismo, que est\u00e1 baseada no falso cientificismo sobre a inferioridade dos negros em rela\u00e7\u00e3o aos brancos. Dito isso, eu diria que o fen\u00f4meno do racismo, como afirmei na primeira pergunta, \u00e9 mut\u00e1vel. O racismo se adapta, inclusive, a circunst\u00e2ncias de pa\u00edses democr\u00e1ticos. Ele \u00e9 poss\u00edvel de ser visto em sociedades como a brasileira, por exemplo, em que na vig\u00eancia da democracia plena, \u00e9 poss\u00edvel ele se esconder, se escamotear, por tr\u00e1s da falsa no\u00e7\u00e3o de democracia racial, que hoje j\u00e1 \u00e9 algo denunciado como uma falsidade, mas que durante d\u00e9cadas foi uma ret\u00f3rica, uma narrativa que esteve presente.<\/p>\n<blockquote class=\"mw-citacao\">\n<div class=\"citacao\">O racismo n\u00e3o \u00e9 novo e a virul\u00eancia com que ele se manifesta hoje e a desfa\u00e7atez com que muitos manifestam o seu racismo sem cordialidade, como era caracter\u00edstico. Isso quem disse foi L\u00e9lia Gonzalez. Uma caracter\u00edstica b\u00e1sica do nosso racismo, v\u00e1lida para outros pa\u00edses, era que ele se escamoteava por tr\u00e1s da cordialidade. A desfa\u00e7atez hoje \u00e9 um sinal dos tempos, muitos n\u00e3o se acanham em discriminar. E a\u00ed n\u00e3o s\u00f3 racialmente. Isso vale para outras manifesta\u00e7\u00f5es de \u00f3dio, de intolet\u00e2ncia, que envolvem os homossexuais, a comunidade LGBT+, mulheres. \u00c9 uma caracter\u00edstica atual.<\/p>\n<footer class=\"mw-citacao-autor\">S\u00edlvio Albuquerque<\/footer>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p>Sobre criar filhos negros fora do Brasil, a resposta que eu poderia dar a essa pergunta est\u00e1 muito associada ao lugar em que essa crian\u00e7a, esse adolescente, fossem criados. Na minha trajet\u00f3ria recente, eu passei pelo Canad\u00e1, pelo Qu\u00eania e agora estou na B\u00e9lgica. Eu posso lhe assegurar que a resposta que eu daria sobre criar filhos nesses tr\u00eas pa\u00edses teria que ser diferente. Eu acredito que o problema do racismo, e a\u00ed a leitura que eu quero lhe dar, depende muito da inser\u00e7\u00e3o do negro nas sociedades em que ele circula, seja como imigrante, regular ou irregular, ou como cidad\u00e3o desse pa\u00eds. Ela \u00e9 muito d\u00edspare em rela\u00e7\u00e3o ao tratamento que se d\u00e1 em cada pa\u00eds. A rea\u00e7\u00e3o que se d\u00e1 ao fen\u00f4meno do racismo.<\/p>\n<p>O senhor menciona no livro as ofensas racistas envolvendo Vini Jr nos est\u00e1dios de futebol da Espanha. At\u00e9 pela nossa experi\u00eancia aqui na Am\u00e9rica do Sul, nas competi\u00e7\u00f5es continentais, nota-se que em outros pa\u00edses os insultos raciais no esporte s\u00e3o mais tolerados. Como o senhor v\u00ea essa cultura de toler\u00e2ncia ao racismo no futebol?<\/p>\n<p>No meu livro, al\u00e9m do fragmento de hist\u00f3ria relacionado a Vini Jr, eu tamb\u00e9m falo de c\u00e2nticos racistas que emanaram da boca de jogadores da Argentina quando eles ganharam a Copa Am\u00e9rica, falo do Lamine Yamal, e basicamente o que eu penso disso \u00e9 que, sendo o futebol o esporte mais popular do mundo, com uma capacidade de agrega\u00e7\u00e3o \u00fanica, e da paix\u00e3o, que vai do Brasil aos pa\u00edses mais d\u00edspares do mundo, sim, eu concordo que h\u00e1 uma rea\u00e7\u00e3o insuficiente das autoridades, isso vale para a Fifa, para as confedera\u00e7\u00f5es regionais e das federa\u00e7\u00f5es nacionais ao fen\u00f4meno do racismo no futebol.<\/p>\n<blockquote class=\"mw-citacao\">\n<div class=\"citacao\">Embora a ret\u00f3rica \u00e9 de que h\u00e1 uma resposta, de que h\u00e1 campanhas que reprimem o racismo e estimulam os torcedores e atletas a n\u00e3o compartilhar ide\u00e1rios e pr\u00e1ticas racistas, o que se percebe claramente \u00e9 que as medidas s\u00e3o absolutamente insuficientes. O Itamaraty conseguiu aprovar meses atr\u00e1s, no Conselho de Direitos Humanos das Na\u00e7\u00f5es Unidas, em Genebra, uma resolu\u00e7\u00e3o tratando justamente do racismo no esporte. \u00c9 um tema da maior relev\u00e2ncia.<\/p>\n<footer class=\"mw-citacao-autor\">S\u00edlvio Albuquerque<\/footer>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p>Quando eu fui membro do Comit\u00ea pela Elimina\u00e7\u00e3o da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial, por quatro anos, at\u00e9 2022, era um tema tamb\u00e9m de nossa preocupa\u00e7\u00e3o. \u00c9ramos 18 peritos das Na\u00e7\u00f5es Unidas lidando com esse assunto. Para mim, no nosso espa\u00e7o geogr\u00e1fico, as puni\u00e7\u00f5es da Conmebol (Confedera\u00e7\u00e3o Sul-americana de Futebol) s\u00e3o muito brandas. N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os atletas que sofrem atos que s\u00e3o impactados pelo racismo.<\/p>\n<blockquote class=\"mw-citacao\">\n<div class=\"citacao\">Eu penso no meu neto que \u00e9 fan\u00e1tico por futebol aos cinco anos de idade, no meu filho jovem que tamb\u00e9m ama o futebol, nos jovens de Salvador, de Niter\u00f3i, do Canad\u00e1, da B\u00e9lgica, que presenciam atos de racismo dentro do futebol, de novo, o esporte mais popular do mundo, que n\u00e3o tenham respostas devidas por parte das autoridades, isso fragiliza muito a luta contra o racismo.<\/p>\n<footer class=\"mw-citacao-autor\">S\u00edlvio Albuquerque<\/footer>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p>Falando em direitos humanos, de forma mais ampla, temos v\u00e1rios conflitos e guerras pelo mundo. Temos o genoc\u00eddio em Gaza, guerra civil no Sud\u00e3o. Mas em termos de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos, o que parece importar mesmo \u00e9 a vontade dos Estados Unidos e de outras superpot\u00eancias. Ainda existe um futuro para a ONU em termos de media\u00e7\u00e3o de conflitos no mundo?<\/p>\n<p>Eu acho que a ONU nunca foi t\u00e3o necess\u00e1ria. A ONU \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o dos estados ap\u00f3s a maior trag\u00e9dia que o mundo conheceu no S\u00e9culo 20, que foi a Segunda Guerra Mundial. E o caso mais extremo que o mundo conheceu de viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos foi o holocausto. Ap\u00f3s a sua cria\u00e7\u00e3o em 1945, a ONU aprova em 1948 a Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos, que tem dois princ\u00edpios fundamentais. A cren\u00e7a na igualdade e a cren\u00e7a no princ\u00edpio da n\u00e3o-discrimina\u00e7\u00e3o. Dito isso, o papel da ONU na resolu\u00e7\u00e3o dos conflitos, Gaza e todos os demais, h\u00e1 um conflito silencioso no Sud\u00e3o hoje, eu atesto a forma desigual como s\u00e3o vistos os conflitos no mundo. Eu n\u00e3o acredito que apesar da tens\u00e3o internacional provocada por radicalismos entre grandes pot\u00eancias, da descren\u00e7a de muitos na for\u00e7a do multilateralismo, a prega\u00e7\u00e3o do poder da for\u00e7a sobre o poder das negocia\u00e7\u00f5es, eu acho que nada disso anula a necessidade premente que o mundo tem cada vez mais de apostar nas Na\u00e7\u00f5es Unidas. O mundo sem as Na\u00e7\u00f5es Unidas significa um mundo an\u00e1rquico.<\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeiro negro a chefiar embaixada na Europa, S\u00edlvio Albuquerque desmonta mitos do racismo<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":510052,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[4,6],"tags":[],"class_list":["post-510051","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Embaixador-critica-A-policia-age-diferente-quando-0137041100202511281804-ScaleDownProportional.webp","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/510051","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=510051"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/510051\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/510052"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=510051"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=510051"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=510051"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}